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Colunistas

  • Sem assunto | Pedro Israel Novaes de Almeida
    17 de julho, 2017

    Vez em sempre, os articulistas amadores, a nosso exemplo, ficam sem assunto, para o artigo da semana.

     Parece incrível, mas quanto maior o número de acontecimentos e temas em discussão, mais difícil é optar por um tema. Os assuntos em voga já foram exaustivamente visitados por uma centena de autores, e a tendência natural é assumir opiniões e clamores alheios.

     A administração pública brasileira, com seus escândalos e despudores, tem potencial para nutrir, por séculos, artigos de opinião. Não vemos nada de atraente em anunciar que algum ladrão voltou a roubar, ou que algum notório criminoso acabou, mais uma vez, sendo absolvido.

     Em nosso meio, o assunto fica por conta de repisar problemas, pois as soluções já foram, há muito, descobertas. Dormitam, país afora, estudos e diagnósticos bem elaborados, condenados à desconsideração por sugerirem soluções contraindicadas para a continuidade de uma ou outra sem-vergonhice.

     Articulistas partidários, ativistas de sempre, raramente padecem da falta de assunto, eis que sempre haverá algum dogma ou refrão a ser repetido, nutrindo o endeusamento de lideranças ou a demolição da imagem de algum adversário formador de opinião.

     Cronistas especializados vivem repletos de temas, sempre atuais, pois a natureza, o esporte, as artes, a vida social, e cada compartimento da ação e conhecimento humano são inesgotáveis.  A categoria requer interesse, capacidade e relacionamento.

     A nós, amadores, compete escrever como se pensássemos em voz alta, tendo como fontes de pesquisa as impressões do dia a dia e opinião pessoal. É uma grata temeridade lançar ao julgamento dos leitores considerações de cunho absolutamente amador.

     No fundo, os amadores escrevemos para nós próprios, como que gerando arquivos que documentam nosso ânimo ou desânimo, em determinado momento. Somos, todos os milhões de brasileiros, articulistas amadores, atrevidos ou retraídos. 

     Com o avançar da idade, os articulistas tendem, e adoram, reviver cenas antigas e tempos de outrora, com detalhes só tardiamente valorizados. A humanidade parece caminhar para um futuro que, cada vez mais, valoriza o passado.

                  pedroinovaes@uol.com.br

     O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

     
  • Intolerância não constrói | João Baptista Herkenhoff
    13 de julho, 2017

    Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la. (Voltaire).

    François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, foi um filósofo humanista francês, um dos maiores vultos do Movimento Iluminista. Amante da polêmica, algumas de suas frases, propositadamente radicais, como a que abre este texto, tornaram-se célebres.

    A advertência de Voltaire é bastante oportuna no Brasil de hoje, que apresenta o quadro a seguir descrito.

    Partidários de uma determinada corrente de pensamento supõem deter a verdade. Quem diverge está errado.

    Os seguidores da corrente contrária também acreditam que são titulares do bom caminho, motivo pelo qual etiquetam como réprobos os divergentes.

    Através da internet formam-se grupos de pressão virtual. Isto é democrático.

    Quando a condenação dos opostos se mantém no debate verbal – eu sei, você não sabe – a intransigência está em bom tamanho, sem maiores consequências.

    Pior é a situação que ultrapassa a tertúlia da discussão civilizada.

    O oponente é inimigo da Pátria, um traidor, um abutre, deve ser silenciado por bem ou por mal.

    Algumas vezes, dentro de uma mesma família, ou entre vizinhos, ou entre frequentadores de uma mesma igreja, explode a ira, que não é nada santa.

    Nesse clima de intolerância, está fazendo falta, na atualidade, um líder como Tancredo Neves, capaz de colocar lado a lado dois inimigos históricos, ou duas facções extremas, para celebrarem o abraço da paz.

    Tancredo foi o principal protagonista da passagem da ditadura para a Democracia, no Brasil contemporâneo.

    Mas, se não temos Tancredo, estamos perdidos?

    Creio que não. Existe a opinião pública que pode pressionar e exigir o entendimento.

    A opinião pública somos todos nós.

    Podemos juntar nossas vozes, de norte a sul do território brasileiro, para expressar em pequenas reuniões (de bairros, de grupos profissionais) e através da coluna de cartas dos leitores dos jornais ou de cartas endereçadas a parlamentares, que não queremos um Brasil fratricida, mas sim um Brasil fraterno.

    A fraternidade não exige a identidade de pensamento, mas sim a compreensão e o respeito entre as pessoas.

    Divergência democrática é uma coisa. Fúria quase homicida, furor sem limites é outra.

    A liberdade de expressar o pensamento, sem censura, sem perseguição, foi uma conquista do povo, após a longa ditadura que se abateu sobre o pais, a partir de 1964.

    Deveremos celebrar a liberdade reconquistada, sem desvio de rota, ou seja, podemos opinar sem amarras mas devemos reconhecer no outro, no oposto, a mesma franquia.

     

     

    João Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado (ES) e professor.

    Email –jbpherkenhoff@gmail.com

    Site: www.palestrantededireito.com.br

     

    Este artigo pode ser divulgado livremente. O autor agradece o apoio.

  • Governos incertos | Pedro Israel Novaes de Almeida
    13 de julho, 2017

    Confesso o medo instintivo que sinto dos governos.

                O poder agasalha e incentiva tendências de transformar vontades individuais em obrigações coletivas. Uma simples mudança no sentido do trânsito, pela simples vontade do mandatário ou comissionado, pode gerar insatisfações as mais diversas, conturbando a rotina da população.

                Em países como o Brasil, em que o Legislativo sofre intensa interferência do Executivo, leis e a própria constituição podem ser modificadas ao bel prazer do mandatário de plantão.

                São as prioridades de cada governo que determinam o melhor ou pior atendimento à saúde e segurança públicas. Ocorre que contamos com poucas e precárias instituições, não havendo sólidos limites culturais e éticos à ação dos governos.

                Fôssemos uma democracia consolidada, não ficaríamos, a cada eleição, inseguros quanto à postura dos eleitos, uma vez empossados. Tal insegurança é refletida no sentimento coletivo de que o bom governo é aquele que nada atrapalha.

                Na verdade, os governos são apenas parcialmente conduzidos pelos titulares, presidente, governadores e prefeitos. É a legião de comissionados e conselheiros, formais e informais, que dita grande parte das iniciativas oficiais.

                É a ação dos não eleitos que transmite, aos mandatários, a imagem que fazem dos problemas e soluções, fazendo-as parecer verdades. Mandatários tendem a reduzir o número de acreditados no entorno, conduzindo as administrações às opiniões de um pequeno grupo de escolhidos.

                É tendência dos mandatários perderem o contato com a população, e cercarem-se de um grupo cada vez menor de conselheiros. Daí, as providências e omissões impopulares.

                O advento das comissões auxiliares da administração, originalmente compostas por membros da comunidade, pouco interfere nas gestões mal conduzidas. Não raro, tais comissões são formadas por funcionários do Executivo e por seguidores políticos do mandatário, pouco cumprindo a função de representar a opinião pública.

                Os governos editam leis e normas, exigindo-nos o cumprimento. Leis só admitem duas alternativas: são cumpridas ou são mudadas.

                Houve uma época em que os governos eram julgados pelas ações. Em tempos de crise, são julgados pelas omissões.

                Temíamos a ação dos governos, e hoje tememos suas omissões. As omissões, tal qual as ações, podem interferir em nossa própria liberdade, de manifestar opiniões, empreender e traçar o próprio destino.

                Os direitos e garantias individuais, inscritos na Constituição, só são efetivos se exercitados com a garantia dos governos. Governos podem, na prática, deixar de garanti-los, e passar a governar por leis não escritas.

                Continuamos temerosos.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

  • Ainda as cotas racistas | Pedro Israel Novaes de Almeida
    13 de julho, 2017

    O STF considerou, há cerca de um mês, constitucional a estipulação de cotas raciais, nos concursos públicos federais.

                As decisões do judiciário obrigam-nos ao acatamento, não à concordância. Consideramos as cotas raciais racistas.

                A história registra a trágica trajetória dos negros, caçados como animais, escravizados e submetidos à crueldade humana. A abolição da escravatura deu-lhes liberdade, sem as mínimas condições de usufruí-la.

                Libertos, os negros passaram a sofrer a escravidão do subemprego, da desconsideração social, da pobreza e do preconceito racial.  Apesar de tudo, muitos venceram as adversidades e brilharam, em muitos setores da ação humana.

                Ninguém, em sã consciência, ignora a injustiça historicamente praticada contra os negros, e seria desumano negar-lhes o reparo, quando possível e justo. As medidas inclusivas chegaram com séculos de atraso, e de tão atrasadas tornaram-se injustas.

                Como, em uma sociedade tão mestiçada, com necessitados e excluídos brancos, amarelos, pardos e negros, dar preferência a um só grupo, pela cor da pele ou ascendência ?  Inicialmente, as cotas resumiam-se à negritude, mas com o tempo, passou-se à salutar consideração também da condição econômica e social.

                As cotas devem ser direcionadas a grupos sociais, jamais a grupos raciais. O argumento de que o preconceito racial prejudica a inclusão é falacioso.

                O preconceito, ainda existente, encontra-se há décadas decadente, e já não é tolerado socialmente. Manifestações públicas de preconceito são imediatamente repelidas e condenadas, inclusive penalmente.

                Hoje, afrodescendentes ocupam lugar de destaque em todos os ramos, e não existe intolerância racial, em nosso meio. Negros frequentam escolas, hospitais, eventos culturais e simpósios sem qualquer fator que possa inibi-los ou exclui-los.

