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Colunistas

  • Falta de educação | Pedro Israel Novaes de Almeida
    18 de janeiro, 2017

    O maior problema da humanidade é, sem sombra de dúvidas, a falta de educação.

                A falta de educação não pode ser confundida com a falta de cultura. O cidadão não precisa entender diversos idiomas, nem haver lido os clássicos da literatura universal, para ser educado.

                Existem, conheço muitas, pessoas de grande cultura, capazes de brilhar nos mais sofisticados ambientes, verdadeiros poços de conhecimento, mas dotadas de pouquíssima educação. Em regra, não respeitam os semelhantes e tampouco os animais, comportando-se de maneira indelicada e descompromissada.

                Corruptos, em geral, possuem bons graus de cultura e, necessariamente, alguma inserção social. Contudo, só praticam o crime por falta de educação e ausência de bons princípios.

                No entendimento popular, a educação costuma ser medida como a capacidade de dizer “obrigado”, “desculpe” e “por favor”. Nada mais enganoso !

                A boa educação envolve a civilidade, capacidade de interagir de maneira útil e construtiva. Tão presentes em nossa sociedade, os vândalos constituem exemplos de pouca educação e civilidade.

                Vândalos adoram causar prejuízos e infernizar a vida alheia, sem qualquer vantagem pessoal. Danificam orelhões, quebram vidros, destroem jardins, arrancam placas de sinalização, causam incêndios e desfiguram estatuas e monumentos.

                Pichadores são vândalos, enquanto grafiteiros são artistas. Não raro, ativistas políticos, quando pouco educados, agem como vândalos.

                Vândalos prejudicam toda a sociedade, que acaba suportando os custos da destruição, tanto no patrimônio público quanto no privado. Deseducados, os vândalos tentam figurar no contexto político, mas pertencem, em verdade, ao contexto criminal.

                É a falta de educação que agrava nossa primariedade sanitária, que corrobora a desequilíbrio ambiental, que conturba o ambiente social e torna cada vez mais custosas as iniciativas públicas e privadas de melhoria da vida em sociedade.

                Embora as escolas dediquem-se a informar, também atuam na educação dos alunos, na exata dimensão da maneira como estimulam ou reprimem atitudes pessoais. Dizem, com razão, que a educação vem do berço, mas as famílias, atualmente, são apenas uma das tantas influências que atuam sobre a criança.

                Todos conhecemos pessoas educadas, criadas por pais deseducados, e crianças- problemas, criadas por pais exemplares. Tudo indica que o ser humano não nasce vazio, à espera das informações e exemplos que serão depositados.

                Podemos até incrementar a educação escolar, mas é dificílimo aumentar a civilidade. A civilidade depende também de bons exemplos, que andam raros.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.        

  • Exploração da fé | Pedro Israel Novaes de Almeida
    11 de janeiro, 2017

    Houve um tempo em que pertencer a uma religião era condição essencial para o cidadão ser respeitado.

                Existia, no entendimento popular, a noção de que a religiosidade era uma característica aliada à bondade. Pessoas que não professavam alguma fé, e não frequentavam algum templo, eram tidas como extremamente materialistas e pouco confiáveis.

                No Brasil, a diversidade de origens da população teve, como consequência, a existência de um sem número de credos e igrejas, sendo o catolicismo preponderante, em número de fiéis e templos. A religiosidade, assim como qualquer outra característica humana, varia ao longo do tempo.

                Em 2014, cerca de sessenta por cento dos brasileiros eram católicos, e hoje tal dimensão foi reduzida a cinquenta por cento. Nada mais natural, considerando que a própria religiosidade sofreu modificações.

                Atualmente, não pertencer a qualquer religião ou não frequentar algum templo já não desabona o cidadão, e até a confissão de ser ateu já não causa qualquer constrangimento ou intolerância.

                Aumenta, a cada dia, o número de fiéis sem templos, com crenças e devoções que dispensam líderes e rituais. A religiosidade torna-se, a cada dia, mais íntima, e segue impenetrável.

                A opção religiosa vem, preponderantemente, do ambiente familiar, passa por contestações na juventude e, após idas e vindas, firma-se na antessala da terceira idade.

                Muitos, a maioria, buscam alguma religião nos momentos mais difíceis da vida, e acabam saciados ou consolados. As religiões, cada qual a seu estilo, executam funções sociais de relevância, seja socorrendo  desafortunados ou regenerando marginais e criminosos.

                As religiões, contudo, podem convulsionar a sociedade, quando criam laços incestuosos com a política. O mundo anda repleto de tragédias humanas, derivadas da ação partidária e ideológica de igrejas.

                Políticos podem usar templos como comitês eleitorais, e igrejas podem usar a força eleitoral como instrumento de poder, emporcalhando nossa infantil democracia.

                O Estado brasileiro não é tão laico como sonha nossa ilusória constituição, e o poder político gera, a algumas igrejas, o poder econômico, viciando a natural religiosidade, por via de insistentes e onerosos programas de rádio e TV.

                É sagrada a liberdade de culto, mas é vedada e exploração da boa fé pública, cobrando altos preços pela ida ao céu, e cria deuses humanos, não raro milionários.   

                Alguns cultos, práticas e pregações, merecem maior atenção dos poderes públicos, para inibir a criminosa exploração da fé.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

  • Alegria e entusiasmo | João Antonio Pagliosa
    11 de janeiro, 2017

    Aqueles que não andam no conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, e nem se assentam na roda dos escarnecedores são BEM-AVENTURADOS. E o seu prazer está na lei do Senhor, e nela medita de dia e de noite.

     

    A lei não é um peso... Antes, ela é um prazer... Ser obediente a Deus não pode ser um peso ao cristão, mas uma alegria intensa.

     

    Pessoas assim são como árvores plantadas junto a corrente de águas, que no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e em tudo o que fazem serão bem sucedidos...

     

    Isso está escrito em Salmos capítulo 1, e eu creio que todo cristão precisa ser alegre e cheio de entusiasmo pela vida... Não importam as circunstâncias... A graça de Deus, já nos basta!

     

    Mas, é maravilhoso saber que Deus dirige e abençoa a vida daqueles que o obedecem. É maravilhoso constatar que para estes, TUDO o que fazem, dá certo!

     

    Para ser sábio, é necessário primeiro, temer a Deus!

     

    Em 2 Coríntios, capítulo 12, versículo 1 a 10, o apóstolo Paulo narra que foi arrebatado aos céus e lá ele ouviu palavras inefáveis, as quais ao homem não é lícito, referir.

     

    Ele viu e ouviu coisas tão maravilhosas que não considera adequado revela-las...

     

    Paulo deixa claro que não pode envaidecer-se, nem gloriar-se por ter visitado o céu. E Deus o conhece muito bem, e para que Paulo não se ensoberbeça com a grandeza das revelações que recebeu, Deus põe nele um espinho na carne, para que o incomode, a fim de que Paulo não se exalte, e nem se glorie.

     

    Em Provérbios, o rei Salomão esclarece que a soberba antecede a ruína... Então, eu recordo tanta gente que amarga ver o sol nascer quadrado... Gente que poderia estar vivendo com entusiasmo e alegria, mas que estão presas porque não cuidaram de seu coração... Presas porque permitiram que a soberba dominasse os seus pensamentos... E os seus pensamentos as levaram a cometer crimes de toda ordem... As escravizaram...

     

    Escravas de seus prazeres carnais... Escravas de Satanás...

     

    E elas mentem sempre... E sempre mentem... E, continuam cheias de si próprias... E vazias de tudo o mais...

     

    Que loucura! E os tempos estão findando...

     

    João Antonio Pagliosa

     

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

     

    Curitiba, 11 de janeiro de 2017. 

     

  • Inimigos de Papai Noel | Pedro Israel Novaes de Almeida
    21 de dezembro, 2016

    Noto, desde criança, a campanha difamatória que movem contra Papai Noel.

                Diziam que as renas eram, na verdade, veadinhos, e que o paletó escondia as mais horríveis tatuagens. Outros apontavam para a eterna solteirice do velhinho, estranhando como alguém, naquela idade, jamais tivesse tido um comprometimento sentimental, ou arrastasse dezenas de pensões alimentícias vencidas.

                Russos e cubanos comentavam, à boca pequena, que Noel era um agente norte-americano disfarçado, entregando brinquedos cujas peças de reposição só eram fabricadas por multinacionais exploradoras. Especialistas em segurança, por outro lado, garantiam que o velhinho era comunista, sempre com o uniforme vermelho, distribuindo brindes para levar à falência as gigantes capitalistas do setor.

                A ideia de que Noel entrava nas casas pela chaminé era tida como uma tramoia para que as famílias não acendessem as lareiras, e comprassem agasalhos nas boas casas do ramo. Diziam, antigamente, que foram os fabricantes de meias os inventores do mito de que serviriam como depósitos de brindes, desde que não estivessem furadas.

                Inimigos espalharam que o bom velhinho era casamenteiro, e quem acreditasse jamais ficaria solteiro. A notícia aumentou a popularidade entre as mulheres, mas causou sério abalo de imagem, no público masculino.

                Noel atravessou séculos, e nem mesmo o advento do Hip Hop e Funk impediu que continuasse suas viagens pelo mundo. Tinha algumas dificuldades de locomoção, para entrar nos Estados Unidos ou sair de Cuba. No Brasil, começava a distribuir brindes já na alfândega.

                O velhinho deve continuar seu roteiro por muito tempo, talvez séculos, pois foi convencido a aderir à Previdência Brasileira. Está preocupado com a pensão que restará às renas, em caso de falecimento.

