Colunista

Autenticidade e transparência | João Antonio Pagliosa
13 de novembro, 2016

É muito raro nos depararmos com pessoas que falam o que pensam, e que demonstram o que sentem, sem constrangimentos. Pessoas assim quase não mais existem!

A impressão que temos é que a maioria age de forma teatral, apenas para satisfazer o interesse de outros, e assim não se incomodar.

Iludem-se, e são iludidos.  E são falsos... Falsos como nota de três reais!

Há falta de autenticidade nas pessoas. Há falta de transparência naqueles que nos cercam. Elas dizem o que os outros querem ouvir, e frequentemente não dizem o que os outros precisam ouvir... Tudo para não se incomodar... Para não sair de sua zona de conforto... Assim é nosso mundo contemporâneo.

Em Lucas, capítulo 19, lemos sobre a salvação de Zaqueu, o chefe dos publicanos, homem rico e de baixa estatura, que ansiava ter um contato com Jesus. Ele queria muito vê-lo... Se possível tocá-lo.

Com pequena altura, a multidão impedia Zaqueu de ver Jesus, daí correu adiante da massa de pessoas e subiu numa figueira para melhor contemplar Jesus, o qual passaria por ali em poucos instantes.

Em hebraico o nome Zaqueu significa justo, e ele não era um simples cobrador de impostos. Era sim, um gerente geral das arrecadações de tributos de Jericó, e ganhava um percentual sobre o trabalho de todos os demais publicanos daquele distrito, uma região rica e próspera, e de terras mui férteis.

E havia um grande desejo no coração de Zaqueu, e enorme curiosidade de ver Jesus, uma curiosidade muito diferente da incredulidade de muitas pessoas que integravam aquela multidão que acompanhava o Filho de Deus.

Ora, Jesus sabia muito bem quem era Zaqueu, e se aquele cobrador de impostos queria vê-lo, Jesus queria estar onde o coração de Zaqueu estava. 

E Zaqueu, bem acomodado no alto daquela figueira, ficou estarrecido e deveras surpreso, quando o Mestre olhou para o alto e lhe disse: “Zaqueu, desce depressa porque preciso ficar hoje em sua casa.”

No mesmo instante Zaqueu desceu, e apressado o recebeu com a maior alegria. Jesus em sua própria casa... Que alegria para ele... Quanta honra!

Prezado leitor, Deus é apaixonado por família; e Ele quer lares em paz e em harmonia... E as nossas casas nem sempre estão preparadas para receber visitas inesperadas, não é mesmo?

A família é um maravilhoso projeto de Deus, e é uma Instituição tão sagrada quanto a própria Igreja... E Deus ama estar dentro de nossos lares, compartilhando as nossas intimidades e as nossas alegrias... 

Porém, o nosso pior lado muitas vezes se revela dentro de casa. É na intimidade do lar que mostramos quem somos de fato. É ali que retiramos as nossas máscaras.

É muito provável que essa tenha sido a principal razão da visita de Jesus a casa de Zaqueu; uma casa que aparentemente não tinha problemas.

Não tinha problemas? Pois sim...

O problema da casa de Zaqueu é que ele era ladrão! Um ladrão contumaz!

Assim, quando sua esposa ou seus filhos saíam à rua, eles eram criticados e muito mal vistos pela população de Jericó. Onde quer que fossem eram humilhados e ofendidos publicamente, pois o povo sabia que o imposto cobrado era acima daquele exigido pelas autoridades.

E para piorar, eles não eram judeus. A família de Zaqueu era dos gentios e, portanto, hereges. Então, vivia um drama, todos os dias...

E, diante de Jesus, o chefe dos publicanos reconheceu que roubava na cobrança dos impostos da população, (por isso o detestavam), e os erros dos chefes de famílias se refletem sobre todos os membros dessa família, de sorte que as zombarias e as chacotas eram sofridas por cada um deles... E isso, certamente não é fácil de suportar.

Reflita sobre qual é o problema no seio de sua família, prezado leitor? Como esse problema que você gera, afeta a vida de seu cônjuge e de seus filhos?

Certamente, Zaqueu estava farto de viver sendo diariamente humilhado pela população, por isso, sem hesitar, ele disse a Jesus: “O problema aqui em minha casa, sou eu. Eu sou um ladrão e há dinheiro sobrando aqui. É um dinheiro que não nos pertence.”

É necessário que reflitamos sobre o nosso procedimento no íntimo de nossa casa. Será que o problema sou eu? O que eu tenho feito que porventura possa desestruturar a estabilidade e a harmonia de meu lar?

Em Lucas 19 : 8, Zaqueu reconhece que rouba e se compromete a devolver o que roubou, na frente de uma multidão de pessoas. E diante dessa declaração, Jesus lhe disse: “Hoje houve salvação nesta casa, pois este homem também é filho de Abraão.”

A salvação entrará quando houver mudança de atitude! São mudanças comportamentais que irão trazer os familiares à Igreja. Nós precisamos ousar fazer as coisas de forma diferente. De forma correta!

Jesus quer estar também em sua casa... E Ele quer abençoar todos os membros de sua família... Mas, é preciso terminar as transgressões... É preciso parar de enganar...

E Zaqueu mudou tudo em sua casa... Acabou a extorsão aos pagadores de impostos... Daí a grana ficou mais curta e eles precisaram administrar com mais rigor os seus gastos... Mas houve paz e harmonia naquele lar...

E quando saíam as ruas não eram mais humilhados por ninguém... Que maravilha...

A visita de Jesus mudou tudo... Zaqueu sabia que precisava tomar uma atitude...

Mude você também... Comece convidando Jesus a visitar a sua casa... E seja sempre autêntico, sempre transparente... Nunca aparente aquilo que você não é... E consagre todo o seu trabalho a Deus...

Sua vida será um oásis no deserto...

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 12 de novembro de 2016.

Este artigo foi redigido com base na ministração da pastora Karina Minoru, na Igreja Nova Jerusalém, de Rio Branco do Sul, em 06 de novembro de 2016. 

 

Reforma do ensino médio | Pedro Israel Novaes de Almeida
09 de novembro, 2016

A pretendida reforma do ensino médio tem gerado aplausos entusiasmados e contestações veementes.

            Na verdade, não é a solução para todos os problemas, nem fere de morte nossos estudantes. No grau de radicalismo político, a que chegamos, qualquer iniciativa gera reações extremadas, que conturbam a discussão e pouco elucidam o tema.

            A situação atual de nosso ensino médio é calamitosa, e vitima os milhões de brasileiros que por ele transitam. Outrora, o estudante tinha a opção de escolher entre o Científico, Clássico ou Normal, conforme sua vocação para as áreas humanas ou exatas.

            Com o tempo, tudo acabou afunilado para uma sopa comum de matérias, acabando por ensinar pouco, buscando ensinar tudo. Foi solenemente desrespeitada a preferência e tendência vocacional de cada aluno.

            O resultado, óbvio, foi a elevada taxa de evasão e os péssimos resultados nos testes de aprendizado. Os estudantes, em sua maioria, terminam o ensino médio sem uma formação técnica, útil ao emprego, e sem uma base teórica que permita adentrar uma universidade de alto nível.

            Aos que encerram a vida escolar no ensino médio, imensa maioria, resta emoldurar o diploma e tentar uma vida profissional, sem qualquer formação específica. Aos que pretendem continuar os estudos, resta a frequência a cursinhos, se puderem custeá-los, ou a aventura do autodidatismo.

            Nossos secundaristas possuem matérias em excesso, e pouco tempo para assimilar todos os conteúdos. A solução, óbvia, passa pela diminuição do número de disciplinas, e a disponibilização de outras, à escolha dos estudantes.

            Toda disciplina tem seus fundamentos, utilidades e adeptos, e a eleição das que serão desprestigiadas, como Educação Física, Sociologia e Filosofia, funciona, sempre, como uma declaração de guerra. Não cremos catastrófica a retirada de tais disciplinas.

            A pretendida reforma prevê o aumento das horas de estudo e permanência na escola, iniciando uma escalada rumo ao período integral, que exige estruturas e recursos ainda não disponíveis.  Esse, a nosso ver, o aspecto mais intrincado da matéria, por envolver também a valorização da docência.

            A reforma do ensino médio vem sendo discutida há décadas, e é urgente, motivo de haver sido encetada por via de Medida Provisória. No Congresso, as discussões envolvem audiências públicas e oitiva dos segmentos interessados.

            O país vem sendo acometido por inusitado assembleísmo, e é impossível discutir o tema com cada grupo de 5 ou 10 alunos. A reforma não é uma obra acabada, e sempre haverá a possibilidade de correção de rumos. O importante é, ainda que tardiamente, iniciá-la.

                                                                               pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                                               

A reforma não vem | Pedro Israel Novaes de Almeida
06 de novembro, 2016

                Passadas as eleições municipais, nossos legisladores ensaiam reformas políticas, com vistas ao pleito de 2018.

            Políticos, operando reformas, são como alcoólatras determinando o horário de funcionamento do boteco.  As tais mudanças na legislação eleitoral raramente inspiram consensos, e acabam limitadas às bijuterias de sempre.

