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  • Condescender poderá ser a sua ruína! | João Antonio Pagliosa
    08 de junho, 2016

     

    A queda de um homem com princípios. Por que ela ocorre?

    Na sua época, o rei Davi foi o homem mais poderoso de toda a Terra, e indubitavelmente o homem mais festejado, mais honrado, e também o mais invejado.
    E Davi era um humilde pastor, não possuía altura suficiente, nem porte físico para ser um guerreiro; não tinha habilidades para as guerras, e apesar disso tudo, foi escolhido pelo Senhor para ser o rei de Israel, em substituição ao rei Saul, que se desviara dos caminhos de Deus. 
    Em 1 Samuel 16:7, Deus disse a Samuel: "Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração."
    E Deus escolheu o pequeno Davi! A escolha foi em função do coração daquele jovem, de sua fé, e da bondade que transbordava naquele menino.
    Em Deuteronômio 17:14 a 20, Deus revela ensinamentos sobre a eleição e os deveres de um rei, e enfatiza: "Tampouco para si multiplicará mulheres, para que seu coração não se desvie; nem multiplicará muito para si, ouro e prata."
    Deus é muito sábio e conhece as fraquezas do homem que criou. Sabe que em relação a sexo, a dinheiro e a poder, o homem é muito, muito fragilizado, e por tais coisas, (que são a realização de muitos incautos), está disposto a flexibilizar princípios e a fazer pequenas concessões. Por essas coisas o homem admite pequenos desvios de conduta, afrouxa a sua moralidade, e a partir disso, a partir daí, começa a sua decadência.
    E os pequenos desvios, como os rios se avolumam,e se transformam em grandes desvios.
    Em 2 Samuel 5:13, lemos: " Tomou Davi mais concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom, e nasceram-lhe mais filhos e filhas."
    Em 2 Samuel 11: 1 a 5, lemos que o rei Davi, naquele momento, já se considerava "o cara", e o versículo 1 mostra que o rei já não participava de batalhas, e permanecia seguro no luxo e conforto de seu palácio. E então, nessa vida de delícias e prazeres, é muito fácil qualquer homem se desvirtuar, e Davi viu Bate Seba, se encantou com a formosura daquela mulher sensual. E, sem hesitar a chamou para si.
    Mas o rei foi admoestado por muitos:" Mas, rei, ela não! Ela é esposa de seu soldado Urias que está na guerra!" "Não faça isso, ó rei!"
    Os avisos foram inúteis. O rei Davi não ouviu ninguém! O seu desejo carnal por aquela mulher foi mais forte, e Bate Seba dormiu com Davi. E para azar do rei, ela engravidou!
    O rei estava em maus lençóis porque o marido estava fora, em luta por Israel. Como podia Bate Seba engravidar? 
    Davi resolve chamar Urias a Jerusalém e este vem e se apresenta ao rei que lhe concede alguns dias de descanso, para que ele fique com sua esposa. E Urias não aceita e responde: " Longe de mim descansar e dormir com a minha esposa enquanto meus soldados estão lutando, ó rei. Se me permitir, agora mesmo retorno ao campo de batalha."
    Davi assentiu e preparou uma estratégia que acabou matando Urias e todo o seu pelotão de soldados.
    E a imagem de Davi,perante todos os seus subordinados começa a ser denegrida. A sua integridade começa a desmoronar!
    O orgulho de possuir Bate Seba entrou no coração de Davi, e orgulhosos não ouvem ninguém! Daí, para cometer erros crassos é apenas um passo. E erros custam sempre muito caro. No caso do rei Davi, foi excepcionalmente caro!
    Queridos, quando nós flexibilizamos, quando condescendemos, quando toleramos pequenos desvios em princípios instituídos por Deus, nos perdemos a confiança e a admiração das pessoas. Isso é um fato, e existe desde sempre.
    Nossa imagem e nossa moral perdem integridade, e passamos  a ser vistos como um qualquer, passamos a ser desprezados.
    E o rei Davi perdeu sua integridade governamental também! Uma pessoa que não tem ética com a sua própria família, não terá ética com mais ninguém!
    Em Levítico 20:10, lemos; " Se um homem adulterar com a mulher de seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera."
    E o rei Davi conhecia muito bem as leis, prezado leitor!
    E então, para o rei Davi, ocorreu também a perda da integridade espiritual, e em 2 Samuel 12 : 7 a 9, encontramos: "Então, disse Natã a Davi:" Tu és este homem. Assim diz o Senhor Deus de Israel: Eu te ungi sobre rei de Israel, e eu te livrei das mãos de Saul; e te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio, e também te dei a casa de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te acrescentaria tais e tais coisas. Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos?  A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom."
    Veja, prezado leitor, desvios de conduta nos levam a ruptura de nossa integridade física, intelectual, emocional, profissional, moral, espiritual. Somos reduzidos a cacos!
    E que lição devemos tirar disso?
    Prezados, os riscos e os perigos que todos corremos, normalmente são muito sutis. E é por isso que precisamos estar vigilantes, alertas, e é imperioso entender que precisamos prestar contas de todos os nossos atos. Não se iluda porque é assim, e sempre será!
    Se você permitir que Deus confronte a sua vida, e se viver na dependência D'Ele, tudo, absolutamente tudo irá dar certo em sua vida. Aleluia!
    Pergunte-se frequentemente: A quem eu devo prestar contas?
    Nós sempre precisamos prestar contas a alguém, não é verdade? Faça isso com consciência, faça isso a todos a quem preza, mas faça principalmente a Deus, que é o responsável por tudo em sua vida, inclusive pelo pulsar de seu coração. Seja alegre, seja grato! Deus o abençoará por isso! Serão recompensas EXTRAORDINÁRIAS!
    Atenciosamente

     

    João Antonio Pagliosa
    Curitiba, 03 de maio de 2016. 
    p.s.: Este artigo foi escrito com base na ministração do pastor Paschoal Piragine Júnior, na Holy Hour, realizada no Castelo do Batel  em 30 de maio de 2016.
     

     

     

     

     

     

  • Não falha, não atrasa, não descumpre promessas! | João Antonio Pagliosa
    08 de junho, 2016

     

    Intercessão é oração em prol de algo ou de alguém, e é base de qualquer Igreja. Igrejas não terão sustentação, se não tiverem intercessores orando fervorosamente. Orar é básico!

    Nós cristãos somos herdeiros da benção! Quando ela não me alcança a culpa é apenas minha, porque bênçãos estão sendo constantemente despejadas. Despejadas como chuva serôdia.

    Quando estou em estado de pecado, me afasto de Deus, e como que abro um guarda chuva sobre mim. E a chuva serôdia das bênçãos do Senhor, não me alcançam. É uma lástima, pecar!

    Na Bíblia aprendemos que somos descendentes de Abraão, e,

    descendentes são os dignos herdeiros das promessas de Deus.

    Na Epístola de Paulo aos Hebreus, 1 :2, lemos que o Filho, isto é, Jesus, foi constituído herdeiro de todas as coisas, e Ele nos tomou por herdeiros.

    Em Genesis 1 : 26, ao criar o homem, Deus disse: “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” Observe leitor, que Deus fala com o verbo no plural, isto significa que participaram da criação do homem, Deus Pai, Deus Filho (Jesus), e Deus Espírito Santo, e somos oriundos do pó da terra mais água e mais fogo (que é o Espírito Santo, o nosso consolador).

    Somos filhos de Deus por adoção; Deus nos ama tanto que sacrificou o cordeiro Jesus, (até aqui Filho unigênito), para que tivesse uma grande família, e por esta morte de cruz somos herdeiros de suas promessas.

    Deus sempre quer o melhor para nós, entretanto, nós criamos as dificuldades que infernizam a nossa vida, porque nos dobramos aos anseios de nossa carne.

    É preciso força e determinação para lutar contra o pecado pois o  inimigo é sujo, e joga sujo todo o tempo, porém, se com Jesus sofremos, com Jesus seremos glorificados.

    Se você é cristão e segue a palavra de Deus, não pode estar em crise. Diga antes: Eu estou em Cristo! Eu sou herdeiro das promessas! Crises passam e são provas. Cristo não passa!

    E as promessas me alcançarão quando eu me despojar de mim!

    Quando eu alinhar o meu livre arbítrio ao desejo de Deus, que me quer puro, me quer fiel e obediente à sua palavra; então suas graças me alcançarão porque Deus nunca falha, nunca atrasa e nunca deixa de cumprir suas promessas.

    Temos que confiar em Deus, confiar até o fim, e o testemunho do pastor Aparecido Rodrigues foi algo estarrecedor, veja:

    Aparecido era delegado de polícia e havia prendido um indivíduo que afrontara a lei. Este bandido estava de posse de quantia significativa de dinheiro, e procederam-se na delegacia as ações de praxe.

    O bandido assinou documentação que a delegacia havia apreendido seus bens inclusive aquele montante de dinheiro. Tempos depois, o citado bandido foi liberto, ocasião em que todos os seus bens apreendidos foram devolvidos, inclusive a quantia de dinheiro e o bandido voltou a assinar documentação que recebera todos seus bens apreendidos.

    O tempo passou e um determinado dia, o delegado Aparecido recebeu uma intimação e foi responder processo, pois o referido bandido afirmava que seu dinheiro apreendido enquanto preso não lhe fora devolvido.

    Ora, o delegado Aparecido não deu muita importância ao fato porque sabia que o bandido mentia, e havia documentação hábil na delegacia para provar isso.

    E faltando apenas alguns dias para a execução do processo, o delegado Aparecido dirigiu-se a Delegacia para apanhar a documentação do caso daquele bandido, todos os papéis que envolviam o que fora apreendido e que fora devolvido na soltura do bandido. Mas por incrível que pareça toda a documentação daquele caso de prisão e consequente soltura, sumira da delegacia de polícia. Sumira simplesmente e ninguém entendia como.

    E não se encontrou nada! Era a palavra do advogado de defesa do bandido que alegava e sustentava que Aparecido havia ficado com todo o dinheiro de seu cliente, contra a palavra do delegado, que não possuía os documentos que comprovariam sua inocência.

    Era uma situação complicada para o delegado.

    E chegou o dia do julgamento do processo movido pelo bandido.

    O delegado havia orado muito, havia jejuado e pedido a Deus que fizesse justiça naquele caso, outras pessoas intercediam por ele, porém nada acontecia.

    E, Aparecido foi ao seu julgamento visivelmente abatido, ombros caídos, mente um tanto perturbada pelo inusitado da situação.

    Ele se via em maus lençóis, aquele bandido queria prejudica-lo, e ele não tinha as provas para se defender da acusação absurda e mentirosa.

    Caminhava com certa relutância e poucos metros antes de chegar ao prédio da justiça, um homem que ele nunca havia visto, tocou seu ombro e lhe disse: “Olha, me pediram para lhe entregar isso.”

    E de imediato, passou-lhe às mãos uma volumosa pasta com toda  documentação do caso da prisão daquele bandido que o processara.

    Estava tudo ali, os documentos da apreensão, os documentos da devolução dos bens do referido bandido. Tudo!

