Colunista

Índios | Pedro Israel Novaes de Almeida
23 de agosto, 2017

O primeiro contato que tivemos com os índios foi através das histórias em quadrinhos.

            Zorro, o mocinho americano, tinha como fiel companheiro um indígena, chamado Tonto.  Nas brincadeiras de criança, era difícil montar a dupla, pois todos queriam ser o Zorro.

            Os índios, primeiros habitantes do país, conseguiam sobreviver graças aos usos, costumes e tradições que cultivavam. Não eram tão pacíficos quanto as românticas referências de sempre.

            Alguns praticavam o canibalismo, acreditando na incorporação das virtudes e forças dos guerreiros que ingeriam. Instintivamente, tentavam expulsar qualquer que tentasse invadir seus territórios.

            Os milhares de grupamentos indígenas tinham crenças e costumes próprios. Em alguns, cada índio possuía sua mulher, e o cacique possuía a mulher de todos.

            Eram autoridades o cacique, chefe natural, e o pajé, chefe religioso. Não havia índios comissionados.

            Progressistas, cabia aos homens a caça, pesca e derrubada de árvores, enquanto as mulheres coletavam, plantavam, colhiam, cuidavam dos filhos e de tudo o que era relegado a segundo plano, pelos homens. O sistema até hoje é elogiado, pelos não índios.

            O desastre da civilização indígena começou com a chegada dos primeiros brancos, com seus sotaques europeus. Melhor armados, os novatos distribuíam quinquilharias, como espelhos, a título de recompensa a minérios, acesso a madeiras e, sobretudo, a uma convivência pacífica.

            Tentaram, inutilmente, escravizar os nativos. Tentaram, e até hoje tentam, despertar a adoração por estranhos deuses, almejando substituir as arraigadas e centenárias crenças e tradições.

            A ocupação de nosso território foi feita expulsando nativos. Os que guerreavam eram caçados e abatidos como animais.

            Nosso índio, outrora sobrevivente e guerreiro, possui crenças que não sobrevivem ao contato com não índios, e só povos ainda isolados e não contatados conseguem manter intactos usos, costumes e tradições. Despojado de seu ideário e crenças originais, os índios tornam-se presas fáceis de bebidas, drogas e ócio.

            Os sobreviventes, contatados, são extremamente dependentes da ação de órgãos oficiais. Já não são índios, mas populações tuteladas, como se fossem incapacitados.

            São milhares os focos de disputa de terras, entre os que já foram índios e hoje alegam a posse ancestral das glebas, e agricultores que as ocupam, por décadas e até séculos. Nossa justiça tem sido pouca justa ao restituir o solo indígena aos que indígenas já não são.

            Falhamos ao evitar, a todo custo, a emancipação indígena, buscando mantê-los, artificialmente, em seu estado original.  Conseguimos, com tal tutela, incutir, na população, a injusta e mentirosa noção de que os índios são, até prova em contrário, atrasados, preguiçosos e selvagens.

            Erramos durante séculos, e continuamos errando.

                                                                                        pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

                 

Aparências | Pedro Israel Novaes de Almeida
15 de agosto, 2017

As aparências, quando não enganam, demonstram.

            É secular o ensinamento de que não devemos julgar alguém pela simples aparência. Também é secular a constatação de que a aparência é a primeira informação disponível a qualquer julgamento.

            No campo da segurança, a aparência, popular jeitão, perdeu por completo o significado. Bandidos já não ostentam aparências próprias, e alguns transmitem indicativos angelicais.

            Houve um tempo em que a tatuagem era indicativo de ser o portador marinheiro, e o piercing indicativo de hippie. Hoje, embora disseminados, tais adereços encontram sérios obstáculos, principalmente no campo do emprego.

            Idosos inconformados tentam mascarar a idade com o uso de adereços e vestes despojadas. É comum vê-los com tênis gritantemente coloridos e camisetas com frases em inglês.

            Todos buscamos uma melhor aparência, até que a idade conduza ao amadurecimento, quando a boa aparência é colocada em segundo plano, logo após a satisfação e conforto pessoal. É comum a opção por roupas já velhas e puídas, sempre perseguidas pelo anseio da família, em descartá-las.

            A sociedade valoriza a aparência, como sinalizadora de sucesso profissional, posses e higiene pessoal, à primeira vista. Grandes humoristas podem possuir feição sisuda, e corruptos notórios feições fraternas.

            Ultrapassada a barreira da aparência, os relacionamentos humanos passam a ter como base a realidade pessoal de cada um, sem penduricalhos. Para alguns, o apressado e não raro injusto julgamento pelas aparências sepulta qualquer possibilidade de conhecimento e entendimento pessoal.

            A aparência costuma ter, como vítimas preferenciais, os pobres e miseráveis, sem recursos para melhorá-la. No fundo, o julgamento pela aparência envolve preconceitos, confortados no foro íntimo como meras intuições.

            Mulheres feias, de aparência assustadora, tornam-se lindas, quando realmente conhecidas. A busca pela boa aparência atinge igualmente homens e mulheres, essas mais honestas nos adereços e consertos.

            Conheço milionários que podem ser confundidos com mendigos, e que se divertem com as reações humanas, ao primeiro contato.

            Sou uma vítima conformada da aparência. Venho de uma família de eméritos e sociais bebedores, todos com caras de santo. Sou o único que não bebe, e o único com cara de bêbado.

                                                                           pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

            

Despolitizados | Pedro Israel Novaes de Almeida
02 de agosto, 2017

A maioria das entidades da sociedade civil brasileira sempre confundiu, e ainda confunde, política com partidos.

            A pretexto de não tratar de temas que possam dividir seus integrantes, seguem ignorando, cínica e malandramente, temas como a corrupção e o respeito à cidadania. Mesmo em sociedades que pregam virtudes, ladrões e roubados convivem em aparente harmonia.

            A despolitização da sociedade torna mínimo o espírito crítico, abolindo, como enfadonho, divisionista e improdutivo, qualquer diálogo de cunho ideológico, e até afirmações a respeito de costumes, valores e tradições são evitadas.

            A confusão entre conceitos atingiu até as escolas, onde imperam pregações partidárias, a pretexto de pregações políticas. Sobejam razões ao tão injustiçado “Escola Sem Partidos”.

            A ideologia pode e deve ser discutida, pois abre horizontes e cria a paz entre discordantes, quando civilizados. Sem discussões, a ideologia segue em pregação rasteira, subliminar e repleta de preconceitos e chavões, que geram, não raro, ódio e intolerância.

            Partidos são de difícil discussão, eis que pautada em pessoas, mais que em ideias. Por aqui, onde os partidos constituem reles amontoados de letras, a discussão sempre descamba na comparação entre os piores representantes de cada um, em verdadeira caça ao rabo alheio.

            Como resultado de nossa despolitização, temos eleições lotéricas e mandatários com popularidade extremamente vinculada à situação econômica do país, sejam eles democratas ou ditadores. A despolitização torna o eleitorado vítima fácil de embustes marqueteiros.

            O brasileiro médio não distingue o capitalismo selvagem do socialismo escravista, e sequer é capaz de defender uma ideologia, medindo-a unicamente pelas benesses que lhe são prometidas ou direcionadas.

            Somos uma sociedade indefesa, elegendo por promessas e discursos, e temos a cada eleição uma aventura, qual jogo de azar.

            A despolitização, por séculos, gerou uma geração de políticos sem qualquer ideologia, mercadores de votos, sempre à cata de cargos e verbas. Aí está a Lava Jato, unindo, na mesma cela, marginais de todas as correntes.

            Cargos e verbas são brandidos em campanhas, reelegendo fisiológicos, e assim vamos, a cada eleição, diminuindo a qualidade de nossas representações. São pouquíssimos os líderes, e muitos os discurseiros.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

Conhecimento e sabedoria | João Antonio Pagliosa
28 de julho, 2017

O conhecimento nos chega em doses homeopáticas... Ele é lento, gradual, sereno... E precisa ser assim.

O conhecimento quando colocado em prática, leva-nos ao entendimento...

Ninguém obtém conhecimento sem esforço e dedicação...

Mas, o conhecimento com humildade nos levará a sabedoria...