            Dificilmente, na verdade impossivelmente, será restituída à Câmara de Deputados o papel de representar a população. Um deputado de um pequeno estado nordestino representa alguns milhares de eleitores, enquanto um deputado paulista representa centenas de milhares de eleitores, e ambos possuem as mesmas prerrogativas.

            Todos reclamam do elevado número de partidos, hoje trinta e caminhando para cinquenta. Ocorre que nossos partidos não são ideológicos, à exceção de um ou outro.

            No Brasil, partidos são cartórios de pequenos grupos, que espalham diretórios país afora, como se fossem times de futebol. Diminuí-los, no atual contexto, nada mais seria que diminuir o número de pequenos grupos. Só.

            Nos Estados Unidos, é possível antecipar o posicionamento de um político, conforme seu alinhamento Democrata ou Republicano. No Brasil, são raros os sincera e convictamente comunistas, no próprio Partido Comunista do Brasil.

            Mesmo reconhecendo a pequena representatividade partidária, são vedadas as candidaturas de eleitores sem filiação. Por aqui, não acabam necessariamente eleitos os mais votados, e o voto de um elege outro.

            Dizem, cinicamente, que os pleitos asseguram a igualdade, entre os postulantes, mas é possível participar do pleito sem o afastamento do cargo. O tempo de publicidade é extremamente injusto e concentrador, premiando partidos tradicionais, com muitos representantes na Câmara dos Deputados.    Como pode o Zé da Couve ter mais tempo de publicidade que o Dito do Alface, quando disputam a mesma prefeitura de Riachão dos Afogados ?

            As eleições municipais transcorreram quase franciscanas, e há no ambiente um cheiro indisfarçável de retorno das doações de pessoas jurídicas, premiando o poder econômico e estimulando a corrupção. A possibilidade de reeleição persiste rija e forte.

            Há os que anseiam pela votação em listas partidárias (amigos dos donos de cartórios partidários), o que sepultaria de vez nossa perversa democracia. Aos eleitores caberia a função de apenas referendar as listas, não podendo optar por nomes que delas não constem.

            E ainda dizem, por aí, que somos uma democracia !

                                                                               pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

A reforma não vem | Pedro Israel Novaes de Almeida
06 de novembro, 2016

Passadas as eleições municipais, nossos legisladores ensaiam reformas políticas, com vistas ao pleito de 2018.

            Políticos, operando reformas, são como alcoólatras determinando o horário de funcionamento do boteco.  As tais mudanças na legislação eleitoral raramente inspiram consensos, e acabam limitadas às bijuterias de sempre.

            Dificilmente, na verdade impossivelmente, será restituída à Câmara de Deputados o papel de representar a população. Um deputado de um pequeno estado nordestino representa alguns milhares de eleitores, enquanto um deputado paulista representa centenas de milhares de eleitores, e ambos possuem as mesmas prerrogativas.

            Todos reclamam do elevado número de partidos, hoje trinta e caminhando para cinquenta. Ocorre que nossos partidos não são ideológicos, à exceção de um ou outro.

            No Brasil, partidos são cartórios de pequenos grupos, que espalham diretórios país afora, como se fossem times de futebol. Diminuí-los, no atual contexto, nada mais seria que diminuir o número de pequenos grupos. Só.

            Nos Estados Unidos, é possível antecipar o posicionamento de um político, conforme seu alinhamento Democrata ou Republicano. No Brasil, são raros os sincera e convictamente comunistas, no próprio Partido Comunista do Brasil.

            Mesmo reconhecendo a pequena representatividade partidária, são vedadas as candidaturas de eleitores sem filiação. Por aqui, não acabam necessariamente eleitos os mais votados, e o voto de um elege outro.

            Dizem, cinicamente, que os pleitos asseguram a igualdade, entre os postulantes, mas é possível participar do pleito sem o afastamento do cargo. O tempo de publicidade é extremamente injusto e concentrador, premiando partidos tradicionais, com muitos representantes na Câmara dos Deputados.    Como pode o Zé da Couve ter mais tempo de publicidade que o Dito do Alface, quando disputam a mesma prefeitura de Riachão dos Afogados ?

            As eleições municipais transcorreram quase franciscanas, e há no ambiente um cheiro indisfarçável de retorno das doações de pessoas jurídicas, premiando o poder econômico e estimulando a corrupção. A possibilidade de reeleição persiste rija e forte.

            Há os que anseiam pela votação em listas partidárias (amigos dos donos de cartórios partidários), o que sepultaria de vez nossa perversa democracia. Aos eleitores caberia a função de apenas referendar as listas, não podendo optar por nomes que delas não constem.

            E ainda dizem, por aí, que somos uma democracia !

                                                                               pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

Qual liderança | J. Barreto
07 de novembro, 2016

Ter liderança é uma característica de quase todos os mamíferos, pois só assim conseguem a sobrevivência de seu grupo e da sua espécie. O ser humano não foge a esta regra, e digo mais, se assim não fosse ainda seríamos primatas. Os lideres são os que regem a ordenação de cada conquista de seu grupo, embora eles nem sempre sejam o agente criador. Foi assim de conquista em conquista que chegamos ao homo sapiens e continuamos até hoje.  

As lideranças sempre tiveram o contraponto entre as lideranças do bem e as lideranças do mal, e todas deixaram suas consequências, embora muitas vezes tenham sido o inverso do esperado. Desde quando os homens conseguiram registrar os fatos da história, sejam por meio da transmição oral, seja pelos simbolismos ou pelas formas caligráficas, as lideranças do mal tiveram triunfos que perpetuaram seus feitos, mas que na realidade só enalteceram seus líderes, sem nada deixar de positivo para as novas gerações. Já as lideranças do bem se perpetuaram dando frutos de geração em geração, e continuam dando frutos para sempre. Os maiores líderes de todos os tempos foram os fundadores das grandes religiões; por exemplo, o judaísmo, o cristianismo, o islamismo, o xintoísmo, o budismo e outras mais, que estão atuando a milhares de anos, e que continuam orientando as ações de seus adeptos.

Infelizmente está faltando lideranças do bem tanto no âmbito regional quanto no âmbito universal. Qual é o grande líder em quem as demais nações possam depositar sua confiança, se nem mesmo em suas próprias terras eles conseguem? O líder natural seria o presidente americano, mas na realidade o que vemos são duas figuras buscando o poder, mas que não transmitem a confiança aos seus próprios conterrâneos.

No Brasil atual temos uns arremedos de liderança que não vão além de seus próprios grupelhos, mas sem nenhum carisma para congregar a nação. Nunca votei no Lula, mas quando aquele garoto emigrante, aquele operário carismático recebeu a faixa presidencial, e iniciou seu governo vislumbrei um líder capaz de projetar o Brasil no conceito das nações, e de que cada cidadão tivesse o orgulho de ser brasileiro. Mas a ganância e a sensação de onipotência subiram à sua cabeça e quem pensou que tudo podia, hoje é uma triste figura em plena decadência, o qual deixou a nação acéfala.  Também não votei no Jô, mas como cidadão que ama esta terra vou torcer e rogo à Deus que ele possa fazer um bom governo, pois sendo ele ainda moço, talvez possa aí estar surgindo um legítimo líder para nossa cidade. Vamos dar um voto de confiança a ele, e naquilo que nos couber vamos colaborar, mas sem buscar contrapartida.

Sejamos todos, CIDADÃOS DO BEM.

J.Barreto

Ditos populares | Pedro Israel Novaes de Almeida
27 de outubro, 2016

          Os ditos populares atravessam séculos, e podem ser produtos da observação direta de fatos que se repetem ou mesmo da disseminação de preconceitos e ignorâncias de uma ou outra época.

            O mais sábio e acertado dos ditos enuncia: “Pai rico, filho nobre e neto pobre”. O histórico da maioria das famílias demonstra tal sabedoria.

            Alguém enriquece, tende a criar o filho sem exigir dele algum esforço e este, criado como nobre, tende a não transmitir ao descendente a fortuna que herdou, liquidando-a em vida.

            O ditado serve como consolo aos desvalidos, que vivem argumentando haverem nascido na geração errada. Quando alguma família consegue driblar o adágio, com pai rico, filho rico e neto rico, teremos fundada uma monarquia, ou ditadura em país subdesenvolvido.

            Alguns ditados são produtos exclusivos da observação, como “Preto ou Japonês, quando pinta, tem cento e trinta”. Realmente, são tipos longevos.

            Para instar a adaptação ao meio, dizem que “Em rio com piranha, jacaré nada se costas”.  A frase integra o manual de iniciação à política.

            Pessoas naturalmente feias vivem esgrimindo o famoso “Quem vê cara não vê coração”. Pode não resolver, mas alivia.

            Algumas frases foram criadas como tentativas de aplacar a quase irresistível tendência do viciado em jogos de azar, ou a sanha arrecadadora  de poder ou riquezas: “Quem tudo quer, tudo perde”.

            Há ditados muito repetidos, mas pouco acreditados, como “Dinheiro não traz felicidade”. Não traz, mas ajuda !

            Há ensinamentos já testados e confirmados, que asseveram: “Diga com quem andas e direi quem és”.   Não vale para agentes de escolta.