                Andam espalhando, por aí, que Noel foi citado em delação premiada, e seus brindes seriam custeados pela Petrobrás, por intermédio de grandes empreiteiras. Ao contrário do usual, o bom velhinho não disse que todas as doações foram contabilizadas, que está ajudando as investigações e é inocente. Somente disse, em alto e bom som, que jamais teve o apelido de Amigo dos Pobres, e Salvação da Lavoura.

                Corruptos, ladrões e safados seguem tentando desacreditar o bom velhinho, e agora chegaram ao absurdo de dizer às crianças que Papai Noel não existe. Não é fácil conviver com alguém que atravessou séculos sem qualquer mácula.

                Racistas radicais esbravejam contra o fato do bom velhinho não ser amarelo, preto ou rosado. Perguntado a respeito, Noel disse que sequer havia reparado que tinha cor.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

  • Sem saúde | Pedro Israel Novaes de Almeida
    14 de dezembro, 2016

              Em meio a tanta turbulência política e manifestações ruidosas, surge enfim uma unanimidade nacional.

                Esquerda e direita, enfim, concordam no quesito desrespeito à saúde do cidadão. Cento e dez por cento dos governos municipais, estaduais e federal, das mais variadas siglas, gerem, e não resolvem, os problemas da saúde pública.

                Para o bom andamento do setor, é imperioso o dueto orçamento e gestão. Uma boa gestão, sem recursos, de nada adianta, e nem mesmo uma enxurrada de recursos salva uma gestão medíocre.

                Orçamentos, em regra, são insuficientes, e a rigidez cadavérica das tabelas do SUS torna precários os atendimentos. Remédios poucos, profissionais mal remunerados e o progressivo sucateamento das instalações apontam para o agravamento dos problemas.

                A rigor, não existem hospitais municipais, pois todos atuam no atendimento a populações das cidades vizinhas. Todos, indistintamente, são, em maior ou menor grau, regionais.

                Prefeitos do entorno contribuem, em regra, menos que o necessário, e governadores seguem confortáveis, alheios ao fenômeno regional, ensejador de que sejam, a maioria, abrigados pela estadualização. Conta a lenda que ambulâncias de pequenos municípios lançam doentes nas imediações dos hospitais do município sede, para evitar o conhecimento da origem geográfica.

                O atraso no pagamento de salários dos profissionais tem gerado paralizações em grande número de municípios, atingindo hospitais, pronto - socorros e postos de saúde. Exames disponíveis tornam-se poucos, e remédios raros.

                Enquanto isso, crescem as terceirizações das administrações hospitalares, algumas exitosas e outras escandalosas. Administrações estadualizadas parecem melhor estruturadas e mais tecnificadas.

                A crise na saúde é silenciosa, atingindo com mais rigor as pessoas que mais necessitam, e manifestações, quando existentes, são tão pontuais quanto breves. Inexistem grandes passeatas, apoio de artistas, discursos inflamados e comoções gerais.

                A crise na saúde indica, invariavelmente, irresponsabilidade dos gestores, em todos os níveis, e vergonhosa noção de prioridades. Os mais desastrados índices são insuficientes ao abandono de gastos supérfluos e festanças oficiais.

                Estamos involuindo, e retornando ao tempo em que as Santas Casas e Hospitais eram Casas de Misericórdia. Hoje, sequer a misericórdia restou.

                                                                                         pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

  • Lei ou justiça | João Baptista Herkenhoff
    06 de dezembro, 2016

    Em outros tempos o debate sobre assuntos jurídicos só interessava aos profissionais respectivos: magistrados, membros do Ministério Público, advogados e também aos estudantes que se preparavam para ingressar nesse mundo.

    Hoje a Ciência do Direito, cultivada por Grócio, Calamandrei, Rui Barbosa, Tobias Barreto, Augusto Emílio Estellita Lins, Eurípedes Queiroz do Valle, abre-se ao interesse geral.

    Cabe assim refletir sobre Lei e Justiça em publicações não jurídicas.

    O jurista argentino Carlos Cóssio realizou, na área do Direito, uma revolução semelhante àquela do polaco Nicolau Copérnico na Astronomia. Irrompeu, na mente de Cóssio, esta intuição genial: o Direito é conduta, e não norma. Em consequência, a Hermenêutica Jurídica, que é a arte de interpretar as leis, deve ter por objeto a conduta, e não apenas o texto. Dentro dessa postura, o indivíduo julgado é integralmente substituído por sua fatalidade, ou contingência.

    Na mesma linha de pensamento colhemos em outros doutrinadores:

    “O aplicador não deve encerrar-se no domínio da rígida lógica formal e não deve dar valor maior às inferências. O legislador quis afastar o aplicador do apego a tais métodos, ao determinar-lhe que atenda aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum.” (Alípio Silveira).

    “Mais que o conhecimento dos autos, o juiz criminal deve conhecer o homem submetido a seu julgamento.” (Moura Bittencourt).

    “O legislador tem as insígnias da soberania; mas o juiz possui as suas chaves.” (Carnelutti).

     “A lei não é sagrada; só o Direito é sagrado.” (Triepel).

     “O interesse de manter a segurança jurídica não pode prevalecer sobre o interesse de fazer triunfar a Justiça substancial sobre a Justiça meramente formal. (Manzini).

    Pontes de Miranda assinalou o conflito entre o direito dos juristas e o direito do povo. Não é um “subversivo” da ordem jurídica que nega o monopólio da lei como instrumento normativo da conduta, mas um douto, respeitado em todo o territóio nacional. Está no “direito do povo” que ser criminalmente processado é uma pena, no sentido de que aflige. Sintomático é constar dos termos de interrogatório que o acusado “nunca foi preso e nem processado”.

    O desembargador Homero Mafra, quando ainda era Juiz de primeiro grau, absolveu dois jovens universitários, acusados de possuir maconha (crime grave durante a ditadura), embora reconhecendo expressamente a configuração do delito, para manter neles viva a esperança na misericórdia humana.

     

    João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES), palestrante e escritor. Tem ministrado Cursos de Hermenêutica Jurídica, de curta duração, no Espírito Santo e fora do Estado.

    E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

    Site: www.palestrantededireito.com.br

     

    É livre a divulgação deste artigo, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

     

  • A Democracia em perigo | J. Barreto
    06 de dezembro, 2016

    Já escrevi alguns textos afirmando que toda ditadura e todo golpe de estado tem origem em uma democracia corrupta, onde a classe dominante perdeu toda dignidade e o respeito de seus cidadãos. Nenhum mal permanece oculto para sempre, e para o bem do Brasil e sorte dos brasileiros, foi a justiça com seus abnegados servidores, que iniciando uma simples investigação começou a puxar o fio da meada, mas que ainda não sabemos aonde irá terminar. 

    O que já foi revelado ultrapassa tudo aquilo de sórdido que podíamos imaginar, e muito menos que os poderosos seriam pegos e condenados.  Com o trabalho da corajosa equipe, que pejorativamente foi chamada de República de Curitiba, agora podemos acreditar num Brasil decente, e num futuro mais “ético” e igualitário, e que realmente todo cidadão seja igual perante a lei.

    A Câmara dos deputados deturpando a emenda anticorrupção que poderia alcançá-los, em uma manobra espúria quer dificultar e penalizar o trabalho investigativo dos agentes atuante na Operação Lava Jato, imputando-lhes crimes de caráter ideológico.  Todo político, todo policial, todo membro do Judiciário e todo agente público deve ter um tratamento diferenciado em seus atos funcionais.  Não é admissível que qualquer cidadão, seja ele qualquer um, tenha foro privilegiado irrestrito, mesmo em sua vida particular.  É uma afronta a todo brasileiro pagante de seus impostos e produzindo para o Brasil, saber que alguns agentes públicos recebem salários e aposentadorias que multipliquem em muito o teto estabelecido por lei, quando em manobras chicanas incorporam benefícios espúrios. Também não é admissível que qualquer magistrado pego em atos criminais de caráter pessoal tenha como pena máxima a aposentadoria compulsória e continue usufruindo o salário e dos privilégios inerentes à sua classe. 

    Tenho fé que o trabalho do juiz Sergio Moro e toda equipe da Lava Jato continue inabalável na busca da justiça, e de um alento a todo povo brasileiro, pois a democracia só é plena quando seus representantes sejam pessoas honestas e patriotas e que mereçam o respeito e a confiança da população. 

    A OAB é uma entidade que com sua influência e saber, poderia ajudar e muito, o trabalho da Lava Jato, mas ela só se manifesta quando um de seus membros, ou a própria entidade se sente prejudicada, mas se cala com os maus feitos dos parlamentares, pois é ali que estão suas galinhas de ovos de ouro, e não lhes convém espantá-las.  Até aqui os tribunais superiores estão validando as ações da Lava Jato, e isto é um alento para continuarmos crendo na justiça.  Se o presidente sancionar esta aberração vergonhosa, poderá acender o estopim que explodirá nas ruas clamando por uma intervenção militar e uma renovação nas instituições políticas e na nossa Carta-Magna. 

    Senhor Presidente, Srs. Governistas e Srs. Das Cortes Superiores, deixem a Lava Jato trabalhar e garantam que continuaremos vivendo em um país pacífico ou aguentem as consequências!

