Colunista

Fundo do poço | Pedro Israel Novaes de Almeida
14 de março, 2018

Somos, diariamente, massacrados por notícias que angustiam.

         O lado trágico de tais notícias reside no fato de não termos, pessoalmente, como interferir para dar um basta aos absurdos que acontecem, mundo afora e em nosso próprio quintal.

         A Síria tem sido palco de um festival de horrores, e a barbárie segue, sem discriminar idades e fragilidades. Ali, as vítimas são meros e desprezados detalhes, no tabuleiro onde guerreiam poderosos.

         Na Venezuela, o caos político continua gerando fome, desemprego e uma inflação de três dígitos, sob a batuta de um ditador que aparelhou todos os poderes do Estado. Sírios, e agora venezuelanos, tentam encontrar, em outros países, o respeito e calmaria que perderam.

         Organizações de países seguem, tão impotentes quanto inoperantes, delegando, a um seleto grupo de poderosos, o poder de vetar soluções que não lhes interessam. De respeitadores da soberania dos povos, rumamos a mantenedores de ditaduras perversas, como se fossem implantadas por quereres da população.

         O mundo anda repleto de governantes exóticos e extravagantes, que não raro chegam ao poder com discursos maravilhosos, e logo passam a imperar sob a batuta da desonestidade e desrespeito, impondo ao povo os mais estranhos e pérfidos ideários, que não raro contemplam o culto personalista do mandatário.

         O Brasil, onde impera a visão popular de que ainda falta muito para chegarmos ao fundo do poço, a descrença cresce dia a dia, generalizada. Poderes e poderosos são continuamente desacreditados, pelo turbilhão de escândalos que são diariamente noticiados. No incestuoso relacionamento entre os poderes, as leis acabam entendidas e aplicadas sob o manto desavergonhado dos conchavos e conveniências.

         O loteamento de cargos e estruturas, prostituído e imoral expediente para a constituição de bancadas parlamentares, corrói, há séculos, o regular funcionamento e credibilidade das instituições. É triste a situação de um povo que não se considera representado, pouco acredita em suas autoridades e míngua, nas portas dos hospitais, para morrer vítima de violência, em uma esquina qualquer.

         Seríamos mais felizes se nossos infortúnios decorressem da ineficiência dos governos, ou da natural pobreza de nossos recursos naturais. Ocorre que o Brasil é naturalmente riquíssimo, e nosso maior algoz é a desonestidade humana, encastelada em quase todas as estruturas oficiais.

         Estamos, aos poucos, perdendo a civilidade, e espetáculos diários de grosseria e desacato surgem, aqui e acolá. Temos sido crescentemente tolerantes com os desvios de comportamento e atitudes violentas, na escola, no trabalho e na própria casa.

         Tradições e culturas encontram-se fragilizadas, e todo conceito parece relativo, quando não politicamente incorreto. Somos, diariamente, atingidos por chavões simplistas e diagnósticos apressados.

         Somos um povo à deriva, vítima fácil de qualquer aventureiro que saiba explorar a miséria cidadã em que fomos metidos.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.                 

Planos de bem e não de mal | João Antonio Pagliosa
14 de março, 2018

Muitos não compreendem porque acontecem tantas coisas ruins em suas vidas, porque tantos planos fracassam. Parece que para alguns, viver é um rosário de lágrimas e tragédias, e eles se angustiam, e se deprimem, e se maldizem, e não se consolam quando ouvem aconselhamentos para não desistir, para continuar firmes, porque Deus nos ama incondicional e imensamente.  

Como assim Deus me ama, se estou sofrendo tanto? Minha vida está tão difícil... Acho que Deus se esqueceu de mim... Responde a maioria...

No livro de Jeremias, no capítulo 29, o profeta nos fala de uma carta endereçada aos judeus que foram levados como cativos para a Babilônia, pelo exército do rei Nabucodonosor.

Aquele povo foi tirado da cidade de Jerusalém onde vivia tranquilamente, porém este povo frequentemente se afastava de Deus, e esquecia a aliança que tinha com o Senhor.

Os versículos 10 a 14, dizem: "Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar. Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração."

Prezado leitor, o agir de Deus é invisível aos nossos olhos, e sempre damos muito foco nas coisas ruins que nos acontecem. Paralelamente, olvidamos ou damos pouca importância às coisas boas que nos sucedem, e por isso muitos se sentem exaustos e sobrecarregados.

Que bom! São as pessoas cansadas e sobrecarregadas que Deus quer trazer para si... Ele quer aliviar nossos fardos... Assim, nunca desista de suas lutas. Não volte para o final da fila para receber sua graça, pois são as dúvidas que martelam nossa mente e a incredulidade que nos remetem ao final da fila. Até o momento em que decidimos encarar um novo processo de acreditar com muita fé nos planos de Deus. A fé muda todos os cenários!

E coisas ruins acontecem à revelia de nossa vontade. Mas, isso é plano de Deus para nossas vidas... e se você visualizar isso por esse prisma, as coisas acontecerão e se resolverão de modo mais fácil.

Entenda que Deus não tem prazer em nos fazer sofrer, e Ele sempre está arquitetando algo melhor para nós, porém, nós não enxergamos o que Ele está preparando. 

O que sei é que precisamos permanecer na dependência do Senhor, uma vez que a força de nosso braço é insuficiente.

Ouvi uma historinha de uma família que tirava seu sustento de uma única vaquinha que eles cuidavam muito bem. O leite fornecido diariamente pela vaquinha, supria as coisas básicas que aquela família precisava para seu sustento. A vaquinha tinha nome esquisito e se chamava zona de conforto...

Mas, um dia, a vaquinha morreu. E, a família se desesperou... O que fazer, a partir de agora? A família demorou alguns dias para compreender o agir de Deus na vida deles, para entender que precisavam viver sem a zona de conforto...

Não podemos nos acomodar com o que temos... Com o emprego que nos rende tão pouco e não nos satisfaz... Com situações que nos incomodam... Com pessoas que não se importam com o que estamos vivendo... Precisamos sair de nossa zona de conforto porque permanecer nela será nossa ruína, e os planos de Deus são muito melhores do que esperamos.

Mesmo que você seja muito rico, para manter sua saúde física e financeira, você precisa continuar trabalhando porque a vida é como andar de bicicleta, isto é, nós apenas nos manteremos equilibrados se estivermos em movimento.

E quando saímos de nosso zona de conforto e decidimos trilhar novos caminhos e enfrentar novos desafios, precisamos ser criativos, acreditar em nosso potencial, trabalhar com afinco e sobretudo, confiar no Senhor! Consagre tudo o que você faz, a Deus! Ele é merecedor!

E só por meio de provas conheceremos as nossas debilidades e conheceremos as nossas forças. Também, só por meio de provas nós conheceremos a fidelidade do Senhor.

Portanto, se trabalharmos com entusiasmo e se estivermos aliançados com Deus, tudo que fizermos irá dar certo, e a vitória virá porque Deus não abandona aliados.

O próprio Senhor Jesus nos disse que passaremos por provas. Provas são necessárias porque moldam nosso caráter, porque aprimoram nossa intimidade com Deus, porque nos tornam fortes, e nos tornam pessoas melhores.

O povo judeu citado nos versículos de Jeremias sofreu muito. Sofreram porque distanciaram-se de Deus. Quem não busca a Deus, inevitavelmente sofre! Qualquer um de nós sofrerá quando se afastar de Deus, por isso entendo que devemos perder menos tempo com as redes sociais da Internet e dedicar mais tempo a Deus. Saia de sua zona de conforto e comece a fazer coisas que você não gosta de fazer... Elimine seu ócio!

Não desista da vida e não desista de seus sonhos por causa de uma tempestade que o atingiu. Deus sempre tem o controle de tudo, sobre todas as coisas do universo, e Ele sabe muito bem o que faz e porque faz.

Em Romanos 8:28, lemos; "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."

Os hebreus Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram fiéis a Deus o tempo todo e só se prostravam perante o SENHOR. Eles não se intimidaram e desobedeceram a ordem de Nabucodonosor, de se prostrarem diante de ídolos babilônicos e por isso foram lançados na fornalha, por ordem do rei irado.

Mas, os três hebreus fiéis ao Senhor saíram totalmente ilesos da fornalha... No livro de Daniel, capítulo 13, versículos 12 a 30 você comprovará a fidelidade de Deus. Todos viram que havia quatro homens caminhando tranquilamente entre as enormes chamas do interior da fornalha... De novo, Deus não abandona aliados!

E após estes acontecimentos, o rei Nabucodonosor fez prosperar a Sadaque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia.

Em Gênesis 50:20, lemos: "Vós, na verdade, intentaste o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer,como vedes agora, que se conserve muita gente em vida."

A Bíblia está nos dizendo que Deus transforma o mal em bem, em nossas vidas!

Em Hebreus, capítulo 12, lemos que seremos salvos se imitarmos o exemplo de Jesus Cristo, o qual foi perseverante em meio as provações. As provações, querido leitor, revelam o amor de pai de Deus para conosco. Ora, se compreendermos isso, louvaremos a Deus, sempre. Não importam as circunstâncias.

Para compreender melhor a bondade e a fidelidade de Deus, leia 1 Coríntios 3 : 10 a 17, e também o livro de Êxodo, todo o capítulo 3.

Deus é fantástico... Deus é maravilhoso e opera milagres em nossas vidas... Então, permaneça sempre em paz! Descanse nos braços do Senhor!

 

Curitiba, 13 de março e 2018.

João Antonio Pagliosa 

www.palestrantejoaoapagliosa.blogspot.com.br

Corporações egoistas | Pedro Israel Novaes de Almeida
09 de março, 2018

As corporações do funcionalismo público são poderosas, e não raro dificultam ou até impedem a aprovação de reformas que ameacem qualquer regalia ou direito.

         O alarido das manifestações costuma impressionar de maneira exagerada parlamentares com direito a voto. Muitos acabam votando contra suas próprias convicções, pela comodidade de parecerem simpáticos a causas que acreditam majoritárias.

         Sindicatos e associações construíram e sedimentaram, ao longo do tempo, o crescente fosso que separa cidadãos comuns de cidadãos funcionários. Salários, direitos, estabilidades, aposentadorias e garantias de uns não valem para outros.