            Políticos recém eleitos, comissionados em geral e ganhadores de loterias devem haver inspirado o criador do famoso “ Quem nunca comeu, quando come se lambuza”.

            Relíquia da época do individualismo exacerbado e descompromisso social, ainda hoje ouvimos, vez ou outra, que “Quem pariu Mateus que o embale”.  O autor certamente pretendeu reafirmar a obrigação parental, ou a responsabilização por algum malfeito.

            Alguns ditos parecem preconceituosos, mas são úteis, em algumas situações. Assim, “Parece anel de brilhante, em focinho de porco”.

            Carteiros, muitos, já foram vítimas de ditados irresponsáveis, como o famoso “Cão que ladra não morde”. Esportistas jamais acreditaram que “Os últimos serão os primeiros”.

            Há enunciados que acabam corrigidos pela população. Assim, o sábio “Quem dá aos pobres empresta a Deus” acabou convertido em “Quem dá aos pobres e empresta, adeus”.

            Dizem, erradamente, que “A ocasião faz o ladrão”. Na verdade, a ocasião revela o ladrão.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

             

Tempo das cavernas | Pedro Israel Novaes de Almeida
19 de outubro, 2016

A humanidade caminha por entre avanços e recuos.

            Alguns avanços, como o respeito aos animais e novos comportamentos no trânsito, não admitem recuos, e os infratores acabam punidos na forma da lei, sempre severa.  Tais avanços acabam incorporados aos hábitos e valores de todos.

            Pouco ou nada avançamos justamente no quesito respeito humano, recordista em omissões e erros de autoridades as mais diversas, de todos os âmbitos.

            Qualquer cidadão pode equipar seu veículo com o mais potente dos equipamentos sonoros, e sair demonstrando sua idiotia fazendo tremer calçadas, de locais de comércio ou residências.  Pode conduzir seu inferno volante a loteamentos às margens de represas ou regiões de chácaras, onde a calmaria é sempre esperada.

            Tal cidadão dificilmente será obstado em seu percurso, ainda que passe por legiões de autoridades. É tamanha a sensação de impunidade que a caçamba de grandes caminhonetes mal consegue conter o enorme equipamento sonoro.

            Se algum vizinho pouco civilizado locar seu imóvel a festeiros de fim de semana, ou juntar os próprios amigos, terá adquirido o direito de produzir som alto a qualquer hora, inclusive madrugada adentro, impedindo o sono e perturbando o sossego de toda a vizinhança. Ao prejudicado, que ingenuamente julga habitar um país civilizado, com o aparato estatal sempre defensor de direitos básicos, resta o apelo à Polícia Militar, que nem sempre comparece ao local dos fatos.

            Quando comparece, a Polícia Militar solicita ao incomodante que diminua o som, e nem sempre é atendida. O incomodante, via de regra, não é conduzido ao plantão policial, e nada acontece  com o equipamento sonoro causador do crime ou contravenção.

            O cidadão, que ainda crê e respeita a PM, aprende que a repressão, no sentido de obrigar a cessação da violência sonora, que os próprios policiais testemunharam, não mais existe. Resta procurar uma delegacia de polícia, registrar um boletim de ocorrência, e aguardar, aguardar e aguardar alguma consequência punitiva ou inibidora da falta de educação e pouca civilidade de alguns.

            Botecos escandalosos seguem importunando vizinhanças, e prédios inteiros são atormentados por um ou vários animais, com som alto. Em Itapetininga, dezenas e dezenas de veículos adentram a área da Lagoa da Chapadinha, aos fins de semana, para a produção do inferno sonoro. Sequer a Guarda Municipal comparece, fazendo valer a norma que proíbe o acesso de veículos, naquele local.

            Vivemos em plena idade da pedra, apesar do fato de constituir, o incômodo sonoro, uma questão de saúde pública.   Até quando ???

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

             

Jornais de outrora | Pedro Israel Novaes de Almeida
12 de outubro, 2016

Os jornais de outrora são inesquecíveis.

            O envio, hoje realizado pela internet, era feito pela colagem do material datilografado em grande papel branco, levado pessoalmente à gráfica. Articulistas, forçosamente datilógrafos, eram fregueses contumazes dos aparelhos de fax da região.

            Ao traduzir o texto do fax ao papel branco, funcionários, não raro, e sempre inadvertidamente, acabavam trocando ou omitindo palavras. Autores tinham grandes dificuldades em explicar que Deus não é mau, e o bandido nem sempre é bom.

            A coluna social era intensamente vigiada, para evitar comentários que podiam gerar confusão, bem como fotos em que apareciam, em destaque, autoridades e respectivas amantes.

            A coluna policial não tinha as frescuras de hoje, em que o cidadão preso em fragrante, réu confesso, deve ser nominado simplesmente como “suspeito”.    

            Na parte dos esportes, as derrotas da equipe local acabavam sempre creditadas a erros de arbitragem ou má fase. As cartas à redação eram publicadas quando não quilométricas.

            Era preciso verificar se tais cartas eram de fato manifestações espontâneas ou mensagem encomendada pelo elogiado. Erros de português eram consertados, quando possível avaliar a mensagem enviada.

            Colaboradores não se cansavam de enviar artigos, alguns maravilhosos e outros sofríveis. A recusa na publicação de algum artigo podia significar a perda de um leitor, até mesmo anunciante.

            Nas redações, o ambiente era de correria e camaradagem, e todos, com raras exceções, viviam em virtuosa pobreza. Quando do fechamento da edição, não faltava algum curioso para a elaboração do horóscopo.

            Os proprietários de jornais das pequenas e médias cidades pareciam andar uniformizados: um surrado paletó, um carro quase aposentado, papel e caneta. Ainda hoje, o responsável pela coluna social, ou política, é a chave  do sucesso de jantares e promoções do jornal.

            Naquele tempo, havia a convivência pacífica entre adeptos de diferentes ideologias, e hoje notamos a crescente partidarização das redações, com enorme perda de qualidade e confiabilidade da publicação.

            A partidarização é uma ameaça constante a rádios, TVs locais e jornais, iludindo leitores, autores e anunciantes, até ganharem a fama de “parciais”, caminho certo ao descrédito e até encerramento de atividades.

            As redações são ambiente estressados e felizes. Continuem !

As toxinas e você | João Antonio Pagliosa
12 de outubro, 2016

Nosso corpo precisa ser amado e respeitado. Precisa exercício físico e precisa ser bem nutrido. Precisa ser limpo e bem cuidado. Sua mente precisa estar em equilíbrio e em harmonia. SEMPRE!

A vida hoje é bastante diferente daquela de trinta anos atrás. O mundo muda rápido e infelizmente somos expostos a muitas toxinas que “minam” nosso corpo e “drenam” nossa energia.

Toxina é um veneno e causa intoxicação, daí vem um metabolismo lento que atrapalha um bocado a nossa vida. Metabolismo lento faz engordar!

As toxinas são onipresentes, nos agridem todo o tempo, e os principais sintomas são:

- Dificuldade de dormir. Insônia e sono agitado. O resultado é cansaço constante.

- Problemas de Digestão. Sempre que você não dorme bem, a digestão é sobremaneira difícil.

- Desânimo generalizado, perda de atenção, dificuldades mentais, tudo decorrente de um sono ruim.

- Dores musculares, dores nas articulações, inflamações diversas (artrite, asma), úlceras, hemorroidas e problemas de pele (acne, eczemas, psoríase).

- Mau hálito e maus odores corporais. Fezes e urina exageradamente fétidas.

- Congestão do processo respiratório.

E, muitas doenças serão agravadas se toxinas agridem o corpo, principalmente Câncer, Depressão, Doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson, etc.

Como desintoxicar nosso corpo e diminuir os riscos com as toxinas?

Bem, toxinas são onipresentes porque estão nos alimentos, nas bebidas, nos produtos de higiene (sabonete, shampoo, creme hidratante, pasta de dente, protetor solar, etc), e no ar que respiramos, porque regra geral é muito poluído.

Mas você diminuirá muito a exposição a toxinas se:

- Beber muita água. Porque ela purifica seu organismo diluindo TUDO.

Certifique-se que a água é de qualidade, e na dúvida, compre um purificador. É melhor doer no bolso que no corpo!

- Tenha alimentação saudável e prepare seu próprio alimento. Quanto mais natural, melhor! Lave tudo muito bem, e sempre que possível opte por alimentos orgânicos. Produza suas verduras e seus temperos; mesmo em apartamentos, pequenos vasos dão conta do recado.

- Seu intestino precisa trabalhar todos os dias. Isso é sinal de saúde e ajudará a eliminar toxinas de forma rápida. Aumente as fibras em sua dieta via frutas, legumes e verduras.

- Mens sana in corpore sano! Exercite-se, no mínimo quinze minutos por dia. Sue e molhe a camisa!

 

Você  estará assim, substituindo toxinas por endorfinas. Tira coisa ruim e põe coisa boa!

 

Ame-se ainda mais! Alegre-se porque a vida é uma BENÇÃO!

 

João Antonio Pagliosa

 www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 08 de outubro de 2016

Fundo do poço | Pedro Israel Novaes de Almeida
06 de outubro, 2016

            O país passa por uma de suas piores crises.