                A mestiçagem é tamanha que os homens de pele negra constituem minoria em nosso meio, ao contrário dos pardos, de todos os tons, maioria da população. Como explicar, aos pobres em geral, que não foram aprovados no concurso público em virtude de não serem negros ?

                Não existiam cotas, quando elas eram de fato necessárias. Hoje, injustas, proliferam país afora.

                Estudiosos explicam que o preconceito, tão arraigado antigamente, era mais econômico e social que propriamente racial. Negros ricos e famosos não foram discriminados.

                A miséria e exclusão agrupam brasileiros de todas as raças e cores, e a seleção de um só fenótipo humano, para inclusão, parece, de fato, racista.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

                

  • Sonhos e expectativas |
    13 de julho, 2017

    São os nossos sonhos que nos movem, eles nos impelem a continuar batalhando por dias melhores e mais felizes. Não é assim?

    Embora o povo brasileiro, ricos e pobres, esteja vivendo período conturbado e envolto em mar de incertezas, considero bastante recomendável recordar dois versículos da Bíblia Sagrada.

    "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito". Romanos 8:28 "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu". Eclesiastes 3:1 Como está a sua expectativa em relação a seus sonhos e a seus projetos de vida, meu prezado leitor? Admoesto-o para que não se deixe abater em função da situação política que estamos vivendo... Acredite, o que está acontecendo acontece, porque o país está iniciando o encerramento de um ciclo de rapinagem generalizada... Rapinagem por parte da classe política... Rapinagem por parte da classe empresarial. Mas há boas novas... Novas lideranças irão surgir... E o Brasil será outro... O Brasil encontrará o seu norte! E brilhará! É imprescindível que compreendamos algumas coisas que Deus quer nos dizer... É mister entender que depois da tempestade, vem a bonança!

    No Livro de 2 Reis, capítulo 24, lemos que o reinado de Joaquim, cai frente o exército de Nabucodonosor, rei da Babilônia, o qual levou cativa toda a nobreza de Jerusalém. Levou também todos os tesouros, todos os príncipes, todos os homens valentes, todos os artífices
    e ferreiros; ninguém ficou, exceto o povo pobre da terra, os velhos e os doentes, que para pouco ou nada serviam. E Nabucodonosor estabeleceu rei, em lugar de Joaquim, ao tio paterno deste, Matanias, de quem mudou o nome para Zedequias. Ora, Zedequias ficou em Jerusalém para governar o povo deixado ao léu por Nabucodonosor... Aleijados, paralíticos, velhos, doentes... Pessoas quase inúteis para qualquer trabalho. E Zedequias em pouco tempo, sonhou libertar-se do domínio da
    Babilônia... Então fez laços de amizade com o Egito... E imaginou que
    talvez pudesse fazer frente ao domínio dos babilônios... E derrotá-los... E, se por ventura tal ocorresse, voltariam a viver com qualidade de vida... Um sonho! Apesar das muitas divergências entre Israel e Egito, eles uniram forças, e então os egípcios decidiram enfrentar o rei Nabucodonosor. E Zedequias, com a aliança egípcia, levantou-se contra a Babilônia, sonhando libertar-se do jugo... Porém, sem consultar Deus... E fazendo coisas más aos olhos do Senhor. Nabucodonosor tomou conhecimento deste levante e investiu fortemente contra o Egito... E Zedequias foi alcançado pelo exército babilônico, e ele presenciou seus filhos serem degolados sem nenhuma piedade, à sua frente... Logo após seus olhos foram vazados, e Zedequias foi levado como
    escravo para a Babilônia. Matanias, agora Zedequias, mesmo sendo um rei fantoche, mesmo reinando sobre velhos e doentes, ele e seu povo tinham liberdade. Era vida difícil e trabalhosa mas eram homens livres... Os babilônios não os importunavam...Veja, prezado leitor, as atitudes de uma só pessoa podem levar um país à ruína...Matanias deve ter se lamentado muito sobre o que decidiu fazer... O povo de Israel havia se desviado de Deus... Eles se corromperam e
    faziam coisas más diante dos olhos do Senhor... Aquele rei fantoche queria a vitória sobre Nabucodonosor, porque
    queria reinar como um rei de verdade... Mas ele esqueceu de obedecer e de seguir a Deus. Daí, dá tudo errado! Eu João, tenho visto pessoas viverem dificuldades porque fazem alianças com pessoas erradas... Isto os leva à ruína moral e financeira, e há inúmeros exemplos assim à nossa volta... Todos os dias somos bombardeados pela criminalidade que abunda em todos os cantos e recantos. É caos sobre caos... O país não merece isso... O povo brasileiro não merece viver assim!

    A história de Matanias nos ensina que é melhor termos problemas e estar na dependência de Deus, do que não termos nenhum problema e vivermos ausentes de Deus. Não importa que dificuldades você esteja passando, nunca desista de seus sonhos nem de seus projetos de vida... E tenha excepcionais expectativas referentes a seus sonhos, mas sempre confiando em Deus... Não faça as coisas de deu jeito, antes peça o direcionamento de Deus... E aprenda a viver na dependência Dele...

    Lembre-se amiúde dos dois versículos do início deste artigo: Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus... E há um tempo certo para tudo acontecer... E creia, a sua vitória chegará. Glória a Deus!

     João Antonio Pagliosa

    Curitiba, 29 de junho de 2017.


     

  • Que queres que eu te faça? | João Antonio Pagliosa
    13 de julho, 2017

    O Homem é o simples resultado de tudo aquilo que povoa a sua mente. Pensamentos ele transforma em palavras e as transmite àqueles que o cercam.

    Palavras invariavelmente se transformam em ações que poderão ou não modificar a visão e quiçá a vida de outras pessoas. Para o bem ou para o mal.

    Por isso precisamos constantemente ter muito cuidado com tudo que sai de nossa boca. Nossa palavra pode ajudar, mas também pode destruir.

    Nossas ações tornar-se-ão hábitos em nossa vida e são estes hábitos que moldarão e lapidarão o nosso caráter.

    É o caráter de cada um sobre a face da terra que selará o seu destino.

    Seremos bem sucedidos?

    A resposta será afirmativa se soubermos governar nossa vida com sabedoria e prudência.

    O mundo que hoje vivemos, lamentavelmente jaz no maligno. A hipocrisia, a falsidade, a luxúria, a lascívia, a soberba, o egoísmo, o orgulho e o fascínio por dinheiro e poder, transformam o homem contemporâneo, numa máquina de mal feitos.

    Este mesmo mundo carece de um novo tempo, de uma nova sociedade cuja característica fundamental, seja a solidariedade humana e o amor pelo seu semelhante.

    Particularmente, eu não consigo visualizar isso de forma concreta, se não seguirmos com propriedade os ensinamentos de Jesus Cristo. Este homem Deus que revolucionou o mundo pela sua mansidão e pela sua capacidade de amar ao próximo. Ele viveu e morreu e ressuscitou. Sua tumba em Jerusalém está vazia porque Ele vive.

    E por estar vivo e por ser Deus, quer curar cada uma de suas criaturas. Quer enxugar suas lágrimas e ser o seu porto seguro.

    No Novo Testamento, em João, capítulo 5, versículos 1 a 18, Jesus pergunta ao deficiente, no tanque de Betesda:

     

    “Que queres que eu te faça"?

     

    E este pobre homem, paralítico havia 38 anos, permanecia ali, aguardando a graça de sua cura. Queixava-se de sempre ser deixado para trás, pelos homens sem deficiência que caiam na água, antes dele e

    eram curados.

    Enquanto não houver arrependimento por transgressões, enquanto não houver quebrantamento de coração, enquanto não houver o clamor pelo socorro de Deus, a benção não virá.

    Prezado leitor, em que áreas de sua vida você é deficiente e precisa de socorro? Pense e vasculhe sua vida, e como tem sido seus dias, como tem utilizado seu tempo.

    Você é feliz? Julga ter vida em abundância?

    Com toda a certeza, Deus sempre quer o melhor para cada um de nós e ama imensamente cada uma de suas criaturas. Nos ama a tal ponto que não vacilou em sacrificar seu único filho para que todos tivéssemos a chance da salvação.

    Ingressar no paraíso e viver toda a eternidade junto a Deus, será a recompensa daqueles que não se dobraram ante tantos outros deuses que este mundão oferece.

    Na última quinta-feira, participei de um evento na sede da SEBRAE-Curitiba e presenciei quinze empresários demonstrando sua capacidade criativa e todos explicando como superaram suas dificuldades e os paradigmas do “isso não vai dar certo”. O principal ensinamento sempre é:

    “Se cair sete vezes, levante-se oito. Nunca desista!” Considero o gesto de empresários vencedores, ensinarem seus semelhantes, algo muito solidário e promissor. Somos todos muito dependentes dos outros.

    Você precisa entretanto, descobrir que é totalmente dependente de Deus.

    Qualquer trabalho precisa ser feito com planejamento, com conhecimento, mas sempre com muito amor. Sem amor nada funciona, nada edifica, nada tem sentido e amor é a essência de Deus.

    Por isso, meu prezado, nas suas horas ruins, nas suas dificuldades e lutas, não olvide a passagem bíblica da cura do paralítico, narrada por João.

    Nosso irmão Jesus, está sempre disponível, e lhe pergunta com todo o amor: “Que queres que eu te faça?”

    Se você crer, todos os seus sonhos serão restaurados e o amanhã será dádiva preciosa.