    Aparecido vibrando de alegria, após conferir rapidamente os documentos, virou-se para agradecer ao homem, mas ele não viu homem nenhum... Olhou para todos os lados e nada..., o homem sumira.

    Ele então, correu para a sessão de julgamento do seu processo, e obviamente tudo deu muito certo para o delegado, que comprovou sua inocência, e o acusador e seu delegado levaram uma grande reprimenda do Juiz.

    São coisas assim que me tocam profundamente! Saber que às vezes precisamos ser provados até o último instante.

    Mas precisamos ser fortes; desistir, jamais. Recuar, jamais!

    Deus não merece o nosso vacilo, não é mesmo?

    Curitiba, 08 de junho de 2016.

    JOÃO ANTONIO PAGLIOSA

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    joaoantoniopagliosa@gmail.com

     

  • A culpa é nossa | Pedro Israel Novaes de Almeida
    07 de junho, 2016

    Os políticos nuca gozaram de grande prestígio popular.

                A autoridade recente de melhor imagem e memória é Itamar Franco, acusado de ostentar os mais controversos topetes e deixar-se assediar por belas mulheres, todas jovens. Defeitos virtuosos !

                Após séculos e séculos de persistentes desgastes, a figura do político brasileiro, de vereador a senador, de prefeito a presidente, é associada à corrupção, fisiologismo, enriquecimento ilícito e divórcio dos interesses do país. Nosso sistema eleitoral e partidário sempre premiou as piores figuras com reeleições seguidas, quase perpétuas.

                Obras e políticas públicas sempre foram propagandeadas e acreditadas como favores pessoais deste ou daquele político, e são muitos os funcionários comissionados, não raro cabos eleitorais permanentes, pagos com recursos públicos.

                No Brasil, os cargos e funções parecem conferir mais benesses que ônus e responsabilidades, e os ocupantes parecem ungidos, não simplesmente empossados.

                A reação popular, depois de séculos de desmandos, aberrações e desonestidades, só podia vir, e veio, com o descrédito generalizado e repulsa peremptória. Hoje, até letrados confessam e irradiam a noção de que nenhum político presta, e que o poder do voto é mera ficção.

                Ocorre que não existe solução ou melhora que não passe pela via política. A política não é necessariamente suja, e representa o único elo entre a população e o Estado.

                É infantil e irreal a noção de que virá, dos céus, um cavaleiro justo e perfeito, montado em belo corcel, para tornar nosso ambiente probo e respeitador. A ideia, ensina-nos a história, sempre conduziu a ditaduras e fascismos. A democracia é uma prática política.

                Ditadores surgem jurando amor ao pobres e apego aos valores e tradições populares. Aos poucos, lotam as instituições com doutrinados, e acabam colocando o país a serviço de seus interesses particulares e de seu grupo de doutrinados. Como julgam-se enviados dos céus, fazem da terra seu brinquedo predileto.

                A honestidade pessoal não pode ser encarada como virtude, mas como obrigação. Desonesto não é só o que rouba, mas também, e principalmente, aquele que se omite.

                Existem milhares de bons políticos, a maioria pouco referida pela mídia, e, importante, não buscam mandatos consecutivos. Buscar seguidamente a reeleição é desonestidade política.

                Ignorar que existem bons políticos, e lança-los todos à vala comum da latrina nacional, é abdicar do poder do voto e abrir mão da democracia. Os brasileiros votamos mal e de maneira irresponsável.

                Votamos, ainda, no cidadão sabidamente imprestável, pelo fato de um sorriso, cumprimento, parentesco, amizade pessoal ou promessa. A tão aplaudida lei da Ficha Limpa pode e deve ser aplicada por cada cidadão, que bem conhece a fera em que votou, defecando na urna.

                O cidadão que anula o voto ou vota em branco tem, no mínimo, a obrigação de ser candidato, ou convencer algum virtuoso a fazê-lo.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                          

                

  • Reforma agrária | Pedro Israel Novaes de Almeida
    07 de junho, 2016

                 A reforma agrária é tema ideologizado, englobando o próprio direito e conceito de propriedade.

                No Brasil, a reforma agrária, salvo raras e honrosas exceções, acabou confinada à mera distribuição de terras, com ares de reforma fundiária. Os governos populistas de nossa década nada inovaram e pouco providenciaram, na área, contentando-se com discursos e promessas.

                Um dos principais obstáculos à boa reforma reside na seleção de beneficiários, privilegiando o invasor ou acampado, em detrimento do agricultor vocacionado, que segue trabalhando e sobrevivendo, à espera da terra própria.

                O MST, ícone da luta pela reforma agrária, é repleto de preconceitos e idiotias, chegando ao extremo de demonizar culturas como soja, reflorestamentos, cana de açúcar, laranjas e pastos, dentre tantas outras. O movimento outorgou-se o direito de julgar, sentenciar e executar a ociosidade de terras. Cientistas de todo o mundo tentam desvendar a origem dos recursos que garantem a sobrevivência dos acampados e invasores.

                Nossa constituição consagrou a obrigatoriedade de cumprimento da função social da propriedade, mas não delegou ao MST tal constatação. Soa absurdo, desrespeitoso e abusivo algum movimento social ignorar a função do poder judiciário, tentando substituí-la.

                A verificação da ociosidade, à partir de índices mínimos de produtividade, é uma aberração jurídica, econômica, social e agronômica, fadada a jazer por séculos nos meandros judiciários. A produtividade é relacionada a contextos climáticos, trabalhistas, econômicos, sociais e, sobretudo de conveniência produtiva.

                Distribuir terras, sem a rígida e imparcial seleção de beneficiários, e sem as necessárias estruturas de apoio é medida perdulária e inconsequente, que prejudica assentados e toda a sociedade.      

                A reforma agrária deve ser iniciada pelas fronteiras agrícolas, sendo risível e caríssima a efetuada nas imediações de Campinas, Ribeirão Preto e outras regiões muito valorizadas. Outro aspecto a ser considerado é que a terra é um dos constituintes da produção, e é enorme o número de parceiros e arrendatários que, não sendo proprietários, geram produções e empregos.

                Existem caminhoneiros sem caminhão, professores sem escola, médicos sem hospitais, garçons sem restaurantes e trabalhadores urbanos sem casa própria. Se todos resolverem pela invasão ou ocupação, votaremos à idade da pedra.

                Devem os governos angariar, na forma da lei, terras dedicadas ao tráfico de drogas, trabalho escravo, bem como as adquiridas com recursos oriundos de crime, e destiná-las, em valor, a prioridades do país.

                Terras também podem ser financiadas a longo prazo, tal qual habitações populares, e trabalhadores urbanos têm tanto direito à casa própria quanto o agricultor sem terra. Só não pode invadir ou ocupar.

                                                                                 pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

               

                     

  • Ética e princípios de vida | João Antonio Pagliosa
    29 de maio, 2016

    Prezado leitor, viver e agir com ética é prazeroso, agradável e sempre muito reconfortante a nossa alma. Viver e agir com ética e respeitando seu interlocutor, nunca é uma concessão ao outro, antes é um grande presente e uma verdadeira dádiva a você mesmo.

    Precisamos sempre crescer como pessoas humanas. Os sábios estão diuturnamente reciclando e lapidando seus conhecimentos, e este crescimento quando espiritualmente alinhado, nos aproxima do divino, e ao realizarmos uma ação benéfica, invariavelmente tranquilizamos nosso espírito e agradável sensação de conforto e bem estar se apodera de nós.

    São ocasiões em que nos sentimos úteis e por consequência, felizes e realizados.

    Paralelamente, ao transgredirmos regras, leis ou princípios estabelecidos, a culpa nos castiga, a consciência nos acusa e vivemos desconfortos e sensações muito incomodas. É penoso, para dizer o mínimo!

    Precisamos todos aprender que não fomos criados para ser independentes, (este é um erro crasso para milhões de pessoas), e em Hebreus, 13:17, lemos: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo, porque isto não aproveita a vós outros."

    Princípios, são verdades infalíveis que se encontram na palavra de DEUS, e que devem ser implementados em vossa vida cotidianamente, até se tornar um hábito. Quando determinado princípio se torna um hábito, este princípio está consolidado em nossa vida, ou seja, aqui não mais transgrido.

    Os princípios foram criados para serem observados e consolidados em nossa vida e em nosso espírito, e o discipulado é criação e ensinamento de JESUS, por isso precisamos obedecer e ser submissos a nossos líderes espirituais. 

    Frequentemente digo a meus filhos: "Quem obedece, não sofre."

    Esta é uma realidade tão simples, tão singela, mas eficientíssima.

    Por vivermos um mundo assaz competitivo, precisamos a todo instante provar e comprovar nossas competências, porque nada é fácil para ninguém que se propõe a vencer honestamente, e é imperioso enfrentar com galhardia as dificuldades cotidianas.

    Então, nunca perca a calma e nunca se lamente ao enfrentar obstáculos e problemas que a vida lhe reserva, e principalmente nunca alimente seus problemas tornando-os maiores do que efetivamente são. Alimentar problemas é dar-lhe corda, postergá-lo e não resolvê-lo. E reclamar, só lhe prejudica.

    Na realidade nua e crua, os problemas nunca são tão sérios quanto parecem num primeiro momento, e quando os enfrentamos com coragem, conhecimento, fé na vitória e em oração, sempre encontraremos alternativas com soluções honrosas e viáveis.

    Precisamos aprender que somos dependentes de DEUS e não das situações terrenas como o seu chefe no trabalho, ou o seu gerente no banco.

    Trabalhe sem se importar com as situações sobre as quais não tem controle. Dê o seu melhor, sonhe e clame o socorro de DEUS, porque Ele nunca abandona aliados. Faça a sua parte com todo amor e confiança que DEUS fará a parte dele.

    O exemplo de José, filho de Jacó e Rebecca, é extraordinário porque ele venceu sem nunca se importar com as terríveis circunstâncias que o rodeavam. Mesmo sofrendo na pele as injustiças mais desumanas, nunca sossobrou, nunca desistiu, nunca reclamou. Sempre colocou a sua confiança em Deus, e por isso chegou onde chegou, de escravo ao segundo homem mais poderoso de todo o Egito.

    Nós precisamos fazer o mesmo. Lutar, confiar, até as últimas consequências, até o fim. Cumprir aquilo que nos compete cumprir. Isso é honra! Isso é glória! Por isso, seremos honrados! Por isso seremos glorificados!

    Em Êxodo, 15:13, está escrito: "Com o teu amor conduzes o povo que regataste; com a tua força, tu o levas à tua santa habitação." Pare e reflita alguns minutos sobre a grandiosidade deste versículo.

    Que maravilha seria vivermos todos em princípios consolidados, que fantástico seria se nossos homens públicos fossem minimamente éticos e consolidassem os sete princípios abaixo:

    1-CARÁTER:É um conjunto de características psicológicas e morais que caracterizam uma pessoa. Em todas nossas ações, o caráter imprime e produz a marca do indivíduo, expressando-a em todas as áreas de sua vida.