            O desemprego e a desconfiança constituem as faces mais angustiantes de nossa situação. Doze milhões de desempregados, considerando apenas os que procuram e não encontram empregos !

            O desemprego é desesperador, afetando o ambiente familiar e o próprio circulo de amizades. A sociedade, e muitas vezes a própria família, costuma desvalorizar e evitar o desempregado, e dizem que até o cachorro da casa começa a latir para ele. 

            Os governos, federal, estadual e municipal, por razões que vão da queda da arrecadação a gestões irresponsáveis, até corruptas, começam a atrasar salários e pagamentos a fornecedores, além de congelar investimentos e tornar precários os serviços públicos.

            A menor demanda de produtos contraiu indústrias e comércios, diminuindo o número de empregos formais. Os investimentos, consequências diretas da capacidade de consumo e confiança, ruíram a níveis catastróficos.

            Nos supermercados, a qualidade dos produtos passou a ser aspecto supérfluo, sobrepujada, como nunca, pelo preço. Carne moída, ovos, miúdos, frango, suínos e linguiça marcam presença na dieta nacional.

            Garis atestam a crise pela diminuição dos resíduos, e solas de sapato vendem mais que combustíveis. Cachorros experimentam rações venezuelanas, empacotadas no Paraguai.

            Estudiosos de todo o mundo atestam que o desemprego só começará a ceder em meados de 2017, com o restabelecimento gradativo da produção e comércio, além da retomada dos investimentos.

            Com a retração da construção civil, coube à agricultura manter o nível de emprego, logo ela, responsável por expressiva parcela de nossas exportações.

            O desemprego torna precárias as relações de trabalho, e os que perdem um emprego tentam outro com menor salário. A inadimplência cresce a níveis estratosféricos, atingindo até contas de água e luz.

            Os que mantiveram os empregos cortam gastos e investimentos, temendo ser atingidos pela crise, e escolas públicas recebem legiões de estudantes que frequentavam escolas particulares.

            Coroando a situação, os brasileiros demonstram profundo descrédito em instituições, políticos e partidos, como diagnosticado, em letras garrafais, nas urnas de 2016.

            Vereadores recém eleitos terão, como prioridade, obrigar prefeitos ao trato responsável do erário, suprimindo gastos supérfluos, reduzindo o número de comissionados e contemplando, a cada centavo, o alívio de alguma necessidade mais urgente da população.

            Aprenderemos a cidadania e responsabilidade à medida em que nos aproximarmos do fundo do poço. A solidariedade, contudo, já pode ser exercitada, ajudando os patrícios vítimas de nosso desastre.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.       

Dia de eleição | Pedro Israel Novaes de Almeida
28 de setembro, 2016

             Domingo é dia de eleição.

            É dia de rever amigos e parentes que moram em outras cidades, de acender a churrasqueira e, se houver ambiente para tanto, comentar candidatos e campanhas. É ainda dia de comemorar o sagrado e sempre benquisto silêncio dos carros de som.

            A campanha foi pobre, sem a distribuição de réguas, canetas, camisetas, lixas de unha, chaveiros e tantas outras bugigangas que animavam as campanhas de outrora. Pelo menos de forma visível, não foram entregues tijolos, dentaduras, dinheiro e outras utilidades.

            As camisetas foram as bugigangas que mais saudades deixaram. Após o pleito, serviam como pijama, uniforme de serviço e pescaria, terminando os dias como panos de chão.

Sem a doação declarada de pessoas jurídicas, a maioria dos empresários honestos ficou livre do constrangedor assédio dos arrecadadores de campanha.  Até que enfim, pessoas jurídicas deixaram de ter paixão política e partidária, agora confinada a seus controladores.

            A inovação não foi bem aceita em parcelas consideráveis do mundo político, e deverá passar pelo risco de extinção. Até o caixa dois acabou dificultado, pois é temerária a campanha suntuosa e milionária.

            Mais uma vez, o instituto da reeleição maculou as urnas, com os abusos de sempre. A reeleição impede a livre disputa, e faz das prefeituras poderosos palanques, com direito a favores e pessoalidades de toda ação oficial, custeada, sempre, com recursos públicos.

            Candidatos, mais uma vez, fizeram das religiões objetos de campanha, como se fossem devotos desde crianças. Só não usaram véus para não serem flagrados no mais hediondo dos teatros.

            Além do costumeiro amor a crianças e idosos, não é impossível que algum candidato, Brasil afora, tenha chorado copiosamente ou simplesmente lacrimejado, ao lembrar dos problemas da população de algum bairro carente.

            Alguns candidatos chamam a atenção, pela maneira como encarnam figuras divinas, verdadeiros deuses, campeões de eficiência com a missão de transformar a cidade em moderna metrópole, onde a pobreza e a miséria simplesmente não existam.

            Com todos os problemas que afligem o país, é justo que a população saiba discernir aventureiros ambiciosos de candidatos bem intencionados,  religiosos de ocasião de fiéis sinceros, que não usam a religião e a fé como fonte de criação de imagem distorcida.

            A eleição ocorre domingo. Os eleitos herdarão prefeituras em profunda crise, pela queda da arrecadação, própria ou repassada.

            Muitas já atrasam salários e congelam obras. Para os administradores novatos, basta que expliquem a crise e saibam eleger prioridades.

            Para os reeleitos, será difícil explicar que sabiam da existência da crise, mas mesmo assim transformaram a cidade em canteiro de obras e discursos. Mas, aí, já estarão reeleitos !

                                                                                    pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.         

Multiplicando talentos | João Antonio Pagliosa
27 de setembro, 2016

Teus talentos não são para serem enterrados... Multiplica-os!

Precisamos sempre aprender com a palavra de Deus, e em Mateus 25: 14 a 30, lemos sobre a parábola dos talentos.

Gente, quanta sabedoria em tão poucos versículos...  Você lê em dois minutos, porém muitos não aprendem essa lição no transcorrer de toda sua vida...  Assim é o homem!

Talentos nós podemos adquirir através de nosso esforço e de nossa abnegação. De dedicação constante... Dons é diferente... Dons, Deus nos dá...  Por pura graça! ALELUIA!

O Brasil precisa empreendedores sérios e competentes, e acima de tudo, honestos e de princípios consolidados. Qualquer nação precisa...

Empreender é ter visão. Empreender é ter metas, ou seja, sonhos com data estipulada para acontecer. E esses sonhos precisam ser precedidos de muito planejamento, e de alguns recursos financeiros para alcançarmos êxito.

O Senhor do Universo conspira a nosso favor, sempre! E aprendi que empreendedorismo é a conversão do conhecimento em algo de valor empresarial. Aprendi que empreendedorismo é a busca constante de formas de inovar o que faço. Aprendi que para aqueles de cabeça aberta, não importam as circunstâncias, sempre haverá oportunidades. Aprendi que oportunidades precisam ser aproveitadas.

Aprendi que sorte e azar não existem. Sorte é quando a oportunidade encontra alguém preparado e disposto ao trabalho.

Azar é quando a oportunidade encontra alguém despreparado.

Homens preparados, sempre terão oportunidades. Creia nisso, e vá à luta!

O perfil de um empreendedor de sucesso está posto muito claro em Josué, capítulo 1, versículo 7.

O versículo diz: “Tão somente sê de fato firme e corajoso, para teres o zelo de agir de acordo com todos os mandamentos que te ordenou Moisés, meu servo. Não te apartes dele, nem para a direita e nem para a esquerda, para que tenhas sucesso em todas as tuas realizações.”

Caros, é preciso ser ético. É preciso ser homem de princípios consolidados! Sucesso só vale a pena com essa prerrogativa!

Onde não houver visão, o povo perece! O olhar além do que se vê, e  imaginar o que existe além da montanha a nossa frente, é o desafio de empreendedores, de homens que fazem a diferença e encurtam os caminhos.

Hoje, há muitos empresários e muitas pessoas, que são analfabetos visuais, ou seja, eles veem, mas não enxergam. Falta-lhes sempre perspicácia...Falta-lhes entendimento... E isso é muito sério, para dizer o mínimo.

Sou homem temente a Deus, e considero que devemos busca-lo com força, para que possamos manter a disciplina. Para mim, só com disciplina o sucesso será pleno... A ergonomia cognitiva, por exemplo, sentar de forma correta na sala de aula, auxiliará muito o aluno no seu aprendizado.

Nós somos templo do Espírito Santo, por isso precisamos cuidar de nosso corpo. Precisamos ter disciplina com nosso corpo. Precisamos ter disciplina com o nosso tempo, isto é, usá-lo como dom precioso que é. Precisamos ter disciplina com a nossa mente... Vigie seus pensamentos, não tenha ansiedades, pois pessoas ansiosas não tem gestão correta de sua mente, e elas perdem oportunidades de crescer profissionalmente, elas não conseguem aprender o que precisam.

Os empreendedores são determinados e dinâmicos. São otimistas e sempre apaixonados pelo que fazem.

São comprometidos com o que fazem, conforme o livro de Colossensses 3:23, “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o SENHOR e não para os homens.”

Os empreendedores são pessoas bem relacionadas e sabem explorar  potencialidades ao máximo. São chamados a exercer lideranças e buscam o conhecimento, sempre e sempre.