     

    Com carinho,

     

    João Antonio Pagliosa

    joaoantoniopagliosa@gmail.com

    Eng. Agrônomo pela UFRRJ em 1972.

    Servo Útil de DEUS a partir de 2007.

     

  • Benesses de Deus | João Antonio Pagliosa
    10 de julho, 2017

    Muitos filhos de Deus sofrem à toa, sem qualquer necessidade e quase nunca se dão conta disso.

    A desobediência, a falta de perdão e a soberba, constituem entraves sérios às benesses de Deus, e não raro advém doenças e males físicos e psíquicos e tais tribulações sempre perturbam pessoas.

    Alguns, mais afoitos, querem chutar o pau da barraca, sentem-se cansados, desiludidos e até abandonados por Deus.

    Vale à pena recordar José, o filho de Raquel e de Jacó. Ele foi lançado na cisterna e abandonado para morrer à míngua, pelos seus irmãos, que o detestavam.

    Imaginem o nível de rejeição que sofreu este homem. Mas José foi libertado por estranhos e vendido como escravo no Egito. Foi encarcerado, porém, mesmo na prisão, prosperava. Sabe por quê? Porque ele jamais alimentava os seus problemas e as suas dificuldades.

    Foi tentado pela bela mulher de Potifar, numa das áreas mais frágeis do bicho homem.

    Ora, porque o desejo sexual é algo deveras difícil de dominar, se a sua fé em Deus não for realmente grande. E, mulher rejeitada é quase sempre cruel, vingativa e caluniadora. E, José passou maus pedaços por causa daquela mulher.

    Mas, José sonhou. E seu sonho elucidou o sonho de faraó. E José amanheceu na prisão e anoiteceu no palácio; e tornou-se o segundo homem mais poderoso de todo o Egito.

    Esta reviravolta em sua vida aconteceu porque ele sempre foi fiel a Deus. E Deus usa também pessoas iníquas, descrentes e pecadoras, para nos abençoar com suas graças e favores.

    Para nos brindar com suas benesses.

    As situações de dificuldades nos empurram para a vitória, nos impelem a sair do marasmo e da rotina cansativa e paralisante. Dão-nos ânimo novo!

    Veja Gênesis 41: 51 e 52 e também Gênesis 50:20.

    No livro de Êxodo 6:1, aquilo que Deus diz e faz a Moisés, Ele quer também fazer por cada um de nós. Ele quer manifestar o seu poder.

    Em Esdras, observamos que reis ímpios atendiam os seus pedidos e usavam suas riquezas para edificar a casa do Senhor. Assim agiam, porque Esdras buscava a palavra do Senhor e as ensinava a todos. Por isso a mão de Deus estava sobre ele.

    Prezados, nós precisamos obedecer à palavra. E evangelizar assiduamente os nossos irmãos; evangelizar porque muitos não conhecem a Deus.

    Precisamos consolidar princípios! Tudo é possível ao que crê! Tudo é possível a Deus!

    E neste mundo conturbado em que vivemos, vejo com alegria a performance do Papa Francisco. Que a sua mensagem de amor, humildade e cuidado com os irmãos mais necessitados, seja a tônica no coração de cada homem e de cada mulher que vive a palavra de Deus, e que se renova pelo poder do Espírito Santo.

    Busquem a Deus e encontrarão a paz. Basta de desertos, de dores e de aflições. E se quer realmente ser feliz, ajude com amor cristão alguém próximo e necessitado.

    Há tanto por fazer!

    E nunca se preocupe em ser recompensado. Deus não fica devendo nada para ninguém. Espere e confie. As bênçãos o alcançarão.

    Com carinho

    João Antonio Pagliosa

    Curitiba, 27 de junho de 2017.

  • Cuidar do planeta, ou empregar pessoas, ou fazer o quê, hein, Donald? | João Antonio Pagliosa
    10 de julho, 2017

    Por que Donald Trump disse NÃO ao Acordo de Paris? O Acordo de Paris, com suas restrições no sentido de dar mais sustentabilidade ao planeta, pode significar o desaparecimento de 2,7milhões de empregos gerados nas indústrias de carvão e de petróleo, segundo Jabin Botsford, do jornal The Washington Post. Três semanas atrás, o presidente dos USA, Donald Trump, retirou seu país do Acordo de Paris, uma luta ferrenha de Barack Obama, na tentativa vã de convencer o mundo que os norte-americanos não são cegos em relação ao meio ambiente e as condições climáticas desta aeronave Terra, onde somos todos dependentes.

    Será Trump uma ameaça para o mundo? Ora, Donald Trump olha para a economia dos USA, e óbvio para a influência geopolítica que seu país representa. Ele sabe que o Acordo de Paris é mais uma versão da caminhada da política internacional, na busca de minimizar os efeitos do aquecimento global causado pelo homem. Esse aquecimento global já foi desmistificado por muita gente séria...

    Esta caminhada internacional, iniciou no Rio de Janeiro, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, conhecida como Rio 92. Depois tivemos a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997. E em 2009, a Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague.

    Muita celebração e resultados práticos, quase nada... Empregar pessoas e construir mais riquezas e desafiar os avisos da natureza, estão léguas à frente... Os USA sempre foram muito resistentes na adoção de medidas para diminuir a emissão de gases poluentes... E eles observam a China se agigantar como potência mundial usando o carvão (muito barato e altamente poluidor), como sua principal matriz energética. Ora, Trump disse NÃO ao Acordo de Paris porque é prejudicial à economia dos Estados Unidos, e os USA é a nação que mais polui, portanto as medidas os afetariam de forma muito mais contundente que qualquer outro país signatário. E Trump tem muita desconfiança, especialmente porque países de economia pequena não respeitarão o que assinaram...

    O grande problema do Acordo de Paris, é que ele é mais discurso do que prática. Os termos do acordo não preveem mecanismos que levem ao cumprimento das medidas acordadas, e pior que isso, não punem os países que desobedecem. Assim, Donald Trump, pulou fora... Mas, e o aquecimento global? Bem, o que sei é que está bem friozinho aqui em Curitiba... Também sei que há muita paranoia na cabeça daqueles que veiculam informações na mídia...

    Curitiba, 22 de junho de 2017

    João Antonio Pagliosa Engenheiro Agrônomo

  • A cleptocracia e nossa corrupção endêmica | João Antonio Pagliosa
    27 de junho, 2017

    Uma determinada ocasião, ainda no ano de 1995, li matéria em revista brasileira (creio ter sido a Isto É), cujo foco era mostrar o nível de corrupção do nosso povo.

    A matéria enfatizava que nas empresas, organizações, instituições, o roubo é prática generalizada e ocorre com todos, isto é, desde o office boy até os diretores e patrões.

    Li inclusive, entre aflito e atônito, que gerentes de instituições financeiras recebiam aulas/cursos para aprender formas de surrupiar dinheiro das contas de seus clientes, através da criação de códigos diversos. Tais gerentes tinham na ponta da língua explicações mais ou menos convincentes, caso o correntista se manifestasse com queixas sobre seu saldo.

    Como normalmente eram valores pequenos, (tipo cem a quinhentos reais), e realizavam estas operações duas a três vezes por mês, com clientes cuja conta era bem "gorda", o correntista dificilmente reclamava.

    E o banqueiro lucrava uma barbaridade (hoje mais que nunca), e vez por outra premiava seu gerente com um jantar elegante com "mimo" próximo a R$1,99. Uma beleza!

    Hoje mais que nunca, sei que estão saqueando este país de forma absurda, e entendo que se não houver a participação efetiva de cidadãos de bem, não conseguiremos mudar este quadro caótico de roubalheira generalizada de bens públicos, em todas as esferas de poder.

    É deprimente (para dizer o mínimo), aquilatar que a corrupção é REGRA nos negócios entre governo e empresas. Todos (quase sem exceção) querem levar vantagem em tudo e isto se tornou um hábito que somente a consolidação de princípios éticos pode paralisar e defenestrar.

    Como pode os irmãos Batista da JBS estar em liberdade? Isso, para mim, é uma bofetada na face de cada pessoa decente...

    Ouço atordoado nossos políticos falarem de um jeito, e agirem no sentido diametralmente oposto ao que propalam. É incoerente, ilógico e insano! É surreal!

    Nossa tributação é um horror... Uma pérfida política contra as pessoas de baixa renda, e fala-se muito e não acontece nada... Percebe-se vontade do governo federal de mudar este quadro absurdo mas na prática, os impostos continuam comendo o pouco dos muito pobres...

    Necessitamos reformas urgentes que permitam direcionar dinheiro grosso para nossa infraestrutura que está capenga porque o dinheiro arrecadado se esgota no pagamento dos juros da dívida pública e no pagamento dos funcionários públicos... Estes, eternamente insatisfeitos...

    A reforma previdenciária sangra nossos cofres... A reforma trabalhista massacra nossas empresas e comprometendo a vida de milhões de trabalhadores, e nossos políticos sem visão queixam-se da crise mundial, da desaceleração chinesa, da valorização do dólar, e tantas outras cretinices... Sem se dar conta de suas letargias... De suas incompetências...

    Nós precisamos uma reforma fiscal que defina o volume de arrecadação necessária para os gastos do governo, e uma reforma tributária que defina a forma de arrecadação para atender o programa fiscal. Mas os políticos batem cabeça, preocupam-se na defesa do que lhes interessa, e são notórios nefelibáticos que não entendem o óbvio: O Brasil precisa crescer sem temer a concorrência de produtos estrangeiros e sem temer a taxa de câmbio com qualquer moeda em relação à nossa moeda.