     

    J.Barreto

  • O céu é um lugar real | João Antonio Pagliosa
    05 de dezembro, 2016

    Meu prezado leitor, se você dúvida desta verdade, está na hora de rever e repensar os seus conceitos. Se você acredita que o céu é um lugar fácil de conquistar; que para isso basta ser bonzinho que chegará a Glória de Deus, está mais do que na hora de rever e repensar os seus conceitos.

    É fácil viver sem Deus, principalmente se você vive em prosperidade material. Muito difícil é morrer sem DEUS. E pelo que sei os tempos estão findando…

    Quando Jesus voltar, haverá o arrebatamento de todos aqueles que creem e vivem na palavra de DEUS. Para os outros começará a grande tribulação. Serão tempos difíceis!

    Eu tenho presenciado conhecidos e amigos morrerem, zombando de DEUS. Para alguns inutilmente tentei levar a palavra de Deus, como um quinto evangelista, e sei por conta própria que precisamos muita ousadia para falar de Jesus e de seu reino.

    Os escarnecedores nunca apreciam aqueles que os repreendem e ainda se distanciam dos sábios porque desprezam o conhecimento.

    Eles se bastam a si próprios e é preciso muita oração para mudá-los.

    Escarnecedores precisam urgentemente rever e repensar os seus conceitos. É a vida na eternidade que está em jogo!

    Muitos dizem que estão com Deus, porém Deus não está com eles.

    E isso preocupa muito porque o céu é um lugar real. Mas o inferno também é!

    Quer aceite ou não, o seu destino é um paraíso de luzes e glória ou um inferno de trevas e desespero. Sem meio termo!

    Por isso é imperioso mudar comportamentos de forma radical.

    Em Efésios 6:8, lemos: ” Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.”

    Se você quer ser bem sucedido em seu desígnio (propósito) e em sua vida, aja como José, o filho de Jacó, e aprenda com ele. José conheceu como muito poucos homens o princípio da restauração. Ele foi desprezado e vendido como escravo pelos seus irmãos. Ele foi traído e caluniado pela esposa de Potifar, mas se recusou a murchar e a morrer na prisão.

    Ele clamou ao Senhor, cultivou e regou os seus sonhos. E pela graça do Pai, obteve o favor de faraó.

    Veja meu querido leitor, quando Deus está envolvido, o sucesso sempre acontece. É garantido!

    O judeu José, se transformou no segundo mais poderoso homem de todo o Egito. Trouxe fartura para seu povo e para todos os seus irmãos que estavam à míngua.

    Quando Deus quer vê-lo em palácios, ninguém consegue mantê-lo no poço!

    O homem vencedor experimenta diferentes fases de mudanças. Ele aguarda durante o tempo de crises e incertezas, sabendo que a recompensa é inevitável.

    Resumidamente é assim:

    Crise produz oportunidade. Oportunidade produz ministério. Ministério produz favor. Favor produz promoção. Promoção produz crescimento.

    Crescimento multiplica responsabilidade. Responsabilidade produz recompensa. Recompensa atrai ataque. Ataque gera crise.

    E tudo recomeça!

    Deus usa decisões erradas de outros para produzir milagres em sua vida. Parece loucura, mas é assim! E se Deus estiver em você e você nele, o ciclo de recompensa nunca termina.

    E a recompensa maior que todos precisamos ardentemente é o passaporte para o paraíso. Nossa glória suprema!

    O céu existe, sim! E é um lugar real! Nunca duvide disso!

    Com meu carinho

    João Antonio Pagliosa

     

  • Lei, ora a lei | J. Barreto
    01 de dezembro, 2016

    Desde quando os humanos passaram a viver em pequenos grupos, a lei era exercida pelo indivíduo mais forte, que impunha o ordenamento do grupo.  Milhares de anos passaram até que os pequenos grupos se unissem e formassem as aldeias, lideradas por um chefe que agia de acordo com as normas criadas pelos conselhos dos anciãos. 

    Outros milhares de anos foram passando e as aldeias cresceram e formaram grupos já com feições de vilas ou pequenas cidades, mas como era tão lenta a evolução, aqueles princípios legais eram quase imutáveis.  O tempo foi passando e o modo de vivência e convivência já não era medida em milhares de anos, mas sim em séculos, e as leis também foram se adaptando as convivências de cada período.  Nestes milhares e milhões de anos o conhecimento e as técnicas foram adquirindo um progresso constante, que se superava sempre num continuo encurtar do tempo, e também a lei não era estática.

    A evolução social e a evolução tecnológica não foram nem é como um carro de corrida que sai embalado e continua embalado, pelo contrário, ela começou com o homem caminhando, depois domesticando alguns animais e a usá-los, depois veio a roda, (o maior invento de todos os tempos), e aí começou a aceleração já num ritmo um pouco maior, e assim se passaram outros milhares de anos. Hoje vivemos em um período onde a técnica e a convivência social está em um patamar jamais imaginado pelas populações do meado do século XX, mas as leis não acompanharam a realidade deste tempo.

    A Constituição de 1968 foi elaborada focando os direitos individuais, porém sem a mesma contrapartida dos seus deveres. Estamos vivendo um período de surgimento de novos fatos criminais não previstos na Carta Magna de 1968, e muitos dos previstos receberam um tratamento paternal, que só potencializou a criminalidade e o crime se tornou compensador. O crime organizado é um poder paralelo que afronta a sociedade e a justiça, sem ter um capítulo que o tipifique e o criminalize adequadamente.

    O “DE MENOR” hoje está intelectualmente muito mais avançado do que o “DE MENOR” de trinta anos atrás, mas responde como se ainda estivesse no século passado. Hoje as leis estão sendo aplicadas de acordo com o status de cada classe, onde a plebe é julgada nos rigores da lei, são condenados na primeira instância e cumprem a pena imposta, pois não tem capital para contratar advogados e ir apelando em liberdade de instância a instância até prescrever a condenação.

    A nossa Constituição diz que todos são iguais, e que a lei é cega, mas esquece de que nossos magistrados, exceto alguns abnegados, todos sabem ler muito bem em braile.  Quem tem formação universitária fica em celas especiais até o julgamento final, os políticos tem foro especial e imunidade parlamentar e tornam-se quase intocáveis.  A magistratura gasta seu rico orçamento em construção de fóruns suntuosos e que muitas vezes não são funcionais, boa parte é usada em privilégios pessoais e tornam seus vencimentos e suas mordomias muito além do que é decente..

    Se a magistratura usasse com parcimônia as verbas que lhe são destinadas, poderia convocar muito mais auxiliares e assim fazer andar os processos que lhes são encaminhados e que ficam anos e anos a serem julgados.

    Desta mesma forma agem os políticos, onde a grande maioria esquece a ética de seus partidos, esquecem a responsabilidade para com seus eleitores, e muito menos com a situação do Brasil, pois o que realmente interessa são seus privilégios pessoais.  Onde está a Lei para inibir este poder paralelo exercido pelas facções criminosas que estão desmoralizando os poderes constituídos, afrontando as polícias e os cidadãos, julgando e condenando à morte qualquer elemento que contrarie seus interesses.

    Todos os dias ouvimos nos noticiários pessoas assassinadas no momento do assalto, muitas delas sem terem nem reagido.

    Assim pensam e agem os grandes bandidos.  Lei? Ora a lei, a lei sou eu!

     

    J.Barreto

  • Locomoção periogosa | Pedro Israel Novaes de Almeida
    01 de dezembro, 2016

            Os acidentes aéreos são facilmente transformados em manchetes, pelo número de vítimas e comoção que causam.

              Contudo, continuam sendo um meio seguro e rápido de locomoção. No Brasil, morrem mais pessoas em quedas de cavalo e bicicleta que em quedas de avião.

                Apesar das estatísticas, filiamo-nos ao grupo de pessoas com medo de acidentes aéreos.  Ao alçar voo, sentimos que o avião está prestes e raspar a traseira na pista.

                Durante o voo, tentamos disfarçar o medo, e sequer as bem escondidas pernas da aeromoça atenuam a sensação de que estamos ao inteiro dispor de um conjunto falível de engrenagens e dispositivos eletrônicos. 

                A diferença entre o avião e o ônibus pode ser notada na maneira como os passageiros descem. Quem desce de um ônibus assume feições de cansaço e vontade de encontrar um banheiro, e quem desce de um avião revela ares de alegria, pela sobrevivência, e de estrelato, pelo status do transporte.  São poucas as postagens na rede, de fotos em rodoviárias. 

                No Brasil, amargamos um vergonhoso número de vítimas dos sistemas de transporte. Motociclistas morrem e são mutilados aos milhões, sempre buzinando e buscando uma fresta na pista, por onde possam transitar.

                A figura do carona, na moto, desafia e desacredita todos os manuais e princípios de segurança do planeta, assemelhando-se a nossos passageiros de ônibus urbanos, que viajam, em regra, em pé, ou sentados, sem o quase obrigatório cinto de segurança. Motoristas de coletivos costumam dirigir com a mesma delicadeza com que transportam madeira ou tijolo.

                Em muitos municípios, os veículos escolares transportam crianças em condições desumanas. Em regra, os pneus carecem de perucas, e os assentos de menos buracos.

                Geralmente, nossos motoristas consideram ofensa grave serem ultrapassados, acelerando à menor das tentativas.   Outros, exigem prioridade e respeito ao estilo e valor do veículo que dirigem. Até na blitz, condutores de veículos menos nobres são tratados como delinquentes, até prova em contrário.

                Pedestres, alguns atrevidos, adoram pisar na faixa branca, mesmo nos cruzamentos com semáforos. Com razão, odeiam ser advertidos pelo não uso da passarela, mesmo quando a mais próxima está localizada a dezena de quilômetros.  