    2-SOBERANIA:É a qualidade de exercer autoridade máxima, e de decidir com total autonomia. A soberania precisa ser exercida em nosso raciocínio e ela estabelece e expressa o padrão de pensamento bíblico, fundamentado na verdade absoluta.

    3-União:Aqui é mister a ênfase que não fomos criados para ser independentes (ver Hebreus 13:17) e o princípio da união estabelece a unidade, isto é, algo único e indivisível. A unidade resulta da própria vontade de estabelecer acordos nos relacionamentos, para um propósito comum.

    4-MORDOMIA:A mordomia é um princípio que tem tudo a ver com a administração dos bens que nos cercam. Ela traduz a consciência e atitudes de cuidado com o próximo, consigo mesmo, e com a propriedade, que cada um de nós deve ter. Exatamente por não existirem atitudes de cuidado com o próximo, ocorrem abusos no 
    uso do patrimônio público, e inúmeros privilégios são obtidos por alguns em prejuízo de outros.

    5-SEMEAR e COLHER:Indubitavelmente todas as nossas atitudes e nossa conduta, geram consequências e o princípio de semear e colher, tem tudo a ver com obediência.Obedeça as suas lideranças, aceite os desafios e reflita sobre as conseqüências, após esta decisão.Evidentemente que sempre dentro dos princípios cristãos.

    6-AUTO GOVERNO:Este é o princípio que me ensina a liberdade de exercer domínio sobre a minha mente e sobre minhas ações. A conduta de minha vida é minha decisão, mas se for sábio, entenderei que minha vontade necessita estar alinhada com a vontade de DEUS. Então sou servo e obedeço, mas entendendo que a promessa de vida em abundância é real.

    7-INDIVIDUALIDADE:Este princípio é a nossa identidade e reconhece cada homem e cada mulher, cada criatura de DEUS, como seres únicos e distintos. 

    É a mega hiper super diversidade da criação do Todo Poderoso.

    O capítulo 17 do livro de Jeremias, evidencia que o pecado engana e destrói. O versículo 9 enfatiza que o coração nos engana, ele está sempre propenso a dizer NÃO aos princípios estabelecidos por DEUS, por isso é desesperadamente corrupto.

    Então, a todos os corruptos de plantão, (a lista é bem extensa, não é prezado leitor), acordem para esta verdade bíblica, mudem o seu procedimento, arrependam-se de seus mal feitos para com a nação e seu povo. O tempo está findando e não adianta acumular riquezas que você não vai usufruir.

    Caro leitor, se me seguiu até este ponto, quero recordar que o povo brasileiro está cansado das maracutaias e mutretas e bandalheiras e mentiras e hipocrisias e insanidades e iniquidades e impunidades de nossos políticos em todas as esferas de poder. Quiçá estes insanos recuperem a razão. É por isso que escrevo, e oro, e clamo, e não desisto nunca.

    *Eng. Agrônomo 
    joaoantoniopagliosa@gmail.com

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 28 de maio de 2016.

     

  • Sugestão para um teatro na escola | J. Barreto
    24 de maio, 2016

    1° ato:

    A Dengue, a Zika, e a Chicungunha entram rastejando, muito fracas e clamando por água, até encontrarem três recipientes com água. Depois de beberem elas se levantam rapidinho, começam a pular e saem de cena.  

      

    2° ato:

    Um grupo de jovens está distraído num bate papo, quando são atacados pelos mosquitos sem perceberem. Logo alguns começam a reclamar de sono, outros a sentir dor de cabeça, dor no corpo e a ter febre alta; e todos caem no chão.

     

    3° ato:

    Chega um grupo de mães desesperadas e começam a gritar por socorro, logo chegam o médico e a enfermeira e começam os exames.  O médico diz as mães: “Todos foram picados pelos mosquitos Aedes Aegypti, e alguns estão com Dengue, outros com Chicungunha e outros ainda com Zika, e começam a aplicar injeção em todos eles”. Quando melhoram, um por um vai se levantado cambaleante, e todos saem de cena. 

     

    4° ato:

    Os três mosquitos novamente voltam rastejando e queixando que não há mais água para eles, nem mesmo em uma tampinha de garrafa. Continuam rastejando até os três recipientes, mas estes tambem estão secos, e por não acharem mais água, começam a agonizar e morrem. 

  • Leitura | Pedro Israel Novaes de Almeida
    24 de maio, 2016

                Somos um povo inculto.

                As notícias chegam, telegráficas, pelo rádio e TV. Revistas e grandes jornais são pouco lidos.

                Manchetes são mais lidas que o conteúdo, e costumam aglomerar multidões defronte as bancas. Comprar e ler livros é um hábito de poucos.

                A leitura escolar sobrevive por ser compulsória, quase limitada a obras didáticas, ou enunciadas nos vestibulares. Livros foram substituídos por apostilas, e já são raros os autores isolados.

                A internet tem sido o maior elo entre o brasileiro e a formação cultural, mas os acessos buscam, em regra, redes sociais, que alternam boas escritas a línguas estranhas, fatos e boatos, com farta desinformação. Bem utilizada, a internet pode ser tão útil quanto um bom livro impresso.

                Rádio, TV e internet substituíram os jornais, no quesito notícia. Antes de abrir o jornal, o cidadão já foi informado do fato, o que tem levado as publicações a comentários, análises e descrições de contextos.

                Esporte, fofocas políticas e sociais, horóscopo e manchetes escandalosas disputam a preferência dos leitores, sempre ansiosos pelo caderno de negócios, sejam de veículos, animais, imóveis e materiais usados, além da oferta de empregos e serviços. O caderno de negócios costuma ser o alvo predileto dos gatunos de bancas.    

                A leitura atenta desenvolve habilidades, como a capacidade de abstração, memorização e entendimento de enunciados. A leitura ensina a língua, tão judiada pelo rádio e internet.

                Com pouca leitura, consagramos a oralidade como meio de transmissão da cultura e informação. A oralidade pode, em determinados contextos, gerar guetos e alimentar vícios, aí incluídos os preconceitos e superficialidades.

                Na verdade, a escrita costuma ser bem mais cuidadosa e elaborada que a fala, e daí mais acreditada. Pouquíssimos autores escrevem “menas”,  termo recentemente utilizado até por um senador da república, em sua tribuna.                                           

                Povos mais cultos e informados constroem ambientes amadurecidos e politicamente mais estáveis, sendo pouco receptivos aos aventureiros de sempre. Costumam ser mais respeitadores e solidários.

                No contexto mundial, figuramos em péssima posição, no quesito leitura.  Outros povos ensinam a leitura como hábito e exemplo familiar.

                Nossa triste condição pode ser avaliada pelos baixos índices de audiência de noticiosos, entrevistas e reportagens especiais, e altíssimos índices dos programas de fofocas e intimidades de famosos. Em nosso meio, são poucas e pouco frequentadas as bibliotecas. Vamos mal !

                                                                                        pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

     

  • Morrer sem mistério | Pedro Israel Novaes de Almeida
    17 de maio, 2016

    Morrer é complicado.

                A maioria das pessoas não teme a morte, mas teme a maneira de morrer. É sonho universal morrer dormindo, sem sofrimentos.

                No Brasil, milhões de órgãos deixam de ser transplantados, diariamente. Existem mais doadores que doações, pois não raro a família nega a vontade do cidadão, e são poucas as estruturas públicas disponíveis.

                Doadores nem sempre manifestam a vontade de doar todos os órgãos. Dependendo do órgão, o cidadão teme que, além de falecer, acabe mal falado.

                Viúvas e agregadas evitam anuir ao transplante daquele órgão, pelo temor de continuarem traídas, mesmo após o passamento. Por ser personalíssimo, tal transplante raramente é praticado.

                Finados e familiares apresentam crescente interesse e simpatia por cremações. É comum aos finados, em vida, a vontade de ser cremado, junto com seus credores e desafetos.

                As cremações estão presentes em poucos municípios, e padarias costumam não fazer tal serviço. A cremação é tendência mundial, e vem sendo cada vez mais praticada.

                Deve ser horrível, ao quase finado, imaginar que a família ficará refém do monopólio exercido por funerária, na esmagadora maioria dos municípios brasileiros. Até vivos com baixo risco de morte ficam indignados com a vedação de concorrência, no setor.

                Existem finados que prescrevem, em vida, o roteiro dos velórios e enterros. A maioria prefere a cerimônia familiar, sem discursos e regabofe.

                Já são raras as carpideiras, portadoras de escandalosos choros e chiliques, regiamente remunerados. Os velórios ainda constituem palco de fechamento de negócios, e início das cobranças à viúva, por dívidas havidas ou inventadas.

                Em boa hora, os velórios deixaram os domicílios e são, hoje, realizados em estruturas especializadas, públicas ou privadas. Nos velórios em casa, fica a impressão, na vizinhança, de que o finado parte mas o espírito permanece, preso, na sala.

                O lado triste da morte surge quando causada por acidentes, crimes ou hábitos nefastos. A morte natural, por idade ou doença incurável, é mais aceita, quando filhos enterram pais, ordem natural da ocorrência.

                O correto seria nascermos com 90 anos, já lentos e alquebrados, e seguirmos vida afora rejuvenescendo, até perdermos a noção de tudo. O difícil vai ser perder a aposentadoria, aos 65 anos !

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.     

  • Aproveitando oportunidades e marcando a história | João Antonio Pagliosa
    17 de maio, 2016

    Eu não quero passar por esta vida terrena, despercebido. Eu quero marcar história e acredito que todos também querem. Afinal, por que vivo eu?

    Ao ler Atos, capítulo 9, versículos 10 a 18, confrontamo-nos com a visita de Ananias a Saulo de Tarso. É uma leitura curta, porém nos ensina muito.

    Ensina-nos, que nas ocasiões em que Deus nos chama, devemos estar prontos: “Eis me aqui Senhor!”

    Ensina-nos, que nas ocasiões em que Deus nos ordena algo, devemos realizar este algo porque Deus nos capacitará.

    Saulo de Tarso era soldado romano e perseguia e matava os cristãos, de tal sorte que Deus lhe aparecera, o derrubara de seu cavalo, e o cegara.

    Ananias superou o seu medo e fez o que Deus ordenou. Foi à casa de Saulo e entrando na casa do inimigo, o recebeu como um irmão, e impôs suas mãos sobre ele, dizendo: “Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a visão e fiques cheio do Espírito Santo”.

    Imediatamente Saulo tornou a ver, e a seguir foi batizado. A partir daí se tornou o apóstolo Paulo e começou a pregar a palavra de Deus, começando pela cidade de Damasco. Adeus soldado de Roma, bem vindo apóstolo de Jesus. Que tremenda transformação na vida de um homem!

    Prezados, nós, como Ananias, não podemos perder as oportunidades que Deus nos dá. Aproveite-as, e marque história na vida das pessoas que o cercam, porque um coração interligado com Deus faz grandes transformações em muitas vidas. Quando Paulo abriu os olhos, a primeira pessoa que viu foi o discípulo Ananias. Ora, Ananias marcou história na vida de Paulo.