E nenhum homem sobre a face da Terra, exceto Jesus Cristo, chegará à sabedoria plena, sem esvaziar-se de si mesmo...

O valor da sabedoria é impossível expressar... Todas as riquezas imagináveis não se lhe comparam... Porque serão sempre, meras mazelas...

 

 

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 28 de julho de 2017

Leniência oficial | Pedro Israel Novaes de Almeida
24 de julho, 2017

 

            Nada pior que conviver com o desrespeito às leis e atitudes que contrariam costumes, culturas e tradições.

            Vivemos uma época em que explicar os motivos do crime parece mais importante que combatê-lo. Nossa sociedade encontra-se doente.

            A greve é um direito de algumas categorias, mas depredar os ônibus dirigidos por motoristas que não aderiram é crime. Impedir, via piquetes, o ingresso de trabalhadores ao local de serviço, jamais foi direito de qualquer grevista.

            Depredadores e piqueteiros são figuras constantes nos noticiários do dia-a-dia, e raras as imagens de serem reprimidos com severidade. Veículos perambulam livremente, com sons capazes de estremecer calçadas, e são raríssimas as cenas de multas e remoção via guinchos.

            Adolescentes e crianças podem eleger pontos urbanos para o consumo de bebidas e drogas, e assim prosseguirem por anos, até que uma chocante e espetacular notícia do fato seja veiculada por alguma emissora de TV, provocando a reação dos órgãos públicos    Parece que a sociedade, embora contrariada, estava acostumada ao absurdo da ocorrência.

            Só a veiculação pela imprensa consegue, muitas vezes, provocar a solução de absurdos como buracos, esgoto e lixo ao céu aberto, ruas intransitáveis, trechos com altos índices de atropelamento, locais de alta incidência de crimes, etc. Trinta segundos de noticiário provocam mais providências que milhares de abaixo-assinados.

            Em São Paulo, frequentadores da cracolândia, drogados, intimidavam transeuntes e cometiam crimes, sempre impunes, mediante a explicação de que constituíam um problema social.  A explicação de que os incomodados possuíam direitos a serem respeitados sempre foi de pouca valia.

            Menores infratores, inclusive aqueles cujas famílias já não são capazes de qualquer controle ou repressão, são campeões em reincidências, pouco lhes importando as breves e até festivas internações.

            Chácaras de aluguel, sem qualquer registro formal como estabelecimentos comerciais, e sem qualquer vedação sonora, impedem o sono da vizinhança. O som alto perdura até a chegada da polícia, quando chega, e após ela.

            Resta, aos incomodados, a filmagem e gravação da contravenção, para ingresso na Justiça. Uma contravenção, que deveria ser repelida de imediato, é repetida à exaustão, até que a Justiça determine sua cessação.

            Em países civilizados, crimes e contravenções são severamente reprimidos. Entre nós, alguns são tratados como meras indelicadezas.  

            Vivemos em ambiente de muitos desrespeitos, o maior deles, ao qual já nos acostumamos, é a absoluta falta de prioridades, com Executivos que lotam a relação de comissionados e erigem obras suntuosas e de pouca valia, enquanto estruturas de saúde persistem à míngua.

                                                                                pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo 

Sem assunto | Pedro Israel Novaes de Almeida
17 de julho, 2017

Vez em sempre, os articulistas amadores, a nosso exemplo, ficam sem assunto, para o artigo da semana.

 Parece incrível, mas quanto maior o número de acontecimentos e temas em discussão, mais difícil é optar por um tema. Os assuntos em voga já foram exaustivamente visitados por uma centena de autores, e a tendência natural é assumir opiniões e clamores alheios.

 A administração pública brasileira, com seus escândalos e despudores, tem potencial para nutrir, por séculos, artigos de opinião. Não vemos nada de atraente em anunciar que algum ladrão voltou a roubar, ou que algum notório criminoso acabou, mais uma vez, sendo absolvido.

 Em nosso meio, o assunto fica por conta de repisar problemas, pois as soluções já foram, há muito, descobertas. Dormitam, país afora, estudos e diagnósticos bem elaborados, condenados à desconsideração por sugerirem soluções contraindicadas para a continuidade de uma ou outra sem-vergonhice.

 Articulistas partidários, ativistas de sempre, raramente padecem da falta de assunto, eis que sempre haverá algum dogma ou refrão a ser repetido, nutrindo o endeusamento de lideranças ou a demolição da imagem de algum adversário formador de opinião.

 Cronistas especializados vivem repletos de temas, sempre atuais, pois a natureza, o esporte, as artes, a vida social, e cada compartimento da ação e conhecimento humano são inesgotáveis.  A categoria requer interesse, capacidade e relacionamento.

 A nós, amadores, compete escrever como se pensássemos em voz alta, tendo como fontes de pesquisa as impressões do dia a dia e opinião pessoal. É uma grata temeridade lançar ao julgamento dos leitores considerações de cunho absolutamente amador.

 No fundo, os amadores escrevemos para nós próprios, como que gerando arquivos que documentam nosso ânimo ou desânimo, em determinado momento. Somos, todos os milhões de brasileiros, articulistas amadores, atrevidos ou retraídos. 

 Com o avançar da idade, os articulistas tendem, e adoram, reviver cenas antigas e tempos de outrora, com detalhes só tardiamente valorizados. A humanidade parece caminhar para um futuro que, cada vez mais, valoriza o passado.

              pedroinovaes@uol.com.br

 O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

 
Intolerância não constrói | João Baptista Herkenhoff
13 de julho, 2017

Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la. (Voltaire).

François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, foi um filósofo humanista francês, um dos maiores vultos do Movimento Iluminista. Amante da polêmica, algumas de suas frases, propositadamente radicais, como a que abre este texto, tornaram-se célebres.

A advertência de Voltaire é bastante oportuna no Brasil de hoje, que apresenta o quadro a seguir descrito.

Partidários de uma determinada corrente de pensamento supõem deter a verdade. Quem diverge está errado.

Os seguidores da corrente contrária também acreditam que são titulares do bom caminho, motivo pelo qual etiquetam como réprobos os divergentes.

Através da internet formam-se grupos de pressão virtual. Isto é democrático.

Quando a condenação dos opostos se mantém no debate verbal – eu sei, você não sabe – a intransigência está em bom tamanho, sem maiores consequências.

Pior é a situação que ultrapassa a tertúlia da discussão civilizada.

O oponente é inimigo da Pátria, um traidor, um abutre, deve ser silenciado por bem ou por mal.

Algumas vezes, dentro de uma mesma família, ou entre vizinhos, ou entre frequentadores de uma mesma igreja, explode a ira, que não é nada santa.

Nesse clima de intolerância, está fazendo falta, na atualidade, um líder como Tancredo Neves, capaz de colocar lado a lado dois inimigos históricos, ou duas facções extremas, para celebrarem o abraço da paz.

Tancredo foi o principal protagonista da passagem da ditadura para a Democracia, no Brasil contemporâneo.

Mas, se não temos Tancredo, estamos perdidos?

Creio que não. Existe a opinião pública que pode pressionar e exigir o entendimento.

A opinião pública somos todos nós.

Podemos juntar nossas vozes, de norte a sul do território brasileiro, para expressar em pequenas reuniões (de bairros, de grupos profissionais) e através da coluna de cartas dos leitores dos jornais ou de cartas endereçadas a parlamentares, que não queremos um Brasil fratricida, mas sim um Brasil fraterno.

A fraternidade não exige a identidade de pensamento, mas sim a compreensão e o respeito entre as pessoas.

Divergência democrática é uma coisa. Fúria quase homicida, furor sem limites é outra.

A liberdade de expressar o pensamento, sem censura, sem perseguição, foi uma conquista do povo, após a longa ditadura que se abateu sobre o pais, a partir de 1964.

Deveremos celebrar a liberdade reconquistada, sem desvio de rota, ou seja, podemos opinar sem amarras mas devemos reconhecer no outro, no oposto, a mesma franquia.

 

 

João Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado (ES) e professor.

Email –jbpherkenhoff@gmail.com

Site: www.palestrantededireito.com.br

 

Este artigo pode ser divulgado livremente. O autor agradece o apoio.

Governos incertos | Pedro Israel Novaes de Almeida
13 de julho, 2017

Confesso o medo instintivo que sinto dos governos.