         Os direitos de uns são custeados pelo esforço e sacrifício de outros, que não os possuem.  De maneira geral, o funcionalismo público brasileiro é uma casta privilegiada, verdadeiros cidadãos de primeira classe.

         O funcionalismo também possui suas castas, e existem categorias pouco assistidas e defendidas, como os garis e operários. Quanto menor o salário e mais minguadas as regalias, mais difícil o acesso, só permitido após a aprovação em rigorosos concursos e acompanhamento de desempenhos.

         Já o acesso a cargos comissionados só depende, na prática, da vontade pessoal de administradores. Não raro, tais cargos são mercadorias de barganha política ou favorecimento pessoal.

         Aquela ilusão constitucional de que cargos comissionados possuem natureza técnica, de festejada capacitação, foi transformada em mais um, dentre tantos, amontoado de palavras, sem qualquer utilidade prática.

         Comparadas à realidade do trabalhador da iniciativa privada, as regalias do funcionalismo público são odiosas e injustas. Prefeituras ostentam cargos comissionados cuja utilidade e requisitos passam distantes do entendimento do cidadão comum.

         Vereadores são as vítimas preferenciais das corporações de funcionários, cuja estrutura de pressão lota plenários e torna inaudíveis as necessidades da própria população contribuinte. Em alguns casos, o município destina aos munícipes tão somente o que restou, após o atendimento das demandas de servidores.

         Sindicatos e organizações do funcionalismo sempre atraíram o interesse de partidos e políticos, que buscam, e quase sempre conseguem, aparelha-las, manejando-as para desgaste de administrações adversárias ou prestígio e cego acatamento de administrações amigas.

         Corporações buscam benefícios como se os poderes fossem feitos para servi-las.  A Constituição cita, como poderes, o Legislativo, o Judiciário e o Executivo, sem referir-se às corporações, que buscam transformá-los em meros figurantes e anuentes.

         As greves no serviço público seguem, até em serviços essenciais, com direito a piquetes e intimidações. As corporações, que limitam seus horizontes e anseios ao agigantamento de regalias, constituem um severo obstáculo ao eficaz e justo atendimento às necessidades do cidadão comum.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

Uma questão de lógica | J. Barreto
07 de março, 2018

Estou pagando seguro de um carro Ipanema há 15 anos e somente agora em janeiro acionei a seguradora para ir buscá-lo no sítio, pois deu pane no mesmo. Como meu trator não pode andar na pista perguntei ao guincheiro quanto ele cobraria para ir buscá-lo e trazer até a oficina, e ele me deu o preço de $150,00 reais. Nestes 15 anos, aplicando-se as correções, talvez eu tenha pagado mais de $ 10.000,00 durante este período.  Meu neto bateu o carro, mas não tem seguro, pois o mesmo ficaria pouco mais de $ 1.200,00, porém ele ainda está pagando as prestações da compra.

Partindo desta premissa comecei a imaginar quão mais lógico seria se houvessem grupos de mútuo socorro que rateariam as despesas, sem terem que pagar taxas e anuidade, mas somente quando houvesse sinistro com alguém do grupo.  Exemplificando: Se em um grupo de 50 membros houvesse um acidente, e o conserto do veiculo ficasse em $3.500,00, no rateio cada um arcaria com $70,00, o que equivale a menos de 8% do que pagaria por um seguro individual.  Você já imaginou quantas atividades poderiam formar grupos de mutuários, não apenas com 50 membros, mas quantos quisessem participar dos mesmos, e o que isto representaria de economia nas atividades de uma cidade? 

Pensem bem, quantos grupos poderiam ser formados pelos funcionários da prefeitura, do professorado de uma forma geral, incluindo as faculdades, os cursinhos e toda a gama pedagógica,  a sociedade de classe, e quem mais quisesse participar.  Vamos partir para mais um exemplo, creio que a AREA (Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos), tenha bem mais de 100 associados e que os mesmos tenham um gasto anual de mais de 150.00,00 e que o conjunto de seus membros tenha gasto 30.000,00 em 2017, só aí foi para o ralo mais de 120 reais. 

Temos em Avaré muitos e bons advogados que poderiam criar regras que dessem segurança aos participantes dos grupos, e talvez um dos grupos seria a própria OAB.  Que achar que isto é uma utopia é porque não tem espírito de grupo e que deve ficar na sua e não atrapalhar quem tem uma visão otimista.

Quando se formar grupo, e em aceitarem como membro, gostaria de participar do mesmo.

 

J. Barreto

A túnica | João Antonio Pagliosa
02 de março, 2018

Nunca vista uma túnica que não lhe pertence. Quando faz isso, você cria dificuldades para muitos à sua volta, e criará dificuldades para você mesmo. Ela não serve para você. Ela não foi feita para você.

Cada um possui um propósito de vida, e Deus, nosso criador, nos dotou de dons diversos. Uns receberam mais, outros receberam menos, conforme Deus quis. Nada a contestar, muito a agradecer! Deus é Deus!

Porém, precisamos exercitar os dons recebidos, desempenhar nosso papel, sermos protagonistas da historia, realizar a missão, o ministério que a cada um compete, segundo os nossos talentos. Segundo os talentos que recebemos de Deus.

Quando vestimos túnica que não nos pertence, nós fracassamos. É comum ver isso em nosso trabalho, na escola, no clube, enfim em qualquer lugar. Percebemos pessoas exercendo funções para a qual não estão preparadas, não estão maduras.

Em João 19:23 e 24, os soldados romanos, por ocasião da crucificação, tomam as vestes de Jesus, e a dividem em quatro partes, porém a túnica, de comum acordo, é sorteada entre os quatro soldados. Isso porque a túnica era de fino acabamento e não possuía nenhuma costura, sendo toda tecida de alto a baixo. Se a rasgassem, iriam inutiliza-la. Daí,  sortearam-na.

E a sortearam para cumprir as escrituras, pois em Salmos 22:18, está escrito pelo rei Davi, muito séculos antes do nascimento de Jesus: “Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica, deitam sortes.”

E Deus distribuiu túnicas de unção aos seus filhos. Há aqueles que receberam unção dobrada. É o caso de Eliseu, discípulo de Elias. Elias operou sete milagres, enquanto Eliseu operou quatorze milagres, e o último deles aconteceu alguns anos após a morte de Eliseu. Como assim?

Ocorre que no calor de uma batalha, um soldado caiu morto exatamente sobre o local onde estavam os ossos de Eliseu, e o corpo do soldado ao tocar os ossos do profeta, imediatamente readquire vida e retorna a batalha, agora pleno da Unção de Deus.

Deus deseja dar a você, a mesma unção dobrada, e para obtê-la é necessário que obedeça. Obedeça como obedeceu Josué, como obedeceu José do Egito, e como obedeceu o rei Davi, três filhos de Deus que receberam a Túnica de Unção.

Josué era filho de Num, e após a morte de Moisés, foi escolhido por Deus para guiar o povo hebreu, a Canaã, a Terra Prometida. E Josué reinou sobre uma nação, e ele tinha também unção de autoridade, outorgado por Deus. Tudo deu certo para Josué, afinal, ele obedecia a Deus e tinha intimidade com Ele.

E José? Este era o filho querido de Jacó, com sua esposa Raquel, a mulher por quem trabalhara durante quatorze longos anos, a seu sogro. E a preferência de Jacó por José, despertava a ira de seus irmãos mais velhos, a ponto de desejarem matá-lo. E no dia que resolveram matar José, este vestia túnica presente de seu pai. E os irmãos mais velhos, após violenta discussão, resolvem jogá-lo num poço no deserto, e tiram-lhe a túnica antes de lançá-lo. O poço é mui fundo e é impossível sair dali. José desespera-se, e começa a gritar a plenos pulmões, e seus gritos chamam a atenção de um grupo de viajantes que passavam pelo local. E o retiram do poço; e o vendem como escravo, no Egito.

A túnica de José é manchada com sangue de cabrito pelos irmãos e entregue ao pai Jacó. Este, ao receber a túnica do filho amado, quebranta-se de dor, imaginando que José fora estraçalhado por animal selvagem. Em Gênesis 37:3 e 4, lemos: “ Ora, Israel (Jacó) amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho de sua velhice, e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no, e já não lhe podiam falar pacificamente.”

Às vezes, nós nos esforçamos muito para conseguir algo, e fracassamos. O que será que nos falta? O que nos falta, prezados, é intimidade com Deus, falta a presença de Deus. Aprenda a ser dependente de Deus em tudo que você realiza, e verá como tudo acontecerá à contento.

Aqueles que possuem intimidade com Deus, pedem a graça, e são ouvidos; Deus inclusive aproxima seu ouvido para ouvir mais nitidamente. E  Ele age, e se manifesta com todo seu poder, liberando a graça solicitada.

Apenas filhos especiais possuem intimidade com Deus, e são aqueles que se esvaziam para se encherem de Deus. É muito simples, e é absolutamente eficaz.

O pastor Aparecido, desejou ver Deus, e então Deus se manifestou a ele, dizendo: “ Observe o homem, ele é uma parte sólida e duas partes líquido. Observe o planeta Terra, ele é uma parte sólida e duas partes líquido. E Eu? Eu sou o grande Eu sou.”

Ao ler Isaías 40:12, você entenderá o tamanho de Deus.

Ao ler Apocalipse 3:20, você terá intimidade com Deus.

E numa determinada ocasião, o rei Davi, reclamou com Deus: “Oh, Senhor, eles repartem entre si a minha túnica.”

Mas Davi era um homem segundo o coração de Deus. Sofreu dissabores e angústias em função de suas faltas, e se arrependia, e se quebrantava, e clamava pelo perdão de Deus. E Deus o ouvia, o perdoava, e Davi sempre teve Unção de Deus, e conforme lemos em 1 Crônicas 29:28, “Morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar.”

Jesus quer voltar, os sinais mostram que esta volta está próxima, entretanto são pessoas do mundo que estão impedindo o seu retorno, pessoas infladas e cheias de orgulho, nunca preocupadas com aqueles que sofrem a sua volta.

José do Egito objetivava salvar a sua nação. Ele conseguiu!