                Em matéria de transportes, nosso risco é permanente.

                                                                                         pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

  • Políticos... | João Antonio Pagliosa
    28 de novembro, 2016

    Vamos falar sério, políticos infernizam a vida do cidadão comum... Eles causam um desassossego tamanho GGG... Produzem quase nada... E, gastam uma barbaridade...

    É fácil gastar dinheiro cujo labor é quase nenhum... É cômodo sustentar-se mutuamente em conluios de noitadas nababescas... Um defende o outro, e no final, “pizzas” de mil sabores com vinho demi-sec...

    E esta classe briga por foro privilegiado... M I S E R I C Ó R D I A !

    É uma casta de pessoas que (exceções são raras), trapaceia, engana, mente, extorque, rouba. Vilipendia e se enche de soberba... E são apadrinhados e defendidos por instâncias superiores... E, meus caros, isso é de longa data... Vamos aos fatos, com a leitura de Atos, capítulos 24 em diante.

    Naquela época, logo após a morte de Jesus, os judeus queriam a todo custo matar Paulo. Eles o perseguiam sem dar-lhe nenhuma trégua, simplesmente porque Paulo, que anteriormente perseguia os cristãos, agora pregava a palavra de Jesus, e informava a quem quisesse ouvir que o Filho de Deus estava vivo.

    Então o apóstolo Paulo, foi levado com segurança pelos soldados romanos, até o governador Félix, na cidade de Cesaréia. Ali ele ficou detido por ser considerado como o principal agitador da seita dos nazarenos, e como um profanador do templo judeu.

    Passado alguns dias, Félix com Drusila, sua esposa, passaram a ouvi-lo a respeito de sua fé em Cristo Jesus.

    Durante dois anos, o governador Félix manteve Paulo detido na cidade de Cesaréia; e tentou por várias vezes extorquir-lhe dinheiro para libertar o apóstolo, o qual se recusava porque sabia que não cometera crime algum. Propina? Nem pensar, raciocinava Paulo...

    Então, Pórcio Festo veio suceder a Félix, assumindo o governo da província.

    E, de imediato, os principais sacerdotes e os maiorais dos judeus pediram a Festo que trouxessem Paulo à Jerusalém, porque queriam preparar-lhe cilada para mata-lo.

    Mas o governador nada fez e continuou com a detenção de Paulo, o qual não poderia sair dos imites da cidade de Cesaréia.

    Então, o rei Agripa veio a Cesaréia para saudar o novo governador,  e nessa ocasião, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, informando-o que aquele homem encontrava-se detido há bastante tempo, e que ele não representava ameaças a ninguém.

    E Agripa disse à Festo: “Eu também gostaria de ouvir este homem.”

    Ora, os judeus queriam matar Paulo porque diziam que ele mentia e enganava a população, dizendo que Jesus estava vivo. Por outro lado era cômodo para os romanos, silencia-lo, afinal as suas falas a respeito de Jesus e do Reino de Deus cativavam e entusiasmavam multidões que esperavam para ouvi-lo, e esta onda de  cristianismo se agigantava e incomodava o poder constituído.

    Mas Paulo era cidadão romano e portanto, sujeito a legislação romana, e a única acusação que pesava sobre ele era sua categórica afirmação que Jesus estava VIVO.

    Como vivo, se centenas de pessoas o viram morrer na cruz do Calvário?

    Sim, Ele estava vivo! Vivo porque ressuscitou dentre os mortos. E outras centenas de pessoas tiveram contato com Jesus ressuscitado, ao longo de quarenta dias... Algumas pessoas inclusive cearam com Jesus...

    E Agripa ouviu Paulo. E Paulo fez sua defesa evidenciando a Agripa (o qual era bisneto de Herodes que mandara assassinar as crianças com menos de dois anos por ocasião do nascimento de Jesus), que ele Paulo, tinha sido soldado romano, e como fariseu recebera autorização dos principais sacerdotes e encerrara muitos santos na prisão, e contra os cristãos, Paulo dava o seu voto quando os matavam.

    E Paulo contou ao rei Agripa acerca de sua experiência com Jesus à caminho de Damasco. Falou-lhe da sua cegueira e de sua cura pelas mãos de Ananias, sob orientação de Deus; e disse-lhe que a partir da recuperação de sua visão, ele se convertera ao cristianismo e iniciou suas pregações, primeiramente aos de Damasco, e em Jerusalém, e por toda a região da Judéia, e aos gentios, e a todos que encontrava, para que se arrependessem de seus pecados e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.

    E disse à Agripa: “Por causa disso os judeus me prenderam, e estando eu no templo, quiseram matar-me.”

    Ora, muitos sabiam que o túmulo de JESUS estava vazio... Por certo, o rei Agripa sabia também... E Agripa entendia que Paulo não representava nenhuma ameaça ao poderio de Roma... Ele compreendia que Paulo nada fez passível de morte ou de prisão, então, por que mantê-lo detido?

    E Agripa dirigindo-se a Festo, disse-lhe:”Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César.”

    Ao invés de simplesmente soltá-lo, eles o enviaram para Roma... Esses políticos...

    Félix atrasou em dois anos o trabalho de evangelização de Paulo, tentando receber uma propina...

    A ganância de homens que detém algum poder, sucede há mais de dois mil anos... As coisas ruins da cabeça do homem, nada mudaram nestes vinte séculos...

    E o homem nada aprende com a história... Ele repete os mesmos erros de sempre... Portanto, NÃO confie no homem, conforme está em Salmos 118:8.

    Registro que uma das cenas mais hilárias que vi foi o espernear do Garotinho por ocasião de sua prisão ocorrida nesta semana. Gente do céu, parece haver luz no fim do túnel...

    Corruptos de plantão, um pequeno alerta: Penso ser melhor colocarem suas barbas de molho, e mudar procedimentos...

    O Brasil começa a mudar... Glória a Deus!

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 26 de novembro de 2016

      

  • Vocações | Pedro Israel Novaes de Almeida
    22 de novembro, 2016

                    Quem faz o que gosta faz bem feito.

                Existem ocupações onde a arte e técnica se encontram em harmonia. O jardineiro vocacionado cuida das plantas como quem pinta um quadro ou escreve um livro.

                Cuidadores de idosos, alguns, não apenas repetem os procedimentos do ofício, mas acrescentam solidariedade e transmitem confiança. Cuidadores de animais, quando bons, alegram e são saudados, quando chegam.

     Cozinheiras, as melhores, são capazes de imprimir sabores além dos esperados pela análise fria dos ingredientes. Costumam ser exímias no preparo de alimentos que agradam, a partir de qualquer conjunto de materiais disponíveis.

                Os bons ordenhadores tranquilizam as vacas, pela simples chegada, fazendo-as verter leite. Existem pessoas de dedo verde, que produzem viço já no primeiro trato.

                Mecânicos de outrora, sem a sofisticação dos recursos de hoje, montavam peças e recompunham dispositivos a partir de restos de metal jogados em um canto qualquer. Chargistas conseguem, mesmo olhando de relance, identificar o traço característico de qualquer pessoa.

                Profissionais de teatro incorporam personagens e ambientes como se saíssem de si mesmos, chorando lágrimas reais ou gargalhando de maneira contagiosa. Dominam as emoções a ponto de serem por elas dominados.

                A vocação predispõe o brilho e a eficiência, e quando descoberta conduz, quase sempre, à valorização profissional. Quem faz o que gosta não aplaude feriados, e consegue sensações de felicidade, ganhando centavos ou milhão.

                Existem, contudo, vocações pouco elogiadas. Conheço pessoas especializadas na geração subliminar de intrigas e indisposições, no ambiente que frequentam.

                A desonestidade parece ser uma vocação, e até milionários seguem corrompendo e sendo corrompidos, ainda que para obter alguma vantagem de que não necessitam ou de que jamais usufruirão.

                A descoberta da vocação é crucial no encaminhamento profissional dos jovens, quase sempre dificultada pela rotina do dia-a-dia, que nem sempre gera oportunidades de saberem a atividade predileta.

                Muitas vezes, a vocação é descoberta já na terceira idade, quando o bancário aposentado monta sua oficina na garagem, pinta seu primeiro quadro, canta mesmo quando não está tomando banho, escreve seu primeiro verso ou vai militar, como voluntário na ONG do bairro.

                O caminho certo à infelicidade é dedicar-se a atividade que não gera satisfação pessoal, pelas ilusórias valorizações sociais ou enganadores acréscimos de tostões.

                                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

  • Criatividade educacional | João Antonio Pagliosa
    21 de novembro, 2016

    Creio que o ensino acadêmico brasileiro precisa de uma repaginada. Parece-me metódico demais, talvez robotizado demais... Entendo eu, de uma mesmice nauseante... E, acho que algo deve ser feito...

    Tenho três filhos estudando; o caçula faz a sexta série do primeiro grau; os outros dois são universitários e cursam Direito. Todos em escolas particulares.

    E claro, eu faço comparações entre o ensino daqui e o ensino dacolá... Os estudantes asiáticos, por exemplo, tem praticamente o dobro de horas aula por dia, com relação aos estudantes brasileiros. Eles possuem disciplina rígida, (inclusive, limpam a sala de aula após o encerramento das atividades de aula), além de alimentação adequada, equilibrada e saudável. Mas o que se ensina é significativamente superior e de melhor conteúdo.

    Resumindo: Estudantes de países outros, são mais e melhor preparados para o mercado de trabalho, que os estudantes brasileiros.