Em Provérbios 1:7, lemos: “O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.”

O conhecimento técnico é abundante em muitos profissionais, mas a sabedoria está em falta... E nosso mundo precisa urgentemente de ÉTICA, nosso mundo precisa de pessoas que pratiquem a verdade...

Na atualidade, talvez para sua surpresa, 90% dos brasileiros são mentirosos, não praticam a verdade... Essa máxima (que deveria ser mínima minimorum) de que quem não cola não sai da escola, é de uma imbecilidade total... Mas é uma realidade para muitos, desgraçadamente...

Para ter sucesso na vida é preciso visão holística, com muita disciplina, dedicação, informação, conhecimento, paciência, sacrifício, trabalho árduo, e temor do Senhor.

Em Salmos 139:15 e 16, lemos: “Meus ossos não te eram encobertos, quando fui formado ocultamente e tecido nas profundezas da terra. Teus olhos viram meu embrião, e em teu livro foram registrados todos os meus dias; prefixados, antes mesmo que um só deles existisse!”

Como não ter temor do Senhor, meu prezado leitor?

E, por falar nisso, não sei se perceberam que alguns cientistas ateístas estão se calando nos últimos tempos. Sabe por que?

Porque a alta tecnologia de hoje tem permitido conhecer mais profundamente a competência de Deus. Há equipamentos muito sofisticados que permitem conhecer mais e melhor...

Recentemente três químicos receberam o prêmio Nobel de Medicina porque descobriram uma enzima que corrige ou elimina o DNA de determinada célula. Esta enzima corrigindo ou eliminando um DNA defeituoso, impedirá uma anomalia. Pode-se corrigir uma falha antes que a pessoa nasça.

Deus quer dar um premio Nobel a você... Ele quer lhe dar muito mais que um Nobel, se você o aceitar... A vida eterna... No Éden e com Ele!

Em João 15: 3 e 4 lemos: “Vós já estais limpos, pela Palavra que Eu vos tenho transmitido. Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós. Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não estiver ligado à videira. Vós igualmente não podeis dar fruto por vós mesmos, se não permanecerdes unidos a mim.”

Os cientistas ateístas estão se calando porque não conseguem explicar a tamanha grandiosidade de Deus. É sábio calar antes de falar que Deus inexiste!

Você consegue aquilatar quanta energia tem uma simples semente? Numa pequena semente há bilhões de informações no DNA de cada célula, que é característica daquela semente em particular. É de estarrecer qualquer sábio... É de estarrecer qualquer um...

Ninguém é como o nosso Deus! Ninguém se assemelha a Ele! Em João 1:3 lemos: “Todas as coisas foram feitas através dele, e sem Ele, nada do que existe teria sido feito.”

Isaías 61:11 diz: “Porque, assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Soberano, YAHWEH, fará nascer a justiça e o louvor diante de todas as nações!”

Deus é fantástico! Observem a sedução das flores... Elas têm cores maravilhosas... Elas têm formas incríveis... Elas têm perfumes inebriantes... Elas têm néctar delicioso e agradável... Tudo para atrair muitos insetos... Tudo para permitir fertilização entre as espécies... As flores seduzem para sua autopreservação...

Gênesis 1: 11 e 12 diz: “Deus determinou: Que a terra seja coberta com todo tipo de vegetação! Plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes conforme suas próprias espécies. E assim aconteceu. A terra fez brotar toda a vegetação: ervas que dão sementes segundo sua espécie, e árvores que produzem frutos, cujas sementes estavam neles, de acordo com suas espécies. E observou Deus que isso era bom.

Esse é o poder da criação... Um pouquinho dele... E observando essas coisas todas, não há como não crer.

Em Romanos 1:20 lemos sobre a ira de Deus contra homens sem fé. O versículo citado diz: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido observados claramente, podendo ser compreendidos por intermédio de tudo o que foi criado, de maneira que tais pessoas (que não creem) são indesculpáveis.”

Reflita sobre tudo isso prezado leitor... E volte-se para o PAI!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 20 de setembro de 2016.

p.s.: O artigo presente foi redigido com base na ministração do Dr. Wilson de Matos Silva, reitor das Universidades UniCesumar, na Holy Hour do dia 19 de setembro de 2016 em Curitiba, Paraná.

 


 

Estressados | Pedro Israel Novaes de Almeida
21 de setembro, 2016

                  Estamos, todos, estressados.

            Foram anos e anos discutindo partidos, políticos, ideologias e gestões, embalados por redes sociais e noticiários escandalosos.  Passeatas reuniram milhões.

            Políticos presos, escândalos desvendados, delações inesperadas e o palco frequentado, como nunca, por procuradores, delegados, investigadores, juízes, ministros e advogados de renome.

            O país foi virado ao avesso, e todos esperamos, a cada dia, a revelação de um desvio que não havíamos percebido, praticado por alguém de boa imagem.  Um ser estranho assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, substituto eventual da presidente, e o suspense dominou, em ritmo de absoluta imprevisão.

            Biografias foram diariamente demolidas, enquanto filmagens e gravações buscavam convencer incrédulos. Os que caíram persistiram jurando inocência, tal qual o Maníaco do Parque, condenado a séculos de pena.

            Nas redes sociais, ministros do Supremo acordavam heróis e dormiam marginais, a cada sentença ou opinião.  O terremoto cívico, inesperado, abalou as credibilidades, e acabamos só acreditando na imagem refletida no espelho.

            O abalo foi tão intenso que chegamos a fingir que não notamos a tragédia síria, preocupados com a falta de água e o desemprego que ronda a vizinhança.

            Parece que pouco importava os desvarios do governo norte-coreano e a tragédia da natureza, e um ou outro progresso da medicina, ainda que aplaudido, não seria capaz de atenuar nossa crise interna.

            Estamos, ainda, estressados, partícipes de uma novela cujo final ainda não foi escrito. O país borbulha, famílias e amigos brigam, e toda informação parece mera militância.

            Seguimos, todos, em trem descarrilhado, sem saber a que estação vamos chegar. A luta, titânica, segue em meio a pessoas poderosas, com poderes para legislar, sentenciar e até mesmo delinquir.

            Somos, hoje, uma nação incrédula, um amontoado de ladrões e roubados, em plena crise social, econômica e ética. Em outros países, as crises geraram amadurecimento e firmaram cidadanias.

            Talvez, de nossos destroços, nasçam instituições.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

Mar calmo nunca fez bom marinheiro | João Antonio Pagliosa
19 de setembro, 2016

Na noite de 12 de setembro de 2016, o irmão em Cristo, Douglas Lucio, Fez essa ministração no Holy Hour. Iniciou falando que se casou cinco anos atrás, e na sua viagem de lua de mel, viajou ao Caribe, onde teve a oportunidade de aprender a velejar.

Aprendeu as coisas básicas e já no segundo dia, ele e sua jovem esposa decidiram velejar sozinhos, num pequeno barco à vela.

COM CRISTO NO BARCO, TUDO VAI BEM!

O dia estava maravilhoso, e o azul daquele mar sereno, convidava a velejar e curtir o máximo aquele cenário paradisíaco.

E tudo ia muito bem, porém,após algumas horas, o tempo começou a mudar. O vento soprava mais forte e as ondas que batiam na embarcação começaram a se agigantar. O sol diminuiu seu brilho e iniciou a escurecer.

Em instantes o vento forte batia nas velas e as ondas, cada minuto mais altas, sacudiam com violência o pequeno veleiro. A situação do casal começou a se tornar crítica!

COM CRISTO NO BARCO, SERÁ QUE TUDO IRÁ BEM? 

Você acredita mesmo nisso?

Prezados leitores, as ondas assolam e sempre assolarão nossa vida. Em instantes tudo que está bem pode se tornar um caos, e isso, as vezes independe de nosso querer... Pode acontecer sem nenhuma ingerência de nossa parte... São vicissitudes...

E uma incrível borrasca atingiu o pequeno veleiro. O temor pelo perigo iminente é natural e impossível de evitar, mas a situação precisa ser enfrentada...

Mas, COM CRISTO NO BARCO, TUDO VAI BEM!

Douglas e sua mulher voltaram à terra firme sãos e salvos. Glória a Deus!

Nas suas lutas, prezado leitor, é preciso prosseguir sem esmorecer nunca, não importam as circunstâncias. Recuar, jamais. Repito: Recuar, jamais!

Prossiga com galhardia as suas batalhas, porque é muito melhor enfrentar tempestades com Cristo, do que mar calmo, sem Ele.

Se não tivéssemos problemas, não precisaríamos de Deus, e nem necessitaríamos confiar nele. Nós nos bastaríamos!

São as tempestades que fazem o exercício de nossa fé, e isso é necessário para que fique comprovado que Deus é real. E, por ser real, opera milagres em nossas vidas.

E isso, só fortalece a nossa fé... O escopo, prezados, é o fortalecimento da nossa fé!

É tremendo pensar num Deus que nos lança no centro de tempestades, para aprendermos a confiar nele.

E, mares calmos nunca produziram bons marinheiros. Isso, é um fato! Se você não for provado, nunca poderá dizer que é competente.