O rei Davi objetivava unir as nações de Israel. Ele conseguiu!

Jesus objetivava unir as nações da terra. Em Gênesis 17, Deus fala a Abraão: “Farei uma aliança contigo e te multiplicarei extraordinariamente, será pai de numerosas nações, e em ti serão benditas todas as nações da Terra.”

Para Deus, cada família é uma nação, meu prezado leitor.

Você que me lê, é um descendente de Abraão, portanto tem a responsabilidade de abençoar as nações da Terra. Quantas nações você já abençoou, e salvou? Onde está a sua túnica, meu prezado? Quando você irá desempenhar o papel que Deus lhe reservou? Não olvide que temos responsabilidades para com Deus, e eu, João Antonio Pagliosa, sei e reconheço que a minha túnica é falar, e escrever sobre a palavra de Deus. Ele me deu dons e eu não posso me omitir, porque se me omitir, Ele levantará outro em meu lugar. E se isso ocorrer, eu estarei fora da glória de Deus.

Todo aquele que possui túnica, também possui cetro e coroa. E o próprio Deus declarou, “ Vós sereis reis e sacerdotes.”

Quem é sacerdote em sua casa? Você, homem, precisa assumir o seu papel e você mulher, aprenda a ser submissa a seu marido, porque quando o homem não assume seu papel, Deus levanta a sacerdotisa. Porém quando o homem acordar de sua letargia e assumir o papel de sacerdote, a esposa compreenderá e o apoiará.

Lar onde o marido exerce plenamente o papel de sacerdote, é lar cheio de unção de Deus, e esta família prosperará e viverá a felicidade do Senhor!

Deus é rei e tem túnica, cetro e coroa. Nós cristãos somos seus representantes, e precisamos ter túnica, cetro e coroa.Davi era odiado pelo rei Saul, que tentou matá-lo em várias ocasiões. E em pelo menos três situações, Davi poderia ter matado Saul, mas ele não fez isso, porque reconhecia que Saul era ungido do Senhor, e Davi confiava em Deus, e nós não podemos envergonhar Deus com ações falhas e inadequadas. Não podemos vestir túnica que não nos pertence!

E Davi venceu Golias, unicamente pela sua fé! Diante de Deus, você não é diferente de Davi, e, portanto, também poderá sobrepujar seus gigantes. Você derrubará, exterminará, aniquilará todos os seus gigantes, isto é, as suas dificuldades e seus problemas serão vencidos, unicamente pela sua FÉ, se perseverar em Jesus Cristo.

Então, meu prezado, assuma o compromisso de cuidar de seu Ministério perante Deus, e perante você mesmo.

Vista sua túnica de acordo com seus dons!

Para cada ministério, existe uma túnica. E há uma infinidade de dons, eles são incontáveis, porém Deus deu pelo menos um a você. Descubra seu dom e seja cuidadoso, zeloso com o ministério que Deus lhe reservou, e saiba que Ele irá prova-lo. Ele o testará! Lembra-se da parábola dos talentos? Pois é!

E Deus nos criou únicos. Somos todos iguais para a salvação, mas não somos iguais para a função. “Faça cada um, de acordo com seus dons.”

O rei Saul, regrediu porque desobedeceu a Deus, portanto tenha muito cuidado com a porta de juízo em sua vida. Não olvide que Deus é fogo consumidor!

E a história de Jó, nos mostra que o diabo pode tirar tudo na vida de cada um de nós. Mas o diabo não pode nos tirar o propósito que Deus nos reservou. A túnica ministerial de Jó, era Intercessão, e a Bíblia nos mostra que a partir do instante que Jó orou pelo próximo, ele prosperou. E a unção, ora, ela veio dobrada! Jó recuperou tudo que perdera... E recuperou em dobro.

Ninguém ganha de Deus em abençoar! Tanto Josué, quanto José, quanto Davi, quanto o próprio Jesus, são exemplos magníficos que ilustram isso.

Você pode ter sido retirado de seu território, a exemplo de José, mas Deus irá lhe abençoar, onde quer que você esteja. Daniel foi jogado na cova de leões famintos, mas Deus amava Daniel, e simplesmente ordenou que os leões jejuassem naquele dia. E Daniel saiu ileso!

Deus comerá os seus inimigos como pão, como saboroso brioche, porque Ele está preocupado com você e que você seja vitorioso; mas enquanto você murmurar, você não será abençoado. Enquanto você transgredir, você continuará sofrendo.

Ora, pare de sofrer! Confie plenamente em Deus, com fé inabalável, e esvazie-se de si mesmo, e então será luz do mundo, será sal da terra. Iluminará e dará sabor aos que o cercam.

Nota de esclarecimento: O presente artigo foi escrito baseado na ministração do Pastor Aparecido Rodrigues, na Igreja Meva, em Curitiba.

(João Antonio Pagliosa, engenheiro agrônomo – www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br)

Curitiba, 27 de fevereiro de 2018.

Privatização | Pedro Israel Novaes de Almeida
01 de março, 2018

Existem temas explosivos, que envolvem predisposições favoráveis e contrárias, antes mesmo de qualquer discussão mais aprofundada.

         A privatização figura como o mais explosivo dos temas. As opiniões, não raro, seguem carregadas por alto teor ideológico.

         Os aspectos favoráveis à privatização decorrem do reconhecimento da ineficiência dos governos na gestão de empresas, serviços e estruturas. Tal ineficiência decorre da primária, cavernosa e desavergonhada interferência política nas estruturas de gestão.

         Empresas e setores de atuação pública padecem, a maioria, de crescente número de funcionários, com estruturas de mando repletas de chefias comissionadas, de indicação política. A profissionalização é, não raro, desestimulada.

         Soa lógico que empresas públicas possuem custos maiores que suas congêneres privadas.  Muitas vezes, o ocupante de um cargo menor acaba mandando mais que o ocupante de outro cargo, maior, simplesmente pela maior importância política da fonte que patrocinou sua nomeação.

         As empresas públicas são ferozmente disputadas pelas correntes partidárias, em virtude não só da implantação de núcleos e esquemas de corrupção, mas do aproveitamento eleitoral de operações e funcionários, constitucionalmente previstos como impessoais.  Não raro, os feitos de tais empresas figuram, popularmente, como favores de comissionados.

         Salvo a ação meritória de um ou outro administrador, as empresas públicas possuem crônica aversão a inovações e melhorias. Na área da comunicação, a privatização operou milagres e difundiu benefícios.

         Por outro lado, a privatização de rodovias, no estado de São Paulo, gerou custos abusivos aos usuários, e a privatização de ferrovias, em todo o Brasil, gerou o esvaziamento do transporte de passageiros e o criminoso sucateamento de instalações, algumas delas preciosidades históricas e culturais.

         O argumento de que a privatização passa ao domínio privado bens que pertencem a todos os brasileiros, sem os consequentes benefícios das concessões, é historicamente enganoso. Em sua longa história, a Petrobrás figurava como patrimônio público, mas seguiu, por décadas, conduzida como propriedade de uns poucos, em autêntica privatização informal, sem custos.

         Os benefícios da privatização só são atingidos em ambiente de honestidade oficial, legislativa, executiva e judicial. Privatizações em ambientes políticos insalubres geram preços irreais, acompanhamento maculado e agências reguladoras pouco confiáveis.

         Os governos arbitram os impostos e regras a serem seguidas pelas empresas privadas, como se continuassem gerindo as estruturas privatizadas, gerando custos necessariamente menores de operação, que menos onerem os usuários.

         As privatizações são conceitualmente benéficas, desde que realizadas e acompanhadas por governos honestos e eficientes. Em outro contexto, são meras e irresponsáveis dilapidações do patrimônio público.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

Tolerância zero | Pedro Israel Novaes de Almeida
22 de fevereiro, 2018

O aumento da criminalidade e da violência tem atormentado toda a população, gerando altos custos, financeiros e sociais.

         As estruturas oficiais de repressão e investigação encontram-se carcomidas e sucateadas, estimulando e tornando impune a prática de crimes e contravenções. Todos os poderes da república podem e devem agir com maior eficiência e mútua colaboração.

         Uma simples consulta à demanda de acionamentos da Polícia Militar, via 190, para o atendimento de perturbações do sossego, demonstra o quão gigantesco, solitário e pouco eficiente tem sido o esforço da corporação, para garantir os direitos dos cidadãos lesados, e desestimular os contumazes bandidos e malcriados, que insistem em sons e algazarras pouco civilizadas, em horários e locais impróprios.

         Não raro, os policiais ordenam o abaixamento do som, e o bandido, travestido de festeiro, retoma a prática da contravenção, logo após a saída da viatura. Não raro, a cena é repetida diversas vezes, no mesmo dia.

         A resposta do criminoso deseducado caracteriza desacato e desobediência, e são poucas as notícias de que tenha sido conduzido ao plantão policial, ainda que só para assumir o compromisso de comparecer, oportunamente, ao Juizado Especial. São poucos, pouquíssimos, os Executivos municipais que disponibilizam espaços para guarda e armazenagem dos equipamentos de som, porventura apreendidos e conduzidos pela Polícia Militar.

         Resta, ao cidadão, a elaboração de Boletim de Ocorrência, na Polícia Civil, e aguardar, de preferência sentado, as respostas e medidas oficiais, de repressão à prática de contravenção criminal. Em algumas situações, o relatório elaborado pela PM não atesta que, de fato, a contravenção ocorreu, e alguns, absurdamente consignam tão somente que “as partes foram orientadas”.

         O tema não tem atraído atenções e providências de vereadores, Brasil afora.  Botecos que semanalmente são objetos de ocorrências policiais não encontram muitas dificuldades quando da renovação de alvarás de funcionamento. 

         Igrejas, enganosamente protegidas pela liberdade de culto, empestam bairros inteiros, em espetáculos, tão medievais quanto ridículos, de desrespeito ao sossego alheio. No país onde são cultuados e venerados os direitos da infância e terceira idade, pouco ou nada se faz para garantir, pelo menos a idosos e crianças, o tão merecido repouso e privacidade.

