Colunista

Fibras | João Antonio Pagliosa
05 de julho, 2016

Considerado como o pai da medicina, o grego Hipócrates, afirmava que a saúde do homem está naquilo que ele come. Nada mais simples,

objetivo e verdadeiro.

Em 2002, tive a oportunidade de visitar a China. Aprendi um pouco sobre a milenar medicina chinesa, baseada essencialmente em produtos naturais e em fitoterapia. Nesta viagem, fiz escala em Joanesburgo (Africa do Sul), e num jornal local, li artigo sobre como a nossa comida pode ser prejudicial ao nosso estômago, e por consequência, a todo o nosso sistema digestivo. Um artigo fantástico que traduzi integralmente e encaminhei a muitos conhecidos.

Um sistema digestivo saudável é vital para vivermos bem, e algo que é incrivelmente carente na dieta do povo brasileiro são as FIBRAS.

A recomendação para pessoas adultas é o consumo de 25 gramas de fibra ao dia, mas conforme pesquisas médicas, 90% dos brasileiros não alcançam esta recomendação.

Frutas, verduras, grãos integrais e legumes são os principais alimentos ricos em fibras e o consumo adequado destes produtos, desempenha importante papel na redução da ingestão de alimentos porque provoca sensação de saciedade mais rapidamente. Também reduzem o colesterol do sangue porque modificam a absorção e sua síntese pelo fígado. 

As fibras também reduzem o tempo de trânsito no intestino, e finalmente, reduzem o nível de glicose no sangue.

Há mais de quatro décadas eu trabalho com nutrição, e acompanho com atenção o que vem acontecendo com a saúde dos brasileiros. Não tenho dúvidas em afirmar que nosso povo se alimenta extremamente mal.

Embora haja muita informação disponível, as pessoas, regra geral, não se importam com isso, e comem o que mais lhes agrada, independentemente se isso é salutar, ou não.

Hoje, metade de nossa população está acima do peso, ou é obesa. E a obesidade tem abreviado a vida de milhões de pessoas...

As fibras são paredes das células vegetais, e são oriundas de carboidratos como os amidos e os açucares, porém, as fibras NÃO são fontes de energia porque NÃO são digeridas pelo organismo.

As fibras podem ser solúveis em água (maltodextrinas, betaglucanas, inulinas). Estas fibras formam um gel em contato com a água, daí aumentam a viscosidade do conteúdo estomacal, proporcionando maior volume e lubrificando o material fecal.

Outras fibras são insolúveis em água, é o caso da celulose e da lignina, e estas permanecem praticamente intactas ao longo de todo o sistema gastrointestinal. Isto contribui muito para aumentar o volume das fezes e também para aumentar a frequência dos movimentos intestinais, e isto é preponderante para regular o tempo de trânsito das fezes no interior do intestino.

As fibras NÃO são nutrientes, e não tratam nenhuma doença. Elas, simplesmente, ajudam o organismo funcionar melhor.

Garanta uma vida mais saudável, ingerindo quantidades adequadas de fibras em sua dieta. E tome bastante água! E exercite-se diariamente. Seu corpo agradecerá!

João Antonio Pagliosa

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Curitiba, 05 de julho de 2016

 

 

Estado mínimo | Pedro Israel Novaes de Almeida
29 de junho, 2016

Existe uma pouco disfarçada censura a alguns conceitos, demonizados pela insistente conotação negativa com que são referidos.

            Assim, o Estado Mínimo tem sua imagem relacionada ao Estado Impotente, fraco e omisso. Na verdade, o Estado Mínimo tem seu fundamento em nada além do Estado Necessário.

            O Estado Mínimo não gastaria tantos esforços e recursos em Copas e Olimpíadas, mas atenderia, de maneira eficiente e respeitosa, à saúde, segurança e educação, dentre outras prioridades.

            O Estado Mínimo não dispenderia fortunas em shows artísticos e atividades culturais, além de manifestações coletivas LGBTs, que podem, devem e são capazes de autonomia financeira e econômica.

            O Brasil está distante do Estado Mínimo, nas esferas federal, estadual e municipal.  Executivo e Legislativo parecem disputar um campeonato de despesas desnecessárias e supérfluas, enquanto a população clama pelo atendimento a necessidades básicas.

            Nossos governos são suntuosos, repletos de comissionados pouco técnicos e predominantemente políticos.    Prefeituras ainda lançam o lixo urbano de maneira clandestina, enquanto gastam fortunas com propagandas da própria cidade, coincidentemente em ano eleitoral, de reeleição.

            O Estado Mínimo enxerga as estatais desnecessárias como geradoras de feudos, corrupção e mando paralelo, principalmente em nosso meio. No caso do petróleo, o importante é que o Estado continue gerindo as reservas, não as petrolíferas, que atuam sob as condições rigorosamente impostas e fiscalizadas pelos governos.

            Governos enxutos, menos luxuosos, são mais transparentes e atuam com maior eficiência, melhor aplicando os recursos públicos. Governos enxutos não promovem regabofes políticos partidários, nem levam multidões em viagens oficiais.

            Governos enxutos garantem a liberdade de manifestação e respeito aos movimentos e organizações sociais, sem contudo subsidiá-los.  Os recursos direcionados a grupos ideológicos seriam mais úteis aos hospitais, organismos de pesquisa, escolas e órgãos afeitos à segurança pública.

            As estruturas de comunicação dos governos distribuem fortunas em peças publicitárias, enquanto diversas categorias de funcionários públicos seguem sem receber os salários, e hospitais, Brasil afora, não conseguem atender à população.

            O Estado brasileiro precisa reduzir seu tamanho, para atuar de maneira mais eficiente e visível. Não tem cabimento um Estado fortalecido e agigantado, às custas de uma população enfraquecida e apequenada.

                                                                                pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.       

Relacionamentos de sucesso | João Antonio Pagliosa
26 de junho, 2016

O relacionamento entre pessoas precisa ser frutífero, harmonioso, verdadeiro. Relacionamentos de sucesso traduzir-se-ão em muita alegria e intensa satisfação para você.  E como lutamos por ser felizes, esforce-se por cultivá-los.

A base, a sustentação de relacionamentos de sucesso é a flexibilidade! Isto é, a aptidão de mudar meu eu para facilitar o diálogo.

Eu preciso ser flexível em determinadas situações, ceder um pouco e tentar moldar-me a outrem, sem modificar o meu caráter.

Nos dias atuais a flexibilidade é absolutamente indispensável, pois vivemos numa aldeia global, e as culturas são abruptamente díspares. Costumes e hábitos, normas de conduta e procedimentos, religiões e conceitos, línguas e dialetos, são apenas algumas questões radicalmente diferentes de país para país, de povos para povos, de região para região.

Para conseguir relacionamentos de sucesso com todos, eu preciso estar atento a cinco pilares que se assentarão sobre a base de sustentação flexibilidade. São eles:

AUTOESTIMA:  Eu preciso me amar. Nada mais lógico e racional que isso. Se eu não gosto de mim, quem irá gostar? A autoestima é vital para nossa felicidade, é condição sine qua non! A autoestima é vital para relacionamentos de sucesso fortes e duradouros.

RESPEITO: Respeitar a opinião do outro é fundamental para que nossos relacionamentos sejam muito bem sucedidos. Eu preciso rever meus conceitos e nunca ter preconceitos. As pessoas são únicas, cada um é de um jeito, e somos resultado de milhares de experiências vivenciadas por cada um.

EMPATIA:  Empatia é fundamentalmente a identificação afetiva com outra pessoa, e se caracteriza na capacidade de colocar-me no lugar do outro, e imaginar quais são os seus sentimentos e quais são as suas sensações. A empatia nos leva a entender o outro e é uma qualidade que precisa ser exercida todos os dias, se queremos relacionamentos frutíferos e de sucesso.

COMUNICAÇÃO: “Quem não se comunica, se trumbica.” Este era o chavão de um apresentador de programa de TV, o Chacrinha, algumas décadas atrás. Nada mais verdadeiro, porque a comunicação é essencial em relacionamentos de sucesso. Os perfis das pessoas são bastante diferentes, isso exige que eu minimize as diferenças com meu interlocutor, para que a comunicação flua de forma propícia.

ACORDOS CLAROS: Relacionamentos de sucesso exigem acordos claros entre as partes. Há muitas situações em que algo parece muito óbvio a alguém e nada óbvio a outrem. Muitos relacionamentos são prejudicados porque as pessoas não discutiram nem acordaram determinadas coisas. Não dá para supor que se entendam regras, quando as regras não foram estabelecidas e acordadas, não é mesmo?

Prezado leitor, se você tiver flexibilidade e exercer estes cincos pilares anunciados, você terá relacionamentos de sucesso com qualquer pessoa deste planeta. Relacionamentos de sucesso transformarão sua vida em júbilo e alegria. Pense nisso!

João Antonio Pagliosa                                                                                                   

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Curitiba, 24 de junho de 2016

p.s.: O presente artigo foi escrito com base na palestra do Psicoterapeuta EDSON L. CHAERKI, proferida em 23 de junho de 2016, num evento organizado pela HERBALIFE.

Conhece-te a ti mesmo | João Antonio Pagliosa
26 de junho, 2016

O capítulo 8 do livro de Salmos [Antigo Testamento], foi escrito pelo rei Davi e trata-se de um hino de louvor a Deus, o qual honrou o ser humano, dando-lhe domínio sobre todas as coisas criadas sobre a face da terra. 

 

O versículo 5 enaltece que o homem criado a imagem de DEUS, é coroado de honra e de glória. E seguindo a leitura de Salmos, percebemos que tudo foi criado para servir ao homem e sobre tudo temos domínio completo. 

 

Você leitor, usufrui a glória e a honra com que foi coroado? Tem de fato aproveitado os bens que estão a sua disposição? Você conhece a si mesmo? Conhece verdadeiramente a sua essência? Tem real domínio sobre sua mente e consegue controlar suas emoções, para que estas não o machuquem? 

 

Sim, porque muitos vivem aprisionados em suas emoções e sentimentos, sem se dar conta que isso é muito prejudicial ao seu viver.

 

Conhecer-se a si mesmo, é indubitavelmente, o maior desafio de qualquer ser humano sobre a face da terra. Aquele que se conhece, aquele que tem domínio sobre suas emoções (alma), este é uma pessoa de extrema sabedoria. Quando se deparar com alguém assim, ouça-o. Siga-o.

 

É invencível! Nada o abala, nada o envergonha, nada o atemoriza, e é sempre auto confiante, sempre com elevada estima, sempre muito alegre, e sempre muito grato. Vive em paz, (apesar das tribulações), e em intimidade com Deus. 