            O poder agasalha e incentiva tendências de transformar vontades individuais em obrigações coletivas. Uma simples mudança no sentido do trânsito, pela simples vontade do mandatário ou comissionado, pode gerar insatisfações as mais diversas, conturbando a rotina da população.

            Em países como o Brasil, em que o Legislativo sofre intensa interferência do Executivo, leis e a própria constituição podem ser modificadas ao bel prazer do mandatário de plantão.

            São as prioridades de cada governo que determinam o melhor ou pior atendimento à saúde e segurança públicas. Ocorre que contamos com poucas e precárias instituições, não havendo sólidos limites culturais e éticos à ação dos governos.

            Fôssemos uma democracia consolidada, não ficaríamos, a cada eleição, inseguros quanto à postura dos eleitos, uma vez empossados. Tal insegurança é refletida no sentimento coletivo de que o bom governo é aquele que nada atrapalha.

            Na verdade, os governos são apenas parcialmente conduzidos pelos titulares, presidente, governadores e prefeitos. É a legião de comissionados e conselheiros, formais e informais, que dita grande parte das iniciativas oficiais.

            É a ação dos não eleitos que transmite, aos mandatários, a imagem que fazem dos problemas e soluções, fazendo-as parecer verdades. Mandatários tendem a reduzir o número de acreditados no entorno, conduzindo as administrações às opiniões de um pequeno grupo de escolhidos.

            É tendência dos mandatários perderem o contato com a população, e cercarem-se de um grupo cada vez menor de conselheiros. Daí, as providências e omissões impopulares.

            O advento das comissões auxiliares da administração, originalmente compostas por membros da comunidade, pouco interfere nas gestões mal conduzidas. Não raro, tais comissões são formadas por funcionários do Executivo e por seguidores políticos do mandatário, pouco cumprindo a função de representar a opinião pública.

            Os governos editam leis e normas, exigindo-nos o cumprimento. Leis só admitem duas alternativas: são cumpridas ou são mudadas.

            Houve uma época em que os governos eram julgados pelas ações. Em tempos de crise, são julgados pelas omissões.

            Temíamos a ação dos governos, e hoje tememos suas omissões. As omissões, tal qual as ações, podem interferir em nossa própria liberdade, de manifestar opiniões, empreender e traçar o próprio destino.

            Os direitos e garantias individuais, inscritos na Constituição, só são efetivos se exercitados com a garantia dos governos. Governos podem, na prática, deixar de garanti-los, e passar a governar por leis não escritas.

            Continuamos temerosos.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

Ainda as cotas racistas | Pedro Israel Novaes de Almeida
13 de julho, 2017

O STF considerou, há cerca de um mês, constitucional a estipulação de cotas raciais, nos concursos públicos federais.

            As decisões do judiciário obrigam-nos ao acatamento, não à concordância. Consideramos as cotas raciais racistas.

            A história registra a trágica trajetória dos negros, caçados como animais, escravizados e submetidos à crueldade humana. A abolição da escravatura deu-lhes liberdade, sem as mínimas condições de usufruí-la.

            Libertos, os negros passaram a sofrer a escravidão do subemprego, da desconsideração social, da pobreza e do preconceito racial.  Apesar de tudo, muitos venceram as adversidades e brilharam, em muitos setores da ação humana.

            Ninguém, em sã consciência, ignora a injustiça historicamente praticada contra os negros, e seria desumano negar-lhes o reparo, quando possível e justo. As medidas inclusivas chegaram com séculos de atraso, e de tão atrasadas tornaram-se injustas.

            Como, em uma sociedade tão mestiçada, com necessitados e excluídos brancos, amarelos, pardos e negros, dar preferência a um só grupo, pela cor da pele ou ascendência ?  Inicialmente, as cotas resumiam-se à negritude, mas com o tempo, passou-se à salutar consideração também da condição econômica e social.

            As cotas devem ser direcionadas a grupos sociais, jamais a grupos raciais. O argumento de que o preconceito racial prejudica a inclusão é falacioso.

            O preconceito, ainda existente, encontra-se há décadas decadente, e já não é tolerado socialmente. Manifestações públicas de preconceito são imediatamente repelidas e condenadas, inclusive penalmente.

            Hoje, afrodescendentes ocupam lugar de destaque em todos os ramos, e não existe intolerância racial, em nosso meio. Negros frequentam escolas, hospitais, eventos culturais e simpósios sem qualquer fator que possa inibi-los ou exclui-los.

            A mestiçagem é tamanha que os homens de pele negra constituem minoria em nosso meio, ao contrário dos pardos, de todos os tons, maioria da população. Como explicar, aos pobres em geral, que não foram aprovados no concurso público em virtude de não serem negros ?

            Não existiam cotas, quando elas eram de fato necessárias. Hoje, injustas, proliferam país afora.

            Estudiosos explicam que o preconceito, tão arraigado antigamente, era mais econômico e social que propriamente racial. Negros ricos e famosos não foram discriminados.

            A miséria e exclusão agrupam brasileiros de todas as raças e cores, e a seleção de um só fenótipo humano, para inclusão, parece, de fato, racista.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

            

Sonhos e expectativas | João Antonio Pagliosa
15 de agosto, 2017
Que queres que eu te faça? | João Antonio Pagliosa
13 de julho, 2017

O Homem é o simples resultado de tudo aquilo que povoa a sua mente. Pensamentos ele transforma em palavras e as transmite àqueles que o cercam.

Palavras invariavelmente se transformam em ações que poderão ou não modificar a visão e quiçá a vida de outras pessoas. Para o bem ou para o mal.

Por isso precisamos constantemente ter muito cuidado com tudo que sai de nossa boca. Nossa palavra pode ajudar, mas também pode destruir.

Nossas ações tornar-se-ão hábitos em nossa vida e são estes hábitos que moldarão e lapidarão o nosso caráter.

É o caráter de cada um sobre a face da terra que selará o seu destino.

Seremos bem sucedidos?

A resposta será afirmativa se soubermos governar nossa vida com sabedoria e prudência.

O mundo que hoje vivemos, lamentavelmente jaz no maligno. A hipocrisia, a falsidade, a luxúria, a lascívia, a soberba, o egoísmo, o orgulho e o fascínio por dinheiro e poder, transformam o homem contemporâneo, numa máquina de mal feitos.

Este mesmo mundo carece de um novo tempo, de uma nova sociedade cuja característica fundamental, seja a solidariedade humana e o amor pelo seu semelhante.

Particularmente, eu não consigo visualizar isso de forma concreta, se não seguirmos com propriedade os ensinamentos de Jesus Cristo. Este homem Deus que revolucionou o mundo pela sua mansidão e pela sua capacidade de amar ao próximo. Ele viveu e morreu e ressuscitou. Sua tumba em Jerusalém está vazia porque Ele vive.

E por estar vivo e por ser Deus, quer curar cada uma de suas criaturas. Quer enxugar suas lágrimas e ser o seu porto seguro.

No Novo Testamento, em João, capítulo 5, versículos 1 a 18, Jesus pergunta ao deficiente, no tanque de Betesda:

 

“Que queres que eu te faça"?

 

E este pobre homem, paralítico havia 38 anos, permanecia ali, aguardando a graça de sua cura. Queixava-se de sempre ser deixado para trás, pelos homens sem deficiência que caiam na água, antes dele e

eram curados.

Enquanto não houver arrependimento por transgressões, enquanto não houver quebrantamento de coração, enquanto não houver o clamor pelo socorro de Deus, a benção não virá.

Prezado leitor, em que áreas de sua vida você é deficiente e precisa de socorro? Pense e vasculhe sua vida, e como tem sido seus dias, como tem utilizado seu tempo.

Você é feliz? Julga ter vida em abundância?

Com toda a certeza, Deus sempre quer o melhor para cada um de nós e ama imensamente cada uma de suas criaturas. Nos ama a tal ponto que não vacilou em sacrificar seu único filho para que todos tivéssemos a chance da salvação.

Ingressar no paraíso e viver toda a eternidade junto a Deus, será a recompensa daqueles que não se dobraram ante tantos outros deuses que este mundão oferece.