    Mas o que desejo enfatizar é que alguns alunos não suportam mais a monotonia de seus cotidianos, em sala de aula. Também por isso se rebelam tanto... E os professores, ao invés de tornar suas aulas atraentes, reúnem-se para solicitar mais recursos amparados por sindicatos pouco interessados em mudar cenários na Educação. Lástima!

    Parece-me necessário a mescla de algo novo para estimulá-los... Eles precisam estar motivados a frequentar as aulas, e não é isso que presencio. Acho que os professores precisam considerar este alerta, e talvez, mudar alguns procedimentos.

    Professor que ama ensinar encontra sempre formas de tornar suas aulas bem estimulantes. É preciso ser criativo e nunca temer criar coisas novas. É preciso ousar!

    Há teses na Psicologia que garantem que no instante em que o lado esquerdo de nosso cérebro está trabalhando, o lado direito está paralisado. Isso é real!

    Descobriu-se, há não muito, que o pensamento criativo do homem e da mulher, só é exercido quando os dois lados de seus cérebros são exercitados simultaneamente, mas fazer isso exige algum treinamento. E isso funciona. E funciona com muita adequação. Por quê?

    Porque os dois lados do cérebro humano “pensam” de maneira distinta. Observe:

    O lado esquerdo de nosso cérebro é essencialmente analítico ou frio e calculista. O lado direito, entretanto, é essencialmente criativo, quente e intuitivo.

    Em síntese, nosso pensamento lógico, racional, cético, cauteloso, repetitivo, analítico, SEMPRE é exercido pelo lado ESQUERDO. Já o pensamento amplo, criativo, intuitivo, aberto, meditativo, artístico, receptivo, SEMPRE é exercido pelo lado DIREITO.

    Qualquer pessoa que queira ser um solucionador de problemas, jamais poderá se limitar a formação acadêmica. Ele precisará ir mais fundo, expandindo seu cérebro através de muita leitura, muita reflexão, muito exercício físico e sempre com alimentação equilibrada e saudável.

    Aquele que possui a capacidade de fazer funcionar simultaneamente ambos os hemisférios de seu cérebro, este é um solucionador de problemas. Ele ilumina porque sua mente é mais criativa!

    Você sabe definir se é uma pessoa racional? Ou pessoa emocional? Veja no google e faça o teste... Você se conhecerá um pouco mais.

    Diversifique sempre as suas ações, e desenvolva uma mente mais criativa através de:

    CAPTURE NOVAS IDEIAS: Se você tem um problema, medite sobre ele. Pense por que esse problema surgiu e como você o alimentou para que crescesse tanto. Então, arquitete ideias para diminui-lo e extermina-lo.

    DESAFIE-SE TODOS OS DIAS. Arrisque-se a fazer coisas que você nunca fez, ou coisas que ainda não sabe fazer. Aprenda uma nova língua. Aprenda a tocar um instrumento musical. Aprenda a andar de motocicleta. Aprenda a brincar com os joguinhos de computador que encanta a galerinha. (tais joguinhos são fantásticos para exercitar o cérebro)

    AUMENTE SEUS CONHECIMENTOS. Estude mais tudo aquilo que você já sabe. Estude assuntos novos como fabricar cerveja artesanal, fazer queijo, fazer sabão ou sabonete, fazer velas decorativas. Invente, vivente! Isso torna a vida uma alegria!

    CONHEÇA NOVAS PESSOAS E NOVOS LUGARES. Viaje mais e aproveite mais a vida... Lembre-se sempre que caixão de defunto não, possui gavetas... Você não levará nadinha...

    Você será muito mais criativo e se tonará uma pessoa mais interessante se seguir essas orientações simples... Mas não faça auto sabotagem porque auto sabotagem é um mecanismo de defesa natural de seu corpo. Seu corpo quer repouso, mas não dê repouse a ele...

    Nunca procrastine ações que o levarão a outro patamar de desenvolvimento pessoal e social... Integre-se mais a vida... Integre-se mais ao corpo de Jesus Cristo... Faça isso sem mais delongas. Você entenderá as maravilhas à sua volta.

    Auto sabotagem também pode ser definida como Síndrome do Benefício Secundário!

    É importante também, fazer um Diário de Gratidão, porque este é um exercício incrível para ampliar a sua criatividade, e ele consiste em elencar e escrever setenta coisas que você tem para agradecer.

    Faça isso todas as noites antes de deitar. E faça durante 21 noites consecutivas. Tudo o que você faz por 21 dias consecutivos vira um hábito em sua vida.

    Aprenda a cultivar hábitos saudáveis, se quiser viver muito e com alegria no coração.

    Em 1 Tessalonicenses 5:18 há uma pérola: “Dai graças por tudo em toda e qualquer circunstância, porquanto essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”

    A ciência médica comprovou a existência de um coeficiente de inteligência espiritual. Tal coeficiente é extremamente alto em pessoas que vivem em espírito, isto é, que seguem os ensinamentos de Jesus Cristo, de longe o melhor “coach” que conheço.

    São estas pessoas que Deus quer usar como ferramentas para levar milhões para a glória dos céus. Talvez, você... querido leitor!

    Abra-se para o novo... E transforme-se em nova criatura...

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 17 de novembro de 2016.

     

     

  • Sempre que você se propõe a realizar algo diferente | João Antonio Pagliosa
    21 de novembro, 2016

    Sempre que você se propõe a realizar algo diferente, a executar um novo projeto que lhe exigirá tempo e suor, é natural que anseie por reconhecimento das pessoas que lhe são caras, daqueles mais chegados, daqueles que lhe são íntimos.

     

    Porém, quase sempre, as pessoas frustram expectativas. Dão pouco caso e reagem com indiferença as suas conquistas.

     

    Não se abale! Isso é normal e por incrível que pareça é o pessoal de casa que dará menos relevância ao que você realiza. O próprio Jesus Cristo sofreu isso e é indiscutível que santo de casa não faz milagre!

    Sei que nunca desenvolveremos intimidade com o Espírito Santo, enquanto depositarmos nossas esperanças em outro ser humano. Sabe por quê?

     

    Simplesmente porque as pessoas são muito falhas e a bíblia nos ensina que não há nada de bom em nossa carne e que qualquer ser humano, por mais firme que seja, é totalmente vaidade.

     

    Deus deseja muito ser buscado por cada um de nós. E Ele usa as decepções que sofremos para que esta busca seja mais amiúde, mais intensa, mais dependente.

     

    Então, leitor, abrace suas decepções como um alento no sentido de entender que Deus realmente se importa com você, que Ele o ama profundamente, que Ele quer intimidade com você e que a sua opinião é a única que realmente deve lhe interessar.

     

    Nunca se magoe e nunca se aborreça com a frieza emocional das pessoas. Aprenda a viver na dependência exclusiva de Deus.

     

    Precisamos viver na dependência do Senhor e Ele usa nossas decepções como um freio no ímpeto natural que possuímos, de depender de outras pessoas. É um erro depender de pessoas! E muitos não se dão conta disso!

     

    Nunca se decepcione com seus líderes espirituais, nem com sua Igreja e muito menos com Deus, caso esteja atravessando períodos difíceis. Quando o seu sofrimento parecer desmedido e fora de propósito, é sinal claro que algo das mãos de Deus está para lhe alcançar.

     

    Não esmoreça e mantenha-se firme na palavra do Senhor porque a obsessão do inimigo é abortar o seu milagre e ele sabe antecipadamente quando a graça de Deus lhe é destinada. Então, ele faz o impossível para lhe tirar a paz, para você desistir de Deus.

     

    Desligue-se do passado, foque o seu presente o todo o seu futuro, na presença de Deus.

     

    Tudo o mais é irrelevante. E para seu conforto, convido-o a ler Salmos 126.

     

    Com meu carinho.

    João Antonio Pagliosa

     

    Curitiba, 12 de novembro de 2016

     

  • Puxa-sacos | Pedro Israel Novaes de Almeida
    16 de novembro, 2016

    O mundo sempre esteve repleto de puxa-sacos.

                O dano que causam pode ser comparado aos causados pelos corruptos, cujos crimes podem resultar em condenações criminais. A rigor, o puxa-saco não comete crime punível.

                No ambiente de trabalho, o puxa-saco valoriza e enaltece até os méritos que o chefe não possui, e rola de rir antes mesmo do chefe completar a piada. Normalmente, é uma criatura afável e cativante, pois só emite as opiniões desejadas por quem as ouve.

                Com isso, acaba ultrapassando os colegas de trabalho que agem com mais naturalidade, conquistando as promoções que surgem.  Atua como sabotador dos sistemas de avaliações funcionais.

                Os avanços da humanidade só ocorreram quando a legião de puxa-sacos não conseguiu seu intento, que é manter tudo como está, para levar vantagem naquilo que fica. Como o puxa-sacos jamais emite opinião contrária aos poderosos, é incapaz de gerar inovações.

                Minha única e frustrada carreira, como puxa-saco, durou cerca de meia hora, e graças a Deus foi demolida pelo gigantesco zero que consegui, do saudoso professor Serrano, quando cursava o primeiro ano ginasial, em Avaré. O tema da redação era “Recreio”, e o bobo aqui iniciou escrevendo que “...o recreio era um período triste, pois estaria afastado dos ensinamentos do mestre...”.

                É o puxa-saquismo que apodrece os centros de poder, induzindo o mandatário à noção de que é Deus, sempre repleto de razão. O puxa-saco público trabalha para o superior hierárquico, não para o país, estado ou município.