    E Deus converteu Paulo, porque este perseguia e matava os que seguiam a palavra de Jesus. Todos aqueles que pregavam o evangelho eram mortos, porque ameaçavam a autoridade de Roma. Eram agitadores!

    Não existe gente ruim, existe gente que não acredita em Deus. E gente que não acredita em Deus cede ao pecado com muita facilidade. E sob a casca do pecado, quando você a raspa, a primeira coisa que aparece é o orgulho. O orgulho derruba milhões e nós precisamos quebrar os nossos preconceitos.

    Quem não quebra preconceitos não marca história. O medo é grande preconceito e precisamos eliminá-lo de nossa vida porque nos amarra, nos prende, nos imobiliza e paralisa nossas ações.

    Como Ananias, precisamos vencer nossos medos, nossos orgulhos e enfrentar o inimigo. Enfrentar inimigo com amor cristão, isto é, tentando traze-lo para as mãos de Deus, porque não podemos fugir dos propósitos que Deus nos confiou, e seremos provados em situações difíceis, perigosas, muitas vezes, humilhantes. Mas não esmoreça, não perca a sua fé, não recue, jamais!

    O eis me aqui, exige um despertar de nossa parte. Não permita que o comodismo e a procrastinação, façam fracassar o propósito de Deus em sua vida. Se sentir a presença de Deus, aja como Ananias, com destemor no coração, e por isso era ousado, destemido, valente. E falou com Paulo com o coração cheio de alegria.

    A forma como falamos, prezados, é muito importante, pois nosso interlocutor, “sente” a nossa determinação, a nossa empolgação. E isso, sempre é vital para atingir os objetivos que pretendemos.

    Cavalo encilhado só passa uma vez, portanto, quando Deus o chamar, diga: “É comigo, Senhor Deus. Eis me aqui.”

    Há quatro características de quem marca história. São elas:

    VISÃO: Sim, só marca história quem tem visão. (Se os problemas são grandes, DEUS é maior. Foque em DEUS, nunca nos problemas.)

    DISPONIBILIDADE: Sim, não esteja ocupado quando Deus o requisitar. Desocupe-se e atenda a Deus!

    PRONTO PARA O SACRIFÍCIO: Sim, não tema. Paulo, numa ocasião, disse: “Morrer para mim é lucro. Viver para mim é Cristo.”

    NÃO ESCOLHA A TAREFA FÁCIL: Sim, só marca história quem não escolhe a tarefa fácil, mas Deus honra e capacita todo aquele que o honra.

    Então, prezado que me lê, saia de sua zona de conforto, de sua vida de mesmice, de calmaria e tranquilidade. Saiba que Deus quer usar você!. Deus quer muito mais de você! Faça a sua parte!

    Respondendo a pergunta do primeiro parágrafo: “Eu, João, vivo para servir a Deus e quero garantir o meu passaporte para o céu.”

    E você, meu prezado?

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 15 de maio de 2016.

     

  • As aparências enganam e destroem | João Antonio Pagliosa
    15 de maio, 2016

    É muito comum sermos enganados pelas aparências. A leitura do livro de Josué, capítulo 9, mostra o estratagema do povo de Gibeão sobre Josué, sucessor de Moisés, que movido pelas aparências de uma situação inteligentemente encenada, resolveu fazer aliança com um povo que desconhecia.

    Josué fez aliança sem consultar Deus, e apenas três dias depois, percebeu que fora enganado. Mas a aliança estava selada, e consistia essencialmente em poupar a vida dos gibeonitas, porém, Josué ficou irritado com o engano e fez dos habitantes da cidade de Gibeão, escravos do povo judeu, que em grande número avançava sobre os povos que viviam na terra prometida.

    Os gibeonitas tornaram-se rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação de judeus e para o altar do Senhor. E estavam satisfeitos, afinal, suas vidas foram poupadas.

    No livro de 2ª Samuel, capítulo 21, cerca de 320 anos após a aliança de Josué com os gibeonitas, estes se vingam do povo judeu. Veja como:

    Nessa época, o rei Davi era o líder dos judeus, cujo povo, há três anos consecutivos perecia de fome na terra de Canaã. E Davi não entendia o que se passava, então, finalmente resolveu arguir Deus.

    E Deus lhe disse: “Há culpa de sangue sobre Saul e sobre sua casa porque ele matou os gibeonitas.”

    Saul antecedera o rei Davi, e quebrou a aliança de Josué. E Davi, percebendo o ato falho, a quebra da aliança, imediatamente chamou os gibeonitas, que exigiram como reparação, a morte de sete homens da descendência de Saul. Eles não queriam nem ouro nem prata, queriam a vida de descendentes do homem que quebrara aliança, que enganara.

    E o rei Davi sem alternativa assentiu, e os sete homens da casa de Saul foram enforcados, e depois disso, Deus se tornou favorável para com a terra do povo judeu e a fome finalmente cessou.

    Transportando estes fatos bíblicos para o tempo que vivemos, nós também vivemos situações de fome e penúria, sem que haja culpa de nossa parte, porém, mesmo que não tenhamos culpa, temos responsabilidade pela situação que vivenciamos.

    Quando as coisas dão errado, e os cenários nos afligem, precisamos arguir Deus, arguir nossa cobertura espiritual, e sermos claros; “Enfrento tal situação e estou atribulado e sofrendo. O que está acontecendo, afinal. Pode me auxiliar, por favor?”

    Consulte a Deus tão logo surja dificuldade. Não espere três longos anos como fez o rei Davi, porque a procrastinação atrasará a sua benção, e claro, prolongará o seu sofrimento.

    As aparências enganam e destroem. E nosso país vive um momento extraordinariamente difícil porque fomos enganados pelas aparências. A população brasileira foi enganada por Luiz Inácio que chegou ao poder porque prometeu ética e decência e honestidade.

    Sua sucessora, Dilma Rousseff, idem ibidem, entretanto, nesses treze anos, quatro meses e pico, o governo federal encurralou os brasileiros numa verdadeira sinuca de bico, numa sinecura de lascar, e muitos, sem aquilatar que a culpa é nossa, (e mesmo que não seja nossa, porque não votamos nem em Lulla, nem em Dilma), a responsabilidade é toda nossa e temos que arcar com o ônus dessa responsabilidade.

    Porém, não há mal que dure para sempre, e após tanta balbúrdia, tanta sandice e tanta iniquidade, eis que surge réstia de luz no final do túnel, isto é, Dilma será sumariamente defenestrada neste dia 11 de maio, e Luiz Inácio deverá ser preso no dia 13 de maio, porque Sergio Moro já está suficientemente alicerçado para a promulgação da prisão de nosso mentiroso maior.

    Enfim, seremos libertos da perniciosa e intragável dupla Lulla e Dilma.

    É o fim de um ciclo que tornou o país uma terra arrasada. É um ciclo onde TODOS os contratos de obras com o governo estavam açodados com a imoralidade, a ganância e a corrupção.

    E ouço agora, para referendar o que escrevo,  que o juiz Moro assinou acordo de leniência com a Andrade Gutierrez, no valor de um bilhão de reais. E ouço que esta gigantesca empresa pagará esta multa, e  desculpas ao povo brasileiro, pede desculpas a sociedade e manifesta o desejo de contribuir para acabar com esta corrupção que grassa e contamina nossas instituições e pessoas de todas as esferas de poder. Ouço extasiado, e vejo que o Brasil está concluindo um período de trevas para iniciar uma nova etapa, uma nova era.

    O Brasil começa a dar sinais que é um país que dará certo. O que precisamos fazer é escolher as pessoas certas para dirigir esta nação.

    E eles, os petistas, esbravejam e prometem que farão o diabo para não sair de cena.

    Está bem, vamos aguardar os acontecimentos, e eu compreendo a insanidade desta dupla vil e mentalmente doente, por isso oro por uma mudança de comando tranquila e pacífica. Sei que nossas forças armadas estão vigilantes e atentas, e estes homens tem o dever cívico de garantir a democracia e o cumprimento de nossas leis.

    E sei que Deus está do nosso lado. Ele é soberano, tudo comanda e nunca abandona aliados. ALELUIA!

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 09 de maio de 2016

     

  • Animais que abandonam | Pedro Israel Novaes de Almeida
    10 de maio, 2016

    Milhões de cães e gatos vivem abandonados, no Brasil.

                Sob a constante ameaça de doenças, fome e violência, revolvem lixos, atrapalham o trânsito, atacam ou são atacados e, nas horas vagas, procriam.

                Muitos já tiveram nome e endereço, alegraram famílias, encantaram crianças e viveram felizes, até que a maldade humana interrompeu a bela história, com um frio e insensível abandono. Os abandonos acontecem por despesas não previstas com os necessários cuidados, pela perda da beleza natural aos filhotes, por uma mordida imprevista ou até mesmo por mudança ou viagem.

                Abandonar animais ou maltratá-los é crime. O maltrato, vez ou outra, acaba punido, mas o abandono costuma ser alegado como fuga.

                Animais de rua constituem tema de competência municipal, não raro merecedor de parcas contribuições a voluntários e meteóricas atuações dos Centros de Controle de Zoonoses. Castrações, a mais abrangente das medidas ao alcance dos prefeitos, não constituem providências rotineiras e continuadas.

                A maioria dos animais aprisionados pelos órgãos públicos, por apresentarem risco à segurança ou saúde pública, acaba sacrificada. Alegam os alcaides que não possuem recursos e estruturas necessárias à manutenção de bons e suficientes canis e gatis.

                Muitos animais de rua possuem donos, e perambulam livremente, com direito à refeição e pernoite em casa. São conhecidos na vizinhança, chamados pelo nome e latem quando algum desconhecido cruza o quarteirão.

                Animais de raças bravias ou sensíveis, que necessitam de muitos cuidados, sofrem mais quando abandonados. Rústicos, os tais vira-latas adaptam-se com mais facilidade à selva urbana.

                O socorro aos animais de rua costuma vir por intermédio de voluntários abnegados, que fundam abrigos, medicam, alimentam e buscam interessados em adoção. Tais abrigos são procurados até por desumanos que pretendem um lugar seguro para abandonar seus animais.

                O voluntariado é um verdadeiro sacerdócio, e não é fácil mendigar apoios em meio a tanto desinteresse. Não são raros os exemplos de abrigos que asilaram mais animais que apoios, acabando por acusados de maltrato.

                São muitas as pessoas insensíveis, que exercem a posse irresponsável de animais, gerando problemas a toda a sociedade. Em maior número, porém, são as pessoas que em nada contribuem, seja auxiliando voluntários ou exigindo medidas das autoridades.

                Animais não constituem brinquedos ou objetos quaisquer, e geram laços afetivos e de mútua dependência com os humanos com quem convivem.  Devemos temer as pessoas capazes de maltratar animais.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                

  • Jeitinho mineiro, uai! | J. Barreto
    10 de maio, 2016

    Se a Presidente for impedida, como tudo indica que o será, e o Temer assumir a Presidência, ele herdará um país monetariamente enfraquecido e politicamente falido. Aécio Neves sabe que o próximo presidente será boi de piranha (o ato de alguém se sacrificar para livrar uma outra pessoa de alguma dificuldade), se tentar por ordem no país, pois só o conseguirá tomando atitudes antipáticas aos políticos e às massas populares. Se quiser ser piranha corre o risco de ser fisgado pelo judiciário.