         Ao cidadão, atormentado pela prática de contravenção, resta acionar a PM, elaborar o Boletim de Ocorrência, arrolar testemunhas, filmar e gravar a ocorrência e, socorrer-se na Justiça, onde a maioria das ações resulta em notificações judiciais de não fazer e a consequente a justa indenização, além da condenação penal.

         A Polícia Militar deve ser auxiliada por todos os outros órgãos das administrações e poderes, em sua função de reprimir e desestimular a ocorrência de perturbações de sossego. Deve restar, à PM, disponibilidade para atender e reprimir outras ocorrências de violência e criminalidade, que crescem de maneira assustadora.

         Só a “tolerância zero” livrará a Polícia Militar de gastar tantos esforços, para ficar correndo atrás de barulhentos vagabundos, malcriados e desrespeitosos. As contravenções só diminuirão quando gerarem consequências.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

        

 

 

Politicamente correto | Pedro Israel Novaes de Almeida
19 de fevereiro, 2018

A vida em sociedade é dinâmica, e é natural que sofra modificações, ao longo do tempo.

         Viver em sociedade, de maneira civilizada, exige respeito humano, que leva o indivíduo a se abster, em público, de comportamentos que choquem ou contrariem valores e tradições de terceiros. Tais valores e tradições não dizem respeito a entendimentos estritamente pessoais, que beiram a insanidade, mas ao conjunto de valores, socialmente sedimentados.

         Muitas vezes, os comportamentos antissociais acabam por sofrer vedações legisladas, obrigando civilidades. Urinar e defecar são atitudes naturais e sempre compreendidas, desde que não realizadas ao ar livre e sob o olhar indignado de terceiros.

         A humanidade sempre contou com indivíduos rebelados, que vivem demonstrando seu inconformismo com os valores e tradições do meio onde vivem. Tais indivíduos reafirmam seus entendimentos praticando as ações a que julgam ter direito, ainda que causando indisposições e contrariedades.

         Tais indivíduos sempre foram desestimulados pela condenação social, através de ações conjuntas, sempre informais, de isolamento e falta de oportunidades de progresso profissional. Alguns, mais extremados, acabam, via encarceramento, afastados do convívio coletivo.

         A sociedade só sobrevive enquanto depositária, praticante e defensora de seus valores e tradições. Tentar despi-la de qualquer conteúdo moral é transformá-la em mais um rebanho irracional, ainda que amestrado.

         Vivemos tempos tumultuados, de sucessivas afrontas e intimidações, corroendo hábitos e entendimentos havidos como respeitosos. Na verdade, sob o manto enganoso do “politicamente correto”, busca-se o esvaziamento de todo o conteúdo imaterial que armazenamos.

         Existe uma mal disfarçada tentativa de ruptura social, agasalhada sob a égide da vanguarda e inovação. Em verdade, ocorre um espetáculo odioso de cinismo e irresponsabilidade.

         Pregam banheiros coletivos, que sirvam indistintamente a todos os gêneros, pretensamente respeitando o interesse de indivíduos que, sendo homens, sentem-se mulheres, e vice-versa. E como fica o direito das mulheres, em usar banheiros preservando a intimidade e privacidade ?

         Pregam a liberdade de culto e crença, e usam-na para ridicularizar e contestar cultos e crenças alheias. Inventam condenações a procedimentos alheios, tentando criminalizar, por exemplo, fantasias de índios e marchinhas como “Maria Sapatão”, “Cabeleira do Zezé”, “Seu cabelo não nega” e outras.

         Sob a denominação genérica de arte, montam obras e espetáculos com cenas de sexo explícito, até envolvendo animais e figuras sagradas, sem qualquer preocupação com avisos prévios de conteúdo e indicação etária. É direito de cada um a assistência, mas é direito de todos tomar conhecimento prévio do que irão assistir.

         É dever da sociedade reagir e tentar sobreviver, enquanto organismo vivo e harmônico. Valores e tradições sustentam a nacionalidade, e sem eles somos um corpo vazio, mero e mal conduzido rebanho. É a barbárie.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

        

                  

 

Verdades de um velho juiz | J. Barreto
19 de fevereiro, 2018

Em 1948 morávamos em Paraibuna, uma modesta cidade do estado de São Paulo, com menos de 10.000 habitantes, onde faltava quase tudo.  Não havia nela nada que se pudesse chamar de restaurante, e se alguém precisasse fazer uma refeição, tinha que se contentar com a comida de algum boteco. Nesta cidade, certa vez meu pai, José Barreto, que era grande conhecedor das causas rurais, foi convocado para fazer a avaliação de uma fazenda que estava penhorada. 

Terminado o trabalho, meu pai convidou o Dr. Edmundo Askar, que era juiz, para almoçar em casa, no próximo domingo.  Após o almoço, o Dr. Askar perguntou a minha mãe se ela não poderia fornecer refeições para ele e também para o promotor e o delegado.  Depois de consultar meu pai, ela aceitou o pedido, e além dos já citados, um advogado passou a fazer parte desta turma.  Eu, sendo o filho mais velho (14 anos), passei a exercer a função de garçom, portanto permanecia junto a eles durante e até após as refeições.  Em uma dessas reuniões, das quais meu pai fazia parte, o Dr. Askar disse que os juízes se dividiam em duas classes, a primeira era constituída de juízes vocacionados que faziam da profissão um sacerdócio, mas que a grande maioria era constituída de advogados fracassados em suas bancas, e que buscavam na magistratura uma remuneração garantida

Pelo andar da carruagem, percebo que após 70 anos a roupagem mudou um pouco, mas o corpo continua o mesmo. Se não vejamos, além do teto remunerativo, a classe foi incorporando penduricalhos que algumas vezes dobra ou até mesmo ultrapassa este montante, além dos recessos escandalosos que paralisam o andamento da justiça, e conseqüentemente trava o Brasil.

Isto não acontece somente nas cortes inferiores, mas principalmente nas instâncias superiores, e somente elas poderiam moralizar a classe, mas elas encarnam os símbolos da justiça para nada ver, mas têm os ouvidos bem abertos para ouvir o canto das sereias e se deixarem seduzir por elas.  Não nego que alguns magistrados até querem moralizar a magistratura, mas o corporativismo por ser muito poderoso, não deixa que seus anseios avancem.  Jamais poderemos esquecer que ainda existem togados como Joaquim Barbosa, Sergio Moro, Deltan Dallagnol, Cármen Lucia, Raquel Dodge, e a dedicação da Polícia Federal, e tantos outros que nos fazem acreditar e termos a esperança de um Brasil que seja realmente dos brasileiros e não de meia dúzia de espertalhões.  O povo brasileiro tem uma paciência de fazer inveja a Jó, mas aqueles que se julgam donos do Brasil e tudo podem, lembrem que de onde saiu Jó também saiu Golias.

J.Barreto

Benefícios na arborização de áreas urbanas | João Antonio Pagliosa
19 de fevereiro, 2018

As árvores são muito úteis à vida do homem, e por realizar fotossíntese, reduzem o teor de CO2 da atmosfera e aumentam o teor de O2, assim plantas garantem um ar mais puro à saúde humana e também, a todos os animais.

As árvores, via evapo-transpiração, diminuem a temperatura do ar ambiente e aumentam a umidade do ar, causando sensação de conforto e bem estar.

As árvores reduzem a poluição sonora, além de absorver e reter água das chuvas, auxiliando no controle da erosão do solo, enxurradas e enchentes.

As árvores preservam a diversidade no meio urbano e são abrigo e fonte de alimentos para muitos animais.

As árvores produzem flores e frutas deliciosas.

As árvores, via sombreamento, auxiliam na conservação do solo, do asfalto e dos calçamentos.

As árvores embelezam as ruas e avenidas e sua coloração verde acalma e alegra a vida das pessoas.

As árvores reduzem os custos com saúde pública pois a arborização urbana diminui as doenças pulmonares e cardíacas.

As árvores são grandes amigas, portanto, preserve-as, multiplique-as, e incentive o plantio e seu cuidado. A natureza agradece!

E todos viveremos melhor!

 

Curitiba, 15 de fevereiro de 2018

João Antonio Pagliosa

Engenheiro Agrônomo

Estranha folia | Pedro Israel Novaes de Almeida
08 de fevereiro, 2018

O brasileiro possui sentimentos agendados.

         No natal, solidário, na páscoa, esperançoso, no dia dos pais, todo família e, no carnaval, só alegria.

         Em nosso calendário, ainda cabem milhares de comemorações, como o dia do Orgulho LGBT, da Consciência Negra, do Trabalhador, da Mentira, e assim vamos, com a agenda sempre lotada. Quem mais sofre são os colunistas, quase forçados a comentar a comemoração da semana.

         É difícil escrever a respeito do carnaval, sem ser folião, e sem ao menos tomar uma ou outra dose de animador alcoólico. Sem o mínimo espírito carnavalesco, resta achar alguma graça na folia das crianças, muitas ainda jogando água em transeuntes.

         É triste ver o marido jazer sonolento e inerte, enquanto a esposa cai na folia, confinada aos arredores da mesa. É arrepiante ver meninas e moças caírem na folia descalças, em plena multidão, e terminarem a noite com os dedos dos pés intactos.

         Escolas de samba desfilam maravilhosas, exaltando temas da ocasião, prestando imperceptível agradecimento aos contraventores que auxiliam a festa. Alegorias revelam artistas, e sambas-enredo grandes compositores.

         Fantasias animam o comércio, com destaques para imagens de corruptos famosos e governantes exóticos. Abadás permitem integrar blocos.

         Cervejas e destilados disputam espaços publicitários, e regam o país, de sul a norte. Reaparecem, com pouco brilho, no noticiário de acidentes de trânsito, alguns fatais.

         Homens assumem vestes e feições femininas, alguns recatados, outros verdadeiras sirigaitas.  Mulheres economizam tecidos, só mantendo ocultas porções sabidamente de pouco brilho.    

         Maternidades lotam mais que cartórios, em novembro. A festa tem reflexos e preparos durante todo o ano.

         Para a maioria, o brilho dos agendamentos recai no fato de serem, muitos, feriados, modalidade em que somos campeões mundiais. Os dias úteis acabam sendo exceções, nos quase raros intervalos entre feriados.