    Competentes se estabelecem... Os outros morrem à míngua!

    Sem acabarmos com a cleptocracia e a corrupção endêmica que grassa soberba e altiva na mente de nossos políticos, o dinheiro nunca chegará a quem de fato precisa. Nunca chegaremos a uma distribuição de renda adequada que possa garantir paz social... Esta paz social tão inutilmente perseguida...

    É preciso agir como a rainha Ester (Antigo Testamento), isto é, o governo precisa fazer o que tem que ser feito. Sem medo e sem vacilos periclitantes.

    E, acabei de ouvir que Sergio Moro condenou Palocci a 12 anos de cadeia... Ora, a arte de roubar precisa ser premiada com prisão... E as delações devem apenas abrandar um pouquinho a pena destes calhordas... Caso contrário transgredir pode ser muito lucrativo...

    Pau que bate em Chico, precisa bater também em Francisco...

     

    Curitiba, 26 de junho de 2017

    João Antonio Pagliosa

    Engenheiro Agrônomo

  • Refugiados | Pedro Israel Novaes de Almeida
    22 de junho, 2017

    Milhões de refugiados constituem a tragédia do século.

                Fogem de perseguições políticas, fome, violência ou desastres naturais, dentre tantas outras causas. São homens, mulheres, crianças ou idosos, que buscam algum porto seguro, na esperança de serem acolhidos em terras distantes.

                Partem em condições precárias, não raro clandestinas e perigosas, e muitos morrem sem chegar ao almejado destino. Deixam trabalho, estudos, convivência, casa e parte da família, rumo ao incerto.

                Levam muitas saudades e indignação, como pássaros que perderam o ninho, e chegam quase sempre clandestinos, na esperança de serem recebidos como seres humanos em busca de teto e dignidade.

                A maioria foge das ditaduras, sedenta por liberdade e algum conforto. Cuba, Venezuela, Congo e Síria são apenas alguns dos pontos de partida.

                Governos e populações dos países onde aportam não costumam festejar - lhes a chegada, não sendo raras as negativas de asilo e regularização da nova vida. Existe a noção, real, de que os refugiados tornam precários os  empregos, e congestionam as estruturas de segurança, saúde, educação e moradia, sempre adaptadas à população nativa.

                No Brasil, a questão é tratada, inicialmente, como problema municipal, até que governos estaduais e federal entendam e assumam a responsabilidade solidária por eventual solução.

                Os preconceitos são os mais diversos, de religiosos a políticos, sendo, muitos, tratados como potenciais terroristas ou simples criminosos famélicos. O choque entre culturas tão distantes enseja reafirmações e conflitos.

                O acolhimento de refugiados não pode ficar confinado a um ou outro país, sob pena de desestruturação e conflitos. O esforço humanitário do acolhimento deve ser rateado entre grande número de nações.

                Refugiados são profissionais de todos os ramos, e muitos sequer conseguem carregar diplomas e documentos, na desesperada fuga. Muitos países conseguem o aproveitamento das capacidades, suprindo déficits  internos.

                Aos governos compete exercer o mister humanitário, sem descurar de prevenir e acautelar potenciais desestruturações sociais, que podem diminuir o bem estar e comprometer a paz entre pessoas.

                O esforço em prol dos refugiados deve ser estendido a todas as nações, seja buscando resolver, a nível internacional, as questões que geraram tamanha migração, seja instituindo fundos para acudir os países que acolhem.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

               

     

  • Comissionados | Pedro Israel Novaes de Almeida
    20 de junho, 2017

    O clientelismo e a noção de que toda a administração pertence ao mandatário são antigos cacoetes públicos.

                O poder de nomear e demitir figura dentre os mais cobiçados por nossos eleitos, eternos inconformados com os primados da impessoalidade e moralidade pública.

                Nossos legisladores criaram a figura do comissionado para desempenhar funções de assessoria ou chefia, trazendo, para dentro das administrações, especializações e entendimentos não rotineiramente encontrados dentre os funcionários efetivos.

                Na prática, o rol de comissionados acabou transformado em depositário de parentes, amigos e correligionários. Dizem, por aí, que manter eleitos nos estreitos limites da legalidade, é mais difícil que cercar frangos, antes do almoço.

                O nepotismo pode nascer de operação casada, com um governo nomeando parentes do outro. Pode também surgir de contratação encomendada, por empresa privada que preste serviços públicos.

                Houve, Brasil afora, uma explosão de cargos comissionados, em Executivos e Legislativos, aumentando o poder e abrangência dos eleitos. Tal fato desmerece e inibe a profissionalização dos serviços públicos, pela atuação de pessoas estranhas, nomeadas sem critérios aparentes e conhecidos de eficiência e especialização.

                É comum a estranheza popular, com nomeados que parecem nada somar à estrutura pública, salvo o atendimento de vontade especialíssima do mandatário. A livre nomeação de pessoas não costuma estar atrelada à moralidade pública.

                Legislativos desvirtuados acabam funcionando como fonte de indicação de comissionados e não são raros os casos em que as promessas de nomeação surgem em plena campanha eleitoral. Para a eleição, ou mesmo como meio de cooptação de legislativos, a nomeação de comissionados figura, sempre, imunda.

                União, estados e municípios andam repletos de comissionados, com poucos efetivamente necessários e imprescindíveis. Compete às assembleias e edilidades discernirem a real necessidade de cada nomeação, vasculhando currículos e arguindo, no dia a dia, os feitos e desfeitos para a efetiva prestação de serviços à população.

                O quadro de comissionados das administrações deve, também, ser objeto de permanente acompanhamento pelos sindicatos e associações de servidores, evitando a perpetuação de pessoas e cargos que maculam a normalidade dos serviços.

                A porta de ingresso ao serviço público deve, prioritariamente, apontar para o concurso, sendo a figura do comissionado vista como meramente acessória e episódica, mínima e absolutamente necessária.

                                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

  • Mais um absurdo | Pedro Israel Novaes de Almeida
    13 de junho, 2017

    A recente decisão do TSE, inocentando as irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer, atraíram o inconformismo de milhões de brasileiros. Em comentário de rara inspiração, uma jornalista da Globonews sentenciou que a chapa havia sido inocentada por excesso de provas.

                O episódio, histórico, reviveu o debate a respeito de nossas altas cortes judiciais, que padecem de original e duradouro desvio de composição. Os debates, inspirados pela recente decisão, apontam para a inequívoca extinção da Justiça Eleitoral, como compartimento isolado de nossos órgãos judicantes.

                Na verdade, a Justiça Eleitoral é nutrida e composta por componentes de outras esferas da Justiça, aparentando especialização a partir do segundo grau de jurisdição. Tal qual na maioria dos outros países, os desentendimentos e irregularidades eleitorais deveriam ser tratados pela Justiça Comum, o que representaria ainda e economia de recursos públicos milionários.    

                Embora soe como absurda, a composição de nossas altas cortes é produto de indicação do executivo mandatário, e aprovação legislativa, após pouco proveitosa sabatina. Assim, o Presidente da República acaba assumindo o papel de patrono de ministros que poderão, amanhã, julgá-lo.

                O mesmo ocorre com os Tribunais de Contas, cujos componentes ali aportam como indicados e anuídos políticos. Governador e Presidente terão as contas julgadas também por seus indicados.

                Na verdade, nossos poderes não são independentes e harmônicos, como preceitua nossa inocente Constituição. Aqui, Executivo e Legislativo tratam da composição de nossas cortes judiciárias, e membros do Legislativo podem ser nomeados para cargos e funções executivas, sem perda do mandato para o qual foram eleitos.

                Existem projetos legislativos que tratam do tema, dentre eles o proposto pelo senador Reguffe, que conferem mandatos definidos a ministros das altas cortes, e torna o ingresso produto de concurso público. A vitaliciedade prejudica a oxigenação e o surgimento de novos virtuosos, e o concurso público acaba com o favor e contraindicações da decisão eminentemente política.

                A pouco confiança que inspiram os concursos públicos labuta em prol de eleições internas do Poder Judiciário, por todos os seus segmentos, como determinante da nomeação de novos ministros. Quem trabalha junto conhece melhor.

                Infelizmente, projetos inovadores e necessários caminham lentos e incertos, não raro sujeitos e argumentos e pressões jamais escritas. Nossos plenários, em regra, espelham posições já definidas, restando pouquíssimos convencimentos a serem firmados.

                Vivemos sob o descalabro das indicações meramente políticas, e não raro vivemos momentos de inconformismo, nos casos em que a Justiça deixa de ser justa. A Justiça é, ainda, a maior guardiã de nossos direitos.

                                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

                 

  • Infâmia brasileira | João Antonio Pagliosa
    11 de junho, 2017

    Quando vejo milhões de famílias brasileiras com problemas financeiros, eu me pergunto, como a Receita Federal não consegue parar as ações dos ladrões desta nação... Eles tem todas as informações nas mãos...

    A Operação Lava Jato ensinou que para pegar ladrão, é preciso apenas seguir o rastro do dinheiro... Elementar, meu caro Watson...

    Como é possível os irmãos Batista da JBS movimentarem bilhões de reais em mil maracutaias, durante décadas, e a Receita Federal deixar passar batido? Eu não consigo entender... Você, que me lê, consegue?

    E as fortunas de nossos políticos super ladrões? Ninguém rastreia nada?

    Haja laranjas porque as cifras são de bilhões...

    Mas a Receita Federal tem as informações do dinheiro dos laranjas, também.

    E a origem deste dinheiro?