Na última quinta-feira, participei de um evento na sede da SEBRAE-Curitiba e presenciei quinze empresários demonstrando sua capacidade criativa e todos explicando como superaram suas dificuldades e os paradigmas do “isso não vai dar certo”. O principal ensinamento sempre é:

“Se cair sete vezes, levante-se oito. Nunca desista!” Considero o gesto de empresários vencedores, ensinarem seus semelhantes, algo muito solidário e promissor. Somos todos muito dependentes dos outros.

Você precisa entretanto, descobrir que é totalmente dependente de Deus.

Qualquer trabalho precisa ser feito com planejamento, com conhecimento, mas sempre com muito amor. Sem amor nada funciona, nada edifica, nada tem sentido e amor é a essência de Deus.

Por isso, meu prezado, nas suas horas ruins, nas suas dificuldades e lutas, não olvide a passagem bíblica da cura do paralítico, narrada por João.

Nosso irmão Jesus, está sempre disponível, e lhe pergunta com todo o amor: “Que queres que eu te faça?”

Se você crer, todos os seus sonhos serão restaurados e o amanhã será dádiva preciosa.

 

Com carinho,

 

João Antonio Pagliosa

joaoantoniopagliosa@gmail.com

Eng. Agrônomo pela UFRRJ em 1972.

Servo Útil de DEUS a partir de 2007.

 

Benesses de Deus | João Antonio Pagliosa
10 de julho, 2017

Muitos filhos de Deus sofrem à toa, sem qualquer necessidade e quase nunca se dão conta disso.

A desobediência, a falta de perdão e a soberba, constituem entraves sérios às benesses de Deus, e não raro advém doenças e males físicos e psíquicos e tais tribulações sempre perturbam pessoas.

Alguns, mais afoitos, querem chutar o pau da barraca, sentem-se cansados, desiludidos e até abandonados por Deus.

Vale à pena recordar José, o filho de Raquel e de Jacó. Ele foi lançado na cisterna e abandonado para morrer à míngua, pelos seus irmãos, que o detestavam.

Imaginem o nível de rejeição que sofreu este homem. Mas José foi libertado por estranhos e vendido como escravo no Egito. Foi encarcerado, porém, mesmo na prisão, prosperava. Sabe por quê? Porque ele jamais alimentava os seus problemas e as suas dificuldades.

Foi tentado pela bela mulher de Potifar, numa das áreas mais frágeis do bicho homem.

Ora, porque o desejo sexual é algo deveras difícil de dominar, se a sua fé em Deus não for realmente grande. E, mulher rejeitada é quase sempre cruel, vingativa e caluniadora. E, José passou maus pedaços por causa daquela mulher.

Mas, José sonhou. E seu sonho elucidou o sonho de faraó. E José amanheceu na prisão e anoiteceu no palácio; e tornou-se o segundo homem mais poderoso de todo o Egito.

Esta reviravolta em sua vida aconteceu porque ele sempre foi fiel a Deus. E Deus usa também pessoas iníquas, descrentes e pecadoras, para nos abençoar com suas graças e favores.

Para nos brindar com suas benesses.

As situações de dificuldades nos empurram para a vitória, nos impelem a sair do marasmo e da rotina cansativa e paralisante. Dão-nos ânimo novo!

Veja Gênesis 41: 51 e 52 e também Gênesis 50:20.

No livro de Êxodo 6:1, aquilo que Deus diz e faz a Moisés, Ele quer também fazer por cada um de nós. Ele quer manifestar o seu poder.

Em Esdras, observamos que reis ímpios atendiam os seus pedidos e usavam suas riquezas para edificar a casa do Senhor. Assim agiam, porque Esdras buscava a palavra do Senhor e as ensinava a todos. Por isso a mão de Deus estava sobre ele.

Prezados, nós precisamos obedecer à palavra. E evangelizar assiduamente os nossos irmãos; evangelizar porque muitos não conhecem a Deus.

Precisamos consolidar princípios! Tudo é possível ao que crê! Tudo é possível a Deus!

E neste mundo conturbado em que vivemos, vejo com alegria a performance do Papa Francisco. Que a sua mensagem de amor, humildade e cuidado com os irmãos mais necessitados, seja a tônica no coração de cada homem e de cada mulher que vive a palavra de Deus, e que se renova pelo poder do Espírito Santo.

Busquem a Deus e encontrarão a paz. Basta de desertos, de dores e de aflições. E se quer realmente ser feliz, ajude com amor cristão alguém próximo e necessitado.

Há tanto por fazer!

E nunca se preocupe em ser recompensado. Deus não fica devendo nada para ninguém. Espere e confie. As bênçãos o alcançarão.

Com carinho

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 27 de junho de 2017.

Cuidar do planeta, ou empregar pessoas, ou fazer o quê, hein, Donald? | João Antonio Pagliosa
10 de julho, 2017

Por que Donald Trump disse NÃO ao Acordo de Paris? O Acordo de Paris, com suas restrições no sentido de dar mais sustentabilidade ao planeta, pode significar o desaparecimento de 2,7milhões de empregos gerados nas indústrias de carvão e de petróleo, segundo Jabin Botsford, do jornal The Washington Post. Três semanas atrás, o presidente dos USA, Donald Trump, retirou seu país do Acordo de Paris, uma luta ferrenha de Barack Obama, na tentativa vã de convencer o mundo que os norte-americanos não são cegos em relação ao meio ambiente e as condições climáticas desta aeronave Terra, onde somos todos dependentes.

Será Trump uma ameaça para o mundo? Ora, Donald Trump olha para a economia dos USA, e óbvio para a influência geopolítica que seu país representa. Ele sabe que o Acordo de Paris é mais uma versão da caminhada da política internacional, na busca de minimizar os efeitos do aquecimento global causado pelo homem. Esse aquecimento global já foi desmistificado por muita gente séria...

Esta caminhada internacional, iniciou no Rio de Janeiro, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, conhecida como Rio 92. Depois tivemos a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997. E em 2009, a Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague.

Muita celebração e resultados práticos, quase nada... Empregar pessoas e construir mais riquezas e desafiar os avisos da natureza, estão léguas à frente... Os USA sempre foram muito resistentes na adoção de medidas para diminuir a emissão de gases poluentes... E eles observam a China se agigantar como potência mundial usando o carvão (muito barato e altamente poluidor), como sua principal matriz energética. Ora, Trump disse NÃO ao Acordo de Paris porque é prejudicial à economia dos Estados Unidos, e os USA é a nação que mais polui, portanto as medidas os afetariam de forma muito mais contundente que qualquer outro país signatário. E Trump tem muita desconfiança, especialmente porque países de economia pequena não respeitarão o que assinaram...

O grande problema do Acordo de Paris, é que ele é mais discurso do que prática. Os termos do acordo não preveem mecanismos que levem ao cumprimento das medidas acordadas, e pior que isso, não punem os países que desobedecem. Assim, Donald Trump, pulou fora... Mas, e o aquecimento global? Bem, o que sei é que está bem friozinho aqui em Curitiba... Também sei que há muita paranoia na cabeça daqueles que veiculam informações na mídia...

Curitiba, 22 de junho de 2017

João Antonio Pagliosa Engenheiro Agrônomo

A cleptocracia e nossa corrupção endêmica | João Antonio Pagliosa
27 de junho, 2017

Uma determinada ocasião, ainda no ano de 1995, li matéria em revista brasileira (creio ter sido a Isto É), cujo foco era mostrar o nível de corrupção do nosso povo.

A matéria enfatizava que nas empresas, organizações, instituições, o roubo é prática generalizada e ocorre com todos, isto é, desde o office boy até os diretores e patrões.

Li inclusive, entre aflito e atônito, que gerentes de instituições financeiras recebiam aulas/cursos para aprender formas de surrupiar dinheiro das contas de seus clientes, através da criação de códigos diversos. Tais gerentes tinham na ponta da língua explicações mais ou menos convincentes, caso o correntista se manifestasse com queixas sobre seu saldo.

Como normalmente eram valores pequenos, (tipo cem a quinhentos reais), e realizavam estas operações duas a três vezes por mês, com clientes cuja conta era bem "gorda", o correntista dificilmente reclamava.

E o banqueiro lucrava uma barbaridade (hoje mais que nunca), e vez por outra premiava seu gerente com um jantar elegante com "mimo" próximo a R$1,99. Uma beleza!