                Existem, milhões, puxa-sacos de ocasião, que atuam, preferencialmente, em eleições. Enquanto as urnas não são abertas, consegue o milagre de agradar todos os candidatos, e parecer isento, mas logo inicia sua atuação virulenta, junto ao eleito.

                Alguns passam a vida inteira atuando, sem conseguir qualquer benefício com a atuação. Por serem iniciantes, ou mal disfarçarem o vício, acabam desacreditados.

                A humanidade caminha através do embate civilizado de ideias e contraposição ética de procedimentos, o que, por definição, exclui os puxa-sacos.

                Servientes e despersonalizados enquanto subalternos, demonstram-se cruéis e personalistas quando poderosos. Compõem, juntamente com corruptos, preconceituosos e tiranos, a mais daninha das escórias.

                                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.       

  • Autenticidade e transparência | João Antonio Pagliosa
    13 de novembro, 2016

    É muito raro nos depararmos com pessoas que falam o que pensam, e que demonstram o que sentem, sem constrangimentos. Pessoas assim quase não mais existem!

    A impressão que temos é que a maioria age de forma teatral, apenas para satisfazer o interesse de outros, e assim não se incomodar.

    Iludem-se, e são iludidos.  E são falsos... Falsos como nota de três reais!

    Há falta de autenticidade nas pessoas. Há falta de transparência naqueles que nos cercam. Elas dizem o que os outros querem ouvir, e frequentemente não dizem o que os outros precisam ouvir... Tudo para não se incomodar... Para não sair de sua zona de conforto... Assim é nosso mundo contemporâneo.

    Em Lucas, capítulo 19, lemos sobre a salvação de Zaqueu, o chefe dos publicanos, homem rico e de baixa estatura, que ansiava ter um contato com Jesus. Ele queria muito vê-lo... Se possível tocá-lo.

    Com pequena altura, a multidão impedia Zaqueu de ver Jesus, daí correu adiante da massa de pessoas e subiu numa figueira para melhor contemplar Jesus, o qual passaria por ali em poucos instantes.

    Em hebraico o nome Zaqueu significa justo, e ele não era um simples cobrador de impostos. Era sim, um gerente geral das arrecadações de tributos de Jericó, e ganhava um percentual sobre o trabalho de todos os demais publicanos daquele distrito, uma região rica e próspera, e de terras mui férteis.

    E havia um grande desejo no coração de Zaqueu, e enorme curiosidade de ver Jesus, uma curiosidade muito diferente da incredulidade de muitas pessoas que integravam aquela multidão que acompanhava o Filho de Deus.

    Ora, Jesus sabia muito bem quem era Zaqueu, e se aquele cobrador de impostos queria vê-lo, Jesus queria estar onde o coração de Zaqueu estava. 

    E Zaqueu, bem acomodado no alto daquela figueira, ficou estarrecido e deveras surpreso, quando o Mestre olhou para o alto e lhe disse: “Zaqueu, desce depressa porque preciso ficar hoje em sua casa.”

    No mesmo instante Zaqueu desceu, e apressado o recebeu com a maior alegria. Jesus em sua própria casa... Que alegria para ele... Quanta honra!

    Prezado leitor, Deus é apaixonado por família; e Ele quer lares em paz e em harmonia... E as nossas casas nem sempre estão preparadas para receber visitas inesperadas, não é mesmo?

    A família é um maravilhoso projeto de Deus, e é uma Instituição tão sagrada quanto a própria Igreja... E Deus ama estar dentro de nossos lares, compartilhando as nossas intimidades e as nossas alegrias... 

    Porém, o nosso pior lado muitas vezes se revela dentro de casa. É na intimidade do lar que mostramos quem somos de fato. É ali que retiramos as nossas máscaras.

    É muito provável que essa tenha sido a principal razão da visita de Jesus a casa de Zaqueu; uma casa que aparentemente não tinha problemas.

    Não tinha problemas? Pois sim...

    O problema da casa de Zaqueu é que ele era ladrão! Um ladrão contumaz!

    Assim, quando sua esposa ou seus filhos saíam à rua, eles eram criticados e muito mal vistos pela população de Jericó. Onde quer que fossem eram humilhados e ofendidos publicamente, pois o povo sabia que o imposto cobrado era acima daquele exigido pelas autoridades.

    E para piorar, eles não eram judeus. A família de Zaqueu era dos gentios e, portanto, hereges. Então, vivia um drama, todos os dias...

    E, diante de Jesus, o chefe dos publicanos reconheceu que roubava na cobrança dos impostos da população, (por isso o detestavam), e os erros dos chefes de famílias se refletem sobre todos os membros dessa família, de sorte que as zombarias e as chacotas eram sofridas por cada um deles... E isso, certamente não é fácil de suportar.

    Reflita sobre qual é o problema no seio de sua família, prezado leitor? Como esse problema que você gera, afeta a vida de seu cônjuge e de seus filhos?

    Certamente, Zaqueu estava farto de viver sendo diariamente humilhado pela população, por isso, sem hesitar, ele disse a Jesus: “O problema aqui em minha casa, sou eu. Eu sou um ladrão e há dinheiro sobrando aqui. É um dinheiro que não nos pertence.”

    É necessário que reflitamos sobre o nosso procedimento no íntimo de nossa casa. Será que o problema sou eu? O que eu tenho feito que porventura possa desestruturar a estabilidade e a harmonia de meu lar?

    Em Lucas 19 : 8, Zaqueu reconhece que rouba e se compromete a devolver o que roubou, na frente de uma multidão de pessoas. E diante dessa declaração, Jesus lhe disse: “Hoje houve salvação nesta casa, pois este homem também é filho de Abraão.”

    A salvação entrará quando houver mudança de atitude! São mudanças comportamentais que irão trazer os familiares à Igreja. Nós precisamos ousar fazer as coisas de forma diferente. De forma correta!

    Jesus quer estar também em sua casa... E Ele quer abençoar todos os membros de sua família... Mas, é preciso terminar as transgressões... É preciso parar de enganar...

    E Zaqueu mudou tudo em sua casa... Acabou a extorsão aos pagadores de impostos... Daí a grana ficou mais curta e eles precisaram administrar com mais rigor os seus gastos... Mas houve paz e harmonia naquele lar...

    E quando saíam as ruas não eram mais humilhados por ninguém... Que maravilha...

    A visita de Jesus mudou tudo... Zaqueu sabia que precisava tomar uma atitude...

    Mude você também... Comece convidando Jesus a visitar a sua casa... E seja sempre autêntico, sempre transparente... Nunca aparente aquilo que você não é... E consagre todo o seu trabalho a Deus...

    Sua vida será um oásis no deserto...

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 12 de novembro de 2016.

    Este artigo foi redigido com base na ministração da pastora Karina Minoru, na Igreja Nova Jerusalém, de Rio Branco do Sul, em 06 de novembro de 2016. 

     

  • Reforma do ensino médio | Pedro Israel Novaes de Almeida
    09 de novembro, 2016

    A pretendida reforma do ensino médio tem gerado aplausos entusiasmados e contestações veementes.

                Na verdade, não é a solução para todos os problemas, nem fere de morte nossos estudantes. No grau de radicalismo político, a que chegamos, qualquer iniciativa gera reações extremadas, que conturbam a discussão e pouco elucidam o tema.

                A situação atual de nosso ensino médio é calamitosa, e vitima os milhões de brasileiros que por ele transitam. Outrora, o estudante tinha a opção de escolher entre o Científico, Clássico ou Normal, conforme sua vocação para as áreas humanas ou exatas.

                Com o tempo, tudo acabou afunilado para uma sopa comum de matérias, acabando por ensinar pouco, buscando ensinar tudo. Foi solenemente desrespeitada a preferência e tendência vocacional de cada aluno.

                O resultado, óbvio, foi a elevada taxa de evasão e os péssimos resultados nos testes de aprendizado. Os estudantes, em sua maioria, terminam o ensino médio sem uma formação técnica, útil ao emprego, e sem uma base teórica que permita adentrar uma universidade de alto nível.

                Aos que encerram a vida escolar no ensino médio, imensa maioria, resta emoldurar o diploma e tentar uma vida profissional, sem qualquer formação específica. Aos que pretendem continuar os estudos, resta a frequência a cursinhos, se puderem custeá-los, ou a aventura do autodidatismo.

                Nossos secundaristas possuem matérias em excesso, e pouco tempo para assimilar todos os conteúdos. A solução, óbvia, passa pela diminuição do número de disciplinas, e a disponibilização de outras, à escolha dos estudantes.

                Toda disciplina tem seus fundamentos, utilidades e adeptos, e a eleição das que serão desprestigiadas, como Educação Física, Sociologia e Filosofia, funciona, sempre, como uma declaração de guerra. Não cremos catastrófica a retirada de tais disciplinas.

                A pretendida reforma prevê o aumento das horas de estudo e permanência na escola, iniciando uma escalada rumo ao período integral, que exige estruturas e recursos ainda não disponíveis.  Esse, a nosso ver, o aspecto mais intrincado da matéria, por envolver também a valorização da docência.

                A reforma do ensino médio vem sendo discutida há décadas, e é urgente, motivo de haver sido encetada por via de Medida Provisória. No Congresso, as discussões envolvem audiências públicas e oitiva dos segmentos interessados.