    O Aécio, sendo manhoso como um bom político mineiro, sabe que não é hora de se expor, pois tanto faz derrotar ou ser derrotado, sairá chamuscado, por este momento. É mais cômodo se aproximar do poder nesta hora, do que tentar fazer voo solo e enfrentar um clima turbulento. Ao apresentar uma agenda positiva ao novo governo e der certo, buscará os louros conquistados, mas se der errado foi incompetência do mandatário. Temer enfrentará um serpentário, mas como ele também é cobra, talvez consiga sobreviver. Graças ao Supremo, ele se livrou de uma mala sem alça, que seria um empecilho em seu mandato, mas em troca recebeu  uma maleta, que embora seja de pouca expressão, pode lhe causar grandes aborrecimentos.

    Não confio no Temer, não confio em político de carreira, mas tenho amor ao Brasil, então torcerei e rezarei para que o Temer dê certo.

     

    J.Barreto

  • Protesto e manifestações | Pedro Israel Novaes de Almeida
    04 de maio, 2016

    É difícil, aos governantes, lidar com a liberdade de manifestação e atos de protestos.

                A dificuldade é maior quando o protesto é consequência de um longo período de omissão oficial. Protestos espontâneos, como o impedimento de uma avenida, pela população revoltada por mais uma morte pela falta de simples lombada ou policiamento ostensivo, revelam a insensibilidade ou falta de diálogo entre governantes e governados.

                O isolamento dos governos, voltados apenas aos comensais dos castelos administrativos, com suas submissões e vassalagens, gera situações em que as necessidades e carências da população são pouco notadas, e quase sempre desconsideradas. Tais situações aumentam a tensão popular, que eclode com intensidade proporcional à insatisfação acumulada.

                Nossos legislativos, em todos os níveis, apresentam triste e notória tendência de queda de qualidade, e pouco preservam a função de bem representar a sociedade. Parece que a preocupação maior é perfilar na situação ou oposição, e a partir daí sempre aplaudir as omissões e desgovernos, ou condenar qualquer providência oficial, ainda que acertada.

                Sem a atuação dos legislativos, resta à população procurar abrigo nas entidades e organizações sociais, muitas delas manipuladas por partidos e grupos ideológicos, escandalosas ou omissas, segundo o interesse político envolvido. Surge, redentora, a imprensa livre, fazendo coro aos reclamos populares.

                Em tal contexto, a Justiça acaba acionada, para obrigar o fornecimento de um remédio, a disponibilidade de creches, a universalidade do atendimento à saúde e tantos outros mandamentos constitucionais. Com sua mão pesada, e por vezes tardia, a Justiça tem obrigado governantes a ações e prioridades lógicas e inarredáveis.

                Governos sem interlocução com a sociedade correm o risco de serem forçados a ações de há muito reclamadas, como o fornecimento de merenda escolar, bom funcionamento de postos de saúde, correção de salários, maior zelo pela segurança, etc. É difícil, aos governantes, explicar o gasto em obras,  rotinas e assessorias supérfluas e desnecessárias, em ambiente de desprezo por ações que supram as carências da população.

                Houve um tempo em que governar era habitar um palácio, nomeando amigos e gastando recursos públicos a bel prazer do governante, prefeito, governador ou presidente. Hoje, governar é administrar carências e ser escravo de prioridades.

                Protestos devem ser civilizados, sempre preservando o direito de terceiros. Grevistas não podem impedir o trabalho dos que assim desejarem, e ocupações não podem impedir o funcionamento de instituições. Impedir o trânsito não significa incendiar ônibus, e sair em passeata não quer dizer quebrar vitrines e equipamentos públicos.

                Os excessos das manifestações constituem casos de barbárie, cabendo responsabilização pessoal. Contudo, os governos ficam obrigados a darem satisfações a respeito do conteúdo das reivindicações, sua justeza e, principalmente, motivos de serem ou não atendidas.

                                                                                      pedronovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

                   

                

  • Seu esforço mudará sua sorte | João Antonio Pagliosa
    04 de maio, 2016

    O número é espantoso e não para de crescer.

    Já somos mais de onze milhões de desempregados, e para muitos é difícil visualizar alguma luz, mesmo tênue, no final do túnel.

    A queixa e o xororô são recorrentes e a maioria diz  “Falta-me oportunidade”, porém esclareço que é exatamente na ausência de oportunidade, que demonstramos nossa tenacidade e nossa determinação frente as adversidades.

    Esta é a ocasião oportuna para testar o quanto somos competentes, o quanto somos esforçados e não nos rendemos, muito menos jogamos a toalha, nem cruzamos nossos braços, e nem nos entretemos em coisas inúteis que não levam a nada.

    Homens e mulheres bons e de princípios consolidados não se entregam, e  sempre haverá disputas e conflitos entre pessoas, entre empresas, entre instituições, e entre as nações, porque isso é resultado de divergências de opinião, de diferenças de desejos, de diferenças de objetivos, entretanto, precisamos sempre divergir com sabedoria e em amor cristão, porque nas discussões de ideias, nos tornamos mais competentes e mais hábeis em dialogar; e nossa felicidade, nossa pura alegria consiste em preparar um amanhã melhor, pensando e se dedicando e se esforçando agora, no presente, e esquecendo o que passou, e não nos agradou nem somou nada.

    Sempre enalteço que não existe satisfação maior que aquela que sentimos quando somos úteis, quando com nossa presença e nosso conhecimento e trabalho, proporcionamos alegria e o bem estar dos outros.

    Você que agora está desempregado, entenda que este é um momento difícil, mas ele passará.  

    Acreditar na sua potencialidade, na sua capacitação para “n” coisas que você conhece, é a chave. E, não fique remoendo um passado que nunca voltará. Nada de mágoas, nem rancores.

    O passado é página virada, é para esquecer, e não alimente nenhuma semente ou raiz de rebeldia em seu coração. Simplesmente, faça o que você sabe fazer, e faça muito bem feito e saia à procura de clientes e oferte aquilo que você faz ou sabe fazer. Saber vender seu peixe faz uma diferença danada!

    E nunca esqueça que somos todos, sem nenhuma exceção, apenas pó sem Deus. Somos dependentes das bênçãos de Deus, de seus milagres em nossa vida.  A força de nosso braço é importante, mas vã e inútil, se não andarmos na presença de Deus.

    Se estivermos em aliança com Deus, nosso esforço mudará nosso futuro. Nosso futuro será glorioso. É verdade bíblica.

    E nada muda isso! ALELUIA!!!

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 04 de maio de 2016.

  • Regimes políticos | J. Barreto
    01 de maio, 2016

    Desde os primórdios da civilização as pessoas se uniam em grupos tribais e criavam políticas que harmonizavam a convivência entre todos.  Era comum, e é até hoje, entre os agrupamentos, ditos selvagens, a preeminência de um chefe e de seus auxiliares, por exemplo, o cacique, o pajé e o conselho dos anciãos.  Este regime foi evoluindo, acompanhando a evolução da sociedade, através dos séculos, e até através dos milênios.  Quando esta evolução alcança um grau maior na diversificação da sociedade, e para harmoniza-la cria-se o primeiro, e logicamente o mais antigo regime político propriamente dito, que é o regime monárquico. 

    Este regime, através dos tempos e das regiões, foi adquirindo novas denominações, embora as essências sejam as mesmas, por exemplo, monarca, rei, imperador, kaiser, czar, negus, sultão, etc. Hoje temos diversos faces de atuação dentro destes regimes, alguns são absolutistas outros são democráticos, também temos os parlamentaristas e os moderadores, e não podemos ignorar os figurativos, que embora não exerçam a função política, simbolizam a unidade nacional e são referencia para seus súditos.  Na esteira da monarquia, cria-se o regime ditatorial que pode ser exercido por militares ou civil, mas sempre com o apoio militar.  Este regime tem uma peculiaridade, enquanto o ditador o conduz com mão de ferro, a nação goza de uma pseudo- tranquilidade. Mas quando ele se considera seguro passa a oferecer certos privilégios ao povo, o qual vê neste gesto um sinal de fraqueza, e então começa e exigir mais e mais direitos, culminado com sua deposição.

    O regime comunista, muitas vezes travestido de socialismo, é liderado por uma elite autoritária e radical, que em nome da igualdade elimina a livre iniciativa, e impõe normas e ações geralmente equivocadas, enquanto a cúpula do regime leva uma vida nababesca.  Talvez este seja  o mais cruel modo de governar, pois ele tem por meta a lavagem cerebral de uma nação.  O fim  do comunismo e do socialismo chega quando é exaurida a riqueza que foi criada pela livre iniciativa.

    A democracia é a mais decantada de todos os regimes políticos, pois ela teoricamente garante ao cidadão a liberdade, a segurança, o direito à livre iniciativa.  Nela o povo é representado nos escalões superiores por cidadãos por eles escolhidos através dos votos, não importando se o regime é presidencialista ou parlamentarista.  Baseado nesta concepção parece que a nação que o adota, navega em um mar de rosas, mas ela é conduzida por pessoas que muitas vezes ignora seus eleitores e os interesses nacionais, e formam grupos que visam somente seus interesses.  Não se pode negar que a nação onde o povo é esclarecido e, o senso de honra, está enraizado nos corações de seus habitantes, este é realmente o melhor regime, pois a lei garante a igualdade entre todos, mas dá liberdade do livre arbítrio a todos os cidadãos.

    Agora voltarei a falar da monarquia, pois ela é desconhecida e ignorada pela maioria das pessoas, que em seu imaginário associam ao fausto e à futilidade.  Citarei algumas nações que ainda matem seus soberanos; Inglaterra, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Suécia, Japão e Espanha, estas são as mais conhecidas, mas que fazem parte de um conjunto de 42 nações.  No Brasil tivemos três imperadores, o primeiro foi Dom João VI, um homem de uma visão privilegiada, que prevendo a invasão de Portugal reuniu todos os bens mais preciosos, de um modo especial a biblioteca real, as cabeças mais lúcidas e geniais, e as embarcou junto à Casa Real.  Quando Napoleão invadiu Lisboa, as naus portuguesas estavam ao largo  “diz a lenda que a frase FICAR A VER NAVIO nasceu neste dia, pois foi este o único rei a ludibriar Napoleão.  Chegando ao Rio de Janeiro, ele pôs o Brasil no conceito das nações; primeiro abrindo nossos portos para o resto do mundo, criou a biblioteca nacional, o Banco do Brasil, os grandes saraus, e numa visão futurística previu o que é hoje um assunto recorrente em todo o mundo.   Criou o Jardim Botânico, recuperando uma área degradada e que hoje é a maior floresta urbana do mundo.  Dom Pedro I, ao se recusar a voltar para Portugal e proclamar a independência do Brasil ele garantiu nossa integridade nacional, caso contrário hoje seriamos um amontoado de nações.  Dom Pedro II era um dos homens mais cultos, não só do Brasil, mas também internacionalmente.   Seu governo foi o mais tranquilo e profícuo de toda a nossa história.  Mendonça de Drummond foi um proeminente jornalista republicano, após a proclamação da Republica foi nomeado embaixador em Washington DC.  Desiludido com os desmandos da Nova República, em um de seus artigos ele declara que o governo de Dom Pedro II foi o mais republicano de toda a America Latina. Se hoje o Brasil tivesse um monarca, com função moderadora, a presidente Dilma teria um voto de desconfiança, e Eduardo Cunha com quebra de decoro e estariam fora de seus cargos.