Hoje mais que nunca, sei que estão saqueando este país de forma absurda, e entendo que se não houver a participação efetiva de cidadãos de bem, não conseguiremos mudar este quadro caótico de roubalheira generalizada de bens públicos, em todas as esferas de poder.

É deprimente (para dizer o mínimo), aquilatar que a corrupção é REGRA nos negócios entre governo e empresas. Todos (quase sem exceção) querem levar vantagem em tudo e isto se tornou um hábito que somente a consolidação de princípios éticos pode paralisar e defenestrar.

Como pode os irmãos Batista da JBS estar em liberdade? Isso, para mim, é uma bofetada na face de cada pessoa decente...

Ouço atordoado nossos políticos falarem de um jeito, e agirem no sentido diametralmente oposto ao que propalam. É incoerente, ilógico e insano! É surreal!

Nossa tributação é um horror... Uma pérfida política contra as pessoas de baixa renda, e fala-se muito e não acontece nada... Percebe-se vontade do governo federal de mudar este quadro absurdo mas na prática, os impostos continuam comendo o pouco dos muito pobres...

Necessitamos reformas urgentes que permitam direcionar dinheiro grosso para nossa infraestrutura que está capenga porque o dinheiro arrecadado se esgota no pagamento dos juros da dívida pública e no pagamento dos funcionários públicos... Estes, eternamente insatisfeitos...

A reforma previdenciária sangra nossos cofres... A reforma trabalhista massacra nossas empresas e comprometendo a vida de milhões de trabalhadores, e nossos políticos sem visão queixam-se da crise mundial, da desaceleração chinesa, da valorização do dólar, e tantas outras cretinices... Sem se dar conta de suas letargias... De suas incompetências...

Nós precisamos uma reforma fiscal que defina o volume de arrecadação necessária para os gastos do governo, e uma reforma tributária que defina a forma de arrecadação para atender o programa fiscal. Mas os políticos batem cabeça, preocupam-se na defesa do que lhes interessa, e são notórios nefelibáticos que não entendem o óbvio: O Brasil precisa crescer sem temer a concorrência de produtos estrangeiros e sem temer a taxa de câmbio com qualquer moeda em relação à nossa moeda.

Competentes se estabelecem... Os outros morrem à míngua!

Sem acabarmos com a cleptocracia e a corrupção endêmica que grassa soberba e altiva na mente de nossos políticos, o dinheiro nunca chegará a quem de fato precisa. Nunca chegaremos a uma distribuição de renda adequada que possa garantir paz social... Esta paz social tão inutilmente perseguida...

É preciso agir como a rainha Ester (Antigo Testamento), isto é, o governo precisa fazer o que tem que ser feito. Sem medo e sem vacilos periclitantes.

E, acabei de ouvir que Sergio Moro condenou Palocci a 12 anos de cadeia... Ora, a arte de roubar precisa ser premiada com prisão... E as delações devem apenas abrandar um pouquinho a pena destes calhordas... Caso contrário transgredir pode ser muito lucrativo...

Pau que bate em Chico, precisa bater também em Francisco...

 

Curitiba, 26 de junho de 2017

João Antonio Pagliosa

Engenheiro Agrônomo

Refugiados | Pedro Israel Novaes de Almeida
22 de junho, 2017

Milhões de refugiados constituem a tragédia do século.

            Fogem de perseguições políticas, fome, violência ou desastres naturais, dentre tantas outras causas. São homens, mulheres, crianças ou idosos, que buscam algum porto seguro, na esperança de serem acolhidos em terras distantes.

            Partem em condições precárias, não raro clandestinas e perigosas, e muitos morrem sem chegar ao almejado destino. Deixam trabalho, estudos, convivência, casa e parte da família, rumo ao incerto.

            Levam muitas saudades e indignação, como pássaros que perderam o ninho, e chegam quase sempre clandestinos, na esperança de serem recebidos como seres humanos em busca de teto e dignidade.

            A maioria foge das ditaduras, sedenta por liberdade e algum conforto. Cuba, Venezuela, Congo e Síria são apenas alguns dos pontos de partida.

            Governos e populações dos países onde aportam não costumam festejar - lhes a chegada, não sendo raras as negativas de asilo e regularização da nova vida. Existe a noção, real, de que os refugiados tornam precários os  empregos, e congestionam as estruturas de segurança, saúde, educação e moradia, sempre adaptadas à população nativa.

            No Brasil, a questão é tratada, inicialmente, como problema municipal, até que governos estaduais e federal entendam e assumam a responsabilidade solidária por eventual solução.

            Os preconceitos são os mais diversos, de religiosos a políticos, sendo, muitos, tratados como potenciais terroristas ou simples criminosos famélicos. O choque entre culturas tão distantes enseja reafirmações e conflitos.

            O acolhimento de refugiados não pode ficar confinado a um ou outro país, sob pena de desestruturação e conflitos. O esforço humanitário do acolhimento deve ser rateado entre grande número de nações.

            Refugiados são profissionais de todos os ramos, e muitos sequer conseguem carregar diplomas e documentos, na desesperada fuga. Muitos países conseguem o aproveitamento das capacidades, suprindo déficits  internos.

            Aos governos compete exercer o mister humanitário, sem descurar de prevenir e acautelar potenciais desestruturações sociais, que podem diminuir o bem estar e comprometer a paz entre pessoas.

            O esforço em prol dos refugiados deve ser estendido a todas as nações, seja buscando resolver, a nível internacional, as questões que geraram tamanha migração, seja instituindo fundos para acudir os países que acolhem.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

           

 

Comissionados | Pedro Israel Novaes de Almeida
20 de junho, 2017

O clientelismo e a noção de que toda a administração pertence ao mandatário são antigos cacoetes públicos.

            O poder de nomear e demitir figura dentre os mais cobiçados por nossos eleitos, eternos inconformados com os primados da impessoalidade e moralidade pública.

            Nossos legisladores criaram a figura do comissionado para desempenhar funções de assessoria ou chefia, trazendo, para dentro das administrações, especializações e entendimentos não rotineiramente encontrados dentre os funcionários efetivos.

            Na prática, o rol de comissionados acabou transformado em depositário de parentes, amigos e correligionários. Dizem, por aí, que manter eleitos nos estreitos limites da legalidade, é mais difícil que cercar frangos, antes do almoço.

            O nepotismo pode nascer de operação casada, com um governo nomeando parentes do outro. Pode também surgir de contratação encomendada, por empresa privada que preste serviços públicos.

            Houve, Brasil afora, uma explosão de cargos comissionados, em Executivos e Legislativos, aumentando o poder e abrangência dos eleitos. Tal fato desmerece e inibe a profissionalização dos serviços públicos, pela atuação de pessoas estranhas, nomeadas sem critérios aparentes e conhecidos de eficiência e especialização.

            É comum a estranheza popular, com nomeados que parecem nada somar à estrutura pública, salvo o atendimento de vontade especialíssima do mandatário. A livre nomeação de pessoas não costuma estar atrelada à moralidade pública.

            Legislativos desvirtuados acabam funcionando como fonte de indicação de comissionados e não são raros os casos em que as promessas de nomeação surgem em plena campanha eleitoral. Para a eleição, ou mesmo como meio de cooptação de legislativos, a nomeação de comissionados figura, sempre, imunda.

            União, estados e municípios andam repletos de comissionados, com poucos efetivamente necessários e imprescindíveis. Compete às assembleias e edilidades discernirem a real necessidade de cada nomeação, vasculhando currículos e arguindo, no dia a dia, os feitos e desfeitos para a efetiva prestação de serviços à população.

            O quadro de comissionados das administrações deve, também, ser objeto de permanente acompanhamento pelos sindicatos e associações de servidores, evitando a perpetuação de pessoas e cargos que maculam a normalidade dos serviços.

            A porta de ingresso ao serviço público deve, prioritariamente, apontar para o concurso, sendo a figura do comissionado vista como meramente acessória e episódica, mínima e absolutamente necessária.

                                                                                   pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

Mais um absurdo | Pedro Israel Novaes de Almeida
13 de junho, 2017

A recente decisão do TSE, inocentando as irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer, atraíram o inconformismo de milhões de brasileiros. Em comentário de rara inspiração, uma jornalista da Globonews sentenciou que a chapa havia sido inocentada por excesso de provas.