 

Um dos pontos que mais atinge o homem e que o fragiliza sobremaneira, é quando ele executa uma função simples, que não exija qualquer esforço intelectual, principalmente quando este trabalho, está aquém de suas qualificações. 

 

Mas isso não pode causar nenhum constrangimento. Execute tarefas simples e sempre grato por possuir um trabalho a realizar. Despojar-se de si mesmo é o segredo para alcançar todo o sucesso que você persegue.

 

Nem sempre conseguimos o cargo que almejamos, e nem sempre a função que executamos é aquilo com que sonhamos, entretanto, é imperioso enfatizar que qualquer trabalho é digno de honra e é essência de glória. Não importa se este trabalho seja dirigir uma nação ou dirigir um táxi. Pense nisso, meu prezado!

 

* Texto escrito e enviado por João Antonio Pagliosa

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Curitiba, 20 de junho de 2016.

 

Alimentando bem além de sete bilhões de pessoas | João Antonio Pagliosa
26 de junho, 2016

Observo uma crescente preocupação, particularmente de nossos meios de comunicação, em questionar se o planeta tem recursos e capacidade para alimentar sua população, que cresce ano após ano.

Há muita falácia e boa dose de paranoia sobre o assunto e vejo muito neófitos, tecendo considerações assaz preocupantes sobre tão palpitante tema. 

Mas o fato concreto é que a humanidade está vivendo com celeiros e lagares abarrotados. Como nunca em outros tempos! E, se há fome em algumas regiões do planeta é por pura ganância do homem.

Sou agrônomo, e este ano completarei quarenta e quatro anos de formado. Para mim, o planeta tem sim recursos naturais suficientes; e o homem contemporâneo domina tecnologia, e tem capacitação para produzir alimentos em quantidade suficiente para atender à demanda, para pelo menos, o dobro de nossa população atual. E sem derrubar florestas, e sem comprometer a natureza e nosso meio ambiente.

Analisemos especificamente nosso país continente. Apenas nas áreas de cerrado, a maioria destas terras continua do jeito de desde sempre, e só aí há potencial de produção de 200 milhões de toneladas de grãos por ano. Mais que nossa atual produção de 205 milhões de toneladas, e esta terra está toda aí, disponível e improdutiva. Um solo quase estéril, árido, difícil e trabalhoso, mas ávido de cuidados, de correção de sua acidez, incorporação de alguns nutrientes, e principalmente de água.

Neste ponto, tenho que recordar Israel. Este país tem o tamanho de Sergipe e população de seis milhões de pessoas.É a única democracia do oriente médio, e o único país na região onde os direitos do homem e da mulher são iguais. Em Israel há um povo dedicado e estudioso. Ali está a população com o maior percentual de diplomas universitários do mundo. EDUCAÇÃO muda tudo!

O povo judeu transformou imensas áreas desérticas em oásis de alta produtividade agrícola e pecuária. Dominou a tecnologia de levar água ao pé das plantas (sistema gota a gota), e possui em seu território, mais árvores hoje, do que há cinquenta anos atrás. 

O segredo? Tecnologia e Trabalho!

Tiram renda, geram riquezas e melhoram significativamente o solo que cultivam!

Então, apenas domando as áreas de cerrado brasileiro, (sei que isso exige investimento pesado e trabalho árduo, mas os exemplos estão aí), podemos mais que dobrar nossa produção.

Mas, conta na ponta do lápis, é rápido constatar que a produtividade brasileira não alcança 2600 kg de grãos por hectare por ano. Ora, com tecnologia adequada a TODOS nossos produtores rurais é perfeitamente exequível alcançar o triplo desta produtividade. O TRIPLO!

Nós precisamos dotar quem produz e/ou transforma, com recursos financeiros (crédito), e com tecnologia (há milhares de técnicos e agrônomos e veterinários e zootecnistas e engenheiros agrícolas, fazendo serviços burocráticos em escritórios do estado, ao invés de estarem junto aos ruralistas). Precisamos mudar o sistema e colocar foco no relevante! Arregaçar as mangas e suar a camisa, sempre ajuda!

E ressalto que faz muito tempo que não aparece NINGUÉM com competência, no Ministério de Agricultura e Abastecimento. É mais do que hora de parar de sortear cargos...

Precisamos colocar dinheiro em nossa caótica infraestrutura e onde há volume de produção; e não em consumo porque nosso povo está pra lá de endividado. Veja, mês após mês, a taxa de inadimplência bate recordes. A informação é do próprio Banco Central, não é deste humilde escriba!

Com relação à produção de carne bovina, o caminho a percorrer é longo. Estamos com pouco mais de 200 milhões de cabeças ocupando 200 milhões de hectares de pastagens, (dos quais –pasmem-, 90 milhões degradados por erosão ou ervas invasoras). Estamos com um boi por hectare. Dá para multiplicar por três o nosso rebanho, sem aumentar um metro quadrado de pasto. Mas, é preciso orientar o produtor, dar-lhe crédito e assistência técnica.

Cuidá-lo, porque o ruralista precisa ser visto como fonte de riquezas, e não como um mero pagador de impostos. Garantir-lhe crédito a juros exequíveis porque com dinheiro ele aumentará suas lavouras e seus rebanhos. 
Pecuária intensiva, com capins de alta performance permitem cinco bois por hectare, e boi criado apenas a pasto, reservando o milho e a soja para  outras finalidades mais compensadoras. Para fins mais nobres.

Quem trabalha com agropecuária e tem um pouco de noção das tecnologias existentes, sabe que podemos triplicar nossa produção de carnes e de grãos, sem devastar ou derrubar uma árvore sequer. Isso vale para o nosso querido Brasil e para alguns países desta aeronave chamada TERRA.

Os alarmistas de plantão podem dormir tranquilos. E de barriguinha cheia! Glória a DEUS!

Curitiba, 18 de junho de 2016

João Antonio Pagliosa

-Engenheiro Agrônomo-

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Evangelizar é sofrer oposição | João Antonio Pagliosa
17 de junho, 2016

Todos aqueles que falam a cerca de Deus, invariavelmente sofrem oposição. Como qualquer cristão disposto a pregar o Evangelho, com frequência constato que não é fácil falar àqueles que não querem mudar seus hábitos, nem modificar sua vidinha tranquila.

“Mudar prá que, se tá tão bom, assim!” É o que dizem! É o que ouço!

Mas a oposição gera mais oração dentro da Igreja. E oração agrada ao Senhor, e faz com que Deus cuide de cada um de nós com muito carinho. Ele nos cuida muito além do que podemos sequer imaginar!

Em Atos 12, lemos sobre a libertação de Pedro, o qual se encontrava preso a mando do rei Herodes Agripa, que conquistou muitos judeus em razão de sua ferrenha perseguição aos cristãos. Incrível, não é?

Mas, enquanto Pedro estava na prisão, a Igreja orava fervorosamente a Deus, em favor dele, e na noite, véspera de seu julgamento, o apóstolo Pedro dormia entre dois soldados vigilantes, com algemas presas a duas correntes, e as sentinelas guardavam o cárcere, diante da porta.

Subitamente surgiu um anjo do Senhor, e sua luz resplandeceu na prisão. E o anjo tocou Pedro e ordenou: “Levanta-te, depressa!”.  E, imediatamente, as algemas caíram dos punhos de Pedro, que vestindo-se rapidamente, saíram da prisão, passando pelas sentinelas que não os percebiam, e chegaram ao portão de ferro que dava acesso à cidade. Este se abriu por si mesmo, para que passassem o anjo e Pedro, que seguiram ao longo de uma estrada, e de repente, o anjo desapareceu dos olhos de Pedro.

E Pedro ficou sozinho, no meio daquela noite escura!

Então, decidiu tomar o rumo da casa de Maria, mãe de Marcos, onde muitas pessoas oravam e intercediam por ele.

E Pedro chega à casa de Maria, e bate à porta do alpendre, e uma serva chamada Rode veio atender. E, ao reconhecer a voz do apóstolo, ela correu de volta, exclamando: “É Pedro! Ele está lá fora, à porta!”

E Pedro entrou, encontrou seus amigos, e explicou a todos da casa de Maria, como o Senhor o havia libertado do cárcere. Foi uma festa!

Porém, no dia seguinte, ao tomar conhecimento da fuga e da ignorância do paradeiro de Pedro, o rei Herodes Agripa ficou muito irritado.

Como pudera Pedro fugir, sem deixar rastros, apesar da extrema vigilância a que era submetido? E, logo na noite que antecedia seu julgamento e condenação?

Ferido por um anjo do Senhor, Herodes morreu logo após estes fatos. Morreu comido por vermes porque Deus castiga severamente o homem arrogante e presunçoso. Quem destruir homem de Deus, Deus o destruirá. Isso não fica impune. Não fica mesmo!

E, em função das perseguições terríveis que sofria, Pedro fugiu, e seguiu para Roma, aonde veio a morrer. Cumprira com fidelidade e amor a Jesus, a sua missão. Glória a Deus!

E, a partir do capítulo 13 do livro de Atos, inicia-se o ministério de Paulo, sempre acompanhado de seu fiel amigo Barnabé, outro valoroso homem de Deus.

E eles logo verão que o trabalho missionário sempre enfrenta oposição. Oposição duríssima!

Em Atos 13 : 18, Paulo esclarece-nos sobre a remissão (perdão) dos pecados: “Ficai cientes de que mediante Jesus, vos é anunciado o perdão dos pecados.”

O Espírito Santo é nosso consolador e nosso melhor amigo. Ele não desiste de nós, entretanto, é preciso alertar que não é o nosso esforço próprio que nos levará a Deus.  Para chegar a Deus e permanecer em sua presença, precisamos da sua graça (bênçãos), precisamos de sua misericórdia, precisamos do perdão do Senhor.

Só então, seremos restaurados, e restaurados, nós nos dobraremos perante Deus. E a Ele, sómente a Ele, daremos toda a honra e toda a glória!

Aleluia!

João Antonio Pagliosa

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joaoantoniopagliosa@gmail.com

Curitiba, 17 de junho de 2016.

 

Condescender poderá ser a sua ruína! | João Antonio Pagliosa
08 de junho, 2016

 

A queda de um homem com princípios. Por que ela ocorre?