    Este é um assunto para se meditar.

     

    J.Barreto

     

  • Mudança de mente | João Antonio Pagliosa
    01 de maio, 2016

    Eis aí um tarefa assaz difícil, e de extrema complexidade, e que requer habilidade se ambicionamos êxito na empreitada. Mudar mentes depende exclusivamente de quem assume e se conscientiza que pensa e, portanto, age de maneira incorreta.

    O primeiro entrave: Ninguém gosta de admitir erros. Vergonha, autoestima ferida, decepção consigo próprio, mágoas, fazem a pessoa procrastinar mudanças, e por isso, sofrem coisas que não precisariam sofrer.

    Houve tempos em que eu considerava mudar mentes uma batalha perdida, e dezenove anos atrás escrevi um artigo comentando sobre a imutabilidade da cabeça do homem.

    Raciocinava, outrora, que pau que nasce torto morre torto, as mudanças eram superficiais e no cerne, nas suas essências, o homem não mudava.

    Embora esteja cercado de provas de que pessoas não mudam suas cabeças, atualmente, não penso mais assim. Hoje compreendo que as pessoas podem mudar radicalmente as suas vidas, mas elas precisam se convencer disso, e precisam, principalmente, querer isso.

    Por quê? No livro de Atos 6 : 6, conhecemos a figura de Estevão, um homem cheio de fé e cheio de Espírito Santo, que fazia prodígios e grandes sinais, (milagres), entre o povo judeu.

    Você, leitor, sempre levantará a ira de seus adversários quando mostrar habilidades, sabedoria e sucesso. E estes adversários vão aprontar armadilhas para derrubá-lo e, isso aconteceu também, com Estevão.

    Os sumos sacerdotes do Sinédrio, (o S.T.F. da época), não conseguiam resistir a sabedoria e ao Espírito pelo qual Estevão falava e então, subornaram pessoas, as quais testemunharam assim: “Temos ouvido este homem blasfemar contra Moisés e contra Deus.”

    Pronto, estava armada a arapuca. Estevão foi julgado e todos que estavam no Sinédrio, fitando os olhos naquele apóstolo de Jesus, viram o rosto de Estevão, como se fosse rosto de anjo.

    Era, prezado leitor, a presença de Deus, naquele fiel servidor. Sempre menciono que Deus nunca abandona aliados. Ele atravessa os desertos conosco, Ele permanece ao nosso lado quando adoecemos, quando estamos carentes e famintos de tudo e de todos. Ele é fiel, não muda e não quebra os princípios que Ele próprio instituiu.

    No transcorrer do julgamento, Estevão demonstra toda a sua sabedoria, e confronta os sacerdotes e o povo judeu. Isso está em Atos 7 : 51 e 52, e Estevão diz : “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram os vossos pais, assim também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardaste.”

    Ouvindo estas palavras, enfureceram-se os judeus e rilhavam-se seus dentes e arremeteram-se contra Estevão, que pleno do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e viu Jesus, que estava a direita do Pai, e disse; “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem, em pé a destra de Deus.”

    Queridos, Deus não abandona seus aliados, e por isso Jesus está de pé e não sentado. E o povo enfurecido, lança Estevão fora da cidade e o apedrejam. As testemunhas deste massacre insano deixam as vestes de Estevão aos pés de Saulo, o cirineu. (o qual se tornaria o apóstolo Paulo).

    Enquanto o apedrejavam, Estevão invocava e dizia: “ Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” E ajoelhando-se, enquanto as pedras o matavam, ele clamou em alta voz: “

    Senhor, não lhes imputes este pecado.” E com estas palavras, Estevão, adormeceu. Morreu, e cumpriu brilhantemente a sua tarefa. Tornou-se o primeiro mártir da Igreja de Jesus Cristo, após a descida do Espírito Santo.

    Prezado, deixe-me dizer-lhe algo: Quando aceitamos Jesus de verdade, nós somos completamente transformados, nós não nos importamos mais com nós mesmos. O nosso próximo é nossa prioridade.

    O nosso desejo carnal, nós o sufocamos, a nossa alma que é a origem de nossos pecados, nós a dominamos, e alinhamos o nosso querer com o querer de Jesus.

    As angústias, as depressões, os pânicos, e todas as confusões psíquicas que atormentam pessoas deste mundo, mundo que lamentavelmente jaz no maligno, são resultados de preocupações com nosso próprio umbigo, com o nosso próprio eu.

    Cristão que sofre as agruras de mente fragilizada, necessita urgentemente se ajoelhar perante Jesus e clamar pelo seu socorro. Esta é a terapia que funciona!

    Mudança de mente somente acontecerá quando nos voltarmos para Deus, quando entendermos a nossa pequenez sem a sua presença. E, concomitantemente, a nossa real soberania e extrema competência em tudo que é bom, útil e agradável, acontecerá com a presença de Deus.

    Aliança com Deus, eis aí, a chave para mudar mentes.

     

    Com meu carinho e orando para a lucidez e a sabedoria de todos.

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 29 de abril de 2016

     



     

  • Vice | Pedro Israel Novaes de Almeida
    27 de abril, 2016

                 A figura do vice, prefeito, governador ou presidente, sempre foi pouco compreendida.

                Na eleição, a principal função do vice é não atrapalhar. Se acrescentar algum voto à chapa, melhor.

                É comum o candidato a titular escolher um vice de boa imagem, tentando atrair para si tal virtude. Escolhas decorrentes de acordos partidários tendem a resultar em desavenças pessoais futuras.

                No entendimento popular, o vice nada mais é que um plantonista, sempre à disposição, para suprir a falta, longa ou curta, do titular. O vice ideal, na visão do titular, é aquele que nada repara, nada vê e nada ambiciona.

                Para evitar a função meramente figurativa, alguns vices acabam nomeados para secretarias e ministérios. Em havendo titular solteiro, o vice pode comandar as ações sociais do executivo, cargo tradicionalmente ocupado pela primeira-dama. 

                Quando a gestão é considerada boa, o mérito é só do titular, mas o coitado do vice é sempre lembrado, quando a gestão acaba mal avaliada. A rigor, o vice é uma autoridade que pouco pode e nada manda.

                São raras, raríssimas, as gestões que comemoram um bom relacionamento entre titulares e vices. Existem titulares que operam  malfeitos e saem em licença, deixando que os vices assinem as falcatruas.

                Titulares ficam revoltados quando os vices, ocupando por curto período o cargo, tomam iniciativas pleiteadas e agradecidas pela população.  O procedimento costuma agravar as desavenças do poder.

                Na verdade, o vice não deve ser um simples e obediente estepe, sendo necessário que acompanhe o dia-a-dia da administração, pois pode a qualquer momento assumi-la.   Vices de fato sugerem, discutem e, se for o caso, conspiram.

                Vices são conspiradores natos, e há casos em que a conspiração chega a ser heroica.  Conspiradores sem êxito acabam distanciados do Executivo, e alguns sequer comparecem à sede da administração.

                O vice não exerce qualquer função, sendo mero plantonista. É pura expectativa, e, muitas vezes, torcida.

                Vice é mais um caso de “teta de homem”. Existe mas não tem utilidade alguma.

                Nossos legisladores precisam, com urgência, criar funções e responsabilidades para o vice. A função ideal é exercer a Ouvidoria, do município, estado ou país.

                O vice não é subalterno do titular, e não perde a identidade, quando a tem, em virtude de exercer uma expectativa. Alguns governos merecem vices que conspiram.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                

  • Impeachment | J. Barreto
    18 de abril, 2016

    Não sou político, não gosto do Lula, não acredito na Dilma, mas esta noite assisti a uma tragicomédia, onde os ratos que se locupletaram (enriquecer, tirar proveito de, saciar) e engordaram nos porões, ao sentirem o navio afundar, obedecendo ao comando do rato-mor, abandonaram o navio em grande massa. Esses ratos que vieram de diversas ninhadas, se uniram e estão buscando novos porões, onde talvez não possam se alimentar como antes, mas ao menos possam estar protegidos de seus caçadores.

    Pobre Brasil! Estamos na eminência de trocar seis por meia dúzia. O país não tem partidos políticos, mas tem sim agremiações ou quadrilhas que criam siglas onde prevalecem os interesses individuais, mas jamais os interesses da Nação. Quero acreditar, ou acredito, que dentre seus mais de 500 parlamentares, existam aqueles que, apesar da luta parecer insana e utópica, depositam a fiel esperança de que conseguirão mudar a imagem e confiança do povo na Casa Legislativa do BRASIL neste último dia 17.  

    Em Avaré não é diferente. Hoje está prevista a discussão sobre os salários dos vereadores, onde estão montando uma farsa, para diminuírem seus vencimentos em 25%, quando na realidade querem um reajuste de R$ 7.135,55 para R$ 7.842,00. Se você, como eu, acha que os mesmos não merecem o que já estão recebendo, vamos todos até a Câmara às sete horas, para que, no mínimo, aja uma redução de 50% nos atuais vencimentos. Se você não participar, amanha não venha se lastimar, pois estará se tornando cúmplice do que vai acontecer na Sessão Camarária do dia 18/04/16.

    Sem brincadeira, vamos lutar por AVARÉ, e pelo BRASIL!

     

    J.Barreto

     

     

  • Segurança que deixou saudades | Pedro Israel Novaes de Almeida
    13 de abril, 2016

    Outrora, eram poucas as chaves, a ponto de repousarem, furtivas e  dissimuladas, sob o tapetinho ou vaso, quando todos da família saiam.

                Intriga cientistas de todo o mundo o fato dos ladrões da época não perceberem tal artimanha. Eram poucos os assaltos e roubos.

                Estudiosos chegaram à conclusão de que os ladrões de antigamente não temiam a justiça. Para eles, a justiça soava como uma esperança de sobreviver à polícia.

                Interior afora, eram comuns os furtos e roubos no quintal. Bicicletas, botijões de gás e roupas no varal eram intensamente surrupiados.

                Proprietários mais previdentes cimentavam cacos de vidro no alto dos muros, o que impedia a livre movimentação dos gatos da vizinhança. Na verdade, tais cacos protegiam as safras de laranja e mexerica, e mantinham numerosa a população de canários em gaiola e galinhas soltas.

                Cachorros sempre figuraram como item de segurança dos domicílios, com mais latidos que mordidas. Cães afugentam bandidos em início de carreira.

                Na verdade, os cães devem apenas latir, cabendo ao proprietário morder. Cães que mordem podem não identificar suas vítimas, que não precisam necessariamente ser a sogra do dono.