            O episódio, histórico, reviveu o debate a respeito de nossas altas cortes judiciais, que padecem de original e duradouro desvio de composição. Os debates, inspirados pela recente decisão, apontam para a inequívoca extinção da Justiça Eleitoral, como compartimento isolado de nossos órgãos judicantes.

            Na verdade, a Justiça Eleitoral é nutrida e composta por componentes de outras esferas da Justiça, aparentando especialização a partir do segundo grau de jurisdição. Tal qual na maioria dos outros países, os desentendimentos e irregularidades eleitorais deveriam ser tratados pela Justiça Comum, o que representaria ainda e economia de recursos públicos milionários.    

            Embora soe como absurda, a composição de nossas altas cortes é produto de indicação do executivo mandatário, e aprovação legislativa, após pouco proveitosa sabatina. Assim, o Presidente da República acaba assumindo o papel de patrono de ministros que poderão, amanhã, julgá-lo.

            O mesmo ocorre com os Tribunais de Contas, cujos componentes ali aportam como indicados e anuídos políticos. Governador e Presidente terão as contas julgadas também por seus indicados.

            Na verdade, nossos poderes não são independentes e harmônicos, como preceitua nossa inocente Constituição. Aqui, Executivo e Legislativo tratam da composição de nossas cortes judiciárias, e membros do Legislativo podem ser nomeados para cargos e funções executivas, sem perda do mandato para o qual foram eleitos.

            Existem projetos legislativos que tratam do tema, dentre eles o proposto pelo senador Reguffe, que conferem mandatos definidos a ministros das altas cortes, e torna o ingresso produto de concurso público. A vitaliciedade prejudica a oxigenação e o surgimento de novos virtuosos, e o concurso público acaba com o favor e contraindicações da decisão eminentemente política.

            A pouco confiança que inspiram os concursos públicos labuta em prol de eleições internas do Poder Judiciário, por todos os seus segmentos, como determinante da nomeação de novos ministros. Quem trabalha junto conhece melhor.

            Infelizmente, projetos inovadores e necessários caminham lentos e incertos, não raro sujeitos e argumentos e pressões jamais escritas. Nossos plenários, em regra, espelham posições já definidas, restando pouquíssimos convencimentos a serem firmados.

            Vivemos sob o descalabro das indicações meramente políticas, e não raro vivemos momentos de inconformismo, nos casos em que a Justiça deixa de ser justa. A Justiça é, ainda, a maior guardiã de nossos direitos.

                                                                                   pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

             

Infâmia brasileira | João Antonio Pagliosa
11 de junho, 2017

Quando vejo milhões de famílias brasileiras com problemas financeiros, eu me pergunto, como a Receita Federal não consegue parar as ações dos ladrões desta nação... Eles tem todas as informações nas mãos...

A Operação Lava Jato ensinou que para pegar ladrão, é preciso apenas seguir o rastro do dinheiro... Elementar, meu caro Watson...

Como é possível os irmãos Batista da JBS movimentarem bilhões de reais em mil maracutaias, durante décadas, e a Receita Federal deixar passar batido? Eu não consigo entender... Você, que me lê, consegue?

E as fortunas de nossos políticos super ladrões? Ninguém rastreia nada?

Haja laranjas porque as cifras são de bilhões...

Mas a Receita Federal tem as informações do dinheiro dos laranjas, também.

E a origem deste dinheiro?

Por que não prendem os banqueiros que lucram absurdos (bilhões de reais a cada trimestre) e simultaneamente devem bilhões de reais a Previdência?

Isso é crime! Por que passa batido? Alguém consegue explicar?

Por que não prendem os empresários sonegadores de impostos?

Ora, se isto porventura ocorresse, poderíamos certamente deixar de cobrar imposto na fonte daquele trabalhador que recebe R$4.000,00 com desconto de 27,5%. Isso é para matar o pobre do contribuinte.

Salário de quatro mil reais é renda? Convenhamos que não é! Isso sequer sustenta uma família com dignidade...

O imposto sobre o trabalhador brasileiro é aviltante! Ele paga tanto ou mais que aquele muito rico... É ultrajante!

E é aviltante, essencialmente porque não há nenhuma benesse ao que paga impostos. Nada! Absolutamente nada!

O cidadão que paga imposto não tem nenhum benefício... E ele é afrontado todos os dias pelos altos salários da classe política...

Que de útil, pouco ou nada faz!

Pelo foro privilegiado de alguns que se julgam deuses...

A Educação se esfacela... E observamos políticos aloprados tipo Maria do Rosário, defender direitos humanos de bandidos estupradores...

Por que uma pessoa desse quilate ingressa na política?

A saúde de nosso brasileiro é caso de polícia... Há milhares de cidadãos morrendo sem socorro porque o SUS está doente...

A segurança pública inexiste e observamos a proliferação dos bandidos porque sabem que ficarão impunes. A polícia prende e solta, meia hora depois...

Mas o que me deixa revoltado são os nossos governantes corruptos...

Eles, para o nosso desassossego, conspurcam pelo Brasil todinho... De norte a sul e de leste a oeste... Uma tragédia colossal e continental!

A infâmia brasileira é o roubo generalizado em todas as esferas de poder!

Este roubo generalizado está matando milhares que não precisariam morrer!

E agora que Gilmar Mendes (presidente do STF e funcionário de cada cidadão brasileiro), decidiu pela permanência de Temer como presidente do país, é hora de colocar as barbas de molho, refletir sobre as eleições de 2018, e orar para que surjam nomes novos que possam redimir e impulsionar esta nação.

Chega de enganação... Chega de ostracismo pernicioso...

Chega de calhordas e mentirosos de todas as siglas e colorações...

Por isso, pense muito bem antes de dar seu voto no próximo pleito...

É hora de RENOVAÇÃO!

Para fazer um paralelo sobre o que leu até aqui, é interessante ler sobre a comunidade cristã, em Atos 4, versículos 32 a 35.

Que mundo fantástico poderíamos todos usufruir... Caso não houvesse uma doença denominada ganância.

João Antonio Pagliosa

Engenheiro Agrônomo

Curitiba, 11 de junho de 2017.

Abissal diferença | João Antonio Pagliosa
09 de junho, 2017

Religião vem de religare, uma palavra latina que significa religar. O homem pelo pecado se afastou de Deus, e a religião é a forma de nos religarmos a Ele.

Você vive uma vida espiritual ou vive uma vida religiosa? Há uma diferença abissal entre estas duas formas de viver...

Abraão foi um homem de admirável importância tanto para Deus quanto para a humanidade. A que se deveu isso?

Simples resposta: Sua fé e sua obediência!

Quando foi instruído a deixar sua terra natal e a sua parentela, ele não hesitou... E partiu rumo à região que o Senhor lhe reservou.

Em Romanos, capítulo 4, Abraão é justificado (reconhecido) pela sua fé inabalável. Ele é nosso pai, segundo a carne, isto é, somos dele descendentes... Abraão acreditou em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça.

Deus, meu prezado leitor, nunca fica devendo nada a ninguém... Ao contrário, Ele nos dá muito mais que merecemos... Por isso, quando você reclama de algo, está sendo muito injusto... É preciso suportar seus vales e desertos com coragem e com fé!

A aquele que trabalha o salário não é considerado um favor, e sim uma dívida, ou seja, o patrão fica em débito com seu empregado até o pagamento.

Ao que não trabalha, porém acredita naquele que justifica (perdoa) o ímpio, a sua fé ou crença lhe é atribuída por justiça. É verdade bíblica!

O rei Davi declarou ser bem aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de suas obras: Bem aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem aventurados o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.

Esta bem aventurança vem sobre todos porque Deus não faz acepção de pessoas. Deus ama toda a sua criação, ama a cada homem e a cada mulher, incondicionalmente!

Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio a Terra para resgatar o homem do pecado. Ele permaneceu aqui por apenas trinta e três anos, e nesse tempo todo ensinou sobre o reino de Deus. Ele falou de amor e de paz... Falou de mansidão e de longanimidade...