    Por que não prendem os banqueiros que lucram absurdos (bilhões de reais a cada trimestre) e simultaneamente devem bilhões de reais a Previdência?

    Isso é crime! Por que passa batido? Alguém consegue explicar?

    Por que não prendem os empresários sonegadores de impostos?

    Ora, se isto porventura ocorresse, poderíamos certamente deixar de cobrar imposto na fonte daquele trabalhador que recebe R$4.000,00 com desconto de 27,5%. Isso é para matar o pobre do contribuinte.

    Salário de quatro mil reais é renda? Convenhamos que não é! Isso sequer sustenta uma família com dignidade...

    O imposto sobre o trabalhador brasileiro é aviltante! Ele paga tanto ou mais que aquele muito rico... É ultrajante!

    E é aviltante, essencialmente porque não há nenhuma benesse ao que paga impostos. Nada! Absolutamente nada!

    O cidadão que paga imposto não tem nenhum benefício... E ele é afrontado todos os dias pelos altos salários da classe política...

    Que de útil, pouco ou nada faz!

    Pelo foro privilegiado de alguns que se julgam deuses...

    A Educação se esfacela... E observamos políticos aloprados tipo Maria do Rosário, defender direitos humanos de bandidos estupradores...

    Por que uma pessoa desse quilate ingressa na política?

    A saúde de nosso brasileiro é caso de polícia... Há milhares de cidadãos morrendo sem socorro porque o SUS está doente...

    A segurança pública inexiste e observamos a proliferação dos bandidos porque sabem que ficarão impunes. A polícia prende e solta, meia hora depois...

    Mas o que me deixa revoltado são os nossos governantes corruptos...

    Eles, para o nosso desassossego, conspurcam pelo Brasil todinho... De norte a sul e de leste a oeste... Uma tragédia colossal e continental!

    A infâmia brasileira é o roubo generalizado em todas as esferas de poder!

    Este roubo generalizado está matando milhares que não precisariam morrer!

    E agora que Gilmar Mendes (presidente do STF e funcionário de cada cidadão brasileiro), decidiu pela permanência de Temer como presidente do país, é hora de colocar as barbas de molho, refletir sobre as eleições de 2018, e orar para que surjam nomes novos que possam redimir e impulsionar esta nação.

    Chega de enganação... Chega de ostracismo pernicioso...

    Chega de calhordas e mentirosos de todas as siglas e colorações...

    Por isso, pense muito bem antes de dar seu voto no próximo pleito...

    É hora de RENOVAÇÃO!

    Para fazer um paralelo sobre o que leu até aqui, é interessante ler sobre a comunidade cristã, em Atos 4, versículos 32 a 35.

    Que mundo fantástico poderíamos todos usufruir... Caso não houvesse uma doença denominada ganância.

    João Antonio Pagliosa

    Engenheiro Agrônomo

    Curitiba, 11 de junho de 2017.

  • Abissal diferença | João Antonio Pagliosa
    09 de junho, 2017

    Religião vem de religare, uma palavra latina que significa religar. O homem pelo pecado se afastou de Deus, e a religião é a forma de nos religarmos a Ele.

    Você vive uma vida espiritual ou vive uma vida religiosa? Há uma diferença abissal entre estas duas formas de viver...

    Abraão foi um homem de admirável importância tanto para Deus quanto para a humanidade. A que se deveu isso?

    Simples resposta: Sua fé e sua obediência!

    Quando foi instruído a deixar sua terra natal e a sua parentela, ele não hesitou... E partiu rumo à região que o Senhor lhe reservou.

    Em Romanos, capítulo 4, Abraão é justificado (reconhecido) pela sua fé inabalável. Ele é nosso pai, segundo a carne, isto é, somos dele descendentes... Abraão acreditou em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça.

    Deus, meu prezado leitor, nunca fica devendo nada a ninguém... Ao contrário, Ele nos dá muito mais que merecemos... Por isso, quando você reclama de algo, está sendo muito injusto... É preciso suportar seus vales e desertos com coragem e com fé!

    A aquele que trabalha o salário não é considerado um favor, e sim uma dívida, ou seja, o patrão fica em débito com seu empregado até o pagamento.

    Ao que não trabalha, porém acredita naquele que justifica (perdoa) o ímpio, a sua fé ou crença lhe é atribuída por justiça. É verdade bíblica!

    O rei Davi declarou ser bem aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de suas obras: Bem aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem aventurados o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.

    Esta bem aventurança vem sobre todos porque Deus não faz acepção de pessoas. Deus ama toda a sua criação, ama a cada homem e a cada mulher, incondicionalmente!

    Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio a Terra para resgatar o homem do pecado. Ele permaneceu aqui por apenas trinta e três anos, e nesse tempo todo ensinou sobre o reino de Deus. Ele falou de amor e de paz... Falou de mansidão e de longanimidade...

    Ele enfatizou que se o homem agir conforme seus ensinamentos, o próprio Deus virá ao homem... Se o homem agir conforme seus ensinamentos, ele viverá vida espiritual... E, terá comunhão plena com Deus... Falará com Ele... E o conhecerá com intimidade...

    Eu tenho presenciado estas verdades...

    Quando as pessoas querem, por seus próprios esforços, alcançar a Deus, elas tem vida religiosa. Elas não deixam Deus agir e querem agradar a Deus para receber favores. Isso não funciona.

    E não funciona porque Deus conhece o nosso coração. Não podemos esconder nada Dele!

    Pelo nosso próprio esforço, sem entrega absoluta, nunca teremos Deus em nosso coração, simplesmente porque sem entrega, não enxergamos os nossos pecados, não perdoamos quem nos feriu, não somos merecedores das graças do Pai!

    É preciso ser humilde... Por mais que você possua, ou saiba, ou conheça, nunca se vanglorie disso. E com suas qualidades nunca canse de auxiliar aquele que precisa seu favor... Lembre-se que você não é dono de nada... Você é apenas pó, sem Deus!

    É Ele que o mantém respirando! Somos todos dependentes de Deus!

    O apóstolo Paulo, no livro de Romanos, capítulo 4 está nos dizendo que sem fé, é impossível alcançar e agradar a Deus. Isto está corretíssimo!

    Entretanto, em Tiago 2:17, lemos que a fé sem obras é morta. Ora, isso parece contraditório, não é verdade?

    Não, não há nenhuma contradição. O que há é uma complementação... Porque a obra é o fruto da fé, isto é, se não houve nenhuma obra, então não existia a fé.

    Pela nossa fé vivemos em obras para o Reino de Deus... Quanto mais fé, mais trabalho... Trabalho em prol do Reino de Deus é complemento da fé do homem cristão.

    E Jesus Cristo é o caminho para Deus... Ele é a imagem visível de um Deus invisível... Ele é a prova de um amor irresistível...

    Vida espiritual é a graça de Deus em nós... Vida religiosa é trabalho duro sem a essência de Deus em nós... São coisas bem distintas...

    A primeira nos leva a Deus... A segunda nos afasta de Deus...

    Viva uma vida em espírito... Pare de pensar em você... Trabalhe e cuide daqueles que estão á sua volta... E será íntimo com Deus!

    Curitiba, 09 de maio de 2017

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

  • Nóis do interiooor | J. Barreto
    05 de junho, 2017

    Assim somos vistos pelas grandes empresas que põem um prato feito em nossa frente e dizem, coma-o ou engula-o.  A CCR SPVIAS apresentou um projeto para a duplicação da pista no perímetro urbano de Avaré, e dizem que o mesmo foi alterado; não importa se foi ou não, o que importa         é que não satisfaz os interesses da cidade.  Comenta-se muito sobre a passagem de nível nas proximidades do Piso Avaré, aquilo já foi motivo de críticas desde a inauguração da passagem original a mais de 40 anos, e neste período Avaré quadriplicou sua população e vem a CCR SPVIAS e espicha o mesmo.

    Outra aberração, mas que é pouco comentada, pois fica escondida, é a galeria do Lajeado, o qual foi subdimensionada e não dá vazão suficiente à água das chuvas.  Só neste ano houve 3 transbordamentos na Rua das Palmeiras, invadindo as casas da mesma, chegando até a deslocar uma geladeira da cozinha até a porta do banheiro e nessas 3 vezes se perdeu todas as roupas e os mantimentos que vieram em doação popular.  Um dos proprietários, que recebe salário mínimo de aposentadoria, já pagou 5 basculantes para aterrar o seu quintal, mas ainda é insuficiente para conter as águas que invadem sua propriedade sem dó nem piedade.

    Onde estavam os nobres defensores dos interesses da sociedade e do município na gestão passada, que dormiram em berços esplêndidos, velados por um jurídico altamente qualificado e atuante, e secundados por valorosos assessores?  Se não tinham elementos técnicos para questionarem o CCR SPVIAS quanto ao fluxo de veículos e a vazão da bacia do Lajeado, podiam sacrificar uma pequena parte do modesto duodécimo e contratar especialistas no assunto.  E a compensação ambiental, alguém sabe onde foi parar?  Eu não tenho a menor ideia, mas tenho certeza que a nossa Secretaria do Meio Ambiente tem inúmeras demandas e poucas verbas, e estes recursos seriam de grande impacto em sua receita.

    Vamos apoiar esta nova Câmara com tudo que esteja ao nosso alcance.

             Nóis semo do interiooor, mais não semo bobo!