                O cão que realmente traz segurança à família é aquele que dorme dentro da residência, sempre atento aos barulhos no quintal. O ladrão não tem como calar o cão em tal situação.

                Outrora, eram poucos os furtos e roubos de veículos, apesar da maioria deles pernoitar na rua. A fofocagem era tanta que qualquer intruso dirigindo um veículo conhecido acabava preso.

                Sequestros eram raríssimos, até pelo fato de não existirem cartões de crédito. Nas capitais, as aglomerações permitiram a magistral e quase perfeita arte de bater carteiras, naquela época colocada no bolso de trás, de calças mais largas que as de hoje.

                As grandes ameaças de antigamente eram os cães raivosos, bêbados valentes, e doidos varridos, a maioria tarados. Corria risco de morte quem dava o azar de cruzar, em plena rua, com moradores do bairro adversário.

                Ex-namorados e irmãos de virgens eram uma ameaça constante. Os abusos da época eram pacificamente resolvidos mediante solene casamento, em presença do delegado, juiz e irritada família da desonrada.

                Existiram, desde as cavernas, os estelionatários, vendendo bilhetes premiados, lotes em pleno mar e tachos que imitavam cobre, além das intermináveis joias de família. Dependendo do golpe, a vontade do delegado era prender a vítima, sempre metida a esperta.

                Éramos bem mais seguros antigamente.    

                                                                                           pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                 

  • Duro de engolir | João Antonio Pagliosa
    11 de abril, 2016

    Enquanto o país degringola ladeira abaixo, políticos de todas as siglas  digladiam-se em disputas tolas, sem sentido, e sem nenhum resultado prático para a melhoria de vida dos brasileiros. Não trabalham para quem lhes garante o salário. Trabalham, ou para o chefe do partido, ou para aquele que lhe ajuda mais, não importa quem seja. Quem dá mais, leva.

    A preocupação de nossos políticos, (exceções são raridade abissal), com a nação é ZERO. Com o seu próprio eu, é total, é completa, é plena e é perene.

    É assustador... É aterrador... Uma lástima faraônica! Que país é esse, prezados?

    Está duro engolir a anarquia em que se transformou o poder legislativo, o poder judiciário, e o poder executivo. Nos nossos três poderes, há bandido demais, há bandido saindo pelo ladrão. Todos disfarçados de democrata e de cristão.

    Há alguns anos ouço na mídia: “O PT afirma que todo o dinheiro que recebeu foi dentro dos limites da legalidade e tudo realizado de acordo com a legislação em vigor”.

    São anos onde a mendacidade impera. Mendacidade é a qualidade de mentir, meu prezado!

    E, é óbvio que não é só o PT. O PT foi só o maestro da orquestra de horrores que ora presenciamos. Apenas isso. E a camarilha seguiu atrás.

    São anos de falsidade doentia, e de mentes fragilizadas pelo dinheiro e pelo poder.

    São anos de iniquidade ímpar por parte dos políticos, e concomitante, de cidadãos deitados em berço esplendido, vendo a tropa de insanos desmantelarem o país, e considerando que está tudo bem... Pois sim!

    Sou cristão, e como cristão eu defendo os princípios bíblicos. Por isso mesmo, há um monte de anos me incomoda a posição da Igreja Católica, quando se envolve em política.

    O País está na enrascada em que está, porque O PT chegou ao poder lá nas eleições de 2002, e nunca teve oposição de verdade. Só de mentirinha.

    O PT chegou aonde chegou, e afundou o Brasil pela incompetência e pela corrupção desenfreada, porque a oposição sempre foi de uma leveza insustentável, omissa e irresponsável.

    Opositores ruins como FHC, Aécio, Serra, Alckmim, e tantos outros sempre foi a glória para Lulla, Dilma, Et caterva, pois o caminho estava livre para o saque e a transgressão. Para corromper, para burlar, maquiar. “pedalar”, roubar e inclusive para matar, se necessário for ou fosse.

    O caso Celso Daniel, após 14 longos anos de sepulcral silencio petista, ressurge agora na operação Lava Jato... Quem diria ...  Mas, eu considero a delação premiada, uma verdadeira pérola na justiça brasileira...

    O PT chegou aonde chegou, e quebrou o país, porque a imensa maioria do povo brasileiro, não se importou com a roubalheira desenfreada em tempo hábil. Ao povo em geral, mais preocupado com as picuinhas de seu cotidiano, só o abalou as panelas vazias nas prateleiras de sua cozinha e a simultânea dificuldade de reabastecê-las, só o abalou as contas sem capacidade de liquidação, só o abalou a sua demissão naquele trabalho tão abençoado...Só o abalou o caos, quando o caos chegou. E este tsunami não tem data certa para acabar gente... Não será tão breve meus caros...

    O PT chegou aonde chegou porque os “intelectuais” e alguns professores de economia e de administração, além de muitas figurinhas de nossa mídia, defendem o PT com unhas e dentes. São os socialistas que amam ganhar os super salários dos grandes capitalistas. Trabalham pouco e ganham muito, são talentosos e cheios de versatilidades. Mas complicam a vida dos brasileiros uma barbaridade!

    Além disso, a lei Rouanet ajuda muito, e o bolso é órgão mui sensível... Mas na verdade, eu creio que estes artistas não tem perspicácia para aquilatar os engodos... Ou será que tem?

    Quero aqui, honrar o ator Carlos Vereza, que sempre combateu com vigor a roubalheira escancarada na nossa política. Meus parabéns, Carlos Vereza. Parabéns por falar e parabéns por não se intimidar. Quiçá, houvesse muitas centenas como você!

    O PT chegou ao poder e implodiu a nação, também porque a Igreja Católica via CNBB, foi conivente, foi cúmplice e foi omissa em questões seríssimas.  Muitos bispos da Igreja Católica foram seduzidos pelo populismo do governo, este populismo desenfreado e irresponsável de Lulla e de Dilma Vana Rousseff.

    A liderança da Igreja Católica no Brasil, nunca denunciou as arbitrariedades do PT, um partido revolucionário e de ideologia socialista, sempre abraçado a governos comunistas e ditatoriais.

    O PT aparelhou inúmeras instituições, e implementou ações contra a vida, contra a família, contra os bons costumes, sempre com a complacência da CNBB, de ONGS, de pastorais da terra existentes dentro da própria Igreja. É inverossímil... É surreal!

    Estamos quase no fundo do poço, e todos bem sabemos. Eu, porém, não tenho nenhum temor. Considero que ninguém, honesto e honrado e trabalhador, deve ter qualquer tipo de temor. Simplesmente faça o que você sabe fazer. E faça-o bem. E seja seu próprio patrão se você está sem patrão. Isso pode lhe fazer muito bem a alma e ao espírito.

    O que precisamos fazer é prender os ladrões de imediato! Como não há político que preste, a solução é fazer novas eleições. E político profissional está fora da disputa eleitoral. Jovens idealistas devem se levantar e encarar esta empreitada de peito aberto e com vontade de trabalhar pelo bem comum.

    As velhas raposas, que todo santo dia presencio na mídia, vomitando qualidades que não possuem, e mentindo na cara dura, é atroz demais. Duro de engolir! Duro demais, meus prezados.

    João Antonio Pagliosa   - Engenheiro Agrônomo-

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 09 de abril de 2016.

  • Dilma pode cair? | João Baptista Herkenhoff
    11 de abril, 2016

    As paixões políticas estão explodindo. É hora de refletir com serenidade.

    É possível afastar da Presidência da República o cidadão ou a cidadã que detém o mais alto cargo da República, através de um procedimento denominado  impeachment (em inglês), ou impedimento (em português)?

    Sim, é possível. A Constituição Federal admite o impeachment quando o supremo dignatário do país pratica crime de responsabilidade.

    “Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

    I - a existência da União;

    II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

    III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

    IV - a segurança interna do País;

    V - a probidade na administração;

    VI - a lei orçamentária;

    VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.”

    Os crimes enunciados pelo artigo, como está claríssimo, devem ter sido praticados pelo cidadão ou cidadã que exerça a Presidência. Mesmo que todos os Ministros e auxiiliares diretos tenham incorrido em crime, o Presidente ou a Presidente estará a salvo se não tiver praticado, ele próprio ou ela própria, algum dos atos criminosos mencionados acima.

    Particularizemos o preceito geral ao caso particular: a Presidente Dilma Roussef pode ser derrubada do seu cargo, dentro dos parâmetros constitucionais?

    Os acusadores têm afirmado que a Presidente atentou contra a probidade da administração. Entretanto, segundo se viu até este momento, não está provado que Dilma tenha cometido os deslizes que lhe são atribuídos ou, na linguagem popular: não se provou que Dilma é desonesta. A guerrilheira de ontem não é a gatuna de hoje.

    É injusto imputar a ela essa pecha, mesmo entendendo que Dilma não tem demonstrado a competência exigida pelo cargo, nem a habilidade requerida no manejo do complicado xadrez político.

    Como Juiz de Direito que fui durante muitos anos, sei muito bem o que é aceitar, como provado, o crime atribuído a alguém.

    Haverá eleições presidenciais em 2018. O povo manifestará sua opinião. Exaltará os bons governantes e rechaçará os maus. Para este fim utilizará a mais importante arma da cidadania: o voto secreto.

    Um capixaba tem a glória de ter patrocinado, no Brasil, esta garantia. Trata-se de José de Mello Carvalho Muniz Freire que foi, com muito mérito, imortalizado em nosso Estado. Um município nosso (antigo Espírito Santo do Rio Pardo) recebeu seu nome e também um colégio de Cachoeiro de Itapemirim.

     

    João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor.

    E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

     

    É livre a divulgação deste texto, por qualquer meio ou veículo, inclusive através 

     

  • Liberdade menosprezada | Pedro Israel Novaes de Almeida
    06 de abril, 2016

     

    É natural e necessária a preocupação com a miséria humana.

                É impossível ser feliz em ambientes onde impera a infelicidade. Tal situação explica o fascínio da juventude por ideias igualitárias.

                Foi prometendo o paraíso da igualdade da condição humana que o comunismo amealhou boa parte dos povos. De início, como sempre, festejou a distribuição da poupança alheia.

                O prometido mundo sem patrões logo desabou perante a dura e nova realidade, pois os patrões de outrora acabaram substituídos por membros do partido no poder. Criou-se uma casta pouco laborativa, ociosa e incontestável, ditando regras de convívio e limites às iniciativas individuais.

                A preocupação com a miséria era tanta que a condição humana passou a ser imaginada como a situação de animais residentes em granjas. Bastava boa comida, água fresca e ambiente controlado, para a plena felicidade.

                Ocorre que a população não tolera ser tangida como boiada, e não consta das habilidades humanas a abolição de iniciativas,  ideário e livre manifestação. Passados o banquete e discursos oficiais, a economia sempre acabou aniquilando o sonho da população-rebanho, e as crises passaram a socializar misérias e descontentamentos.