Na sua época, o rei Davi foi o homem mais poderoso de toda a Terra, e indubitavelmente o homem mais festejado, mais honrado, e também o mais invejado.
E Davi era um humilde pastor, não possuía altura suficiente, nem porte físico para ser um guerreiro; não tinha habilidades para as guerras, e apesar disso tudo, foi escolhido pelo Senhor para ser o rei de Israel, em substituição ao rei Saul, que se desviara dos caminhos de Deus. 
Em 1 Samuel 16:7, Deus disse a Samuel: "Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração."
E Deus escolheu o pequeno Davi! A escolha foi em função do coração daquele jovem, de sua fé, e da bondade que transbordava naquele menino.
Em Deuteronômio 17:14 a 20, Deus revela ensinamentos sobre a eleição e os deveres de um rei, e enfatiza: "Tampouco para si multiplicará mulheres, para que seu coração não se desvie; nem multiplicará muito para si, ouro e prata."
Deus é muito sábio e conhece as fraquezas do homem que criou. Sabe que em relação a sexo, a dinheiro e a poder, o homem é muito, muito fragilizado, e por tais coisas, (que são a realização de muitos incautos), está disposto a flexibilizar princípios e a fazer pequenas concessões. Por essas coisas o homem admite pequenos desvios de conduta, afrouxa a sua moralidade, e a partir disso, a partir daí, começa a sua decadência.
E os pequenos desvios, como os rios se avolumam,e se transformam em grandes desvios.
Em 2 Samuel 5:13, lemos: " Tomou Davi mais concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom, e nasceram-lhe mais filhos e filhas."
Em 2 Samuel 11: 1 a 5, lemos que o rei Davi, naquele momento, já se considerava "o cara", e o versículo 1 mostra que o rei já não participava de batalhas, e permanecia seguro no luxo e conforto de seu palácio. E então, nessa vida de delícias e prazeres, é muito fácil qualquer homem se desvirtuar, e Davi viu Bate Seba, se encantou com a formosura daquela mulher sensual. E, sem hesitar a chamou para si.
Mas o rei foi admoestado por muitos:" Mas, rei, ela não! Ela é esposa de seu soldado Urias que está na guerra!" "Não faça isso, ó rei!"
Os avisos foram inúteis. O rei Davi não ouviu ninguém! O seu desejo carnal por aquela mulher foi mais forte, e Bate Seba dormiu com Davi. E para azar do rei, ela engravidou!
O rei estava em maus lençóis porque o marido estava fora, em luta por Israel. Como podia Bate Seba engravidar? 
Davi resolve chamar Urias a Jerusalém e este vem e se apresenta ao rei que lhe concede alguns dias de descanso, para que ele fique com sua esposa. E Urias não aceita e responde: " Longe de mim descansar e dormir com a minha esposa enquanto meus soldados estão lutando, ó rei. Se me permitir, agora mesmo retorno ao campo de batalha."
Davi assentiu e preparou uma estratégia que acabou matando Urias e todo o seu pelotão de soldados.
E a imagem de Davi,perante todos os seus subordinados começa a ser denegrida. A sua integridade começa a desmoronar!
O orgulho de possuir Bate Seba entrou no coração de Davi, e orgulhosos não ouvem ninguém! Daí, para cometer erros crassos é apenas um passo. E erros custam sempre muito caro. No caso do rei Davi, foi excepcionalmente caro!
Queridos, quando nós flexibilizamos, quando condescendemos, quando toleramos pequenos desvios em princípios instituídos por Deus, nos perdemos a confiança e a admiração das pessoas. Isso é um fato, e existe desde sempre.
Nossa imagem e nossa moral perdem integridade, e passamos  a ser vistos como um qualquer, passamos a ser desprezados.
E o rei Davi perdeu sua integridade governamental também! Uma pessoa que não tem ética com a sua própria família, não terá ética com mais ninguém!
Em Levítico 20:10, lemos; " Se um homem adulterar com a mulher de seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera."
E o rei Davi conhecia muito bem as leis, prezado leitor!
E então, para o rei Davi, ocorreu também a perda da integridade espiritual, e em 2 Samuel 12 : 7 a 9, encontramos: "Então, disse Natã a Davi:" Tu és este homem. Assim diz o Senhor Deus de Israel: Eu te ungi sobre rei de Israel, e eu te livrei das mãos de Saul; e te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio, e também te dei a casa de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te acrescentaria tais e tais coisas. Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos?  A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom."
Veja, prezado leitor, desvios de conduta nos levam a ruptura de nossa integridade física, intelectual, emocional, profissional, moral, espiritual. Somos reduzidos a cacos!
E que lição devemos tirar disso?
Prezados, os riscos e os perigos que todos corremos, normalmente são muito sutis. E é por isso que precisamos estar vigilantes, alertas, e é imperioso entender que precisamos prestar contas de todos os nossos atos. Não se iluda porque é assim, e sempre será!
Se você permitir que Deus confronte a sua vida, e se viver na dependência D'Ele, tudo, absolutamente tudo irá dar certo em sua vida. Aleluia!
Pergunte-se frequentemente: A quem eu devo prestar contas?
Nós sempre precisamos prestar contas a alguém, não é verdade? Faça isso com consciência, faça isso a todos a quem preza, mas faça principalmente a Deus, que é o responsável por tudo em sua vida, inclusive pelo pulsar de seu coração. Seja alegre, seja grato! Deus o abençoará por isso! Serão recompensas EXTRAORDINÁRIAS!
Atenciosamente

 

João Antonio Pagliosa
Curitiba, 03 de maio de 2016. 
p.s.: Este artigo foi escrito com base na ministração do pastor Paschoal Piragine Júnior, na Holy Hour, realizada no Castelo do Batel  em 30 de maio de 2016.
 

 

 

 

 

 

Não falha, não atrasa, não descumpre promessas! | João Antonio Pagliosa
08 de junho, 2016

 

Intercessão é oração em prol de algo ou de alguém, e é base de qualquer Igreja. Igrejas não terão sustentação, se não tiverem intercessores orando fervorosamente. Orar é básico!

Nós cristãos somos herdeiros da benção! Quando ela não me alcança a culpa é apenas minha, porque bênçãos estão sendo constantemente despejadas. Despejadas como chuva serôdia.

Quando estou em estado de pecado, me afasto de Deus, e como que abro um guarda chuva sobre mim. E a chuva serôdia das bênçãos do Senhor, não me alcançam. É uma lástima, pecar!

Na Bíblia aprendemos que somos descendentes de Abraão, e,

descendentes são os dignos herdeiros das promessas de Deus.

Na Epístola de Paulo aos Hebreus, 1 :2, lemos que o Filho, isto é, Jesus, foi constituído herdeiro de todas as coisas, e Ele nos tomou por herdeiros.

Em Genesis 1 : 26, ao criar o homem, Deus disse: “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” Observe leitor, que Deus fala com o verbo no plural, isto significa que participaram da criação do homem, Deus Pai, Deus Filho (Jesus), e Deus Espírito Santo, e somos oriundos do pó da terra mais água e mais fogo (que é o Espírito Santo, o nosso consolador).

Somos filhos de Deus por adoção; Deus nos ama tanto que sacrificou o cordeiro Jesus, (até aqui Filho unigênito), para que tivesse uma grande família, e por esta morte de cruz somos herdeiros de suas promessas.

Deus sempre quer o melhor para nós, entretanto, nós criamos as dificuldades que infernizam a nossa vida, porque nos dobramos aos anseios de nossa carne.

É preciso força e determinação para lutar contra o pecado pois o  inimigo é sujo, e joga sujo todo o tempo, porém, se com Jesus sofremos, com Jesus seremos glorificados.

Se você é cristão e segue a palavra de Deus, não pode estar em crise. Diga antes: Eu estou em Cristo! Eu sou herdeiro das promessas! Crises passam e são provas. Cristo não passa!

E as promessas me alcançarão quando eu me despojar de mim!

Quando eu alinhar o meu livre arbítrio ao desejo de Deus, que me quer puro, me quer fiel e obediente à sua palavra; então suas graças me alcançarão porque Deus nunca falha, nunca atrasa e nunca deixa de cumprir suas promessas.

Temos que confiar em Deus, confiar até o fim, e o testemunho do pastor Aparecido Rodrigues foi algo estarrecedor, veja:

Aparecido era delegado de polícia e havia prendido um indivíduo que afrontara a lei. Este bandido estava de posse de quantia significativa de dinheiro, e procederam-se na delegacia as ações de praxe.

O bandido assinou documentação que a delegacia havia apreendido seus bens inclusive aquele montante de dinheiro. Tempos depois, o citado bandido foi liberto, ocasião em que todos os seus bens apreendidos foram devolvidos, inclusive a quantia de dinheiro e o bandido voltou a assinar documentação que recebera todos seus bens apreendidos.

O tempo passou e um determinado dia, o delegado Aparecido recebeu uma intimação e foi responder processo, pois o referido bandido afirmava que seu dinheiro apreendido enquanto preso não lhe fora devolvido.

Ora, o delegado Aparecido não deu muita importância ao fato porque sabia que o bandido mentia, e havia documentação hábil na delegacia para provar isso.

E faltando apenas alguns dias para a execução do processo, o delegado Aparecido dirigiu-se a Delegacia para apanhar a documentação do caso daquele bandido, todos os papéis que envolviam o que fora apreendido e que fora devolvido na soltura do bandido. Mas por incrível que pareça toda a documentação daquele caso de prisão e consequente soltura, sumira da delegacia de polícia. Sumira simplesmente e ninguém entendia como.

E não se encontrou nada! Era a palavra do advogado de defesa do bandido que alegava e sustentava que Aparecido havia ficado com todo o dinheiro de seu cliente, contra a palavra do delegado, que não possuía os documentos que comprovariam sua inocência.

Era uma situação complicada para o delegado.

E chegou o dia do julgamento do processo movido pelo bandido.

O delegado havia orado muito, havia jejuado e pedido a Deus que fizesse justiça naquele caso, outras pessoas intercediam por ele, porém nada acontecia.

E, Aparecido foi ao seu julgamento visivelmente abatido, ombros caídos, mente um tanto perturbada pelo inusitado da situação.

Ele se via em maus lençóis, aquele bandido queria prejudica-lo, e ele não tinha as provas para se defender da acusação absurda e mentirosa.

Caminhava com certa relutância e poucos metros antes de chegar ao prédio da justiça, um homem que ele nunca havia visto, tocou seu ombro e lhe disse: “Olha, me pediram para lhe entregar isso.”

E de imediato, passou-lhe às mãos uma volumosa pasta com toda  documentação do caso da prisão daquele bandido que o processara.

Estava tudo ali, os documentos da apreensão, os documentos da devolução dos bens do referido bandido. Tudo!

Aparecido vibrando de alegria, após conferir rapidamente os documentos, virou-se para agradecer ao homem, mas ele não viu homem nenhum... Olhou para todos os lados e nada..., o homem sumira.

Ele então, correu para a sessão de julgamento do seu processo, e obviamente tudo deu muito certo para o delegado, que comprovou sua inocência, e o acusador e seu delegado levaram uma grande reprimenda do Juiz.