         Milhões de brasileiros aproveitam a festa para pescarias, churrascos, praias, retiros, consertos domésticos ou o inigualável ócio, esquecendo boletos. Sambas e marchinhas ambientam até os que não cultuam Momo.

         A crise aproveita o período de festas para demonstrar sua grandeza, com furtos, assaltos, tráfico e outras manifestações de carência civilizatória, onde rareiam empregos, saúde, segurança e educação. A folia induz a sensação de que, por alguns dias, nossas mazelas ficam suspensas.

         Idosos, sempre precavidos, evitam o burburinho, temendo, literalmente, cair na folia. Relembram, saudosos, os carnavais de outrora.

         Não convém, os que foliões não somos, escrever sobre o carnaval.

                                                               pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

Povo porco | Pedro Israel Novaes de Almeida
01 de fevereiro, 2018

O aumento da produção de lixo é o ponto comum a todos os povos.

         Embalagens facilitam a venda e valorizam os produtos, gerando toneladas de materiais descartáveis. A partir dos anos 80, o volume dos invólucros passou a ser semelhante ao dos alimentos e materiais ingeridos.

         Sacolas plásticas, disponíveis em supermercados, já figuraram como heróis e bandidos da comodidade humana, com períodos inconstantes de proibição. Hoje, aparecem dispersos por todas as áreas, enroscados em cercas, adornando rabos de vira-latas ou emporcalhando praças e praias.

         A humanidade ainda acredita que o problema do lixo acaba quando de sua colocação fora do domicílio. A poluição ainda é popularmente menosprezada, quando ocorre fora dos limites territoriais das residências.

         Aos poucos, e a duras penas, constatamos que pilhas, cascas de banana, restos hospitalares, plásticos e isopor não mais podiam conviver em harmonia, após descartados. Aos poucos, os amontoados de lixo começaram a contaminar o solo, ar e recursos hídricos, servindo ainda de fonte inesgotável de insetos, bactérias e fungos que atentam contra a saúde, inclusive humana.

         Nos rios e oceanos, espécies são ameaçadas pela ingestão de plásticos.

         A primeira providência humana foi a tentativa de separar restos orgânicos de inorgânicos, diminuindo o volume dos lixões e permitindo a reciclagem de diversos materiais, com significativa economia de água e energia, para o fabrico de novos produtos. Ainda engatinhamos nessa primeira etapa.

         A maioria dos municípios sequer conta com aterros sanitários, e não promove muitos esforços para a reciclagem. Sequer a separação de orgânicos e inorgânicos é praticada, pela maioria da população.

         Lixeiros, social e financeiramente desvalorizados, ainda recolhem o lixo descartado em dezenas de sacolinhas, em uma única residência. Não raro, sofrem acidentes com cacos de vidro e metais ponteagudos, misturados nas embalagens.

         Os lixões geraram ocupações que sustentam milhares de famílias, garimpando, de maneira insalubre, materiais recicláveis. Catadores de reciclados, muitos membros de cooperativas e associações, guerreiam pela coleta dos materiais, ainda uma pequena parcela do lixo, disponibilizada por uma ou outra família.

         Catadores ainda recebem poucas atenções dos poderes públicos, embora em algumas cidades já recebam algum dinheiro, quando apresentam notas fiscais de vendas dos produtos coletados. Geralmente, são auxiliados por caminhões de transporte e espaço para trabalhar.

         São raras as lixeiras dispersas pelas cidades, e muitos os atos de vandalismo, quando disponíveis. Pequenos lixões surgem diariamente, com restos de construção, sofás, animais mortos e toda a espécie de descartados.

         Cresce dia-a-dia a indústria de reciclados, e são grandes os investimentos em pesquisa, no setor. A indústria de materiais mais poluentes, como eletrônicos e defensivos, começa a ser obrigada a recolher os resíduos que gera.    

           Na questão do lixo, ainda vivemos a idade da pedra lascada.

                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

Depressão e autocomiseração | João Antonio Pagliosa
30 de janeiro, 2018

No livro de Provérbios 17:17. lemos: 'O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade.'

Só aquele que passou por terríveis sofrimentos, pode compreender a dor de outras pessoas.

No livro de Provérbios 17:17. lemos: "O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade."

O que escrevo aqui, destina-se àqueles que sofrem por perdas preciosas, também para aqueles que não compreendem as vicissitudes da vida, ainda para aqueles que se deprimem frente as adversidades e lamentavelmente nutrem perversa autocomiseração.

Em primeiro lugar é preciso entender que o Espírito Santo habita em você. Se consentir nesta verdade a sua vida mudará de forma radical e você se transformará no homem mais poderoso desta terra. Creia nisso!

Tenho reiteradamente escrito que o Espírito Santo precisa ser seu melhor amigo, seu conselheiro de todas as horas e seu fiel escudeiro.

Ao abrir seus olhos a cada manhã, cumprimente-o com grande alegria e júbilo.

"Bom dia, querido Espírito Santo. Que bom que você está aqui comigo!"

Gente querida, nós precisamos ter intimidade com DEUS e o Espírito Santo é o nosso intercessor. Recorra a Ele e nunca deposite sua fé no dinheiro ou nas crendices populares. Eu menciono isso porque vejo o sofrimento de milhares de pessoas que agonizam subjugadas pelas dificuldades, por temores e angústias. Não cultive deuses errados!

A alegria e a felicidade que você anseia, pode ser simplesmente vislumbrar a riqueza que é ser útil ao seu próximo. Exercite o seu amor ao próximo com ações concretas... Basta olhar para o lado e encontrará pessoas que precisam sua ajuda, e as vezes apenas um sorriso é providencial.

Creio que todos concordamos que é muito mais prazeroso dar do que receber, e isso me recorda Marcos 11:20, onde Jesus secara a figueira até a raiz porque ela não dera fruto.

Entenda que somos inúteis se não dermos frutos, e como a figueira seremos descartados dos planos de DEUS. Precisamos ser frutíferos em todas as ocasiões, mesmo quando nossas palavras ou ações não encontram eco. Semeie o bem... Semeie sempre, mesmo em terrenos áridos.

Eu me constranjo com o sofrimento dos outros e procuro demonstrar, alicerçado em minha fé, que somos todos dependentes de DEUS e somente Ele pode nos livrar das desgraças deste mundo. Não há outra opção que mereça a sua consideração.

Ao ler Marcos 11 versículos 21 a 26, você verá que tirar o monte (doenças, dores, angústias, sofrimento,secas, miséria) de sua vida, a depressão e a autocomiseração o abandonarão definitivamente. Glória a DEUS por isso.

Mas o perdão é questão inegociável. Se não liberar perdão o Pai não o perdoará. Libere pois perdão a todos!

E entenda que DEUS é onisciente e onipotente ao ler Salmos 139:13 a 16.

Aliás, este último versículo mostra que todos os nossos dias já estão contados mas somos nós que escrevemos nossa historia. DEUS só a coloca no papel. Que maravilha entender isto! É o livre árbitrio em nós...

Transforme suas derrotas em vitórias. Transforme sua vida nos dias que ainda lhe restam, pois isso só depende de você.

Talvez haja muitos ao seu redor auxiliando e intercedendo, mas libertar-se depende de você.

Leia Salmos 131, espere no Senhor e situe-se bem acima da dor, do medo e da aflição. DEUS nos quer livres de todas as amarras. Ele nos que libertos!

Liberte-se de sua depressão, pare de morrer de pena de você mesmo e acorde para a vida, este dom extraordinário que ainda está em você. SEJA FELIZ!

E se está muito difícil, por favor, permita que as pessoas o ajudem. Vença a sua raiva, o seu orgulho e o seu egoísmo. Não se feche em si mesmo!

Seja sábio e entenda que nós nunca nos recuperamos de algumas coisas que acontecem conosco. Saiba que a vida é assim mesmo. Porém, ao ler Jeremias 30:17 há conforto: "Farei cicatrizar o seu ferimento e curarei as suas feridas", declara o Senhor, porque a você fulano de tal, chamam de rejeitado, aquele porque ninguém se importa".

Ora, DEUS se importa. Ele é fiel em todas as suas promessas.

 

João Antonio Pagliosa (de Curitiba/PR) , Escritor , palestrante e Engenheiro Agrônomo.

Contato: joaoantoniopagliosa@gmail.com

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 29 de janeiro de 2018

 

 

Novos e velhos | Pedro Israel Novaes de Almeida
25 de janeiro, 2018

O diálogo entre gerações sempre foi conturbado.

         As diferenças, gritantes, principiam pela inovação tecnológica. Enquanto poucos conseguem entender e manejar algo além do radinho de pilhas e TV com tubo, as novas gerações, ainda na infância, transitam com desenvoltura por entre computadores e outros aparelhos eletrônicos.

         Mecânicos, vindo de um tempo em que um araminho, bem manejado, restituía a funcionalidade do veículo, estranham a breve vida dos componentes, agora simplesmente substituídos. Até a força do aperto de peças, outrora intuitivo, passou a ser monitorada por equipamentos modernos.

         Topógrafos e engenheiros, que outrora arrastavam cordas e suavam o cérebro para elucidar metragens e ângulos, agora contam com medidores eletrônicos, quase infalíveis. Lixeiros, antigamente vertedores do conteúdo de fétidas latas, hoje recolhem sacos plásticos, na maioria dos domicílios.

         Médicos generalistas diagnosticavam sem o apoio de sofisticados exames, e salvavam vidas. Agora, os exames são relatados com sugestão de diagnóstico, permitindo a completa visão e entendimento das mínimas ocorrências no corpo humano.

         As diferenças tecnológicas podem causar algum estranhamento, mas não opõem gerações. As desavenças, cada vez maiores, decorrem do constante atrito entre costumes, valores e tradições.

         As novas gerações aceitam com naturalidade as posturas LGBTs, mas não possuem o direito de exigir, de pais e avós, semelhante complacência. Podem, no máximo, exigirem respeito humano e não agressão.

         É normal que uma avó fique contrariada, ao ver a neta, de 12 anos, colocar um piercing na língua e outro no olho, ou o neto, de igual idade, tatuar no peito a imagem de algum criminoso histórico. O respeito deve ser recíproco, mas a avó tem o direito de ser eternamente indignada.