     

    J.Barreto

  • Direitos iguais aos iguais | J. Barreto
    05 de junho, 2017

    Em artigo anterior afirmei que não confiava no Temer, mas como cidadão torcia pelo mesmo dar certo, não por ele, mas sim pelo Brasil. Mas o uso do cachimbo faz a boca torta, e ele não resistiu e jogou nossas esperanças num lamaçal onde chafurdam toda a escória de nossa política, e de onde teremos de buscar algum asqueroso para substituí-lo. “Francamente, não sei como pensar; deixá-lo no poder é estarmos num tacho fervente, mas tirá-lo poderemos cair no fogo.” “Oh dúvida cruel!”.

    Nesse imbróglio todo, me chamou a atenção, quando a mídia, os políticos de plantão e certas categorias criticaram acidamente a covocação do exército para conter o vandalismo praticado por bandidos travestidos de sindicalistas e representantes da sociedade. Este foi um erro, pois nossas Forças Armadas estavam aquarteladas e em prontidão, pois nossos nobres militares estavam na eminência de contra atacar os inimigos que iriam invadir nosso território. Balela das balelas, pois constitucionalmente é função das Forças Armadas manter a ordem interna e a segurança nacional.

    Só para ilustrar a grandeza de nossos heroicos defensores da Pátria citarei um artigo da revista Isto É de 24/4/2017, na pagina 33, com o título, Corte Rica no qual menciona um general que recebeu um contra cheque líquido de R$198.329,24, isto equivale o que eu e mais de 70% dos brasileiros aposentados ou na ativa levariam 16 anos e nove meses para acumular. Mas não fica só nisso, tem contra cheque de 190.524,61; 152.419,69, 124.335,37, e assim vai. Infelizmente não é só no exército que acontece estas aberrações, porque isto está impregnado em todos os escalões dos altos funcionários do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e também em muitas autarquias. Sabe-se que as filhas destes ilustres personagens ficam recebendo a aposentadoria de seus pais enquanto se mantiverem solteiras, e para garantir estas mamatas elas vivem em concubinato à vida toda, embora a lei dê os mesmos direitos à união estável que é dada à união legal.

    No meu ponto de vista estas pessoas, indistintamente, são tão corruptas e tão ou até mais bandidas que os presos da Lava Jato.  São estes e estas que quebram a Previdência e não nós, pobres mortais que somos! 

     

    J. Barreto 

  • Você está ainda insatisfeito com Deus? | João Antonio Pagliosa
    05 de junho, 2017

    Na manhã do dia 02 de junho, ouvia discussão entre pessoas que  reclamavam do tempo frio, aqui na cidade de Curitiba. E pensei com meus botões: Que forma interessante de perder tempo!

    Reclamar de algo que recai sobre nós, pelo qual não temos nenhuma ingerência, é de amargar...

    Muitos reclamam da vida que levam... Do desemprego que alcançou suas  vidas... Da falta de oportunidades... Alguns estão insatisfeitos com tudo... Até com Deus!

    Este artigo intenta demonstrar que você não deve, em nenhuma hipótese, estar insatisfeito com Deus. Muito pelo contrário... Sábios são sempre gratos a Deus!

    O livro de Daniel, capítulo 3, narra sobre o livramento dos amigos de Daniel, da fornalha de fogo. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, se recusaram a curvar-se perante a estátua de ouro do rei Nabucodonosor, e em função da desobediência, foram condenados a morrer queimados na fornalha.

    Inqueridos porque desobedeciam a ordem real, responderam: "Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste."

    Nabucodonosor se encheu de fúria, e ordenou que lançassem os três desobedientes na fornalha, e mais que esta fornalha se acendesse sete vezes mais forte do que se costumava fazer.

    Muita lenha foi providenciada para esta tarefa... Os três amigos foram amarrados com seus mantos, suas túnicas e suas outras roupas, e lançados sem piedade na fornalha sobremaneira ardente. O fogo era tão intenso que suas chamas mataram os soldados que os lançaram... E os três foram vistos andando calmamente e entre as fortes chamas... E não havia nenhuma amarra...

    E Nabucodonosor e todos os outros viram um quarto homem que caminhava  entre o fogo... O aspecto deste homem era semelhante a um filho de deuses...

    Após um tempo, o rei Nabucodonosor, estupefato com o que via, se achegou mais perto da boca da fornalha e chamou os homens para fora...

    Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, saíram completamente ilesos... As chamas intensas não lhes provocaram nenhum sinal... Nada... Absolutamente nada!

    E o rei, fez prosperar os três amigos na província de Babilônia...

    Reflita uns minutos sobre o comportamento dos três amigos que não tiveram nenhum temor frente a morte tão cruel. Que exemplo de fé em Deus! E Deus não os abandonou... Ele era o quarto homem entre as chamas...

    2 Samuel 12, a partir do versículo 16, lemos sobre a morte do filho de Davi com Bate Seba. Davi buscou a Deus pela vida da criança, e jejuou e clamou ao Senhor por socorro, durante sete dias...

    Mas a criança morreu... E informado da morte, o rei Davi lavou-se, ungiu-se, mudou suas vestes, e foi a casa do Senhor... E o adorou! Depois foi para sua casa, e fartou-se de comer...

    Ora, todos se espantaram com a atitude do rei, e este lhes respondeu: "Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? Porém, agora que a criança é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu, fazê-la voltar? Eu irei a ela, mas ela não voltará para mim."

    E Davi veio à sua esposa Bate Seba, e a consolou... E se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou.

    Salomão consolidou e fortaleceu o reino... Para a alegria e o orgulho de seu pai Davi... Um homem, segundo o coração de Deus. Jamais insatisfeito com Deus!

    Livro de Jó, capítulo 1, versículos 13 a 22, narra as aflições e a paciência de Jó ao perder tudo que possuía, inclusive a morte repentina de todos os seus filhos.

    Eis o que ele disse: "Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor".

    Algum tempo depois, Deus restituiu tudo, e em dobro para Jó... E deu-lhe outros dez filhos...

    Em Filipenses 4, a partir do versículo 11, o apóstolo Paulo expressa sua gratidão aos homens de Filipos. Paulo se alegrava no Senhor, em qualquer circunstância. Ele vivia sempre entusiasmado e contente. Teve experiência tanto de fartura como de fome... Tanto de abundância como de escassez...

    Paulo disse: "Tudo posso naquele que me fortalece." Era homem que depois de conhecer o poder de Deus, sempre foi servo fiel e satisfeito...

    Você meu prezado, tem algo a reclamar de Deus?

    Minhas reflexões nas muitas madrugadas, me dizem que reclamar e estar insatisfeito com Deus, é completa loucura...

    João Antonio Pagliosa

    Curitiba, 03 de junho de 2017

  • Eliézer | João Antonio Pagliosa
    29 de maio, 2017

    A história deste homem impacta! Deveríamos todos, ser como o damasceno Eliézer...

    Deus animou Abraão e lhe prometeu um filho quando este lhe disse:“Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o meu servo Eliézer? A mim não me concedeste

    descendência, e um servo de minha casa será meu herdeiro”.

    Deus respondeu: “Não será este o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro”.

    Abraão era homem bem sucedido e o mais rico daquela região. O seu
    servo Eliézer governava sobre tudo que Abraão possuía, e perdeu toda a
    herança de seu senhor quando nasceu Isaque.

    Imagine-se no lugar do servo Eliézer. Ele perdeu tudo de um momento para outro...

    Pergunto ao meu prezado leitor: Você já pensou em sabotar alguém? Já se sentiu perdendo algo e em função disso tramou um plano para não ser prejudicado? Você tem ciúme de alguém que faz mais sucesso que você ou que é mais competente que você?

    Deus conhece a estrutura de cada um de nós, e conhece nos seus íntimos detalhes. E Eliézer, era servo bom e fiel...

    Sua fidelidade a Abraão e a Deus era extrema, e isso está muito bem descrito em Gênesis capítulo 24, onde é incumbido de buscar uma mulher para Isaque.

    Eliézer partiu para a cidade de Naor, na Mesopotâmia, e aconselhou-se com Deus: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses da bondade para com Abraão! Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja esta a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que usaste de bondade para com meu senhor.

    E surgiu Rebeca! Moça mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído. Ela deu água a Eliézer e a todos os seus camelos...Deus confirmava que Rebeca era a mulher certa para Isaque! E Isaque tomou a Rebeca por mulher. Ele a amou!

    Lições úteis: Em seus empreendimentos, peça aconselhamento com Deus. Volte-se aos pés do Senhor, porque tudo que é bom, procede Dele! Não se preocupe com você e faça como o servo Eliézer: SIRVA! Sirva aos outros sem preguiça, sem desânimo... Mesmo para aqueles que não merecem... nunca deixe de se submeter a Deus!O vento de Deus tira as coisas de lugar para depois reorganiza-las,
    por isso, não estacione no meio de sua jornada... Complete a sua boa obra e seja servo que realiza trabalho com presteza, sem usurpar a glória de outrem... A nossa recompensa está em DEUS!  Em João 6:67, Jesus perguntou aos doze: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Simão Pedro respondeu-lhe: “Senhor, para onde iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Lealdade para com Deus, sempre!

    João Antonio Pagliosa

     

    Curitiba, 29 de maio de 2017 www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

  • Duzentos e trinta milhões de toneladas de grãos | João Antonio Pagliosa
    26 de maio, 2017

    Neste ano de 2017, tivemos um conjunto de fatores favoráveis à agricultura, porém, essencialmente pelo empreendedorismo do nosso produtor rural, o Brasil alcançará uma safra recorde de 230.000.000 de toneladas de grãos.

    A safrinha cresceu tanto por este país afora, que agora se chama segunda safra. Nada mais lógico!