Ele enfatizou que se o homem agir conforme seus ensinamentos, o próprio Deus virá ao homem... Se o homem agir conforme seus ensinamentos, ele viverá vida espiritual... E, terá comunhão plena com Deus... Falará com Ele... E o conhecerá com intimidade...

Eu tenho presenciado estas verdades...

Quando as pessoas querem, por seus próprios esforços, alcançar a Deus, elas tem vida religiosa. Elas não deixam Deus agir e querem agradar a Deus para receber favores. Isso não funciona.

E não funciona porque Deus conhece o nosso coração. Não podemos esconder nada Dele!

Pelo nosso próprio esforço, sem entrega absoluta, nunca teremos Deus em nosso coração, simplesmente porque sem entrega, não enxergamos os nossos pecados, não perdoamos quem nos feriu, não somos merecedores das graças do Pai!

É preciso ser humilde... Por mais que você possua, ou saiba, ou conheça, nunca se vanglorie disso. E com suas qualidades nunca canse de auxiliar aquele que precisa seu favor... Lembre-se que você não é dono de nada... Você é apenas pó, sem Deus!

É Ele que o mantém respirando! Somos todos dependentes de Deus!

O apóstolo Paulo, no livro de Romanos, capítulo 4 está nos dizendo que sem fé, é impossível alcançar e agradar a Deus. Isto está corretíssimo!

Entretanto, em Tiago 2:17, lemos que a fé sem obras é morta. Ora, isso parece contraditório, não é verdade?

Não, não há nenhuma contradição. O que há é uma complementação... Porque a obra é o fruto da fé, isto é, se não houve nenhuma obra, então não existia a fé.

Pela nossa fé vivemos em obras para o Reino de Deus... Quanto mais fé, mais trabalho... Trabalho em prol do Reino de Deus é complemento da fé do homem cristão.

E Jesus Cristo é o caminho para Deus... Ele é a imagem visível de um Deus invisível... Ele é a prova de um amor irresistível...

Vida espiritual é a graça de Deus em nós... Vida religiosa é trabalho duro sem a essência de Deus em nós... São coisas bem distintas...

A primeira nos leva a Deus... A segunda nos afasta de Deus...

Viva uma vida em espírito... Pare de pensar em você... Trabalhe e cuide daqueles que estão á sua volta... E será íntimo com Deus!

Curitiba, 09 de maio de 2017

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Nóis do interiooor | J. Barreto
05 de junho, 2017

Assim somos vistos pelas grandes empresas que põem um prato feito em nossa frente e dizem, coma-o ou engula-o.  A CCR SPVIAS apresentou um projeto para a duplicação da pista no perímetro urbano de Avaré, e dizem que o mesmo foi alterado; não importa se foi ou não, o que importa         é que não satisfaz os interesses da cidade.  Comenta-se muito sobre a passagem de nível nas proximidades do Piso Avaré, aquilo já foi motivo de críticas desde a inauguração da passagem original a mais de 40 anos, e neste período Avaré quadriplicou sua população e vem a CCR SPVIAS e espicha o mesmo.

Outra aberração, mas que é pouco comentada, pois fica escondida, é a galeria do Lajeado, o qual foi subdimensionada e não dá vazão suficiente à água das chuvas.  Só neste ano houve 3 transbordamentos na Rua das Palmeiras, invadindo as casas da mesma, chegando até a deslocar uma geladeira da cozinha até a porta do banheiro e nessas 3 vezes se perdeu todas as roupas e os mantimentos que vieram em doação popular.  Um dos proprietários, que recebe salário mínimo de aposentadoria, já pagou 5 basculantes para aterrar o seu quintal, mas ainda é insuficiente para conter as águas que invadem sua propriedade sem dó nem piedade.

Onde estavam os nobres defensores dos interesses da sociedade e do município na gestão passada, que dormiram em berços esplêndidos, velados por um jurídico altamente qualificado e atuante, e secundados por valorosos assessores?  Se não tinham elementos técnicos para questionarem o CCR SPVIAS quanto ao fluxo de veículos e a vazão da bacia do Lajeado, podiam sacrificar uma pequena parte do modesto duodécimo e contratar especialistas no assunto.  E a compensação ambiental, alguém sabe onde foi parar?  Eu não tenho a menor ideia, mas tenho certeza que a nossa Secretaria do Meio Ambiente tem inúmeras demandas e poucas verbas, e estes recursos seriam de grande impacto em sua receita.

Vamos apoiar esta nova Câmara com tudo que esteja ao nosso alcance.

         Nóis semo do interiooor, mais não semo bobo!

 

J.Barreto

Direitos iguais aos iguais | J. Barreto
05 de junho, 2017

Em artigo anterior afirmei que não confiava no Temer, mas como cidadão torcia pelo mesmo dar certo, não por ele, mas sim pelo Brasil. Mas o uso do cachimbo faz a boca torta, e ele não resistiu e jogou nossas esperanças num lamaçal onde chafurdam toda a escória de nossa política, e de onde teremos de buscar algum asqueroso para substituí-lo. “Francamente, não sei como pensar; deixá-lo no poder é estarmos num tacho fervente, mas tirá-lo poderemos cair no fogo.” “Oh dúvida cruel!”.

Nesse imbróglio todo, me chamou a atenção, quando a mídia, os políticos de plantão e certas categorias criticaram acidamente a covocação do exército para conter o vandalismo praticado por bandidos travestidos de sindicalistas e representantes da sociedade. Este foi um erro, pois nossas Forças Armadas estavam aquarteladas e em prontidão, pois nossos nobres militares estavam na eminência de contra atacar os inimigos que iriam invadir nosso território. Balela das balelas, pois constitucionalmente é função das Forças Armadas manter a ordem interna e a segurança nacional.

Só para ilustrar a grandeza de nossos heroicos defensores da Pátria citarei um artigo da revista Isto É de 24/4/2017, na pagina 33, com o título, Corte Rica no qual menciona um general que recebeu um contra cheque líquido de R$198.329,24, isto equivale o que eu e mais de 70% dos brasileiros aposentados ou na ativa levariam 16 anos e nove meses para acumular. Mas não fica só nisso, tem contra cheque de 190.524,61; 152.419,69, 124.335,37, e assim vai. Infelizmente não é só no exército que acontece estas aberrações, porque isto está impregnado em todos os escalões dos altos funcionários do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e também em muitas autarquias. Sabe-se que as filhas destes ilustres personagens ficam recebendo a aposentadoria de seus pais enquanto se mantiverem solteiras, e para garantir estas mamatas elas vivem em concubinato à vida toda, embora a lei dê os mesmos direitos à união estável que é dada à união legal.

No meu ponto de vista estas pessoas, indistintamente, são tão corruptas e tão ou até mais bandidas que os presos da Lava Jato.  São estes e estas que quebram a Previdência e não nós, pobres mortais que somos! 

 

J. Barreto 

Você está ainda insatisfeito com Deus? | João Antonio Pagliosa
05 de junho, 2017

Na manhã do dia 02 de junho, ouvia discussão entre pessoas que  reclamavam do tempo frio, aqui na cidade de Curitiba. E pensei com meus botões: Que forma interessante de perder tempo!

Reclamar de algo que recai sobre nós, pelo qual não temos nenhuma ingerência, é de amargar...

Muitos reclamam da vida que levam... Do desemprego que alcançou suas  vidas... Da falta de oportunidades... Alguns estão insatisfeitos com tudo... Até com Deus!

Este artigo intenta demonstrar que você não deve, em nenhuma hipótese, estar insatisfeito com Deus. Muito pelo contrário... Sábios são sempre gratos a Deus!

O livro de Daniel, capítulo 3, narra sobre o livramento dos amigos de Daniel, da fornalha de fogo. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, se recusaram a curvar-se perante a estátua de ouro do rei Nabucodonosor, e em função da desobediência, foram condenados a morrer queimados na fornalha.

Inqueridos porque desobedeciam a ordem real, responderam: "Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste."

Nabucodonosor se encheu de fúria, e ordenou que lançassem os três desobedientes na fornalha, e mais que esta fornalha se acendesse sete vezes mais forte do que se costumava fazer.