         As antigas gerações aprenderam a julgar naturais o tabagismo e a ingestão rotineira de álcool, mas, com algum cinismo e acerto científico, condenam o uso de drogas. Reside nas drogas o ponto de maior discordância entre as gerações.

         Gerações anteriores, em que pesem episódios naturais de selvageria humana, era mais respeitosa, especialmente no trato com servidores da educação. Em regra, bastava ter idade superior para merecer um acréscimo de respeito.

         No campo das artes, alegam os antigos que as músicas de outrora possuíam belas letras, e ritmos que embalavam. Para a maioria dos antigos, as obras atuais, muitas, não vão além de estridências e cultos à libertinagem.

         As novas gerações cultivam o maior respeito à natureza e às diferenças entre humanos, levando as antigas gerações a novas e saudáveis posturas. Contudo, falta-lhes o maior respeito a crenças, posturas e valores dos mais idosos.

         As gerações podem conviver em paz, se pautadas por um mínimo de civilidade e respeito humano.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br 

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.     

          

         

Não engane a si mesmo! Nunca! | João Antonio Pagliosa
25 de janeiro, 2018

Em Deuteronômio 11:26, Deus põe diante de nós a benção e a maldição. Há livre arbítrio em nós.

Em 1 Coríntios 3:18, somos admoestados a não nos enganarmos, e que é vã a sabedoria humana se o Senhor não for o nosso senhorio primordial. A sabedoria humana é loucura diante de DEUS, e precisamos tomar cuidado ao afirmar determinadas coisas à nossa alma porque quando descobrimos que estamos nos enganando, somos destroçados emocionalmente e a Bíblia nos alerta: Guarde seu coração para que não se engane a si mesmo. É fácil considerar-se senhor de situações (e inflar seu ego), é fácil cair em erros que atrapalham a nossa vida.

Vejo muitas pessoas a minha volta que manifestam estar em comunhão com DEUS, porém estas pessoas não abandonam seus pecados. Ora, é certo que se enganam porque não existe comunhão entre luz e trevas. Não existe penumbra no reino de DEUS e também não existe o morno.

Em 1 João 1:6 a 8, isto está detalhadamente explicado e comunhão com DEUS implica necessariamente em segui-lo e obedecê-lo.

Jesus virá sem avisos, (como ladrão à noite)e nos surpreenderá razão porque precisamos estar atentos e vigilantes. Não sabemos nem o dia e nem a hora. Leve, pois, uma vida ilibada e correta diante dos olhos de DEUS.

Em 1 João 1:9 e 10 somos alertados que pecamos e devemos reconhecer e confessar com profundo arrependimento o nosso pecado para termos perdão do Senhor. Isto me impulsiona à reflexão de meus comportamentos, de minhas atitudes, pois precisamos refletir sobre nossas ações e questionar: “É correto diante os olhos do Senhor? Jesus agiria como agi se estivesse em meu lugar?” Pense, reflita, e não se engane!

Ainda em 1 João 2:4 e 5, lemos que aquele que declara amar a DEUS mas não guarda a sua palavra é mentiroso e engana a si próprio.

Um pouco a frente, em 1 João 2: 9 a 11 lemos: “Aquele que diz estar na luz e odeia seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço. Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai porque as trevas cegaram seus olhos.”

Ora, sei que não é fácil amar algumas pessoas, mas, sei que é preciso!  Observe que o problema que temos em relação a uma pessoa, na verdade revela o nosso problema. Impaciência (você fala alho e seu interlocutor entende bugalhos), intolerância (às vezes você não suporta determinadas condutas de alguém, e daí é preciso muito amor para tolerar), incompreensão (as pessoas são únicas e devemos compreendê-las, pois possuem qualidades e defeitos diferentes dos meus).

Em situações difíceis devemos nos colocar no papel do outro. Entendo que há muitas pessoas soberbas à nossa volta, mas Jesus quer que nós as amemos. Ame sempre o pecador e abomine sempre o pecado.

Tenho amor por aqueles que sofrem de “incontinência fecal reversa”, mas admoesto que amor entre pessoas de mesmo sexo é ignomínia aos olhos de DEUS. E no que depender de nós, tenhamos paz com todos. Nunca alimente mágoas e nem ressentimentos. Isto é muito danoso à você.

Oh, Senhor! Guarde o meu coração para que não se engane. Para que eu saiba discernir se estou em luz ou em trevas.

E, prezado leitor, quando DEUS está no controle, tudo aquilo que vem contra nós, perde a direção e não nos atinge e não nos causa dano algum. Estamos sempre protegidos. E ai daqueles que oprimem e sufocam pessoas de DEUS.

Com carinho

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 23 de janeiro de 2018.

Pouco aprendemos | Pedro Israel Novaes de Almeida
18 de janeiro, 2018

Mais aos trancos que barrancos, a humanidade segue sua sina de percorrer os rumos traçados pela história.

         Na verdade, a história não só escreve o passado, como delimita o futuro. A história não determina o futuro, mas ensina atributos humanos que atravessam milênios, ensejando a antevisão de comportamentos e consequências.

         Povos que já passaram por graves crises, e sobreviveram, atingiram graus de civilidade superiores aos que, como nós, insistimos em repetir erros do passado. Japoneses figuram como exemplos de soerguimento e progresso, como resultado natural de tantos desastres, naturais ou humanos.

         Os brasileiros sofremos, há séculos, os desvarios de administrações calamitosas, em todos os níveis. O berço sempre foi esplêndido, mas o sono conturbado.

         Temos o comportamento de hienas, sempre sorrindo, em plena lama. Sempre consideramos que ainda falta um pouco para chegarmos ao fundo do poço.

         Já passamos por ditaduras e gestões profícuas, mas pouco aprendemos. Ainda esperamos por um herói honesto, que virá montado em cavalo branco, fulminando corrupções e descaminhos.

         Já penamos administrações anunciadas como redentoras dos pobres e oprimidos, e mandatários justiceiros, pelo simples fato de darem enganoso combate a marajás. Redentores de pobres aumentaram a pobreza e faliram o Estado, e caçadores de marajás nada conseguiram, a não ser gestões desastradas e corruptas.

         Em meio a tantos desconcertos, a administração menos calamitosa surgiu justamente com um mineiro, presidente quase por acaso, que assumiu posturas efetivamente republicanas. As más línguas tentam empanar o currículo de Itamar Franco, apontando o estranho topete e a atração por mulheres vistosas.

         Os novos tempos, com fartas informações e publicidade, têm a contraindicação de direcionar as mídias, fazendo bandidos parecer heróis, e ladrões simples perseguidos. Por aqui, quando São Pedro faz chover na melhor época, os louros vão para o ministro.

         Pequenos favores costumam calar dissidências, e grande pecados podem parecer esforço em prol dos desvalidos. Delegando mandatos, acabamos por criar reinados.

         Somos, na verdade, eleitores compulsórios, movidos a máquinas publicitárias e midiáticas tão enganosas quanto ladinas. Ainda vamos repetir os erros do passado, que pouco ou nada ensinaram.

         Na ânsia por buscarmos as pessoas certas, acabamos por não amadurecer instituições, que hoje sucumbem, uma a uma, desacreditadas. Não estamos distantes do caos institucional, com reflexos no dia a dia de cada cidadão.

         A esperança é que sobrevivamos até o próximo pleito, e dele surja algum herói que não voe nem faça milagres, mas seja simplesmente honesto. Mais uma vez, a história ronda o ambiente, ensinando que nada aprendemos.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.     

Festa ou gastança | Pedro Israel Novaes de Almeida
10 de janeiro, 2018

Houve um tempo em que a realização de feiras e exposições agropecuárias envolviam, até de maneira irresponsável, prefeituras de todo o Brasil.

         Artistas famosos, pagos a peso de ouro, interrompiam os shows, para citarem o nome do prefeito e outras autoridades, em completo e absurdo descumprimento do princípio da impessoalidade. Algumas prefeituras assumiam o risco decorrente de eventual prejuízo de tais shows.

         Com o advento da crise, e obrigadas pela pobreza dos cofres públicos, as autoridades iniciaram um processo de distanciamento de tais festas, limitando a participação ao estritamente necessário. Na verdade, os eventos, de há muito, desviaram-se de seus objetivos iniciais.

         As festas passaram a buscar a frequência de multidões, sequiosas por parques, shows e rodeios. A parcela efetivamente destinada aos agricultores e pecuaristas foi crescentemente reduzida.

         Produtores buscam bons reprodutores, ensinamentos técnicos, oportunidades de negócio, tratores, máquinas e implementos, material genético e, sobretudo, integração e troca de informações, dentre outros benefícios. A eles, pouco importa o artista, o parque e o rodeio.

         Comerciantes sempre reclamaram da ressaca pós- feiras, com a inevitável queda das vendas, nas semanas e meses seguintes. As festas, de fato, exportavam economias locais e regionais.

         Na busca de multidões, as feiras, muitas, menosprezavam artistas locais, por não figurarem dentre os campeões de popularidade. Saberes rurais, do dia-a-dia dos produtores, também costumam ser menosprezados.

         Exposições, feiras e festas, voltadas exclusivamente aos produtores, envolvem poucos recursos, e ainda podem propiciar a integração entre urbanos e rurais. A culinária local pode ser valorizada, e produtos os mais diversos podem ser ofertados.

         As prefeituras, em respeito às prioridades ainda insatisfeitas, como conservação de estradas e ruas, saúde, trânsito, segurança e saneamento, dentre outras, devem colaborar no estritamente necessário, sem qualquer gasto, risco ou esforço com rodeios, shows, parques e beberagem.

         Sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e até produtores isolados podem organizar e patrocinar tais festas, sem verter recursos das tetas públicas. Se os envolvidos na atividade não forem capazes de tal iniciativa, é preferível não realizar tais eventos.

         Alguns municípios, como Barretos e Ribeirão Preto, fazem das festas fonte de atração turística e financeira, em nada parecendo as muitas festas interior afora, que trocam poucos dias de euforia por meses seguidos de penúria, que atinge pesadamente os moradores locais e suas necessidades.

         É hora de rever antigos hábitos, tão perdulários quanto extravagantes, e, agora, também irresponsáveis.