Que tempestades você tem enfrentado? Sabia que no mundo, acima de 350 milhões de seres humanos estão sofrendo de depressão? Esse número representa 5% da humanidade, e não para de crescer...É uma pandemia à nível mundial... Pessoas com mente perturbada, vivem um verdadeiro inferno, e a maioria delas está com celeiros e lagares abarrotados...

Se você atravessa dificuldades, qualquer que seja, aconselhe-se com pessoas sábias e experimentadas pela vida. Saiba que todos fracassam em muitos momentos. Não há infalibilidade... Não há cem por cento de acertos...E, fracassos são novas oportunidades para recomeçar algo.

Henry Ford, no início do século passado disse: "Não há fracassos no trabalho honesto. Há desgraça, no medo de fracassar."

Se você possui uma família que o ama, se possui amigos, se possui comida no prato, se possui um teto que o abriga, compreenda que você é muito mais rico que imagina.

E, veja que interessante: Quando Deus quer aperfeiçoar um homem, ou uma mulher, ele o coloca no centro de uma tempestade. E, por que?

Porque, no centro de uma tempestade o homem sábio busca o socorro de Deus! E sabendo que tem Deus, trabalha com entusiasmo porque sabe que sairá vencedor!

Caros, Jesus precisa estar no controle de seu barco. No controle de sua vida. 

Se você permitir isso, cessará de apanhar, cessará de sofrer, cessará de pensar em você antes de pensar em seu próximo. 

Não foque o problema. Foque Jesus, foque a resolução do problema! Ele nunca prometeu vida fácil! Ele prometeu nunca abandonar seu barco. Ele prometeu chegada certa!

COM CRISTO NO BARCO, TUDO IRÁ BEM!

O começo da ansiedade, é o início do fim da fé! O fim da fé, é ANSIEDADE!

Ore, procure Deus em seus momentos maus. É terapia que dá resultados incríveis!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Nova Friburgo, 17 de setembro de 2016.

Obrigado queridos amigos do quartão 72 (Agrônomos da UFRRJ que comemoram 44 anos de formartura). Obrigado Deus, porque Tu és um AMIGÃO!

Sem solução | Pedro Israel Novaes de Almeida
15 de setembro, 2016

O crack, droga que mais escraviza, segue viciando multidões.

            As cracolândias aumentam a cada dia, amontoando viciados como se fossem zumbis, à espera da morte que sabem não tardar. Não se aplica, ao crack, o argumento de que a droga afeta tão somente o usuário, não justificando lotar prisões e concentrar esforços públicos que pouco resolvem e muito corrompem, em se tratando da maconha.

            O apelo aos delírios do crack faz de seus usuários ladrões e assassinos potenciais, capazes de tudo para conseguirem uma porção da droga. Tal impulso gera  próspera indústria e rentável comércio, nada obstante envolver consumidores em sua maioria miseráveis.

            O viciado em crack é, antes de tudo, um doente, com elevada e pouco controlável dependência física e psíquica.  A cura nem sempre é fácil, dependendo sempre da colaboração do usuário e abnegação do cuidador.

            As cracolândias liquidam seu entorno, intranquilizando moradores e afugentando o comércio. Milhares de brasileiros, moradores próximos, vivem em regime de recolhimento compulsório, aprisionados nas próprias residências, do anoitecer ao amanhecer, período em que a multidão de desvalidos toma conta das ruas e gera o triste quadro de terra selvagem, sem lei.

            Experiências as mais diversas já foram executadas, como a tentativa de conduzir a multidão a dormitórios públicos, ofertar-lhes serviços de varrição e limpeza, remunerados, reservar hotéis inteiros a pernoites de viciados, etc. etc., mas todas demonstraram-se ineficientes, enquanto isoladas.  

            As conduções coercitivas para tratamento, e mesmo a oferta de tratamentos voluntários, não geram curas capazes de conter o aumento da população de viciados. O aprisionamento geraria verdadeiros campos de concentração.

            Nas cracolândias, o tráfico persiste, apesar de vez ou outra contido por operações policiais, que geram condenações e novas modalidades de oferta da droga, em um círculo vicioso.

            Os governos e a própria sociedade parecem incapazes de garantir o mínimo de cidadania aos que habitam as proximidades das cracolândias. Pequenas cracolândias surgem diariamente, em algum ponto de praças e jardins, sob viadutos, ou em terrenos baldios e prédios abandonados.

            Chegamos à lua, dominamos tecnologias outrora impensáveis, mas somos incapazes de resolver o problema das populações zumbis. O tráfico desafia governos e acaba por corrompe-los.

            Será que estamos utilizando corretamente o instrumento da educação, para conscientizar nossas crianças e jovens da gravidade do problema ?

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

Privacidade | Pedro Israel Novaes de Almeida
10 de setembro, 2016

A privacidade torna-se, a cada dia, menos prestigiada.

            O mundo anda repleto de câmeras e gravadores, cada dia mais potentes e menores. Até nossos quintais acabam filmados, por drones, satélites, aerofotos ou mesmo pela curiosidade dos vizinhos.

            Na área da segurança, as filmagens, notadamente em praças e áreas comerciais, auxiliam no esclarecimento e repressão a crimes, de assaltos a furtos, espancamentos e pichações. Atualmente, as câmeras constituem inestimável desestímulo à bandidagem, revelando o fato, autoria e circunstância.

            Na seara privada, celulares gravam imagens que podem ser usadas para o cometimento de crimes, como chantagens ou danos morais. A eventual legalidade da filmagem de cenas privadas não autoriza a sua livre divulgação.   

            Filmes e gravações auxiliam a inibição e penalização de qualquer atitude porventura desrespeitosa e violenta de agentes públicos, notadamente policiais. Em países mais desenvolvidos, viaturas e uniformes já contam com micro - câmeras.

            Tais câmeras, contudo, salvaguardam as ações de bons agentes públicos, não raro injustamente acusados. Câmeras documentam culpas e inocências.

            O alastramento das câmeras é inevitável e crescente, ainda que cause desconforto aos participantes de qualquer cena.  Câmeras postadas na entrada de motéis são pura nitroglicerina.

            Câmeras, em pátios e salas de aula, estão contendo as depredações, furtos e violências, no ambiente escolar. Por enquanto ainda são respeitados os banheiros coletivos.

            Na política, gravações e filmagens podem cassar candidaturas e mandatos, e reuniões entre corruptos já adotam mímicas, senhas e revistas. As câmeras estão prestigiando até a fidelidade conjugal.

            Existem adeptos da obrigatoriedade do uso de capacetes transparentes, até numerados, para a contenção de crimes perpetrados por motociclistas. Prisioneiros domiciliares ou temporariamente libertos andam com tornozeleiras.

            Talvez um dia sejamos todos chipados e monitorados, ou andaremos com um código de barras tatuado no pulso.

            Permanecem sigilosos apenas nossos pensamentos e intenções, pelo menos por enquanto. É o preço que pagamos, pelo alto e rápido progresso tecnológico, e pouco ou nenhum progresso civilizatório.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

Pupilos do barão de Munchausen | J. Barreto
10 de setembro, 2016

Mais uma vez o Brasil está tomado por mercadores de ilusão. Candidatos a vereador prometem executar tarefas que nada tem a ver com o legislativo. Garantem resolver qualquer problema para qualquer incauto eleitor. Mas se você perguntar quais são as atribuições do vereador, mais de 90% não saberão responder, mas garantirão que serão os melhores edis de todos os tempos.

Para muitos a lei orgânica do município deve ser uma lei que regulamenta a cultura de produtos orgânicos e isto não é só entendido pelos calouros na política, mas até por candidatos veteranos. Muito dos atuais vereadores, filhos do Gepeto, que não cumpriram com o prometido, estão jurando de pés juntos, que desta vez será diferente e vá baboseira nos ouvidos ingênuos.

Felizmente Avaré foge deste conceito, pois nossa Câmara é composta por membros de altíssimo saber e impolutas condutas. Tanto isto é verdade, que na terça-feira (30-8-16), na sessão extraordinária, para não entediar a plateia de meia dúzia de pessoas, agindo como certos tipos sorrateiros, a sessão foi aberta às 19h01minh para debater o subsídio dos vereadores na gestão 2017 e demais salários. Só foram lidos os números das proposituras e como estes números foram todos aprovados por unanimidade, às 19h09minh foi encerrada a sessão.  No dia seguinte fui informado que uma das propostas tratou do corte drástico dos subsídios em 10% e que a partir de janeiro de 2017, os mesmos irão receber míseros $6.600,00 MENSAIS. Sensibilizado com tão nobre atitude, convoco os eleitores para que na próxima eleição, sermos gratos aos mesmos, e votemos em massa para reconduzi-los à Câmara, pois eles assim o merecem!  

E os candidatos a prefeito, que maravilha! Todos têm uma varinha de condão e que ao tomar posse, com um simples toque da mesma, todos os problemas da cidade serão resolvidos. Porque eles irão depender dos repasses estaduais ou federais, pois o comércio, a indústria, o agronegócio, os empregos passarão a fluir plenamente. Os buracos na rua irão desaparecer, pois os mesmos serão virados de boca para baixo. As dívidas e os precatórios serão sanados com os fundos que a prefeitura tem em caixa e que não estão sendo usados por mera má vontade. Não nos acovardemos, vamos todos às urnas e que vençam os melhores.    