    Espíritos arrojados e com visão estratégica erradicaram o café ferido por geadas e ferrugem, para plantar basicamente milho e soja de verão, cerca de 45 anos atrás, deixando a terra, após a colheita, coberta com palhada. Tal prática acabou melhorando significativamente a fertilidade e a conservação natural do solo agrícola.

    Um agricultor inteligente cuida do seu solo porque sabe que daí virá a sua riqueza. E a riqueza das gerações vindouras...

    Alguns produtores iniciaram um segundo plantio anual, que passou a ser chamado de safrinha ainda na década de 80. Isso mudou muitos hábitos de plantio. Mudou para melhor...

    Atualmente, nosso trigo plantado no inverno, possui qualidade igual ao do europeu e argentino, e não somos autossuficientes neste tipo de grão em função da burocracia e da desoneração do trigo importado.

    Coisas de políticos que deveriam conversar mais com técnicos e produtores, e talvez, discursar menos... Em razão dos entraves à plantação de trigo, que permanecem até os dias atuais, o produtor começou a plantar milho.

    Novas variedades híbridas e precoces desenvolvidas pela Embrapa e pelo setor privado, deram início à produção em escala da segunda safra. Outras culturas de inverno como a cevada, a aveia, o feijão e outras, vieram atrás.

    Os sucessivos plantios deixavam a terra com cobertura vegetal, e esta palhada e o adubo remanescentes da safra de verão vicejavam o novo plantio, com a vantagem de inibir as pragas e conservavam o solo contra a erosão.

    Não deixar o solo nu, só trouxe vantagens!

    As coisas correram tão bem, que nos primeiros quatro meses de 2017, as exportações do agronegócio atingiram recorde de US$ 29,185 bilhões, tornando superavitária em R$ 21,38 bilhões a nossa balança comercial. UAU!

    As vendas de máquinas, equipamentos e caminhões para a agropecuária aumentaram 20% em relação ao mesmo período do ano passado, e já geraram mais de 20 mil empregos novos só na agropecuária. Serão mais de 600 bilhões de reais do valor bruto da produção que, irrigarão o mercado, reaquecendo nossa economia.

    Já está comprovado que o agronegócio brasileiro é extraordinário para a riqueza deste país e de seu povo. Um governo inteligente precisa cuidar do agronegócio como a menina de seus olhos... Entendeu, senhor Presidente?

    João Antonio PagliosaEngenheiro Agrônomo

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br
    Curitiba, 24 de maio de 2017.

     

  • Quase sem solução | Pedro Israel Novaes de Almeida
    24 de maio, 2017

    A cracolândia é a expressão maior dos malefícios do crack, desafiando há décadas Estado e Município.

                Ali, traficantes sempre agiram com grande desenvoltura, lucrando e nutrindo o vício de uma multidão de zumbis, que perambulam perigosamente pelas imediações. Vez ou outra, sofrem alguma repressão, com episódicas batalhas campais.

                A população que mora ou transita pela região, assim como o comércio estabelecido, amargam a triste realidade de um território sem lei, onde a violência e o saque já fazem parte da paisagem. O postulado de que a segurança é um direito de todos e dever do Estado, pouco ou nada vige.

                Os zumbis envolvem avós, pais e filhos, cuja dependência parece falar mais alto que os acenos desesperados da família e amigos. Religiosos, assistentes sociais, psicólogos, médicos e um batalhão de profissionais tentam reconduzir os viciados à normalidade.

                Cada governo, a seu modo, tentou resolver a situação, sem contudo alcançar seu objetivo. A maioria das ações gerou resultados de curto prazo, e a cracolândia segue imutável.

                Recentemente, uma grande operação policial prendeu traficantes e desalojou viciados. Traficantes são imediatamente substituídos, e a multidão desalojada segue peregrina, até encontrar um novo ninho ou constituir dezenas deles.

                As discussões a respeito do tema costumam opor humanistas inveterados e inspirados adeptos da ação policial. Ambos focam em diferentes facetas do problema.

                Soa lógico que a ação policial é necessária, e salta aos olhos que devemos, sempre, incentivar o abandono das drogas, pelos viciados. A menor preocupação parece ser com as pessoas e comércios do entorno.

                São poucos os viciados que aceitam a internação voluntária, e só uma pequena parcela deles chega ao livramento do vício. Enquanto isso, os não viciados vivem os horrores do inferno, vivendo na terra.

                Nessa toada, vamos percorrer séculos, até percebermos que a internação compulsória, que causa calafrios a parcela dos estudiosos, deve necessariamente figurar como parte da solução.

                Viciados que fazem uso da violência e coação não podem permanecer livres, sob pena de desrespeitarmos os sagrados direitos da população do entorno.    São doentes, necessitam de ajuda, mas são perigosos e nocivos ao ambiente.  

                Manter livres pessoas sem consciência, capazes de tudo para nutrir o vício, é decretar a completa falência de nossas instituições, e abolir por completo o Estado de Direito. Precisamos de menos discursos e mais ações efetivas.

                                                                                        pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado..

  • Reforma trabalhista | J. Barreto
    21 de maio, 2017

                

    Sou anti-PT enquanto organização criminosa, que em tramoia com outros pseudo partidos, se organizaram para dilapidarem os recursos da união em proveito partidários e individuais.  Respeito àqueles petistas de boa vontade que ainda comungam das ideias que fundamentaram os princípios da criação do PT, e que em Avaré têm em seus quadros dois políticos que merecem nosso respeito pelas suas posturas em seus mandatos de vereadores.  Creio que ninguém em sã consciência e espírito patriótico, possa negar que o Brasil para seu próprio bem e das futuras gerações terá que rever entre muitas outras jabuticabas, o sistema trabalhista e o previdenciário.  Mas o que temos visto até agora é um arremedo de reforma, pois a mesma visa somente as classes trabalhadoras e as classes produtivas, mas sem a contrapartida dos demais setores.  Volto a falar do PT e dos petistas; não nutro nenhuma simpatia pela senadora Gleisi Hoffmann, mas todo brasileiro deve tomar conhecimento de seu pronunciamento na comissão que está analisando a reforma trabalhista. (https://www.youtube.com/watch?v=5qdEusyvxe0).  Ela, em alto e bom tom, e sem meias palavras deu uma esculhambação nos membros da mesa, e citou nominalmente, membros do Superior Tribunal, general, senador, grande empresário, ministro, e outros mais, dizendo que para eles é muito fácil querer salvar o Brasil impondo sacrifícios a quem não tem voz e nem lobistas no parlamento, e que todos eles, incluindo ela própria, recebem altos salários, gozam de privilégios e mordomias diversas, todos tem no mínimo duas férias ao ano, e além do mais, gozam de estabilidade.

                Aqui em minha casa, todos bateram palmas para a senadora, pois ela teve a coragem de dizer a elite dos órgãos públicos toda a verdade que todos conhecem, mas são calados pela burocracia.   Ela também citou que dos mais de 14 milhões de desempregados não existe um só funcionário público, e que algo está errado.  Vamos juntar nossas vozes à voz da Senadora Gleisi Hoffmann, e se não nos acovardarmos, e criarmos um tsunami de informações eletrônicas, nós também podemos mudar o Brasil num todo, e não em casos pontuais.

    Torno a dizer, o Brasil precisa da reforma trabalhista, da reforma previdenciária, e muitas outras reformas, mas ela precisa começar de cima para abaixo e não somente de baixo.

    J.Barreto

  • Inovações fantásticas | João Antonio Pagliosa
    21 de maio, 2017

    Todos nós fazemos alguma coisa que poderíamos fazer melhor. Aprimoramentos e inovações não estão longe de nosso alcance, diferentemente do que pensa a maioria.

    Arregaçar as mangas e fazer melhor determinada tarefa sempre entusiasma, nos tira de nossa zona de conforto... E, desafiamos a nossa inércia... E, inovamos.

    No início dos anos 80 eu tinha uma dificuldade que me incomodava, e eu não sabia resolver o problema... Era algo aparentemente simples com o qual ninguém se importava, mas era na realidade, algo bastante complexo.

    Eu ansiava encontrar o melhor e mais rentável nível de energia para usar nas rações de frangos de corte, do grupo SADIA. Angustiava minha alma, partir do nível de energia proposto pelos padrões internacionais, pois eu tinha muitos motivos para acreditar que eles não eram corretos para as nossas condições de mercado. Tais padrões estabeleciam altos valores de energia visando obter alto resultado na velocidade de crescimento das aves, e uma excelente conversão alimentar. Porém, não necessariamente o melhor resultado de produtividade animal está correlacionado com o melhor resultado
    econômico, e era exatamente isso que eu queria provar.

    É um erro acreditar que melhor desempenho animal significa maio lucro operacional. O ponto crucial é encontrar o equilíbrio ideal para a energia da dieta, uma vez que todos os demais níveis nutritivos, correlacionam-se com ele. E isso é muito importante porque dependerá do preço da principal fonte rica em energia (óleo de soja), em relação ao principal ingrediente na composição da ração (milho).

    Quando analisamos o perfil nutricional de ambos os ingredientes, salta aos olhos que o óleo não pode custar mais que três vezes o preço do milho. Naqueles tempos idos o óleo de soja bruto custava entre seis e oito vezes o preço do milho, portanto seu uso era economicamente inviável. Mas todo mundo usava óleo de soja porque era a forma de alcançar os níveis energéticos que os padrões internacionais estabeleciam, isto é, valores compreendidos entre 3000 e 3200 Kcal de energia metabolizável por kg de ração.