                A supressão da liberdade, vista como mero cacoete burguês, gerou ondas de indignação, principalmente em estudiosos, cientistas, pensadores, empreendedores e tantas outros grupos que movem o mundo. A busca de liberdade levou multidões a buscarem refúgio em outras terras, mas a nova realidade tratou de tornar os países verdadeiras prisões, impedindo o ir e vir.

                Como consequência natural dos regimes fechados e ditatoriais, multiplicaram-se as prisões políticas. A população, que julgava adentrar um mundo igualitário e feliz, viu-se aprisionada, sob o mando cruel de um partido único, que sempre odiou a cultura e tradições não oficiais.

                Ainda hoje, milhões de pessoas vivem sob o jugo de regimes comunistas, sem liberdade e sem o direito de ir e vir. Em alguns países, as leis da economia e o conhecimento da natureza humana convenceram mandatários, e a propriedade privada vem sendo gradualmente consentida, e as iniciativas privadas gradualmente permitidas.

                Continua, em todo o mundo, a preocupação com a miséria humana, que deve ser combatida por meios mais civilizados e respeitadores.  À educação compete encurtar os caminhos rumos ao bem estar social.

                Governos corruptos produzem misérias, e constituem hoje o maior obstáculo à felicidade humana. Pouco vale o prato cheio, quando a cidadania não é respeitada.

                Governos respeitadores graduam impostos, incentivos e desincentivos, norteando o custo social das iniciativas, e harmonizando as relações entre o capital e o trabalho, sem desestimular as gerencias. Erigem instituições sólidas, que resistem a uma ou outra intempérie, e geram leis que asseguram a igualdade de direitos e obrigações.

                Trocar patrões por membros de um partido foi, sempre, um péssimo negócio.

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

                O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

                  

  • Ame-se mais, e assuma as rédeas | João Antonio Pagliosa
    05 de abril, 2016

    Neste final de semana, dias 2 e 3 de abri de 2016, participei de um curso sobre cultivo e manutenção de orquídeas, ministrado pelo professor Erwin Bohnke, aqui em Curitiba.

    Fique muito feliz em participar. Aprendi um bocado de coisas sobre estas plantas tão incrivelmente belas, e fiz alguns amigos bem legais.

    Trabalhar com plantas, sujar as mãos com terra, plantar, vê-las crescer, se desenvolver, florir e frutificar é algo sumamente prazeroso, me acalma, me equilibra, e não raro, me emociona.

    As plantas, todos nós sabemos, possuem vida, portanto, precisam cuidados. Se as cuidamos, elas nos brindam com um status saudável, cujo resultado redunda em flores e frutos, belos e deliciosos. Gentileza gera gentileza! Isso funciona sempre, e para qualquer ser que possua vida!

    Tudo que tem vida precisa gostar de si mesmo. Não apenas gostar, precisa é amar a si mesmo.

    Eu amo a mim mesmo quando faço coisas que gosto de fazer. Este curso sobre orquídeas, por exemplo. Eu brindei a mim mesmo, e foi ótimo!

    Se você ama a você mesmo, faça coisas que gosta de fazer, TODOS os dias. E perdoe-se quando cometer erros (afinal, você é humano e humanos são falíveis), mas policie-se para não cometer de novo os mesmos erros.

    Se você ama a você mesmo, aprecie com moderação, o que é bom em si mesmo, e ame as pessoas a sua volta com amor ágape, e seja capaz de amá-los com todo o seu coração.

    Lembre-se das qualidades que você ama em você mesmo, e não permita que erros governem a sua vida. O que precisa governar sua vida: Os seus triunfos e as suas vitórias.

    Evidencio que sempre que você reconhece o seu valor, o mundo a sua volta reconhece isso também. Afinal, somos espelho que reflete ao mundo o que somos de fato. Mas, não se engane. Tenha os pés no chão!

    E o amor pelos outros, o amor pelo próximo, é o reflexo do amor que você tem por você mesmo. Reflita sobre isso, e veja se não é assim.

    É impossível amar a si próprio, se você não ama aos outros!

    Se você ama a si mesmo, viva o momento presente. E viva-o de maneira intensa, porque nós desconhecemos o segundo de tempo a nossa frente, na realidade, o segundo a nossa frente não nos pertence. Ele é uma promessa. Ele é uma incógnita.

    Viva o presente intensamente, mas planeje o seu futuro, e eu não vejo como planejar futuro sem viver intensamente o momento presente, ou seja, tirando tudo do que der para tirar.

    Você quer fazer Deus sorrir? Conte a Ele os seus planos, pois o Espírito Santo reside em nós, é nosso melhor amigo, e, portanto, nosso confidente. Ele precisa compactuar os seus planos, então, abra-se para Ele, não tenha segredos, confidencie suas preocupações e suas alegrias. Seus desejos e suas dúvidas. Confidencie tudo, Ele está à disposição para ouvi-lo, sempre.

    Faça seus planos, mas viva o presente agora e em todos os instantes porque o amanhã não lhe pertence.

    Nunca permita que influências nocivas o atinjam. Elimine de sua vida pessoas que querem enterrar os seus sonhos, e não conviva com quem o despreza. Conviva com aqueles que o honram, com aqueles que o admiram, com aqueles que lhe querem bem. Assim a sua vida será bem mais leve, sem desconfortos inúteis e desnecessários.

    E mude seus hábitos porque precisamos fazer coisas que não gostamos de fazer. Aquela caminhada diária, por exemplo, aquela tarefa inacabada...

    Saia de sua zona de conforto. Ninguém é feliz mesmo, se não se esforçar para ser feliz. Lembre-se que a inércia o mantém preso a velhos hábitos, e você não avança, não progride, e não experimenta nenhum progresso. É mais um dia perdido!

    Mudanças são necessárias. Elas são difíceis num primeiro momento, mas depois você experimentará enorme satisfação.

    Para ser mais feliz, atreva-se um pouco mais, ouse um pouco mais, esforce-se um pouco mais e não tema coisas novas nem tema novas oportunidades. Ao contrário, abrace-as!

    E ouça a sua intuição. E acredite em seu potencial. E estude e prepare-se.

    E mantenha sua cabeça sempre erguida, e tenha em Deus um eterno aliado. Você foi criado para governar, então, ame-se mais e assuma as rédeas, meu prezado!

    João Antonio Pagliosa

    www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

    Curitiba, 04 de abril de 2016.

  • Deus em minha vida | João Antonio Pagliosa
    05 de abril, 2016

    Honesta e sinceramente, já não sei viver sem a presença de Deus em minha vida. Pertenço a Ele e sinto-me preso ao seu amor.
    Qualquer pessoa creia ou não, precisa de Deus! Ele nos conforta, alivia nossas angústias e dores e precisamos compreender que somos todos dependentes do Senhor. Quando teimamos e recusamos esta verdade, Deus simplesmente se afasta. Ele é um extraordinário cavalheiro e respeita nosso livre arbítrio, porém, ao se afastar, o inimigo se aproxima, é muito esperto e facilmente nos seduz, nos arrebata e inferniza o nosso viver. O sangue do cordeiro (JESUS) na cruz nos comprou e somos propriedade exclusiva Dele. Entretanto, não permita que suas carnalidades o vençam e o levem ao pecado e o afaste do Pai.
    Mas, quando pecar, caia em si, examine suas atitudes, reflita sobre suas faltas e arrependa-se profundamente. Clame e exalte o socorro de Deus e celebre com Ele sua reconciliação. Lembre-se que se seguimos a CRISTO, não somos mais pecadores, mas sim santos lutando diariamente contra o pecado.
    Ore, interceda pelos seus irmãos (nunca pense antes em você), e Deus se derramará em bênçãos e transformará a sua vida. Como fez com Jó, Deus nos responderá, atenderá nossas súplicas porque Ele é fiel, não muda e nunca mudará.
    Em Lucas 2: 21 a 24 lemos que Jesus é apresentado ao templo com 8 dias de idade e como primogênito, ao Senhor é consagrado. No culto de nossa Igreja num domingo tempos atrás, a cristã Denise testemunhou a todos os presentes e agradeceu a Deus pela dádiva que recebeu do Senhor: Seu filho Isaac.
    Ela enalteceu que Isaac viera para resgatar sua mãe Denise para Deus, e estava ali para apresentar seu filhinho a Igreja e para ungi-lo. Isaac, como emissário do Senhor, foi consagrado a Deus, e será criado e educado sob os princípios cristãos. “Ensina a criança nos caminhos em que deve andar e ela não se desviará dos caminhos do Senhor.”
    Muitas vezes somos decepcionados porque confiamos demais em determinada pessoa. Admoesto a você, prezado leitor, que só podemos confiar cegamente em Deus e, lamentavelmente, muitos confiam demais em si mesmos e não raro proclamam orgulhosos: “Eu sou o cara! Eu faço e aconteço. Eu sou mais eu.”
    Seja sábio e entenda que você é muito falho, muito dependente dos outros, e apenas pó se estiver longe de Deus. Não seja arbusto isolado na aridez do deserto, seja sim, árvore frondosa que ameniza o clima, que dá sombra e floresce e frutifica. Por favor, leia Jeremias 17: 5 a 10. Isto lhe edificará e aquecerá o seu coração.
    Meu prezado, o que vivemos hoje é fruto de nossa decisão de ontem. Não tome decisões baseadas em seus sentimentos porque vosso coração é enganoso. Tome decisões baseadas no dizer de seu coração, mas alicerçadas na palavra de Deus. A aqueles mais evoluídos na fé ouça a voz do Espírito Santo, e peça testificação a ação que irá executar. Pessoas que decidem agir com base em seus sentimentos, cedo ou tarde, derramarão muitas lágrimas e sofrerão demais.
    Deus quer que tenhamos governo, isto é, que tenhamos domínio e decisão sobre todas as coisas. Isto está em Genesis 4:6 e 7 e saiba que Deus paralisa tudo no céu quando você o louva. Então, meu prezado, louve a Deus com frequência, não importa em que circunstâncias você está vivendo, louve a Deus e sentirá forte a sua divina e brilhante presença.

    Deus sempre perdoa o pecador que se arrepende de suas faltas, porém, a consequência do pecado serão vividas pelo pecador. Isto é bíblico, por isso o pecado é tão atroz!

    E Deus não impõe suas vontades ao homem. Ele deixa-o decidir. Daí minha pergunta: Por que você impõe suas vontades àqueles que o cercam? Não lhe parece atrevimento além da medida?

    E em Salmos 131: 1 a 3 vemos que nossa alma é como criança que quer mamar. Se o seio não lhe for dado imediatamente, o berreiro não se faz esperar.
    Vigie sua alma. Domine-a! É preciso esforço determinado, porém, é possível calar e sossegar nossa alma.
    Em Filipenses 4:13 lemos: “Tudo posso naquele que me fortalece.”

    Querido leitor, creia, você pode, se quiser, parar de pecar, de se drogar, de se prostituir, de mentir, de enganar e corromper. 
    Sempre seremos absoluta maioria quando estivermos aliançados com Deus.
    Carinhosamente. 
    João Antonio Pagliosa 
    Curitiba 29 de fevereiro 2016

     

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