                                                                    pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

                 

A excelência da sabedoria | João Antonio Pagliosa
10 de janeiro, 2018

Um pouco de estultícia (esperteza), para a sabedoria e para a honra é como uma mosca morta que o perfumista utiliza para fabricar o unguento que exala mau cheiro.

A estultícia deteriora a honra e macula a sabedoria. Ela é antagônica a sabedoria pois o coração do homem sábio se inclina para o lado direito, mas o do estulto, para o lado esquerdo.

Prezado leitor, não se ausentes quando se levantar contra ti a indignação de pessoas poderosas. Isso já aconteceu comigo, e lembro que o ânimo sereno sempre acalma os grandes opressores.

É comum observarmos pessoas poderosas reservarem altos cargos a tolos e néscios, enquanto sábios são designados a posições inferiores. Situações assim sempre fazem o povo perecer. E sofrem mais, aqueles que menos tem.

Se o ferro possui alguma ferrugem, e não se lhe afia o corte, é preciso multiplicar a força; mas a sabedoria resolve a questão com bom êxito.

Numa conversa informal é fácil observar que as primeiras palavras na boca de um tolo são estultícia, porém as últimas são loucura perversa.

O estulto fala muito, e por muito falar, enreda-se em suas próprias palavras.

A preguiça fará desabar o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa. Porém, ditosa é a casa onde seus membros sentam-se à mesa a seu tempo, para refazerem suas forças, e não para a bebedice.

Nunca amaldiçoes aquele que detém o poder e nem tampouco o rico. Não faça isso nem mesmo no interior de teus aposentos porque as aves do céu poderiam levar a tua voz, e o que tem asas daria notícias de tuas palavras.

Seja sempre pacífico... Aprenda a viver em paz com todos.

 

Praia de Fora, 09 de janeiro de 2018.

João Antonio Pagliosa

Engenheiro Agrônomo

Rouba, mas faz | J. Barreto
10 de janeiro, 2018

ROUBA, MAS FAZ.

Assim, os ademaristas respondiam as críticas ao seu líder, o governador Ademar de Barros:  “róba mais faiz.”  Temos que reconhecer que ele foi um grande progressista, com uma visão superior aos políticos de sua época e deixou um legado em obras que foram o embrião de muitos feitos atuais. 

Naquela época não tínhamos um Joaquim Barbosa e nem um Sérgio Moro e sua equipe da Lava Jato, e tudo ficava nas evidencias e nas conjunturas, sem que houvesse uma prova cabal.  Se ele roubou, como acredito que sim, hoje ele seria um ladrão pé de chinelo ou um corrupto amador, em comparação aos nossos atuais políticos, que não tem um mínimo de senso moral, e nem limite as suas ganâncias, mas que roubam e nada fazem. 

Temos também um ditado bastante antigo, e que hoje é atualíssimo; que diz: “Diga-me com quem andas e direi quem sois.” Em maio de 2016 em um de meus artigos afirmei que não acreditava no Temer, mas que torcia para que o mesmo desse certo, pois minha torcida era e é o Brasil.  Infelizmente minhas dúvidas se confirmaram, e ele desde o início, e até hoje, tornou-se em uma ilha rodeada de corruptos, ladrões e indiciados judicialmente, por todos os lados. Os poucos políticos e as poucas lideranças moralmente ilibadas não encontram espaços neste serpentário, e têm até medo de qualquer aproximação, pois podem ser indevidamente confundidos com os mesmos. 

Não sei quem é pior, o Temer que compra ou esta canalha que se vende em benefício próprio, não importando o que possa acontecer ao Brasil e aos brasileiros, desde que eles levem vantagem.  Hoje temos múltiplas escolhas em quem não votar, e mínimas escolhas em quem votar. Tenhamos muito cuidado ao votar, para não cairmos nas ciladas e votar nas crias daqueles que rejeitamos.

 

JBARRETO  

 P.S.¹: Assisti no Jornal Nacional que o palácio do planalto, contrariando um mandato judicial, irá dar posse no ministério do trabalho, a cristiane brasil, mui digna representante da canalhada, filha do ex presidiário, roberto  jeferson, presidente do ptb.    Isto é um afronta ao povo brasileiro, uma desmoralização a nossa frágil democracia e uma vergonha perante as demais nações.  

 P.S.²: As grafias em minúsculo são propositais, representando o descaso que  merecem.

    

Avenida do Zé | Pedro Israel Novaes de Almeida
04 de janeiro, 2018

A humanidade, velada ou abertamente, sempre buscou o reconhecimento social, e a própria imortalidade.

         O reconhecimento social tem ocorrência quase espontânea, nascida do reconhecimento coletivo de atos ou pensares beneméritos. É um ato de justiça, eterno sobrevivente na memória popular, escritos, quadros, estátuas e transmissão rotineira de cultura.

         A imortalidade não existe. É normalmente confundida com popularidade, sempre circunscrita a lapsos temporais, limites geográficos e grupamentos humanos.

         Eis que a humanidade, repleta de caprichos e quereres, sempre tentou tornar imortais algumas pessoas, pelos mais diversos motivos. Vez ou outra, mas raramente, tenta imortalizar indivíduos beneméritos.

         Dar nomes de pessoas a ruas, avenidas e outros logradouros públicos é um rematado absurdo. A atitude tem o condão de escravizar gerações, obrigando-as a utilizar como referência, no dia a dia, nomes com os quais, ao longo do tempo, foi perdendo o liame histórico.

         Nominar logradouros públicos também é expediente rasteiro para agradar famílias com elevado número de eleitores, ou dar publicidade a partidos, com homenageados de memória vinculada à agremiação.

         Nomes de pessoas conturbam a localização do logradouro, dificultando-a. É comum, ao pedir informações, o cidadão ser informado de que a rua Emengardo Corrupto fica logo após a avenida Cidinha Namoradeira, antes da praça Lindolfo Emanuel Azevedo de Souza Impichado.

         Poderosos de hoje ou ontem podem, no futuro, serem reconhecidos como péssimos cidadãos e políticos desonestos, e não será fácil retirar de placas públicas seus nomes e “boas” referências. Nossos legislativos não costumam ser tão isentos e precavidos.

         Cidades melhor planejadas nominam ruas e avenidas com letras, números e até nomes de pedras, animais, pássaros, plantas, países, estados, cidades, etc. Tal postura elimina o risco de homenagens equivocadas e individualistas, facilitando a orientação geográfica popular.

         É tradição, em populações menos bárbaras, o respeito aos nomes nascidos no seio dos munícipes. Tais nomes possuem significado histórico e já foram assimilados pela população.

         O Largo dos Amores, a rua da Biquinha, a avenida da Boiada e tantas outras  denominações deveriam ser mais respeitadas, e jamais substituídas por nomes de pessoas. É um desrespeito que já vitimou a maioria de nossas cidades e populações.

         A humanidade conseguiu imortalizar o descaso com a impessoalidade. Ainda chegaremos ao tempo em que as escolas, os pátios, as salas de aula e cada porta terão nomes próprios.

         As sanhas e caprichos humanos persistem insaciáveis.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

        

                 

Desumanos |
13 de dezembro, 2017

Não cremos que Deus tenha feito o homem à sua imagem.

         Deus não tem tantos defeitos. Logo no início, bastou uma linda maçã e uma cobra esperta para acabar com o paraíso.

         A humanidade tem seus méritos, mas é sobretudo encrenqueira. Sempre descobre, e exercita, alguma maneira de conturbar o ambiente e gerar infelicidades.

         Os homens divergem, e guerreiam, até pela visão que possuem de seus deuses e céus. A briga entre religiões é surda e muda, mas contínua.

         A humanidade chegou a criar deuses que adoravam o sacrifício de ovelhas e pessoas, e distribuíam graças ao simples verter do sangue de inocentes. Embora repleta de gênios e filósofos, a humanidade fez sua história na supremacia da força, bem mais convincente que argumentos e ideais.

         Nosso passado revela muitas guerras de conquistas, com direito a escravizar vencidos, saquear patrimônios e demolir culturas e tradições. Quando não guerreiam por poder e posses, guerreiam pelo simples prazer de guerrear.

         A humanidade ficou ereta, caminhou, progrediu e tornou-se mandatária, e malversadora, da natureza. Contudo, ainda não conseguiu livrar-se de sua selvagem animalidade.

         Sabemos, a contragosto, que a felicidade é uma sensação passageira, e que os objetivos perdem seus encantos, tão logo alcançados. Vivemos, desde os primórdios, em ambiente infeliz, entremeado por uma ou outra felicidade.

         O dilema atual da humanidade reside na incapacidade de tornar perpétuos os avanços, e passageiros os retrocessos. A escolha de mandatários, nos países onde tal prática ainda é permitida, revela que o espírito público tem, na agigantada maioria das nações, o comportamento de uma torcida de futebol.

         Bons mandatários possuem breves reinados, até pelo fato de sequer cogitarem a perpetuidade no poder. Déspotas e ditadores, honestos e desonestos, fazem de um mandato o passaporte para o mandato seguinte.

         A humanidade é tão selvagem que sequer consegue estar representada nos meandros do próprio poder. Se algum dia dividiu-se em ideais, hoje divide-se em turbas e hordas, entoando hinos a líderes apequenados, com passado e futuro pouco virtuosos.

         Surgem, aqui e acolá, a todo instante, estranhas ideologias e pensares, todos com grande número de adeptos, convergentes no objetivo de escravizar seus semelhantes. Existem até aqueles, ditos terroristas, que explodem cenas públicas pelo prazer de distribuir infelicidades e sobressaltos, mesmo sem conhecer suas vítimas.

         Quando de alguma ocorrência violenta e atroz, ensina a história que não mais devemos proclamar que é desumana. Na verdade, nossas infelicidades são muito humanas.

                                                                    pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.       

Crise amarga | Pedro Israel Novaes de Almeida
07 de dezembro, 2017

Estamos chegando ao fundo do poço.

         A crise chegou às unidades de saúde, a cada dia mais necessárias, em um país onde metade da população sequer conta com satisfatório saneamento básico.