    Para atingir tais níveis, era necessário aportar entre 5 e 15 kg de óleo por tonelada de ração, e isso encarecia a alimentação das aves, sobremaneira.

    Realizamos muitos experimentos com rigor estatístico e invariavelmente concluíamos que as rações mais baixas em energia prejudicavam um pouco a produtividade animal, mas redundavam sempre na obtenção de um custo de produção de um kg de frango vivo mais econômico

    Rações mais energéticas eram tão mais caras, que não compensavam economicamente o melhor rendimento do animal.

    É simples provar isso em testes experimentais. Difícil é convencer que isso precisa ser estabelecido a nível industrial, numa Empresa gigante. A gente trabalhava com um programa computacional da IBM que era muito bom, porém nada adiantava se partíssemos de um nível de energia pré-estabelecido. Nós já começávamos errando por atender o padrão estabelecido nos USA onde não se usava óleo de soja. Usava-se sim, óleos de fritura de restaurante que eram reutilizados em rações animal, com preço só duas vezes mais caro que o milho.

    A situação era outra!

    As inovações desafiam os pressupostos!

    Mas, lentamente eu ia baixando a inclusão de óleo vegetal e ia acompanhando os resultados, porque todos na Empresa, eram contrários à redução dos níveis de energia.

    Então, numa viagem de negócios, adquiri um novo programa para formulação de rações. O programa era mais ágil e mais interativo, e esta Empresa conhecia muito sobre otimização matemática.

    Expliquei-lhes então o problema e eles informaram que poderiam resolver... E que talvez pudessem ir bem além...  

    Eu lhes contei tudo o que sabia para levar o processo avante e ele rapidamente concluíram que níveis de energia das rações mais baixo, produziam um frango mais barato, simplesmente porque o preço do óleo vegetal é muito alto se comparado ao milho.

    Recordo que na primeira reunião com esta empresa, seu diretor me questionou: Pagliosa, você já ouviu falar em Edward Deming?  Eu não sabia que era Deming, mas eu sabia que se espremêssemos os números eles nos revelariam muita coisa. Estatística é ferramenta valiosa.

    Assim começou o programa de otimização matemática na produção de frangos de corte na Sadia... Que depois evolui para outros negócios da Empresa... As inovações transformam os modos de fazer negócios... Ideias que martelam a nossa cabeça... Coisas que nos intrigam precisam ser investigadas... E se você pensar de maneira holística, grandes oportunidades se lhe revelam...

    Isso o levará, por certo, a inovações fantásticas...

    Joaçaba, 20 de maio de 2017

    João Antonio Pagliosa



     

  • Dias maus | João Antonio Pagliosa
    19 de maio, 2017

    Por mais guerreiros que sejamos, as vezes dá vontade de desistir de lutar...O bom é que esta vontade dá e logo passa...  É preciso continuar lutando. Recuar...  Jamais!

    Brasil vive dias maus, essencialmente porque vivemos crises de decência em nossas Empresas, em nossas Instituições, e nas muitas esferas minadas de homens públicos néscios, iníquos e mentirosos. Os políticos roubaram a decência do país, de há muito... Há que resgatá-la...Vivemos um mar revolto... E, num momento em que o país inicia seu crescimento e as coisas começam a se ajeitar, esta quinta-feira, 18 de maio, foi de quebrar o ânimo dos mais fortes...Mas não dá para sossobrar...Não dá para sair da racionalidade...

    Maracutaias muitas envolvendo a JBS estão sendo veiculadas na mídia, há pelo menos cinco anos... E o BNDES deve explicações ao contribuinte brasileiro há no mínimo cinco anos. Afinal, dinheiro não aguenta desaforo...

    Há uma frase de Confúcio que diz:" Aquele que não prevê coisas longínquas, expõe-se a desgraças próximas."

    Meu instante de reflexão sobre este pensamento sinaliza sobre a prudência com o FORA TEMER das ruas... Não podemos agir contra o País! Não podemos agir contra nossos próprios interesses... E é isso que faz a massa tresloucada... Parece coisa do capeta!

    É preciso ouvir todas as explicações do presidente Temer, e agir conforme a lei. Apenas isso! Chega de loucuras contra o BRASIL! E por óbvio, continuar trabalhando firme e forte... É isso que o país precisa...

    Cada um em seu negócio, acreditando em si próprio, acreditando no extraordinário potencial de riquezas deste Brasil imenso, e confiando em DEUS!

    Somos todos dependentes de DEUS!

    O rei Davi teve dias maus. Salmos 55: 4 e 5 nos diz: "Estremeceu-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim".

    Prezado leitor, o homem é muito falho... Davi com sua riqueza e seu poder bélico, mesmo temido pelos povos da época, que se quebrantava perante Deus, tinha seus momentos de pânico...E isso nos parece incrível, não obstante, ter medo faz parte da essência do homem...mas o medo não pode nos paralisar...

    Precisamos combater o bom combate... E Deus é o nosso socorro... Se não nos posicionarmos e não permanecermos firmes nos dias maus, não progrediremos... Muito pelo contrário, a nossa paralisia atará as mãos de Deus para agir em nosso favor.

    Em 2 Crônicas capítulo 12 Roboão, neto de Davi, virou as costas para DEUS e tudo se perdeu muito rapidamente... As riquezas que Davi tinha amealhado e que Salomão havia aumentado exponencialmente, foram levadas por Sisaque, rei do Egito, que tomou todas as cidades fortificadas de Judá, e que tomou ainda a cidade de Jerusalém.

    Quando nos distanciamos de DEUS, começa a nossa derrota! Nunca esqueça isso! E a mim, muito impressiona a história da mulher cananéia descrita em Mateus 15: 21 a 28. Essa mulher tinha filha endemoniada, e acreditava fortemente que Jesus poderia curar sua amada filha. Então, o seguiu e clamava por socorro e por compaixão. Jesus não respondeu e nem se importou com ela, porém ao ser interpelado por seus discípulos que ele deveria mandar aquela mulher embora, disse-lhes: 'Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel". A mulher cananéia se aproximou e adorou Jesus e pediu por socorro. Então Jesus lhe disse: "Não é bom tomar o pão dos filhos e levá-lo aos cachorrinhos".

    Veja, leitor, Jesus compara aquela mulher a cachorros porque ela pertencia a um povo que não acreditava em Deus, e não foi por um povo que não crê em Deus que Jesus veio a Terra. Mas a cananéia acreditava em Jesus, ela sabia que ele poderia curar sua filha. Então, ela disse ao Mestre: "Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos". E Jesus se impactou com a tremenda fé daquela mulher, e falou a ela: "Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres". No mesmo instante sua filha ficou completamente curada!

    Cidadãos, a nação brasileira precisa cura... O Brasil urge que lhe devolvam a decência... Precisamos todos clamar pelo socorro de Deus... A vitória pertence aqueles que lutam até o final e eu, particularmente, amo a frase: EU E DEUS. MAIORIA ABSOLUTA. Não recue, nem desista de seus sonhos, meu prezado... O Brasil precisa e merece todo o nosso esforço!

    João Antonio Pagliosa

    Curitiba, 19 de maio de 2017
    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

     

  • Uso público | Pedro Israel Novaes de Almeida
    17 de maio, 2017

    A democracia possui detalhes pouco notados e obedecidos.

                A sede do Executivo, Paço Municipal ou Palácio, é destinada tão somente a atos oficiais. Na prática, abriga encontros e conversas de caráter particular, inclusive partidários.

                O mandatário não tem o direito de realizar reuniões partidárias, em seu gabinete, ainda que também disponibilize o espaço a reuniões de outros partidos, inclusive opositores.

                Não convém, a qualquer prefeito, reunir-se com vereadores da situação, em próprio municipal. A relação com o legislativo é, por natureza, formal e impessoal.

                Vereadores possuem o mesmo direito a informações a respeito de projetos oficiais, sejam opositores ou situacionistas. Municiar de argumentos tão somente parcela dos vereadores é instrumentar o legislativo, impondo tratamento diferenciado aos igualmente eleitos.

                A proibição de fotos ou filmagens de funcionários públicos em serviço é odiosa, ofendendo o princípio da transparência e produção de prova lícita. Confunde-se a foto ou filmagem com o mau uso delas, este sim passível de sanções civis e criminais.

                É de interesse público a foto ou filmagem do pronto-socorro ou da ação da Guarda Municipal.  Unidades de atendimento à saúde, estado afora, andam repletas de avisos que proíbem, indevidamente, a captação de imagens.

                Nas peregrinações a centros políticos, como capitais, não devem os prefeitos estar acompanhados por vereadores, com despesas pagas pelo erário. A busca executiva por verbas e obras não consta do âmbito legislativo.

                As publicações oficiais não devem estampar feições de autoridades, e logradouros não devem identificar o administrador da época, salvo de remota, e a título meramente histórico.

                Persiste, estranho, o palanque de autoridades, sempre reverenciado nos desfiles de escolas e associações. Não raro, o palanque parece mais importante que a data cívica comemorada.

                Em algumas ocasiões e cidades, o princípio do Estado laico virou história da carochinha. Veículos oficiais, para uso exclusivo em serviço, participam de procissões em homenagens ao padroeiro. A fé é direito inalienável do funcionário, jamais do veículo.

                Deputados e senadores voam, país afora, em jatos da FAB, mesmo sem estarem em missões de combate.  A mais desprezível ofensa ao princípio da impessoalidade reside nas malfadadas inaugurações, sempre discurseiras, que podem custar mais que a própria obra.

                Autoridades eleitas ou nomeadas não recebem reinos, mas funções.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

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