São coisas assim que me tocam profundamente! Saber que às vezes precisamos ser provados até o último instante.

Mas precisamos ser fortes; desistir, jamais. Recuar, jamais!

Deus não merece o nosso vacilo, não é mesmo?

Curitiba, 08 de junho de 2016.

JOÃO ANTONIO PAGLIOSA

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joaoantoniopagliosa@gmail.com

 

A culpa é nossa | Pedro Israel Novaes de Almeida
07 de junho, 2016

Os políticos nuca gozaram de grande prestígio popular.

            A autoridade recente de melhor imagem e memória é Itamar Franco, acusado de ostentar os mais controversos topetes e deixar-se assediar por belas mulheres, todas jovens. Defeitos virtuosos !

            Após séculos e séculos de persistentes desgastes, a figura do político brasileiro, de vereador a senador, de prefeito a presidente, é associada à corrupção, fisiologismo, enriquecimento ilícito e divórcio dos interesses do país. Nosso sistema eleitoral e partidário sempre premiou as piores figuras com reeleições seguidas, quase perpétuas.

            Obras e políticas públicas sempre foram propagandeadas e acreditadas como favores pessoais deste ou daquele político, e são muitos os funcionários comissionados, não raro cabos eleitorais permanentes, pagos com recursos públicos.

            No Brasil, os cargos e funções parecem conferir mais benesses que ônus e responsabilidades, e os ocupantes parecem ungidos, não simplesmente empossados.

            A reação popular, depois de séculos de desmandos, aberrações e desonestidades, só podia vir, e veio, com o descrédito generalizado e repulsa peremptória. Hoje, até letrados confessam e irradiam a noção de que nenhum político presta, e que o poder do voto é mera ficção.

            Ocorre que não existe solução ou melhora que não passe pela via política. A política não é necessariamente suja, e representa o único elo entre a população e o Estado.

            É infantil e irreal a noção de que virá, dos céus, um cavaleiro justo e perfeito, montado em belo corcel, para tornar nosso ambiente probo e respeitador. A ideia, ensina-nos a história, sempre conduziu a ditaduras e fascismos. A democracia é uma prática política.

            Ditadores surgem jurando amor ao pobres e apego aos valores e tradições populares. Aos poucos, lotam as instituições com doutrinados, e acabam colocando o país a serviço de seus interesses particulares e de seu grupo de doutrinados. Como julgam-se enviados dos céus, fazem da terra seu brinquedo predileto.

            A honestidade pessoal não pode ser encarada como virtude, mas como obrigação. Desonesto não é só o que rouba, mas também, e principalmente, aquele que se omite.

            Existem milhares de bons políticos, a maioria pouco referida pela mídia, e, importante, não buscam mandatos consecutivos. Buscar seguidamente a reeleição é desonestidade política.

            Ignorar que existem bons políticos, e lança-los todos à vala comum da latrina nacional, é abdicar do poder do voto e abrir mão da democracia. Os brasileiros votamos mal e de maneira irresponsável.

            Votamos, ainda, no cidadão sabidamente imprestável, pelo fato de um sorriso, cumprimento, parentesco, amizade pessoal ou promessa. A tão aplaudida lei da Ficha Limpa pode e deve ser aplicada por cada cidadão, que bem conhece a fera em que votou, defecando na urna.

            O cidadão que anula o voto ou vota em branco tem, no mínimo, a obrigação de ser candidato, ou convencer algum virtuoso a fazê-lo.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                      

            

Reforma agrária | Pedro Israel Novaes de Almeida
07 de junho, 2016

             A reforma agrária é tema ideologizado, englobando o próprio direito e conceito de propriedade.

            No Brasil, a reforma agrária, salvo raras e honrosas exceções, acabou confinada à mera distribuição de terras, com ares de reforma fundiária. Os governos populistas de nossa década nada inovaram e pouco providenciaram, na área, contentando-se com discursos e promessas.

            Um dos principais obstáculos à boa reforma reside na seleção de beneficiários, privilegiando o invasor ou acampado, em detrimento do agricultor vocacionado, que segue trabalhando e sobrevivendo, à espera da terra própria.

            O MST, ícone da luta pela reforma agrária, é repleto de preconceitos e idiotias, chegando ao extremo de demonizar culturas como soja, reflorestamentos, cana de açúcar, laranjas e pastos, dentre tantas outras. O movimento outorgou-se o direito de julgar, sentenciar e executar a ociosidade de terras. Cientistas de todo o mundo tentam desvendar a origem dos recursos que garantem a sobrevivência dos acampados e invasores.

            Nossa constituição consagrou a obrigatoriedade de cumprimento da função social da propriedade, mas não delegou ao MST tal constatação. Soa absurdo, desrespeitoso e abusivo algum movimento social ignorar a função do poder judiciário, tentando substituí-la.

            A verificação da ociosidade, à partir de índices mínimos de produtividade, é uma aberração jurídica, econômica, social e agronômica, fadada a jazer por séculos nos meandros judiciários. A produtividade é relacionada a contextos climáticos, trabalhistas, econômicos, sociais e, sobretudo de conveniência produtiva.

            Distribuir terras, sem a rígida e imparcial seleção de beneficiários, e sem as necessárias estruturas de apoio é medida perdulária e inconsequente, que prejudica assentados e toda a sociedade.      

            A reforma agrária deve ser iniciada pelas fronteiras agrícolas, sendo risível e caríssima a efetuada nas imediações de Campinas, Ribeirão Preto e outras regiões muito valorizadas. Outro aspecto a ser considerado é que a terra é um dos constituintes da produção, e é enorme o número de parceiros e arrendatários que, não sendo proprietários, geram produções e empregos.

            Existem caminhoneiros sem caminhão, professores sem escola, médicos sem hospitais, garçons sem restaurantes e trabalhadores urbanos sem casa própria. Se todos resolverem pela invasão ou ocupação, votaremos à idade da pedra.

            Devem os governos angariar, na forma da lei, terras dedicadas ao tráfico de drogas, trabalho escravo, bem como as adquiridas com recursos oriundos de crime, e destiná-las, em valor, a prioridades do país.

            Terras também podem ser financiadas a longo prazo, tal qual habitações populares, e trabalhadores urbanos têm tanto direito à casa própria quanto o agricultor sem terra. Só não pode invadir ou ocupar.

                                                                             pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

           

                 

Ética e princípios de vida | João Antonio Pagliosa
29 de maio, 2016

Prezado leitor, viver e agir com ética é prazeroso, agradável e sempre muito reconfortante a nossa alma. Viver e agir com ética e respeitando seu interlocutor, nunca é uma concessão ao outro, antes é um grande presente e uma verdadeira dádiva a você mesmo.

Precisamos sempre crescer como pessoas humanas. Os sábios estão diuturnamente reciclando e lapidando seus conhecimentos, e este crescimento quando espiritualmente alinhado, nos aproxima do divino, e ao realizarmos uma ação benéfica, invariavelmente tranquilizamos nosso espírito e agradável sensação de conforto e bem estar se apodera de nós.

São ocasiões em que nos sentimos úteis e por consequência, felizes e realizados.

Paralelamente, ao transgredirmos regras, leis ou princípios estabelecidos, a culpa nos castiga, a consciência nos acusa e vivemos desconfortos e sensações muito incomodas. É penoso, para dizer o mínimo!

Precisamos todos aprender que não fomos criados para ser independentes, (este é um erro crasso para milhões de pessoas), e em Hebreus, 13:17, lemos: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo, porque isto não aproveita a vós outros."

Princípios, são verdades infalíveis que se encontram na palavra de DEUS, e que devem ser implementados em vossa vida cotidianamente, até se tornar um hábito. Quando determinado princípio se torna um hábito, este princípio está consolidado em nossa vida, ou seja, aqui não mais transgrido.

Os princípios foram criados para serem observados e consolidados em nossa vida e em nosso espírito, e o discipulado é criação e ensinamento de JESUS, por isso precisamos obedecer e ser submissos a nossos líderes espirituais. 

Frequentemente digo a meus filhos: "Quem obedece, não sofre."

Esta é uma realidade tão simples, tão singela, mas eficientíssima.

Por vivermos um mundo assaz competitivo, precisamos a todo instante provar e comprovar nossas competências, porque nada é fácil para ninguém que se propõe a vencer honestamente, e é imperioso enfrentar com galhardia as dificuldades cotidianas.

Então, nunca perca a calma e nunca se lamente ao enfrentar obstáculos e problemas que a vida lhe reserva, e principalmente nunca alimente seus problemas tornando-os maiores do que efetivamente são. Alimentar problemas é dar-lhe corda, postergá-lo e não resolvê-lo. E reclamar, só lhe prejudica.

Na realidade nua e crua, os problemas nunca são tão sérios quanto parecem num primeiro momento, e quando os enfrentamos com coragem, conhecimento, fé na vitória e em oração, sempre encontraremos alternativas com soluções honrosas e viáveis.

Precisamos aprender que somos dependentes de DEUS e não das situações terrenas como o seu chefe no trabalho, ou o seu gerente no banco.

Trabalhe sem se importar com as situações sobre as quais não tem controle. Dê o seu melhor, sonhe e clame o socorro de DEUS, porque Ele nunca abandona aliados. Faça a sua parte com todo amor e confiança que DEUS fará a parte dele.

O exemplo de José, filho de Jacó e Rebecca, é extraordinário porque ele venceu sem nunca se importar com as terríveis circunstâncias que o rodeavam. Mesmo sofrendo na pele as injustiças mais desumanas, nunca sossobrou, nunca desistiu, nunca reclamou. Sempre colocou a sua confiança em Deus, e por isso chegou onde chegou, de escravo ao segundo homem mais poderoso de todo o Egito.

Nós precisamos fazer o mesmo. Lutar, confiar, até as últimas consequências, até o fim. Cumprir aquilo que nos compete cumprir. Isso é honra! Isso é glória! Por isso, seremos honrados! Por isso seremos glorificados!

Em Êxodo, 15:13, está escrito: "Com o teu amor conduzes o povo que regataste; com a tua força, tu o levas à tua santa habitação." Pare e reflita alguns minutos sobre a grandiosidade deste versículo.

Que maravilha seria vivermos todos em princípios consolidados, que fantástico seria se nossos homens públicos fossem minimamente éticos e consolidassem os sete princípios abaixo:

1-CARÁTER:É um conjunto de características psicológicas e morais que caracterizam uma pessoa. Em todas nossas ações, o caráter imprime e produz a marca do indivíduo, expressando-a em todas as áreas de sua vida.