                O país vem sendo acometido por inusitado assembleísmo, e é impossível discutir o tema com cada grupo de 5 ou 10 alunos. A reforma não é uma obra acabada, e sempre haverá a possibilidade de correção de rumos. O importante é, ainda que tardiamente, iniciá-la.

                                                                                   pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                                                   

  • A reforma não vem | Pedro Israel Novaes de Almeida
    06 de novembro, 2016

                    Passadas as eleições municipais, nossos legisladores ensaiam reformas políticas, com vistas ao pleito de 2018.

                Políticos, operando reformas, são como alcoólatras determinando o horário de funcionamento do boteco.  As tais mudanças na legislação eleitoral raramente inspiram consensos, e acabam limitadas às bijuterias de sempre.

                Dificilmente, na verdade impossivelmente, será restituída à Câmara de Deputados o papel de representar a população. Um deputado de um pequeno estado nordestino representa alguns milhares de eleitores, enquanto um deputado paulista representa centenas de milhares de eleitores, e ambos possuem as mesmas prerrogativas.

                Todos reclamam do elevado número de partidos, hoje trinta e caminhando para cinquenta. Ocorre que nossos partidos não são ideológicos, à exceção de um ou outro.

                No Brasil, partidos são cartórios de pequenos grupos, que espalham diretórios país afora, como se fossem times de futebol. Diminuí-los, no atual contexto, nada mais seria que diminuir o número de pequenos grupos. Só.

                Nos Estados Unidos, é possível antecipar o posicionamento de um político, conforme seu alinhamento Democrata ou Republicano. No Brasil, são raros os sincera e convictamente comunistas, no próprio Partido Comunista do Brasil.

                Mesmo reconhecendo a pequena representatividade partidária, são vedadas as candidaturas de eleitores sem filiação. Por aqui, não acabam necessariamente eleitos os mais votados, e o voto de um elege outro.

                Dizem, cinicamente, que os pleitos asseguram a igualdade, entre os postulantes, mas é possível participar do pleito sem o afastamento do cargo. O tempo de publicidade é extremamente injusto e concentrador, premiando partidos tradicionais, com muitos representantes na Câmara dos Deputados.    Como pode o Zé da Couve ter mais tempo de publicidade que o Dito do Alface, quando disputam a mesma prefeitura de Riachão dos Afogados ?

                As eleições municipais transcorreram quase franciscanas, e há no ambiente um cheiro indisfarçável de retorno das doações de pessoas jurídicas, premiando o poder econômico e estimulando a corrupção. A possibilidade de reeleição persiste rija e forte.

                Há os que anseiam pela votação em listas partidárias (amigos dos donos de cartórios partidários), o que sepultaria de vez nossa perversa democracia. Aos eleitores caberia a função de apenas referendar as listas, não podendo optar por nomes que delas não constem.

                E ainda dizem, por aí, que somos uma democracia !

                                                                                   pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

  • A reforma não vem | Pedro Israel Novaes de Almeida
    06 de novembro, 2016

    Passadas as eleições municipais, nossos legisladores ensaiam reformas políticas, com vistas ao pleito de 2018.

                Políticos, operando reformas, são como alcoólatras determinando o horário de funcionamento do boteco.  As tais mudanças na legislação eleitoral raramente inspiram consensos, e acabam limitadas às bijuterias de sempre.

                Dificilmente, na verdade impossivelmente, será restituída à Câmara de Deputados o papel de representar a população. Um deputado de um pequeno estado nordestino representa alguns milhares de eleitores, enquanto um deputado paulista representa centenas de milhares de eleitores, e ambos possuem as mesmas prerrogativas.

                Todos reclamam do elevado número de partidos, hoje trinta e caminhando para cinquenta. Ocorre que nossos partidos não são ideológicos, à exceção de um ou outro.

                No Brasil, partidos são cartórios de pequenos grupos, que espalham diretórios país afora, como se fossem times de futebol. Diminuí-los, no atual contexto, nada mais seria que diminuir o número de pequenos grupos. Só.

                Nos Estados Unidos, é possível antecipar o posicionamento de um político, conforme seu alinhamento Democrata ou Republicano. No Brasil, são raros os sincera e convictamente comunistas, no próprio Partido Comunista do Brasil.

                Mesmo reconhecendo a pequena representatividade partidária, são vedadas as candidaturas de eleitores sem filiação. Por aqui, não acabam necessariamente eleitos os mais votados, e o voto de um elege outro.

                Dizem, cinicamente, que os pleitos asseguram a igualdade, entre os postulantes, mas é possível participar do pleito sem o afastamento do cargo. O tempo de publicidade é extremamente injusto e concentrador, premiando partidos tradicionais, com muitos representantes na Câmara dos Deputados.    Como pode o Zé da Couve ter mais tempo de publicidade que o Dito do Alface, quando disputam a mesma prefeitura de Riachão dos Afogados ?

                As eleições municipais transcorreram quase franciscanas, e há no ambiente um cheiro indisfarçável de retorno das doações de pessoas jurídicas, premiando o poder econômico e estimulando a corrupção. A possibilidade de reeleição persiste rija e forte.

                Há os que anseiam pela votação em listas partidárias (amigos dos donos de cartórios partidários), o que sepultaria de vez nossa perversa democracia. Aos eleitores caberia a função de apenas referendar as listas, não podendo optar por nomes que delas não constem.

                E ainda dizem, por aí, que somos uma democracia !

                                                                                   pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

  • Qual liderança | J. Barreto
    07 de novembro, 2016

    Ter liderança é uma característica de quase todos os mamíferos, pois só assim conseguem a sobrevivência de seu grupo e da sua espécie. O ser humano não foge a esta regra, e digo mais, se assim não fosse ainda seríamos primatas. Os lideres são os que regem a ordenação de cada conquista de seu grupo, embora eles nem sempre sejam o agente criador. Foi assim de conquista em conquista que chegamos ao homo sapiens e continuamos até hoje.  

    As lideranças sempre tiveram o contraponto entre as lideranças do bem e as lideranças do mal, e todas deixaram suas consequências, embora muitas vezes tenham sido o inverso do esperado. Desde quando os homens conseguiram registrar os fatos da história, sejam por meio da transmição oral, seja pelos simbolismos ou pelas formas caligráficas, as lideranças do mal tiveram triunfos que perpetuaram seus feitos, mas que na realidade só enalteceram seus líderes, sem nada deixar de positivo para as novas gerações. Já as lideranças do bem se perpetuaram dando frutos de geração em geração, e continuam dando frutos para sempre. Os maiores líderes de todos os tempos foram os fundadores das grandes religiões; por exemplo, o judaísmo, o cristianismo, o islamismo, o xintoísmo, o budismo e outras mais, que estão atuando a milhares de anos, e que continuam orientando as ações de seus adeptos.

    Infelizmente está faltando lideranças do bem tanto no âmbito regional quanto no âmbito universal. Qual é o grande líder em quem as demais nações possam depositar sua confiança, se nem mesmo em suas próprias terras eles conseguem? O líder natural seria o presidente americano, mas na realidade o que vemos são duas figuras buscando o poder, mas que não transmitem a confiança aos seus próprios conterrâneos.

    No Brasil atual temos uns arremedos de liderança que não vão além de seus próprios grupelhos, mas sem nenhum carisma para congregar a nação. Nunca votei no Lula, mas quando aquele garoto emigrante, aquele operário carismático recebeu a faixa presidencial, e iniciou seu governo vislumbrei um líder capaz de projetar o Brasil no conceito das nações, e de que cada cidadão tivesse o orgulho de ser brasileiro. Mas a ganância e a sensação de onipotência subiram à sua cabeça e quem pensou que tudo podia, hoje é uma triste figura em plena decadência, o qual deixou a nação acéfala.  Também não votei no Jô, mas como cidadão que ama esta terra vou torcer e rogo à Deus que ele possa fazer um bom governo, pois sendo ele ainda moço, talvez possa aí estar surgindo um legítimo líder para nossa cidade. Vamos dar um voto de confiança a ele, e naquilo que nos couber vamos colaborar, mas sem buscar contrapartida.

    Sejamos todos, CIDADÃOS DO BEM.

    J.Barreto

  • Ditos populares | Pedro Israel Novaes de Almeida
    27 de outubro, 2016

              Os ditos populares atravessam séculos, e podem ser produtos da observação direta de fatos que se repetem ou mesmo da disseminação de preconceitos e ignorâncias de uma ou outra época.

                O mais sábio e acertado dos ditos enuncia: “Pai rico, filho nobre e neto pobre”. O histórico da maioria das famílias demonstra tal sabedoria.

                Alguém enriquece, tende a criar o filho sem exigir dele algum esforço e este, criado como nobre, tende a não transmitir ao descendente a fortuna que herdou, liquidando-a em vida.

                O ditado serve como consolo aos desvalidos, que vivem argumentando haverem nascido na geração errada. Quando alguma família consegue driblar o adágio, com pai rico, filho rico e neto rico, teremos fundada uma monarquia, ou ditadura em país subdesenvolvido.

                Alguns ditados são produtos exclusivos da observação, como “Preto ou Japonês, quando pinta, tem cento e trinta”. Realmente, são tipos longevos.

                Para instar a adaptação ao meio, dizem que “Em rio com piranha, jacaré nada se costas”.  A frase integra o manual de iniciação à política.

                Pessoas naturalmente feias vivem esgrimindo o famoso “Quem vê cara não vê coração”. Pode não resolver, mas alivia.

                Algumas frases foram criadas como tentativas de aplacar a quase irresistível tendência do viciado em jogos de azar, ou a sanha arrecadadora  de poder ou riquezas: “Quem tudo quer, tudo perde”.