         Nas poucas cidades onde hospital e pronto-socorro funcionam, ainda que precariamente, é possível verificar a firme atuação de voluntários e abnegados, minimizando a falta de estruturas, pessoal e até medicamentos.

         No crônico desencontro entre orçamento e gestão, brasileiros, aos milhões, não conseguem atendimento médico, e cirurgias eletivas viraram um luxo, à disposição de poucos.  Mortes e sofrimentos alimentam as manchetes dos noticiários, e as estatísticas demonstram que vivemos uma situação de guerra, no mais silencioso dos combates.

         O lado cruel da crise reside no fato de serem, as vítimas, cidadãos com menos recursos e pequeno relacionamento social com pessoas influentes. Gestores públicos, dos pequenos aos grandes municípios, experimentam o desafio de eleger prioridades, em ambiente de orçamentos declinantes e necessidades públicas crescentes.

         A disputa pelo agravamento da crise segue célere, alternando omissões e erros dos governos federal, estadual e municipal. Muitos prefeitos, cujas cidades não contam com hospitais e unidades de socorro, despejam pacientes em municípios vizinhos, sem a proporcional colaboração financeira para a manutenção dos serviços.

         Na maioria dos municípios brasileiros, as unidades de saúde andam sobre rodas, com pacientes perambulando em ambulâncias, mundo afora. A crise na saúde é o mais cruel e desumano reflexo dos erros e crimes que marcaram, historicamente, nossas administrações públicas, desde que aqui aportou a primeira caravela.

         O difícil é explicar, a algum cidadão desassistido, que nosso problema nunca foi de incompetência administrativa, mas de desonestidade explícita e crescente.   Em meio ao descalabro, caminhamos ainda sem rumo, ouvindo aplausos e saudações aos aventureiros de sempre, tanto dos que juram amor aos pobres e pernoitam com milionários, quanto dos justiceiros da ordem, nos mais autêntico estilo bedel.

         Em outros países, as crises geraram aperfeiçoamentos e enobreceram a história. Por aqui, por enquanto, apenas vítimas.

         Vivemos um momento em que um grupo de servidores públicos assalariados, encastelados na operação Lava Jato, faz hercúleo e heroico esforço para ao menos punir e desestimular os assaltos ao erário, muitas vezes enfrentando dificuldades no Executivo, Legislativo e Judiciário. Mesmo assim, enfrentam campanhas, tão sórdidas quanto radicais, de achincalhe e descrédito.

         Somos um país soberano, e talvez a crise nos conduza a nação com valores e cultura civilizados, onde a esperteza desonesta não seja saudada como natural e até engraçada. Depende de nós !

                                                                     pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

Teje preso | Pedro Israel Novaes de Almeida
30 de novembro, 2017

A prisão, ao contrário do senso comum, não é um castigo.

         Na verdade, a prisão é uma salvaguarda, para onde são levados, e mantidos, os que representam risco à sociedade. Representa uma medida extrema, para impedir a repetição e continuidade de malfeitos.

         Tão importante quanto a perda da liberdade, é a sua duração, entre nós arbitrada em até 30 anos. Perder a liberdade, para a maioria das pessoas, é como suspender temporariamente a própria vida.

         Cresce, dia a dia, a ilusão de que a prisão destina-se à ressocialização. Na verdade, a ressocialização é uma consequência desejada e até perseguida, mas o objetivo maior do cárcere é a retirada do convívio social.

         Tratando-se de corruptos, a ressocialização é impossível, e voltam sempre a delinquir, tão logo presentes as condições necessárias ao crime. São ineficientes, irrealistas e até cômicas as vedações meramente temporárias ao exercício de cargos públicos e mandatos, consagradas em nossas leis.

         A sociedade ainda entende a justiça como vingança, e se pudesse aplicaria ao matador o dobro das facadas que este aplicou à vítima. É natural e até humano tal entendimento, ainda mais atualmente, quando os linchamentos ocorrem com frequência cada vez maior.

         Não temos pena de morte, prisão perpétua ou trabalhos forçados, e sequer tratamentos cruéis são permitidos. Perdimento da liberdade e patrimônio figuram como penas severas, no âmbito penal.

         Nossa realidade prisional nada tem em comum com os ditames legais que regem a matéria, e na prática ocorre uma estrutura medieval de mandos e desmandos, que vão da pena de morte à escravidão, sempre tendendo ao aumento da reincidência e aliciamento criminal.

         Nossas prisões cultivam o ócio, e são raras as que oferecem chances de trabalho e aprendizado profissional, estes sim, ressocializantes. Algumas religiões e organizações de voluntários têm operado milagres, na contramão do horror dos presídios.

         Se, em alguns cárceres, há desrespeitos, em outros sobejam privilégios, igualmente ilegais, a presos outrora poderosos, principalmente mandatários públicos. O Estado do Rio de Janeiro é o exemplo maior de odiosos privilégios, que persistem apesar das escandalosas manchetes que vez em sempre ensejam.

         Existem prisioneiros comuns em excesso, e ainda poucos os corruptos engaiolados. Existem prisioneiros já aptos ao convívio social, e outros que persistirão perigosos, mesmo após o cumprimento da pena.

         Para discernir a aptidão à liberdade precisamos de um sistema penitenciário que consiga, a um só tempo, ser rígido, tecnificado e sobretudo humano, ainda distante. Saidinhas que geram fugas e vítimas pouco ou nada adiantam.

         Nossas prisões, pelo visto, continuarão sendo um amontoado de presos, caras, ineficazes e geratrizes de mais problemas que soluções.

                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

         O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

          

Como mudar mentes | João Antonio Pagliosa
06 de novembro, 2017

Eis aí uma tarefa assaz difícil, e de extrema complexidade, e que requer habilidade se ambicionamos êxito na empreitada. Mudar mentes depende exclusivamente de quem assume e se conscientiza que pensa e, portanto, age de maneira incorreta.

O primeiro entrave: Ninguém gosta de admitir erros. Vergonha, autoestima ferida, decepção consigo próprio, mágoas, fazem a pessoa procrastinar mudanças, e por isso, sofrem coisas que não precisariam sofrer.

Houve tempos em que eu considerava mudar mentes uma batalha perdida, e dezenove anos atrás escrevi um artigo comentando sobre a imutabilidade da cabeça do homem.

Raciocinava, outrora, que pau que nasce torto morre torto, as mudanças eram superficiais e no cerne, nas suas essências, o homem não mudava.

Embora esteja cercado de provas de que pessoas não mudam suas cabeças, atualmente não penso mais assim. Hoje compreendo que as pessoas podem mudar radicalmente as suas vidas, mas elas precisam se convencer disso, e precisam, principalmente, querer isso. Por quê? No livro de Atos 6 : 6, conhecemos a figura de Estevão, um homem cheio de fé e cheio de Espírito Santo, que fazia prodígios e grandes sinais,  milagres), entre o povo judeu.

Você, leitor, sempre levantará a ira de seus adversários quando mostrar habilidades, sabedoria e sucesso. E estes adversários vão aprontar armadilhas para derrubá-lo. Isso aconteceu também com Estevão.

Os sumo sacerdotes do Sinédrio, (o S.T.F. da época), não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual Estevão falava, e então, subornaram pessoas, as quais testemunharam assim: “Temos ouvido este homem blasfemar contra Moisés e contra Deus.”

Pronto, estava armada a armadilha. Estevão foi julgado e todos que estavam no Sinédrio, fitando os olhos naquele apóstolo de Jesus, viram o rosto de Estevão, como se fosse rosto de anjo. Era, prezado leitor, a presença de Deus, naquele fiel servidor.

Sempre menciono que Deus nunca abandona aliados. Ele atravessa os desertos conosco, Ele permanece ao nosso lado quando adoecemos, quando estamos carentes e famintos de tudo e de todos. Ele é fiel, não muda e não quebra os princípios que Ele próprio instituiu.

No transcorrer do julgamento, Estevão demonstra toda a sua sabedoria e confronta os sacerdotes e o povo judeu. Isso está em Atos 7 : 51 e 52, e Estevão diz : “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram os vossos pais, assim também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardaste.”

Ouvindo estas palavras, enfureceram-se os judeus e rilhavam-se seus dentes e arremeteram-se contra Estevão, que pleno do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e viu Jesus, que estava a direita do Pai, e disse; “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem, em pé a destra de Deus.”

Queridos, Deus não abandona seus aliados, e por isso Jesus está de pé e não sentado. E o povo enfurecido, lança Estevão fora da cidade e o apedrejam. As testemunhas deste massacre insano deixam as vestes de Estevão aos pés de Saulo, o cirineu. (o qual se tornaria o apóstolo Paulo).

Enquanto o apedrejavam, Estevão invocava e dizia: “ Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” E ajoelhando-se, enquanto as pedras o matavam, ele clamou em alta voz: “Senhor, não lhes imputes este pecado.” E com estas palavras, Estevão, adormeceu. Morreu, e cumpriu brilhantemente a sua tarefa. Tornou-se o primeiro mártir da Igreja de Jesus Cristo, após a descida do Espírito Santo.

Prezado, deixe-me dizer-lhe algo: Quando aceitamos Jesus de verdade, nós somos completamente transformados, nós não nos importamos mais com nós mesmos. O nosso próximo é nossa prioridade. O nosso desejo carnal, nós o sufocamos, a nossa alma que é a origem de nossos pecados, nós a dominamos, e alinhamos o nosso querer com o querer de Jesus.

As angústias, as depressões, os pânicos, e todas as confusões psíquicas que atormentam pessoas deste mundo, mundo que lamentavelmente jaz no maligno, são resultados de preocupações com nosso próprio umbigo, com o nosso próprio eu. Cristão que sofre as agruras de mente fragilizada, necessita urgentemente se ajoelhar perante Jesus e clamar pelo seu socorro. Esta é a terapia que funciona! Mudança de mente somente acontecerá quando nos voltarmos para Deus, quando entendermos a nossa pequenez sem a sua presença. E, concomitantemente, a nossa real soberania e extrema competência em tudo que é bom, útil e agradável acontecerá com a presença de Deus.

Aliança com Deus, eis aí, a chave para mudar mentes.

 

Curitiba, 04 de novembro de 2017

 

João Antonio Pagliosa

Engenheiro Agrônomo

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br