2-SOBERANIA:É a qualidade de exercer autoridade máxima, e de decidir com total autonomia. A soberania precisa ser exercida em nosso raciocínio e ela estabelece e expressa o padrão de pensamento bíblico, fundamentado na verdade absoluta.

3-União:Aqui é mister a ênfase que não fomos criados para ser independentes (ver Hebreus 13:17) e o princípio da união estabelece a unidade, isto é, algo único e indivisível. A unidade resulta da própria vontade de estabelecer acordos nos relacionamentos, para um propósito comum.

4-MORDOMIA:A mordomia é um princípio que tem tudo a ver com a administração dos bens que nos cercam. Ela traduz a consciência e atitudes de cuidado com o próximo, consigo mesmo, e com a propriedade, que cada um de nós deve ter. Exatamente por não existirem atitudes de cuidado com o próximo, ocorrem abusos no 
uso do patrimônio público, e inúmeros privilégios são obtidos por alguns em prejuízo de outros.

5-SEMEAR e COLHER:Indubitavelmente todas as nossas atitudes e nossa conduta, geram consequências e o princípio de semear e colher, tem tudo a ver com obediência.Obedeça as suas lideranças, aceite os desafios e reflita sobre as conseqüências, após esta decisão.Evidentemente que sempre dentro dos princípios cristãos.

6-AUTO GOVERNO:Este é o princípio que me ensina a liberdade de exercer domínio sobre a minha mente e sobre minhas ações. A conduta de minha vida é minha decisão, mas se for sábio, entenderei que minha vontade necessita estar alinhada com a vontade de DEUS. Então sou servo e obedeço, mas entendendo que a promessa de vida em abundância é real.

7-INDIVIDUALIDADE:Este princípio é a nossa identidade e reconhece cada homem e cada mulher, cada criatura de DEUS, como seres únicos e distintos. 

É a mega hiper super diversidade da criação do Todo Poderoso.

O capítulo 17 do livro de Jeremias, evidencia que o pecado engana e destrói. O versículo 9 enfatiza que o coração nos engana, ele está sempre propenso a dizer NÃO aos princípios estabelecidos por DEUS, por isso é desesperadamente corrupto.

Então, a todos os corruptos de plantão, (a lista é bem extensa, não é prezado leitor), acordem para esta verdade bíblica, mudem o seu procedimento, arrependam-se de seus mal feitos para com a nação e seu povo. O tempo está findando e não adianta acumular riquezas que você não vai usufruir.

Caro leitor, se me seguiu até este ponto, quero recordar que o povo brasileiro está cansado das maracutaias e mutretas e bandalheiras e mentiras e hipocrisias e insanidades e iniquidades e impunidades de nossos políticos em todas as esferas de poder. Quiçá estes insanos recuperem a razão. É por isso que escrevo, e oro, e clamo, e não desisto nunca.

*Eng. Agrônomo 
joaoantoniopagliosa@gmail.com

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Curitiba, 28 de maio de 2016.

 

Sugestão para um teatro na escola | J. Barreto
24 de maio, 2016

1° ato:

A Dengue, a Zika, e a Chicungunha entram rastejando, muito fracas e clamando por água, até encontrarem três recipientes com água. Depois de beberem elas se levantam rapidinho, começam a pular e saem de cena.  

  

2° ato:

Um grupo de jovens está distraído num bate papo, quando são atacados pelos mosquitos sem perceberem. Logo alguns começam a reclamar de sono, outros a sentir dor de cabeça, dor no corpo e a ter febre alta; e todos caem no chão.

 

3° ato:

Chega um grupo de mães desesperadas e começam a gritar por socorro, logo chegam o médico e a enfermeira e começam os exames.  O médico diz as mães: “Todos foram picados pelos mosquitos Aedes Aegypti, e alguns estão com Dengue, outros com Chicungunha e outros ainda com Zika, e começam a aplicar injeção em todos eles”. Quando melhoram, um por um vai se levantado cambaleante, e todos saem de cena. 

 

4° ato:

Os três mosquitos novamente voltam rastejando e queixando que não há mais água para eles, nem mesmo em uma tampinha de garrafa. Continuam rastejando até os três recipientes, mas estes tambem estão secos, e por não acharem mais água, começam a agonizar e morrem. 

Leitura | Pedro Israel Novaes de Almeida
24 de maio, 2016

            Somos um povo inculto.

            As notícias chegam, telegráficas, pelo rádio e TV. Revistas e grandes jornais são pouco lidos.

            Manchetes são mais lidas que o conteúdo, e costumam aglomerar multidões defronte as bancas. Comprar e ler livros é um hábito de poucos.

            A leitura escolar sobrevive por ser compulsória, quase limitada a obras didáticas, ou enunciadas nos vestibulares. Livros foram substituídos por apostilas, e já são raros os autores isolados.

            A internet tem sido o maior elo entre o brasileiro e a formação cultural, mas os acessos buscam, em regra, redes sociais, que alternam boas escritas a línguas estranhas, fatos e boatos, com farta desinformação. Bem utilizada, a internet pode ser tão útil quanto um bom livro impresso.

            Rádio, TV e internet substituíram os jornais, no quesito notícia. Antes de abrir o jornal, o cidadão já foi informado do fato, o que tem levado as publicações a comentários, análises e descrições de contextos.

            Esporte, fofocas políticas e sociais, horóscopo e manchetes escandalosas disputam a preferência dos leitores, sempre ansiosos pelo caderno de negócios, sejam de veículos, animais, imóveis e materiais usados, além da oferta de empregos e serviços. O caderno de negócios costuma ser o alvo predileto dos gatunos de bancas.    

            A leitura atenta desenvolve habilidades, como a capacidade de abstração, memorização e entendimento de enunciados. A leitura ensina a língua, tão judiada pelo rádio e internet.

            Com pouca leitura, consagramos a oralidade como meio de transmissão da cultura e informação. A oralidade pode, em determinados contextos, gerar guetos e alimentar vícios, aí incluídos os preconceitos e superficialidades.

            Na verdade, a escrita costuma ser bem mais cuidadosa e elaborada que a fala, e daí mais acreditada. Pouquíssimos autores escrevem “menas”,  termo recentemente utilizado até por um senador da república, em sua tribuna.                                           

            Povos mais cultos e informados constroem ambientes amadurecidos e politicamente mais estáveis, sendo pouco receptivos aos aventureiros de sempre. Costumam ser mais respeitadores e solidários.

            No contexto mundial, figuramos em péssima posição, no quesito leitura.  Outros povos ensinam a leitura como hábito e exemplo familiar.

            Nossa triste condição pode ser avaliada pelos baixos índices de audiência de noticiosos, entrevistas e reportagens especiais, e altíssimos índices dos programas de fofocas e intimidades de famosos. Em nosso meio, são poucas e pouco frequentadas as bibliotecas. Vamos mal !

                                                                                    pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 

Morrer sem mistério | Pedro Israel Novaes de Almeida
17 de maio, 2016

Morrer é complicado.

            A maioria das pessoas não teme a morte, mas teme a maneira de morrer. É sonho universal morrer dormindo, sem sofrimentos.

            No Brasil, milhões de órgãos deixam de ser transplantados, diariamente. Existem mais doadores que doações, pois não raro a família nega a vontade do cidadão, e são poucas as estruturas públicas disponíveis.

            Doadores nem sempre manifestam a vontade de doar todos os órgãos. Dependendo do órgão, o cidadão teme que, além de falecer, acabe mal falado.

            Viúvas e agregadas evitam anuir ao transplante daquele órgão, pelo temor de continuarem traídas, mesmo após o passamento. Por ser personalíssimo, tal transplante raramente é praticado.

            Finados e familiares apresentam crescente interesse e simpatia por cremações. É comum aos finados, em vida, a vontade de ser cremado, junto com seus credores e desafetos.

            As cremações estão presentes em poucos municípios, e padarias costumam não fazer tal serviço. A cremação é tendência mundial, e vem sendo cada vez mais praticada.

            Deve ser horrível, ao quase finado, imaginar que a família ficará refém do monopólio exercido por funerária, na esmagadora maioria dos municípios brasileiros. Até vivos com baixo risco de morte ficam indignados com a vedação de concorrência, no setor.

            Existem finados que prescrevem, em vida, o roteiro dos velórios e enterros. A maioria prefere a cerimônia familiar, sem discursos e regabofe.

            Já são raras as carpideiras, portadoras de escandalosos choros e chiliques, regiamente remunerados. Os velórios ainda constituem palco de fechamento de negócios, e início das cobranças à viúva, por dívidas havidas ou inventadas.

            Em boa hora, os velórios deixaram os domicílios e são, hoje, realizados em estruturas especializadas, públicas ou privadas. Nos velórios em casa, fica a impressão, na vizinhança, de que o finado parte mas o espírito permanece, preso, na sala.

            O lado triste da morte surge quando causada por acidentes, crimes ou hábitos nefastos. A morte natural, por idade ou doença incurável, é mais aceita, quando filhos enterram pais, ordem natural da ocorrência.

            O correto seria nascermos com 90 anos, já lentos e alquebrados, e seguirmos vida afora rejuvenescendo, até perdermos a noção de tudo. O difícil vai ser perder a aposentadoria, aos 65 anos !

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.     

Aproveitando oportunidades e marcando a história | João Antonio Pagliosa
17 de maio, 2016

Eu não quero passar por esta vida terrena, despercebido. Eu quero marcar história e acredito que todos também querem. Afinal, por que vivo eu?

Ao ler Atos, capítulo 9, versículos 10 a 18, confrontamo-nos com a visita de Ananias a Saulo de Tarso. É uma leitura curta, porém nos ensina muito.

Ensina-nos, que nas ocasiões em que Deus nos chama, devemos estar prontos: “Eis me aqui Senhor!”

Ensina-nos, que nas ocasiões em que Deus nos ordena algo, devemos realizar este algo porque Deus nos capacitará.

Saulo de Tarso era soldado romano e perseguia e matava os cristãos, de tal sorte que Deus lhe aparecera, o derrubara de seu cavalo, e o cegara.

Ananias superou o seu medo e fez o que Deus ordenou. Foi à casa de Saulo e entrando na casa do inimigo, o recebeu como um irmão, e impôs suas mãos sobre ele, dizendo: “Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a visão e fiques cheio do Espírito Santo”.

Imediatamente Saulo tornou a ver, e a seguir foi batizado. A partir daí se tornou o apóstolo Paulo e começou a pregar a palavra de Deus, começando pela cidade de Damasco. Adeus soldado de Roma, bem vindo apóstolo de Jesus. Que tremenda transformação na vida de um homem!