                Há ditados muito repetidos, mas pouco acreditados, como “Dinheiro não traz felicidade”. Não traz, mas ajuda !

                Há ensinamentos já testados e confirmados, que asseveram: “Diga com quem andas e direi quem és”.   Não vale para agentes de escolta.

                Políticos recém eleitos, comissionados em geral e ganhadores de loterias devem haver inspirado o criador do famoso “ Quem nunca comeu, quando come se lambuza”.

                Relíquia da época do individualismo exacerbado e descompromisso social, ainda hoje ouvimos, vez ou outra, que “Quem pariu Mateus que o embale”.  O autor certamente pretendeu reafirmar a obrigação parental, ou a responsabilização por algum malfeito.

                Alguns ditos parecem preconceituosos, mas são úteis, em algumas situações. Assim, “Parece anel de brilhante, em focinho de porco”.

                Carteiros, muitos, já foram vítimas de ditados irresponsáveis, como o famoso “Cão que ladra não morde”. Esportistas jamais acreditaram que “Os últimos serão os primeiros”.

                Há enunciados que acabam corrigidos pela população. Assim, o sábio “Quem dá aos pobres empresta a Deus” acabou convertido em “Quem dá aos pobres e empresta, adeus”.

                Dizem, erradamente, que “A ocasião faz o ladrão”. Na verdade, a ocasião revela o ladrão.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                 

  • Tempo das cavernas | Pedro Israel Novaes de Almeida
    19 de outubro, 2016

    A humanidade caminha por entre avanços e recuos.

                Alguns avanços, como o respeito aos animais e novos comportamentos no trânsito, não admitem recuos, e os infratores acabam punidos na forma da lei, sempre severa.  Tais avanços acabam incorporados aos hábitos e valores de todos.

                Pouco ou nada avançamos justamente no quesito respeito humano, recordista em omissões e erros de autoridades as mais diversas, de todos os âmbitos.

                Qualquer cidadão pode equipar seu veículo com o mais potente dos equipamentos sonoros, e sair demonstrando sua idiotia fazendo tremer calçadas, de locais de comércio ou residências.  Pode conduzir seu inferno volante a loteamentos às margens de represas ou regiões de chácaras, onde a calmaria é sempre esperada.

                Tal cidadão dificilmente será obstado em seu percurso, ainda que passe por legiões de autoridades. É tamanha a sensação de impunidade que a caçamba de grandes caminhonetes mal consegue conter o enorme equipamento sonoro.

                Se algum vizinho pouco civilizado locar seu imóvel a festeiros de fim de semana, ou juntar os próprios amigos, terá adquirido o direito de produzir som alto a qualquer hora, inclusive madrugada adentro, impedindo o sono e perturbando o sossego de toda a vizinhança. Ao prejudicado, que ingenuamente julga habitar um país civilizado, com o aparato estatal sempre defensor de direitos básicos, resta o apelo à Polícia Militar, que nem sempre comparece ao local dos fatos.

                Quando comparece, a Polícia Militar solicita ao incomodante que diminua o som, e nem sempre é atendida. O incomodante, via de regra, não é conduzido ao plantão policial, e nada acontece  com o equipamento sonoro causador do crime ou contravenção.

                O cidadão, que ainda crê e respeita a PM, aprende que a repressão, no sentido de obrigar a cessação da violência sonora, que os próprios policiais testemunharam, não mais existe. Resta procurar uma delegacia de polícia, registrar um boletim de ocorrência, e aguardar, aguardar e aguardar alguma consequência punitiva ou inibidora da falta de educação e pouca civilidade de alguns.

                Botecos escandalosos seguem importunando vizinhanças, e prédios inteiros são atormentados por um ou vários animais, com som alto. Em Itapetininga, dezenas e dezenas de veículos adentram a área da Lagoa da Chapadinha, aos fins de semana, para a produção do inferno sonoro. Sequer a Guarda Municipal comparece, fazendo valer a norma que proíbe o acesso de veículos, naquele local.

                Vivemos em plena idade da pedra, apesar do fato de constituir, o incômodo sonoro, uma questão de saúde pública.   Até quando ???

                                                                                          pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                 

  • Jornais de outrora | Pedro Israel Novaes de Almeida
    12 de outubro, 2016

    Os jornais de outrora são inesquecíveis.

                O envio, hoje realizado pela internet, era feito pela colagem do material datilografado em grande papel branco, levado pessoalmente à gráfica. Articulistas, forçosamente datilógrafos, eram fregueses contumazes dos aparelhos de fax da região.

                Ao traduzir o texto do fax ao papel branco, funcionários, não raro, e sempre inadvertidamente, acabavam trocando ou omitindo palavras. Autores tinham grandes dificuldades em explicar que Deus não é mau, e o bandido nem sempre é bom.

                A coluna social era intensamente vigiada, para evitar comentários que podiam gerar confusão, bem como fotos em que apareciam, em destaque, autoridades e respectivas amantes.

                A coluna policial não tinha as frescuras de hoje, em que o cidadão preso em fragrante, réu confesso, deve ser nominado simplesmente como “suspeito”.    

                Na parte dos esportes, as derrotas da equipe local acabavam sempre creditadas a erros de arbitragem ou má fase. As cartas à redação eram publicadas quando não quilométricas.

                Era preciso verificar se tais cartas eram de fato manifestações espontâneas ou mensagem encomendada pelo elogiado. Erros de português eram consertados, quando possível avaliar a mensagem enviada.

                Colaboradores não se cansavam de enviar artigos, alguns maravilhosos e outros sofríveis. A recusa na publicação de algum artigo podia significar a perda de um leitor, até mesmo anunciante.

                Nas redações, o ambiente era de correria e camaradagem, e todos, com raras exceções, viviam em virtuosa pobreza. Quando do fechamento da edição, não faltava algum curioso para a elaboração do horóscopo.

                Os proprietários de jornais das pequenas e médias cidades pareciam andar uniformizados: um surrado paletó, um carro quase aposentado, papel e caneta. Ainda hoje, o responsável pela coluna social, ou política, é a chave  do sucesso de jantares e promoções do jornal.

                Naquele tempo, havia a convivência pacífica entre adeptos de diferentes ideologias, e hoje notamos a crescente partidarização das redações, com enorme perda de qualidade e confiabilidade da publicação.

                A partidarização é uma ameaça constante a rádios, TVs locais e jornais, iludindo leitores, autores e anunciantes, até ganharem a fama de “parciais”, caminho certo ao descrédito e até encerramento de atividades.

                As redações são ambiente estressados e felizes. Continuem !

  • As toxinas e você | João Antonio Pagliosa
    12 de outubro, 2016

    Nosso corpo precisa ser amado e respeitado. Precisa exercício físico e precisa ser bem nutrido. Precisa ser limpo e bem cuidado. Sua mente precisa estar em equilíbrio e em harmonia. SEMPRE!

    A vida hoje é bastante diferente daquela de trinta anos atrás. O mundo muda rápido e infelizmente somos expostos a muitas toxinas que “minam” nosso corpo e “drenam” nossa energia.

    Toxina é um veneno e causa intoxicação, daí vem um metabolismo lento que atrapalha um bocado a nossa vida. Metabolismo lento faz engordar!

    As toxinas são onipresentes, nos agridem todo o tempo, e os principais sintomas são:

    - Dificuldade de dormir. Insônia e sono agitado. O resultado é cansaço constante.

    - Problemas de Digestão. Sempre que você não dorme bem, a digestão é sobremaneira difícil.

    - Desânimo generalizado, perda de atenção, dificuldades mentais, tudo decorrente de um sono ruim.

    - Dores musculares, dores nas articulações, inflamações diversas (artrite, asma), úlceras, hemorroidas e problemas de pele (acne, eczemas, psoríase).

    - Mau hálito e maus odores corporais. Fezes e urina exageradamente fétidas.

    - Congestão do processo respiratório.

    E, muitas doenças serão agravadas se toxinas agridem o corpo, principalmente Câncer, Depressão, Doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson, etc.

    Como desintoxicar nosso corpo e diminuir os riscos com as toxinas?

    Bem, toxinas são onipresentes porque estão nos alimentos, nas bebidas, nos produtos de higiene (sabonete, shampoo, creme hidratante, pasta de dente, protetor solar, etc), e no ar que respiramos, porque regra geral é muito poluído.

    Mas você diminuirá muito a exposição a toxinas se:

    - Beber muita água. Porque ela purifica seu organismo diluindo TUDO.

    Certifique-se que a água é de qualidade, e na dúvida, compre um purificador. É melhor doer no bolso que no corpo!

    - Tenha alimentação saudável e prepare seu próprio alimento. Quanto mais natural, melhor! Lave tudo muito bem, e sempre que possível opte por alimentos orgânicos. Produza suas verduras e seus temperos; mesmo em apartamentos, pequenos vasos dão conta do recado.

    - Seu intestino precisa trabalhar todos os dias. Isso é sinal de saúde e ajudará a eliminar toxinas de forma rápida. Aumente as fibras em sua dieta via frutas, legumes e verduras.

    - Mens sana in corpore sano! Exercite-se, no mínimo quinze minutos por dia. Sue e molhe a camisa!

     

    Você  estará assim, substituindo toxinas por endorfinas. Tira coisa ruim e põe coisa boa!

     

    Ame-se ainda mais! Alegre-se porque a vida é uma BENÇÃO!

     

    João Antonio Pagliosa

     www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 08 de outubro de 2016

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