Avaré e o Brasil estão precisando de sangue novo na política. Em tudo neste mundo há exceções e cabe a nós fazermos as escolhas certas!

 

J. Barreto

Autogoverno | João Antonio Pagliosa
10 de setembro, 2016

Governar é ter domínio ou autoridade sobre alguma coisa.

Autogoverno é ter domínio próprio. É, em síntese, saber controlar impulsos!

Como cristão preciso agir como um Embaixador do Reino de Deus, onde quer que eu esteja, isto é, representar Deus onde eu planto a planta dos meus pés. Sempre e em qualquer circunstância!

Mas, somos falhos, e é preciso vigiar, é preciso estar atento para não fracassar, para não pecar... Não podemos envergonhar nosso Deus!

Sim, depois do que Jesus passou por amor a nós, entendo que não temos esse direito... Sua morte na cruz foi atroz demais... E Ele não recuou...

Mas a vida de um crente é pura festa, é pura alegria e realização porque a gente entrega a vida aos cuidados de Deus..., A gente alinha o nosso querer com a vontade de Deus... E aí tudo vai como embarcação que navega de vento a popa... Tudo é céu de brigadeiro, sempre. Como não se alegrar? Como não festejar?

Prezados, a certeza de obter passaporte para o paraíso, a certeza de estar com nome incluído no Livro da Vida, é viver na presença de Deus vivo e verdadeiro. Compartilhar com Ele, absolutamente TUDO que nos acontece.

Deus anseia por esse convívio com cada um de nós... Ele ama intensamente cada um de nós...

Por isso, não permita que o seu livre arbítrio o afaste daquele que o criou!

Em Provérbios 25:28, há uma pérola: “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.”

Querido leitor, reflita pelo menos um minuto sobre a sabedoria desse versículo... Um homem que não sabe dominar-se é como cidade destruída, sem muros, onde qualquer um entra e saqueia...

Esse homem é caos! Esse homem é só confusão... Não se associe a ele!

Mas todos merecem ouvir a palavra de Deus... Todos precisam voltar ao primeiro amor, DEUS...

E em Provérbios 15:1, lemos: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”  

Então, termine rapidinho todas as suas discussões sem sentido, sendo gentil com todos... Gentileza sempre gera gentileza, e quando você responde baixinho e com muita educação aquele que lhe desrespeita, você lhe desarma, você lhe desconcerta.

E a verdadeira obediência está em obedecermos exatamente naquelas ocasiões em que não concordamos. Você que me lê, precisa obedecer para evitar a rixa e o desentendimento... Tenha calma e persevere nesse procedimento... Deus lhe honrará!

Concluindo, controle sempre os seus impulsos e domine sempre sua vida. Seja feliz, e em paz com DEUS, e em paz com todos que o cercam. Viva em harmonia com tudo o resto dos seus dias, e hoje é apenas o primeiro dia do resto de seus dias.

Você tem uma nova chance de voltar para Deus... Não a desperdice!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 05 de setembro de 2016.

Aves de mau agouro | J. Barreto
03 de setembro, 2016

Desde minha juventude ouço e leio opiniões de futurólogos travestidos de cientistas desenhando uma imagem negativa do Brasil. Em 1946, num artigo de Seleções do ---, um destes “experts” afirmou categoricamente que a cidade de São Paulo entraria em colapso com o fim da guerra, pois a mesma não tinha estrutura para suportar a desaceleração de sua economia com o advento da paz, haja vista que ela devia seu progresso somente com as encomendas das nações aliadas. Já no final do século XX, Henry Kissinger dava entrevistas para o mundo todo afirmando que o Brasil estava à beira da bancarrota.  Antes dele, e após ele, estes doutos analistas desenharam o Brasil como uma nação em permanente crise.

Mais uma vez estes ilustres derrotistas puseram em dúvida a capacidade do Rio de Janeiro em sediar a Olimpíada, pois alardeavam que o Rio estava falido, suas infraestruturas inacabadas, a violência estava em cada esquina, e o ataque do Aedes aegypti se tornara endêmico. Mas o que nós e o mundo todo vimos foi uma Olimpíada grandiosa, mas sem grandeza, onde a criatividade e os esforços foram derrubando barreiras, e a gentileza e o carisma  do brasileiro mostrou ao mundo que não e só com euros ou dólares que se constrói grandes coisas.

Sou leigo em esportes, em artes e em técnicas, mas eu como cidadão gostei e senti orgulho do que vi e senti. Conseguimos poucas medalhas em proporção ao número de atletas, mas cada uma representou o coração e o esforço de cada medalhista. A apresentação do Diego Hipólito no solo valeu prata, mas suas lágrimas valeram ouro. O Brasil investe pouco em muitos bons atletas, e isto julgo um erro, pois o certo seria investir muito naqueles atletas considerados excepcionais, e assim deixarmos de almejar estar entre os dez melhores, (ficamos em13°), para nos tornarmos uma nação de medalhistas.

 Passando este período de festas, quero falar apenas como cidadão. Todos os esportes, todas as artes são um alento e repouso para nossa alma, tornando nossa vida mais prazerosa, e mais fácil de ser vivida. Estas atividades são como bálsamo para o nosso coração, mas são atividades não produtivas. O essencial para o Brasil não é moldar e burilar físicos, mas moldar, desenvolver e investir em mentes, valorizar o que já temos, e antes de buscar uma medalha, devemos correr em busca de um prêmio Nobel, e isso só será possível se houver uma transformação radical em nossa pedagogia, desde o básico ate a pós-graduação.

Não esqueçamos que a cigarra com seu canto amenizava o trabalho árduo da formiga, e se ela deixasse de cantar a formiga continuaria vivendo, mas se a formiga deixasse de trabalhar ambas morreriam.

 

J.Barreto

Tempo bom | Pedro Israel Novaes de Almeida
03 de setembro, 2016

Os que já ultrapassamos o marco dos sessenta anos temos mais passado que futuro, e é normal que sejamos saudosistas.

            Não temos saudades da falta de saneamento básico, nem da dificuldade em alçar qualquer degrau na escala social. Era deprimente ver pessoas morrendo, naturalmente, aos 65 anos, e sequer imaginávamos o risco de comprar e ingerir alimentos sem data de validade.

            A saudade não diz respeito às latas que continham o lixo doméstico, e eram vertidas nas carrocerias do caminhão, pelos lixeiros, e devolvidas aos proprietários, para lavagem. Os caminhões eram acompanhados por uma multidão de mosquitos, e irradiavam cheiro que percorria toda a cidade.

            As cidades eram pequenas, e a proximidade dos matos inibia a construção de motéis, só insubstituíveis na contenção dos terríveis pernilongos. Sem os testes de DNA, a paternidade era sempre suspeita e pouco provada.

            Percorríamos a cidade sem temer assaltos, e a preocupação era não encontrar a turma do bairro adversário ou algum cachorro louco. Todos tínhamos uma história de janeladas na testa, pois era comum os quartos darem para a calçada.

            A saudade vem, doída, das brincadeiras nas ruas do bairro, das fofocas da vizinhança e da mágica convivência, sem distinção de cor ou status social. O pronto-socorro era a farmácia da esquina, com direito a diagnóstico e medicação, pelo proprietário.

            Os médicos da época eram mágicos, e não contavam com os sofisticados exames de hoje.  Não havia o SAMU, e as ambulâncias acabavam empurradas pelos pacientes.

            As praças eram frequentadas, e não raro uma banda ornamentava o coreto, alegrando a ambiente. Pipoqueiros, vendedores de quebra-queixo e amendoim atraiam multidões.

            Os namoros, quando observados, eram recatados, e um simples pegar na mão demorava semanas. As despedidas eram feitas no portão, sob o olhar atento e invisível dos pais e vizinhos.

            As viagens à capital eram uma aventura, com direito a enjoos e horas para ultrapassar os fenemês da época. De trem, as viagens eram divertidas, com direito a esticar as pernas, adquirir revistas e saborear lanches.

            Os corruptos eram mais modestos, e as eleições puro regabofe. O respeito pessoal era maior.

            Na escola, algumas reguadas e beliscões rendiam mais educação que processos, e não tínhamos internet, calculadora ou xerox. Na biblioteca, copiávamos os livros, e líamos os trabalhos que entregávamos.

            Engraxávamos os sapatos e botinas com sebo, e os tênis não tinham amortecedores. Não éramos fartos, mas felizes.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

Passarinho que acompanha morcego, acorda de cabeça para baixo | João Antonio Pagliosa
03 de setembro, 2016

Por mais que alguém lhe influencie negativamente, ninguém pode culpar os outros pelo que lhe acontece. Quando a coisa vai de mal a pior, a culpa sempre é nossa!

É inútil se esgoelar... E quando vicissitudes o alcançam, mesmo que a culpa não seja nossa, a responsabilidade será nossa. Teremos que agir para mudar o caos!  

Em Deuteronômios 1 : 37   Deus repreende os israelitas porque viviam murmurando e reclamavam muito, e nesse versículo Moisés fala ao seu povo: “Por vossa causa o SENHOR enfureceu-se até mesmo contra mim, e determinou: “Igualmente tu não entrarás na terra prometida.”