Prezados, nós, como Ananias, não podemos perder as oportunidades que Deus nos dá. Aproveite-as, e marque história na vida das pessoas que o cercam, porque um coração interligado com Deus faz grandes transformações em muitas vidas. Quando Paulo abriu os olhos, a primeira pessoa que viu foi o discípulo Ananias. Ora, Ananias marcou história na vida de Paulo.

E Deus converteu Paulo, porque este perseguia e matava os que seguiam a palavra de Jesus. Todos aqueles que pregavam o evangelho eram mortos, porque ameaçavam a autoridade de Roma. Eram agitadores!

Não existe gente ruim, existe gente que não acredita em Deus. E gente que não acredita em Deus cede ao pecado com muita facilidade. E sob a casca do pecado, quando você a raspa, a primeira coisa que aparece é o orgulho. O orgulho derruba milhões e nós precisamos quebrar os nossos preconceitos.

Quem não quebra preconceitos não marca história. O medo é grande preconceito e precisamos eliminá-lo de nossa vida porque nos amarra, nos prende, nos imobiliza e paralisa nossas ações.

Como Ananias, precisamos vencer nossos medos, nossos orgulhos e enfrentar o inimigo. Enfrentar inimigo com amor cristão, isto é, tentando traze-lo para as mãos de Deus, porque não podemos fugir dos propósitos que Deus nos confiou, e seremos provados em situações difíceis, perigosas, muitas vezes, humilhantes. Mas não esmoreça, não perca a sua fé, não recue, jamais!

O eis me aqui, exige um despertar de nossa parte. Não permita que o comodismo e a procrastinação, façam fracassar o propósito de Deus em sua vida. Se sentir a presença de Deus, aja como Ananias, com destemor no coração, e por isso era ousado, destemido, valente. E falou com Paulo com o coração cheio de alegria.

A forma como falamos, prezados, é muito importante, pois nosso interlocutor, “sente” a nossa determinação, a nossa empolgação. E isso, sempre é vital para atingir os objetivos que pretendemos.

Cavalo encilhado só passa uma vez, portanto, quando Deus o chamar, diga: “É comigo, Senhor Deus. Eis me aqui.”

Há quatro características de quem marca história. São elas:

VISÃO: Sim, só marca história quem tem visão. (Se os problemas são grandes, DEUS é maior. Foque em DEUS, nunca nos problemas.)

DISPONIBILIDADE: Sim, não esteja ocupado quando Deus o requisitar. Desocupe-se e atenda a Deus!

PRONTO PARA O SACRIFÍCIO: Sim, não tema. Paulo, numa ocasião, disse: “Morrer para mim é lucro. Viver para mim é Cristo.”

NÃO ESCOLHA A TAREFA FÁCIL: Sim, só marca história quem não escolhe a tarefa fácil, mas Deus honra e capacita todo aquele que o honra.

Então, prezado que me lê, saia de sua zona de conforto, de sua vida de mesmice, de calmaria e tranquilidade. Saiba que Deus quer usar você!. Deus quer muito mais de você! Faça a sua parte!

Respondendo a pergunta do primeiro parágrafo: “Eu, João, vivo para servir a Deus e quero garantir o meu passaporte para o céu.”

E você, meu prezado?

João Antonio Pagliosa

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Curitiba, 15 de maio de 2016.

 

As aparências enganam e destroem | João Antonio Pagliosa
15 de maio, 2016

É muito comum sermos enganados pelas aparências. A leitura do livro de Josué, capítulo 9, mostra o estratagema do povo de Gibeão sobre Josué, sucessor de Moisés, que movido pelas aparências de uma situação inteligentemente encenada, resolveu fazer aliança com um povo que desconhecia.

Josué fez aliança sem consultar Deus, e apenas três dias depois, percebeu que fora enganado. Mas a aliança estava selada, e consistia essencialmente em poupar a vida dos gibeonitas, porém, Josué ficou irritado com o engano e fez dos habitantes da cidade de Gibeão, escravos do povo judeu, que em grande número avançava sobre os povos que viviam na terra prometida.

Os gibeonitas tornaram-se rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação de judeus e para o altar do Senhor. E estavam satisfeitos, afinal, suas vidas foram poupadas.

No livro de 2ª Samuel, capítulo 21, cerca de 320 anos após a aliança de Josué com os gibeonitas, estes se vingam do povo judeu. Veja como:

Nessa época, o rei Davi era o líder dos judeus, cujo povo, há três anos consecutivos perecia de fome na terra de Canaã. E Davi não entendia o que se passava, então, finalmente resolveu arguir Deus.

E Deus lhe disse: “Há culpa de sangue sobre Saul e sobre sua casa porque ele matou os gibeonitas.”

Saul antecedera o rei Davi, e quebrou a aliança de Josué. E Davi, percebendo o ato falho, a quebra da aliança, imediatamente chamou os gibeonitas, que exigiram como reparação, a morte de sete homens da descendência de Saul. Eles não queriam nem ouro nem prata, queriam a vida de descendentes do homem que quebrara aliança, que enganara.

E o rei Davi sem alternativa assentiu, e os sete homens da casa de Saul foram enforcados, e depois disso, Deus se tornou favorável para com a terra do povo judeu e a fome finalmente cessou.

Transportando estes fatos bíblicos para o tempo que vivemos, nós também vivemos situações de fome e penúria, sem que haja culpa de nossa parte, porém, mesmo que não tenhamos culpa, temos responsabilidade pela situação que vivenciamos.

Quando as coisas dão errado, e os cenários nos afligem, precisamos arguir Deus, arguir nossa cobertura espiritual, e sermos claros; “Enfrento tal situação e estou atribulado e sofrendo. O que está acontecendo, afinal. Pode me auxiliar, por favor?”

Consulte a Deus tão logo surja dificuldade. Não espere três longos anos como fez o rei Davi, porque a procrastinação atrasará a sua benção, e claro, prolongará o seu sofrimento.

As aparências enganam e destroem. E nosso país vive um momento extraordinariamente difícil porque fomos enganados pelas aparências. A população brasileira foi enganada por Luiz Inácio que chegou ao poder porque prometeu ética e decência e honestidade.

Sua sucessora, Dilma Rousseff, idem ibidem, entretanto, nesses treze anos, quatro meses e pico, o governo federal encurralou os brasileiros numa verdadeira sinuca de bico, numa sinecura de lascar, e muitos, sem aquilatar que a culpa é nossa, (e mesmo que não seja nossa, porque não votamos nem em Lulla, nem em Dilma), a responsabilidade é toda nossa e temos que arcar com o ônus dessa responsabilidade.

Porém, não há mal que dure para sempre, e após tanta balbúrdia, tanta sandice e tanta iniquidade, eis que surge réstia de luz no final do túnel, isto é, Dilma será sumariamente defenestrada neste dia 11 de maio, e Luiz Inácio deverá ser preso no dia 13 de maio, porque Sergio Moro já está suficientemente alicerçado para a promulgação da prisão de nosso mentiroso maior.

Enfim, seremos libertos da perniciosa e intragável dupla Lulla e Dilma.

É o fim de um ciclo que tornou o país uma terra arrasada. É um ciclo onde TODOS os contratos de obras com o governo estavam açodados com a imoralidade, a ganância e a corrupção.

E ouço agora, para referendar o que escrevo,  que o juiz Moro assinou acordo de leniência com a Andrade Gutierrez, no valor de um bilhão de reais. E ouço que esta gigantesca empresa pagará esta multa, e  desculpas ao povo brasileiro, pede desculpas a sociedade e manifesta o desejo de contribuir para acabar com esta corrupção que grassa e contamina nossas instituições e pessoas de todas as esferas de poder. Ouço extasiado, e vejo que o Brasil está concluindo um período de trevas para iniciar uma nova etapa, uma nova era.

O Brasil começa a dar sinais que é um país que dará certo. O que precisamos fazer é escolher as pessoas certas para dirigir esta nação.

E eles, os petistas, esbravejam e prometem que farão o diabo para não sair de cena.

Está bem, vamos aguardar os acontecimentos, e eu compreendo a insanidade desta dupla vil e mentalmente doente, por isso oro por uma mudança de comando tranquila e pacífica. Sei que nossas forças armadas estão vigilantes e atentas, e estes homens tem o dever cívico de garantir a democracia e o cumprimento de nossas leis.

E sei que Deus está do nosso lado. Ele é soberano, tudo comanda e nunca abandona aliados. ALELUIA!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 09 de maio de 2016

 

Animais que abandonam | Pedro Israel Novaes de Almeida
10 de maio, 2016

Milhões de cães e gatos vivem abandonados, no Brasil.

            Sob a constante ameaça de doenças, fome e violência, revolvem lixos, atrapalham o trânsito, atacam ou são atacados e, nas horas vagas, procriam.

            Muitos já tiveram nome e endereço, alegraram famílias, encantaram crianças e viveram felizes, até que a maldade humana interrompeu a bela história, com um frio e insensível abandono. Os abandonos acontecem por despesas não previstas com os necessários cuidados, pela perda da beleza natural aos filhotes, por uma mordida imprevista ou até mesmo por mudança ou viagem.

            Abandonar animais ou maltratá-los é crime. O maltrato, vez ou outra, acaba punido, mas o abandono costuma ser alegado como fuga.

            Animais de rua constituem tema de competência municipal, não raro merecedor de parcas contribuições a voluntários e meteóricas atuações dos Centros de Controle de Zoonoses. Castrações, a mais abrangente das medidas ao alcance dos prefeitos, não constituem providências rotineiras e continuadas.

            A maioria dos animais aprisionados pelos órgãos públicos, por apresentarem risco à segurança ou saúde pública, acaba sacrificada. Alegam os alcaides que não possuem recursos e estruturas necessárias à manutenção de bons e suficientes canis e gatis.

            Muitos animais de rua possuem donos, e perambulam livremente, com direito à refeição e pernoite em casa. São conhecidos na vizinhança, chamados pelo nome e latem quando algum desconhecido cruza o quarteirão.

            Animais de raças bravias ou sensíveis, que necessitam de muitos cuidados, sofrem mais quando abandonados. Rústicos, os tais vira-latas adaptam-se com mais facilidade à selva urbana.

            O socorro aos animais de rua costuma vir por intermédio de voluntários abnegados, que fundam abrigos, medicam, alimentam e buscam interessados em adoção. Tais abrigos são procurados até por desumanos que pretendem um lugar seguro para abandonar seus animais.

            O voluntariado é um verdadeiro sacerdócio, e não é fácil mendigar apoios em meio a tanto desinteresse. Não são raros os exemplos de abrigos que asilaram mais animais que apoios, acabando por acusados de maltrato.

            São muitas as pessoas insensíveis, que exercem a posse irresponsável de animais, gerando problemas a toda a sociedade. Em maior número, porém, são as pessoas que em nada contribuem, seja auxiliando voluntários ou exigindo medidas das autoridades.