Muita lenha foi providenciada para esta tarefa... Os três amigos foram amarrados com seus mantos, suas túnicas e suas outras roupas, e lançados sem piedade na fornalha sobremaneira ardente. O fogo era tão intenso que suas chamas mataram os soldados que os lançaram... E os três foram vistos andando calmamente e entre as fortes chamas... E não havia nenhuma amarra...

E Nabucodonosor e todos os outros viram um quarto homem que caminhava  entre o fogo... O aspecto deste homem era semelhante a um filho de deuses...

Após um tempo, o rei Nabucodonosor, estupefato com o que via, se achegou mais perto da boca da fornalha e chamou os homens para fora...

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, saíram completamente ilesos... As chamas intensas não lhes provocaram nenhum sinal... Nada... Absolutamente nada!

E o rei, fez prosperar os três amigos na província de Babilônia...

Reflita uns minutos sobre o comportamento dos três amigos que não tiveram nenhum temor frente a morte tão cruel. Que exemplo de fé em Deus! E Deus não os abandonou... Ele era o quarto homem entre as chamas...

2 Samuel 12, a partir do versículo 16, lemos sobre a morte do filho de Davi com Bate Seba. Davi buscou a Deus pela vida da criança, e jejuou e clamou ao Senhor por socorro, durante sete dias...

Mas a criança morreu... E informado da morte, o rei Davi lavou-se, ungiu-se, mudou suas vestes, e foi a casa do Senhor... E o adorou! Depois foi para sua casa, e fartou-se de comer...

Ora, todos se espantaram com a atitude do rei, e este lhes respondeu: "Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? Porém, agora que a criança é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu, fazê-la voltar? Eu irei a ela, mas ela não voltará para mim."

E Davi veio à sua esposa Bate Seba, e a consolou... E se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou.

Salomão consolidou e fortaleceu o reino... Para a alegria e o orgulho de seu pai Davi... Um homem, segundo o coração de Deus. Jamais insatisfeito com Deus!

Livro de Jó, capítulo 1, versículos 13 a 22, narra as aflições e a paciência de Jó ao perder tudo que possuía, inclusive a morte repentina de todos os seus filhos.

Eis o que ele disse: "Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor".

Algum tempo depois, Deus restituiu tudo, e em dobro para Jó... E deu-lhe outros dez filhos...

Em Filipenses 4, a partir do versículo 11, o apóstolo Paulo expressa sua gratidão aos homens de Filipos. Paulo se alegrava no Senhor, em qualquer circunstância. Ele vivia sempre entusiasmado e contente. Teve experiência tanto de fartura como de fome... Tanto de abundância como de escassez...

Paulo disse: "Tudo posso naquele que me fortalece." Era homem que depois de conhecer o poder de Deus, sempre foi servo fiel e satisfeito...

Você meu prezado, tem algo a reclamar de Deus?

Minhas reflexões nas muitas madrugadas, me dizem que reclamar e estar insatisfeito com Deus, é completa loucura...

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 03 de junho de 2017

Eliézer | João Antonio Pagliosa
29 de maio, 2017

A história deste homem impacta! Deveríamos todos, ser como o damasceno Eliézer...

Deus animou Abraão e lhe prometeu um filho quando este lhe disse:“Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o meu servo Eliézer? A mim não me concedeste

descendência, e um servo de minha casa será meu herdeiro”.

Deus respondeu: “Não será este o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro”.

Abraão era homem bem sucedido e o mais rico daquela região. O seu
servo Eliézer governava sobre tudo que Abraão possuía, e perdeu toda a
herança de seu senhor quando nasceu Isaque.

Imagine-se no lugar do servo Eliézer. Ele perdeu tudo de um momento para outro...

Pergunto ao meu prezado leitor: Você já pensou em sabotar alguém? Já se sentiu perdendo algo e em função disso tramou um plano para não ser prejudicado? Você tem ciúme de alguém que faz mais sucesso que você ou que é mais competente que você?

Deus conhece a estrutura de cada um de nós, e conhece nos seus íntimos detalhes. E Eliézer, era servo bom e fiel...

Sua fidelidade a Abraão e a Deus era extrema, e isso está muito bem descrito em Gênesis capítulo 24, onde é incumbido de buscar uma mulher para Isaque.

Eliézer partiu para a cidade de Naor, na Mesopotâmia, e aconselhou-se com Deus: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses da bondade para com Abraão! Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja esta a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que usaste de bondade para com meu senhor.

E surgiu Rebeca! Moça mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído. Ela deu água a Eliézer e a todos os seus camelos...Deus confirmava que Rebeca era a mulher certa para Isaque! E Isaque tomou a Rebeca por mulher. Ele a amou!

Lições úteis: Em seus empreendimentos, peça aconselhamento com Deus. Volte-se aos pés do Senhor, porque tudo que é bom, procede Dele! Não se preocupe com você e faça como o servo Eliézer: SIRVA! Sirva aos outros sem preguiça, sem desânimo... Mesmo para aqueles que não merecem... nunca deixe de se submeter a Deus!O vento de Deus tira as coisas de lugar para depois reorganiza-las,
por isso, não estacione no meio de sua jornada... Complete a sua boa obra e seja servo que realiza trabalho com presteza, sem usurpar a glória de outrem... A nossa recompensa está em DEUS!  Em João 6:67, Jesus perguntou aos doze: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Simão Pedro respondeu-lhe: “Senhor, para onde iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Lealdade para com Deus, sempre!

João Antonio Pagliosa

 

Curitiba, 29 de maio de 2017 www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Duzentos e trinta milhões de toneladas de grãos | João Antonio Pagliosa
26 de maio, 2017

Neste ano de 2017, tivemos um conjunto de fatores favoráveis à agricultura, porém, essencialmente pelo empreendedorismo do nosso produtor rural, o Brasil alcançará uma safra recorde de 230.000.000 de toneladas de grãos.

A safrinha cresceu tanto por este país afora, que agora se chama segunda safra. Nada mais lógico!

Espíritos arrojados e com visão estratégica erradicaram o café ferido por geadas e ferrugem, para plantar basicamente milho e soja de verão, cerca de 45 anos atrás, deixando a terra, após a colheita, coberta com palhada. Tal prática acabou melhorando significativamente a fertilidade e a conservação natural do solo agrícola.

Um agricultor inteligente cuida do seu solo porque sabe que daí virá a sua riqueza. E a riqueza das gerações vindouras...

Alguns produtores iniciaram um segundo plantio anual, que passou a ser chamado de safrinha ainda na década de 80. Isso mudou muitos hábitos de plantio. Mudou para melhor...

Atualmente, nosso trigo plantado no inverno, possui qualidade igual ao do europeu e argentino, e não somos autossuficientes neste tipo de grão em função da burocracia e da desoneração do trigo importado.

Coisas de políticos que deveriam conversar mais com técnicos e produtores, e talvez, discursar menos... Em razão dos entraves à plantação de trigo, que permanecem até os dias atuais, o produtor começou a plantar milho.

Novas variedades híbridas e precoces desenvolvidas pela Embrapa e pelo setor privado, deram início à produção em escala da segunda safra. Outras culturas de inverno como a cevada, a aveia, o feijão e outras, vieram atrás.

Os sucessivos plantios deixavam a terra com cobertura vegetal, e esta palhada e o adubo remanescentes da safra de verão vicejavam o novo plantio, com a vantagem de inibir as pragas e conservavam o solo contra a erosão.

Não deixar o solo nu, só trouxe vantagens!

As coisas correram tão bem, que nos primeiros quatro meses de 2017, as exportações do agronegócio atingiram recorde de US$ 29,185 bilhões, tornando superavitária em R$ 21,38 bilhões a nossa balança comercial. UAU!

As vendas de máquinas, equipamentos e caminhões para a agropecuária aumentaram 20% em relação ao mesmo período do ano passado, e já geraram mais de 20 mil empregos novos só na agropecuária. Serão mais de 600 bilhões de reais do valor bruto da produção que, irrigarão o mercado, reaquecendo nossa economia.

Já está comprovado que o agronegócio brasileiro é extraordinário para a riqueza deste país e de seu povo. Um governo inteligente precisa cuidar do agronegócio como a menina de seus olhos... Entendeu, senhor Presidente?

João Antonio PagliosaEngenheiro Agrônomo

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br
Curitiba, 24 de maio de 2017.