            Animais não constituem brinquedos ou objetos quaisquer, e geram laços afetivos e de mútua dependência com os humanos com quem convivem.  Devemos temer as pessoas capazes de maltratar animais.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

            

Jeitinho mineiro, uai! | J. Barreto
10 de maio, 2016

Se a Presidente for impedida, como tudo indica que o será, e o Temer assumir a Presidência, ele herdará um país monetariamente enfraquecido e politicamente falido. Aécio Neves sabe que o próximo presidente será boi de piranha (o ato de alguém se sacrificar para livrar uma outra pessoa de alguma dificuldade), se tentar por ordem no país, pois só o conseguirá tomando atitudes antipáticas aos políticos e às massas populares. Se quiser ser piranha corre o risco de ser fisgado pelo judiciário.

O Aécio, sendo manhoso como um bom político mineiro, sabe que não é hora de se expor, pois tanto faz derrotar ou ser derrotado, sairá chamuscado, por este momento. É mais cômodo se aproximar do poder nesta hora, do que tentar fazer voo solo e enfrentar um clima turbulento. Ao apresentar uma agenda positiva ao novo governo e der certo, buscará os louros conquistados, mas se der errado foi incompetência do mandatário. Temer enfrentará um serpentário, mas como ele também é cobra, talvez consiga sobreviver. Graças ao Supremo, ele se livrou de uma mala sem alça, que seria um empecilho em seu mandato, mas em troca recebeu  uma maleta, que embora seja de pouca expressão, pode lhe causar grandes aborrecimentos.

Não confio no Temer, não confio em político de carreira, mas tenho amor ao Brasil, então torcerei e rezarei para que o Temer dê certo.

 

J.Barreto

Protesto e manifestações | Pedro Israel Novaes de Almeida
04 de maio, 2016

É difícil, aos governantes, lidar com a liberdade de manifestação e atos de protestos.

            A dificuldade é maior quando o protesto é consequência de um longo período de omissão oficial. Protestos espontâneos, como o impedimento de uma avenida, pela população revoltada por mais uma morte pela falta de simples lombada ou policiamento ostensivo, revelam a insensibilidade ou falta de diálogo entre governantes e governados.

            O isolamento dos governos, voltados apenas aos comensais dos castelos administrativos, com suas submissões e vassalagens, gera situações em que as necessidades e carências da população são pouco notadas, e quase sempre desconsideradas. Tais situações aumentam a tensão popular, que eclode com intensidade proporcional à insatisfação acumulada.

            Nossos legislativos, em todos os níveis, apresentam triste e notória tendência de queda de qualidade, e pouco preservam a função de bem representar a sociedade. Parece que a preocupação maior é perfilar na situação ou oposição, e a partir daí sempre aplaudir as omissões e desgovernos, ou condenar qualquer providência oficial, ainda que acertada.

            Sem a atuação dos legislativos, resta à população procurar abrigo nas entidades e organizações sociais, muitas delas manipuladas por partidos e grupos ideológicos, escandalosas ou omissas, segundo o interesse político envolvido. Surge, redentora, a imprensa livre, fazendo coro aos reclamos populares.

            Em tal contexto, a Justiça acaba acionada, para obrigar o fornecimento de um remédio, a disponibilidade de creches, a universalidade do atendimento à saúde e tantos outros mandamentos constitucionais. Com sua mão pesada, e por vezes tardia, a Justiça tem obrigado governantes a ações e prioridades lógicas e inarredáveis.

            Governos sem interlocução com a sociedade correm o risco de serem forçados a ações de há muito reclamadas, como o fornecimento de merenda escolar, bom funcionamento de postos de saúde, correção de salários, maior zelo pela segurança, etc. É difícil, aos governantes, explicar o gasto em obras,  rotinas e assessorias supérfluas e desnecessárias, em ambiente de desprezo por ações que supram as carências da população.

            Houve um tempo em que governar era habitar um palácio, nomeando amigos e gastando recursos públicos a bel prazer do governante, prefeito, governador ou presidente. Hoje, governar é administrar carências e ser escravo de prioridades.

            Protestos devem ser civilizados, sempre preservando o direito de terceiros. Grevistas não podem impedir o trabalho dos que assim desejarem, e ocupações não podem impedir o funcionamento de instituições. Impedir o trânsito não significa incendiar ônibus, e sair em passeata não quer dizer quebrar vitrines e equipamentos públicos.

            Os excessos das manifestações constituem casos de barbárie, cabendo responsabilização pessoal. Contudo, os governos ficam obrigados a darem satisfações a respeito do conteúdo das reivindicações, sua justeza e, principalmente, motivos de serem ou não atendidas.

                                                                                  pedronovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

               

            

Seu esforço mudará sua sorte | João Antonio Pagliosa
04 de maio, 2016

O número é espantoso e não para de crescer.

Já somos mais de onze milhões de desempregados, e para muitos é difícil visualizar alguma luz, mesmo tênue, no final do túnel.

A queixa e o xororô são recorrentes e a maioria diz  “Falta-me oportunidade”, porém esclareço que é exatamente na ausência de oportunidade, que demonstramos nossa tenacidade e nossa determinação frente as adversidades.

Esta é a ocasião oportuna para testar o quanto somos competentes, o quanto somos esforçados e não nos rendemos, muito menos jogamos a toalha, nem cruzamos nossos braços, e nem nos entretemos em coisas inúteis que não levam a nada.

Homens e mulheres bons e de princípios consolidados não se entregam, e  sempre haverá disputas e conflitos entre pessoas, entre empresas, entre instituições, e entre as nações, porque isso é resultado de divergências de opinião, de diferenças de desejos, de diferenças de objetivos, entretanto, precisamos sempre divergir com sabedoria e em amor cristão, porque nas discussões de ideias, nos tornamos mais competentes e mais hábeis em dialogar; e nossa felicidade, nossa pura alegria consiste em preparar um amanhã melhor, pensando e se dedicando e se esforçando agora, no presente, e esquecendo o que passou, e não nos agradou nem somou nada.

Sempre enalteço que não existe satisfação maior que aquela que sentimos quando somos úteis, quando com nossa presença e nosso conhecimento e trabalho, proporcionamos alegria e o bem estar dos outros.

Você que agora está desempregado, entenda que este é um momento difícil, mas ele passará.  

Acreditar na sua potencialidade, na sua capacitação para “n” coisas que você conhece, é a chave. E, não fique remoendo um passado que nunca voltará. Nada de mágoas, nem rancores.

O passado é página virada, é para esquecer, e não alimente nenhuma semente ou raiz de rebeldia em seu coração. Simplesmente, faça o que você sabe fazer, e faça muito bem feito e saia à procura de clientes e oferte aquilo que você faz ou sabe fazer. Saber vender seu peixe faz uma diferença danada!

E nunca esqueça que somos todos, sem nenhuma exceção, apenas pó sem Deus. Somos dependentes das bênçãos de Deus, de seus milagres em nossa vida.  A força de nosso braço é importante, mas vã e inútil, se não andarmos na presença de Deus.

Se estivermos em aliança com Deus, nosso esforço mudará nosso futuro. Nosso futuro será glorioso. É verdade bíblica.

E nada muda isso! ALELUIA!!!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 04 de maio de 2016.

Regimes políticos | J. Barreto
01 de maio, 2016

Desde os primórdios da civilização as pessoas se uniam em grupos tribais e criavam políticas que harmonizavam a convivência entre todos.  Era comum, e é até hoje, entre os agrupamentos, ditos selvagens, a preeminência de um chefe e de seus auxiliares, por exemplo, o cacique, o pajé e o conselho dos anciãos.  Este regime foi evoluindo, acompanhando a evolução da sociedade, através dos séculos, e até através dos milênios.  Quando esta evolução alcança um grau maior na diversificação da sociedade, e para harmoniza-la cria-se o primeiro, e logicamente o mais antigo regime político propriamente dito, que é o regime monárquico. 

Este regime, através dos tempos e das regiões, foi adquirindo novas denominações, embora as essências sejam as mesmas, por exemplo, monarca, rei, imperador, kaiser, czar, negus, sultão, etc. Hoje temos diversos faces de atuação dentro destes regimes, alguns são absolutistas outros são democráticos, também temos os parlamentaristas e os moderadores, e não podemos ignorar os figurativos, que embora não exerçam a função política, simbolizam a unidade nacional e são referencia para seus súditos.  Na esteira da monarquia, cria-se o regime ditatorial que pode ser exercido por militares ou civil, mas sempre com o apoio militar.  Este regime tem uma peculiaridade, enquanto o ditador o conduz com mão de ferro, a nação goza de uma pseudo- tranquilidade. Mas quando ele se considera seguro passa a oferecer certos privilégios ao povo, o qual vê neste gesto um sinal de fraqueza, e então começa e exigir mais e mais direitos, culminado com sua deposição.

O regime comunista, muitas vezes travestido de socialismo, é liderado por uma elite autoritária e radical, que em nome da igualdade elimina a livre iniciativa, e impõe normas e ações geralmente equivocadas, enquanto a cúpula do regime leva uma vida nababesca.  Talvez este seja  o mais cruel modo de governar, pois ele tem por meta a lavagem cerebral de uma nação.  O fim  do comunismo e do socialismo chega quando é exaurida a riqueza que foi criada pela livre iniciativa.

A democracia é a mais decantada de todos os regimes políticos, pois ela teoricamente garante ao cidadão a liberdade, a segurança, o direito à livre iniciativa.  Nela o povo é representado nos escalões superiores por cidadãos por eles escolhidos através dos votos, não importando se o regime é presidencialista ou parlamentarista.  Baseado nesta concepção parece que a nação que o adota, navega em um mar de rosas, mas ela é conduzida por pessoas que muitas vezes ignora seus eleitores e os interesses nacionais, e formam grupos que visam somente seus interesses.  Não se pode negar que a nação onde o povo é esclarecido e, o senso de honra, está enraizado nos corações de seus habitantes, este é realmente o melhor regime, pois a lei garante a igualdade entre todos, mas dá liberdade do livre arbítrio a todos os cidadãos.

Agora voltarei a falar da monarquia, pois ela é desconhecida e ignorada pela maioria das pessoas, que em seu imaginário associam ao fausto e à futilidade.  Citarei algumas nações que ainda matem seus soberanos; Inglaterra, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Suécia, Japão e Espanha, estas são as mais conhecidas, mas que fazem parte de um conjunto de 42 nações.  No Brasil tivemos três imperadores, o primeiro foi Dom João VI, um homem de uma visão privilegiada, que prevendo a invasão de Portugal reuniu todos os bens mais preciosos, de um modo especial a biblioteca real, as cabeças mais lúcidas e geniais, e as embarcou junto à Casa Real.  Quando Napoleão invadiu Lisboa, as naus portuguesas estavam ao largo  “diz a lenda que a frase FICAR A VER NAVIO nasceu neste dia, pois foi este o único rei a ludibriar Napoleão.  Chegando ao Rio de Janeiro, ele pôs o Brasil no conceito das nações; primeiro abrindo nossos portos para o resto do mundo, criou a biblioteca nacional, o Banco do Brasil, os grandes saraus, e numa visão futurística previu o que é hoje um assunto recorrente em todo o mundo.   Criou o Jardim Botânico, recuperando uma área degradada e que hoje é a maior floresta urbana do mundo.  Dom Pedro I, ao se recusar a voltar para Portugal e proclamar a independência do Brasil ele garantiu nossa integridade nacional, caso contrário hoje seriamos um amontoado de nações.  Dom Pedro II era um dos homens mais cultos, não só do Brasil, mas também internacionalmente.   Seu governo foi o mais tranquilo e profícuo de toda a nossa história.  Mendonça de Drummond foi um proeminente jornalista republicano, após a proclamação da Republica foi nomeado embaixador em Washington DC.  Desiludido com os desmandos da Nova República, em um de seus artigos ele declara que o governo de Dom Pedro II foi o mais republicano de toda a America Latina. Se hoje o Brasil tivesse um monarca, com função moderadora, a presidente Dilma teria um voto de desconfiança, e Eduardo Cunha com quebra de decoro e estariam fora de seus cargos.

Este é um assunto para se meditar.

 

J.Barreto

 

Mudança de mente | João Antonio Pagliosa
01 de maio, 2016

Eis aí um tarefa assaz difícil, e de extrema complexidade, e que requer habilidade se ambicionamos êxito na empreitada. Mudar mentes depende exclusivamente de quem assume e se conscientiza que pensa e, portanto, age de maneira incorreta.

O primeiro entrave: Ninguém gosta de admitir erros. Vergonha, autoestima ferida, decepção consigo próprio, mágoas, fazem a pessoa procrastinar mudanças, e por isso, sofrem coisas que não precisariam sofrer.

Houve tempos em que eu considerava mudar mentes uma batalha perdida, e dezenove anos atrás escrevi um artigo comentando sobre a imutabilidade da cabeça do homem.

Raciocinava, outrora, que pau que nasce torto morre torto, as mudanças eram superficiais e no cerne, nas suas essências, o homem não mudava.

Embora esteja cercado de provas de que pessoas não mudam suas cabeças, atualmente, não penso mais assim. Hoje compreendo que as pessoas podem mudar radicalmente as suas vidas, mas elas precisam se convencer disso, e precisam, principalmente, querer isso.

Por quê? No livro de Atos 6 : 6, conhecemos a figura de Estevão, um homem cheio de fé e cheio de Espírito Santo, que fazia prodígios e grandes sinais, (milagres), entre o povo judeu.

Você, leitor, sempre levantará a ira de seus adversários quando mostrar habilidades, sabedoria e sucesso. E estes adversários vão aprontar armadilhas para derrubá-lo e, isso aconteceu também, com Estevão.

Os sumos sacerdotes do Sinédrio, (o S.T.F. da época), não conseguiam resistir a sabedoria e ao Espírito pelo qual Estevão falava e então, subornaram pessoas, as quais testemunharam assim: “Temos ouvido este homem blasfemar contra Moisés e contra Deus.”

Pronto, estava armada a arapuca. Estevão foi julgado e todos que estavam no Sinédrio, fitando os olhos naquele apóstolo de Jesus, viram o rosto de Estevão, como se fosse rosto de anjo.

Era, prezado leitor, a presença de Deus, naquele fiel servidor. Sempre menciono que Deus nunca abandona aliados. Ele atravessa os desertos conosco, Ele permanece ao nosso lado quando adoecemos, quando estamos carentes e famintos de tudo e de todos. Ele é fiel, não muda e não quebra os princípios que Ele próprio instituiu.

No transcorrer do julgamento, Estevão demonstra toda a sua sabedoria, e confronta os sacerdotes e o povo judeu. Isso está em Atos 7 : 51 e 52, e Estevão diz : “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram os vossos pais, assim também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardaste.”

Ouvindo estas palavras, enfureceram-se os judeus e rilhavam-se seus dentes e arremeteram-se contra Estevão, que pleno do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e viu Jesus, que estava a direita do Pai, e disse; “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem, em pé a destra de Deus.”

Queridos, Deus não abandona seus aliados, e por isso Jesus está de pé e não sentado. E o povo enfurecido, lança Estevão fora da cidade e o apedrejam. As testemunhas deste massacre insano deixam as vestes de Estevão aos pés de Saulo, o cirineu. (o qual se tornaria o apóstolo Paulo).

Enquanto o apedrejavam, Estevão invocava e dizia: “ Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” E ajoelhando-se, enquanto as pedras o matavam, ele clamou em alta voz: “

Senhor, não lhes imputes este pecado.” E com estas palavras, Estevão, adormeceu. Morreu, e cumpriu brilhantemente a sua tarefa. Tornou-se o primeiro mártir da Igreja de Jesus Cristo, após a descida do Espírito Santo.

Prezado, deixe-me dizer-lhe algo: Quando aceitamos Jesus de verdade, nós somos completamente transformados, nós não nos importamos mais com nós mesmos. O nosso próximo é nossa prioridade.

O nosso desejo carnal, nós o sufocamos, a nossa alma que é a origem de nossos pecados, nós a dominamos, e alinhamos o nosso querer com o querer de Jesus.

As angústias, as depressões, os pânicos, e todas as confusões psíquicas que atormentam pessoas deste mundo, mundo que lamentavelmente jaz no maligno, são resultados de preocupações com nosso próprio umbigo, com o nosso próprio eu.

Cristão que sofre as agruras de mente fragilizada, necessita urgentemente se ajoelhar perante Jesus e clamar pelo seu socorro. Esta é a terapia que funciona!

Mudança de mente somente acontecerá quando nos voltarmos para Deus, quando entendermos a nossa pequenez sem a sua presença. E, concomitantemente, a nossa real soberania e extrema competência em tudo que é bom, útil e agradável, acontecerá com a presença de Deus.

Aliança com Deus, eis aí, a chave para mudar mentes.

 

Com meu carinho e orando para a lucidez e a sabedoria de todos.

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 29 de abril de 2016

 



 

Vice | Pedro Israel Novaes de Almeida
27 de abril, 2016

             A figura do vice, prefeito, governador ou presidente, sempre foi pouco compreendida.

            Na eleição, a principal função do vice é não atrapalhar. Se acrescentar algum voto à chapa, melhor.

            É comum o candidato a titular escolher um vice de boa imagem, tentando atrair para si tal virtude. Escolhas decorrentes de acordos partidários tendem a resultar em desavenças pessoais futuras.

            No entendimento popular, o vice nada mais é que um plantonista, sempre à disposição, para suprir a falta, longa ou curta, do titular. O vice ideal, na visão do titular, é aquele que nada repara, nada vê e nada ambiciona.

            Para evitar a função meramente figurativa, alguns vices acabam nomeados para secretarias e ministérios. Em havendo titular solteiro, o vice pode comandar as ações sociais do executivo, cargo tradicionalmente ocupado pela primeira-dama. 

            Quando a gestão é considerada boa, o mérito é só do titular, mas o coitado do vice é sempre lembrado, quando a gestão acaba mal avaliada. A rigor, o vice é uma autoridade que pouco pode e nada manda.

            São raras, raríssimas, as gestões que comemoram um bom relacionamento entre titulares e vices. Existem titulares que operam  malfeitos e saem em licença, deixando que os vices assinem as falcatruas.

            Titulares ficam revoltados quando os vices, ocupando por curto período o cargo, tomam iniciativas pleiteadas e agradecidas pela população.  O procedimento costuma agravar as desavenças do poder.

            Na verdade, o vice não deve ser um simples e obediente estepe, sendo necessário que acompanhe o dia-a-dia da administração, pois pode a qualquer momento assumi-la.   Vices de fato sugerem, discutem e, se for o caso, conspiram.

            Vices são conspiradores natos, e há casos em que a conspiração chega a ser heroica.  Conspiradores sem êxito acabam distanciados do Executivo, e alguns sequer comparecem à sede da administração.

            O vice não exerce qualquer função, sendo mero plantonista. É pura expectativa, e, muitas vezes, torcida.

            Vice é mais um caso de “teta de homem”. Existe mas não tem utilidade alguma.

            Nossos legisladores precisam, com urgência, criar funções e responsabilidades para o vice. A função ideal é exercer a Ouvidoria, do município, estado ou país.

            O vice não é subalterno do titular, e não perde a identidade, quando a tem, em virtude de exercer uma expectativa. Alguns governos merecem vices que conspiram.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

            

Impeachment | J. Barreto
18 de abril, 2016

Não sou político, não gosto do Lula, não acredito na Dilma, mas esta noite assisti a uma tragicomédia, onde os ratos que se locupletaram (enriquecer, tirar proveito de, saciar) e engordaram nos porões, ao sentirem o navio afundar, obedecendo ao comando do rato-mor, abandonaram o navio em grande massa. Esses ratos que vieram de diversas ninhadas, se uniram e estão buscando novos porões, onde talvez não possam se alimentar como antes, mas ao menos possam estar protegidos de seus caçadores.

Pobre Brasil! Estamos na eminência de trocar seis por meia dúzia. O país não tem partidos políticos, mas tem sim agremiações ou quadrilhas que criam siglas onde prevalecem os interesses individuais, mas jamais os interesses da Nação. Quero acreditar, ou acredito, que dentre seus mais de 500 parlamentares, existam aqueles que, apesar da luta parecer insana e utópica, depositam a fiel esperança de que conseguirão mudar a imagem e confiança do povo na Casa Legislativa do BRASIL neste último dia 17.  

Em Avaré não é diferente. Hoje está prevista a discussão sobre os salários dos vereadores, onde estão montando uma farsa, para diminuírem seus vencimentos em 25%, quando na realidade querem um reajuste de R$ 7.135,55 para R$ 7.842,00. Se você, como eu, acha que os mesmos não merecem o que já estão recebendo, vamos todos até a Câmara às sete horas, para que, no mínimo, aja uma redução de 50% nos atuais vencimentos. Se você não participar, amanha não venha se lastimar, pois estará se tornando cúmplice do que vai acontecer na Sessão Camarária do dia 18/04/16.

Sem brincadeira, vamos lutar por AVARÉ, e pelo BRASIL!

 

J.Barreto