Uau, até Moisés o SENHOR não permitiu  entrar em Canaã...

Deus não obriga ninguém a nada! Em Números 20 : 7 a 13, Deus ordenou a Moisés que tomasse seu cajado, e reunisse a comunidade toda, e juntamente com seu irmão Arão, e sob os olhos do povo hebreu, dissesse ao rochedo para que jorrasse água e desse a água para o povo e para os animais. Moisés estava muito irado pela  rebeldia do povo, e não conseguiu segurar sua ira, e exclamou a multidão, em tom ríspido: “Ouvi, agora, rebeldes! Será que teremos de fazer jorrar água dessa rocha para vos saciar a sede?” E Moisés bateu na rocha duas vezes com seu cajado. Imediatamente jorrou água potável, e saciou a sede de todo o povo e de seus rebanhos. Mas, Yahweh disse a Moisés e a Arão: ‘Visto que não confiaste suficientemente na minha pessoa,  de modo a honrar a minha santidade e Palavra à vista dos filhos de Israel, não fareis entrar esta comunidade na terra que lhe dei!”

Observe, prezado leitor, Deus não obrigou Moisés a liderar seu povo... Ele pediu a Moisés para falar com a rocha... E ele pela ira se descontrolou, e bateu na rocha... Bateu duas vezes... Fez da sua maneira e não da maneira que Deus solicitou... Pronto, Moisés e Arão, perderam Canaã...

Este é Deus, prezado! 

Mas, Deus é justo! O povo hebreu era marrento, insatisfeito, e reclamava uma barbaridade. Moisés punha panos quentes no alvoroço, consertava as coisas do seu jeito e impedia Deus de corrigir o seu povo. E deu no que deu... Portanto não postergue, não atrase as suas reprimendas quando alguém transgrede... Chame a atenção de forma rápida, tão logo quanto ocorra... Se postergar ficará muito pior... é como rio que se avoluma...

É importante destacar que na história da humanidade não houvesse a cruz, Moisés teria ficado fora do céu, assim como o rei Davi, assim como tantos e tantos... Por isso Jesus é MARAVILHOSO!

E Moisés continuou agindo errado! Depois de ouvir de Deus que não entraria em Canaã, reuniu novamente o povo para dizer-lhes:  “Por vossa causa, nem eu entrarei em Canaã....”

Ora, a culpa não era do povo reclamão, era sim do líder Moisés que não tivera pulso firme para paralisar o comportamento rebelde do povo.

Em 2 Samuel 4 : 4, o garoto Mefibosete, fica manco em função da queda de sua babá, que para protege-lo corre com o menino no colo, tropeça e cai. Mefibosete quebra suas pernas! A babá é culpada?

Mefibosete cresceu e sempre olho sua babá com doçura! Ele sabia que ela caíra e esta queda causou suas pernas quebradas, mas sabia que ela correra para salva-lo de morte iminente. Mefibosete era aleijado mas devia sua vida a babá.

Em Gênesis 37, a história de José, filho de Jacó, retrata muito bem o fato de que nas ocasiões em que tiver a oportunidade de culpar alguém, veja isso pela ótica de Deus... Que culpa tinha José de ser odiado pelos irmãos porque era filho predileto de seu pai?

E que culpa tinha José quando a mulher de Potífar a incriminou?

E em Gênesis 45 : 5, quando os irmãos de José perceberam que o segundo homem mais poderoso de todo o Egito era seu maninho que tentaram matar, pensaram logo: Xi, agora estamos em maus lençóis...! Mas a reação de José foi a reação de um homem de Deus... Abraçou seus irmãos, os perdoou e os encheu de benesses...

Em Gênesis 50 : 15 a 21, lemos sobre a exemplar misericórdia de José : “Não tenhais qualquer receio! Acaso estou eu no lugar de Deus? O mal que tínheis a intenção de fazer-me, o desígnio de Deus o mudou em bem, a fim de cumprir o que se realiza hoje diante de nossos olhos: salvar a vida de um povo numeroso! Agora, pois, não temais: eis que eu vos sustentarei, bem como a vossos filhos!”

Que maravilhosa lição de amor!

Então meus prezados, nunca culpe ninguém se você está vivendo situação difícil...E espelhe-se nestes valorosos homens que enchem a Bíblia Sagrada de histórias fascinantes... E tenha Deus sempre no mais íntimo de seu coração... E tudo... TUDO se resolverá a contento...

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 28 de agosto de 2016                                     

Lares desmoronando...Famílias em ruinas | João Antonio Pagliosa
22 de agosto, 2016

Pessoas são falhas. Elas erram e acertam... E o amor, frequentemente mingua... E mingua paulatinamente... Até este sentimento lindo ser substituído por indiferença, ou na situação mais trágica, por ódio.

As razões são diversas, mas a origem é sempre o orgulho... O orgulho leva a traição de um dos conjugues, leva ao desinteresse pela família, e leva também a ruína financeira. Cuidado com o orgulho... Ele poderá arruína-lo!

A traição, o desinteresse e a dificuldade financeira, são as principais razões de tantas e tantas separações de casais. Isso tem gerado muita dor... E em muitos corações...

A figura do rei Davi é muito importante para ilustrar família destroçada, via comportamento irresponsável do marido no seio de sua família, no âmbito de seu lar.

No segundo livro de Samuel, capítulo 18, versículos 32 e 33, o rei Davi chora amargamente a morte de seu filho Absalão. Qual pai não choraria a morte de seu filho?

Davi era homem segundo o coração de Deus!

Bem, estar posicionado nessa definição nem sempre significa ter uma família em harmonia, segundo os padrões de Deus. Surpreende-se? Não deveria...

A família destroçada de Davi deve ser um alerta para as famílias cristãs, porque estas correm grande perigo, e devemos entender que, como qualquer pai, Davi queria o melhor para seus filhos, entretanto ele não investiu tempo, nem atenção nesse importante assunto. Esse é um erro crasso! E erro que muitos cometem...

Sua carne e seu orgulho falaram mais alto... E ele se encantou com a beleza de Bete Seba... E a seduziu... Dormiu com ela... E se envaideceu por isso!

E ele era homem muito ocupado. Não tinha tempo para atender os seus filhos... E ele tinha muitos filhos... Vinte filhos apenas com as suas esposas oficiais, sem considerar concubinas... Mesmo assim, dormiu com Bete Seba, uma mulher casada... Casada com um dos seus mais valorosos soldados... Transgrediu a lei... Pecou aos olhos de Deus!

Tudo por um desejo carnal!

E ela engravidou... E Davi precisou elaborar uma situação para provocar a morte do marido de Bete Seba... Mas, por óbvio, não saiu incólume, e o preço que pagou foi alto. Muito alto! Destroçou sua família!

E perdeu a confiança das pessoas ao seu redor... Perdeu a consideração de muitos que o veneravam...

Mas Bete Seba foi apenas mais um pecado, mais uma transgressão na vida do rei... O rei Davi já vinha desobedecendo a Deus de há muito...

E arquitetar a morte de Urias, o soldado marido de Bete Seba, para safar-se, foi outro grande erro... É pecado gerando pecado...

Sim, ele era homem segundo o coração de Deus, até que... Até que sua carne falou mais alto... Pronto, o rei caiu... Perante Deus ele vai de novo para o final da fila...

O pecado é agradável à carne, ele é prazeroso, mas ele pode destruí-lo...

Você que é pai, você que é mãe, encontre tempo para os seus filhos! Curta-os o máximo possível, encha-os de carinho e atenção. Abra-se, e gaste muito tempo com eles porque eles não precisam de sua herança; eles precisam é de carinho, de cuidado, do amor de seus pais. E não importa a idade de seu filho, ele sempre anseia por amor dos pais e tudo que é bom, acontece a partir daí.

E o fator dinheiro é outro assunto que arruína muitos casamentos, especialmente quando o país vive esta crise econômica, que assusta e surpreende milhões de brasileiros.

Aqui só tenho uma dica: Se tem pouco, saiba viver com pouco. E seja grato e alegra, sempre! Não importam as circunstâncias... E, evidentemente, trabalhe para mudar sua realidade...

O amor quando é genuíno, persevera! E o amor, quando verdadeiro, tudo suporta...

Em Eclesiastes, capítulo 4 versículo 12, Salomão, diz que se alguém quiser prevalecer contra um dos que compõe o casal, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. Ora, a terceira dobra é a participação de Deus na vida do casal.

Prezado, longe de Deus nós somos carnais. Só o que Deus quer é que tenhamos um coração contrito e quebrantado. Um coração humilde!

Em Isaías 40, lemos que a glória do Senhor será revelada, e TODOS a verão!

Reflita sobre isso... E que Deus faça chover perdão e graça sobre sua vida, meu prezado leitor.

E mantenha-se casado. Isso é sábio!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 21 de agosto de 2016.

Sentimentos e emoções | João Antonio Pagliosa
22 de agosto, 2016

O homem é ser sensitivo. Deus nos fez assim; somos feitos à sua imagem e semelhança!

Deveríamos viver felizes, mas muitas pessoas estão cercadas e subjugadas por opressões. Não compreendem que ser feliz é responsabilidade exclusivamente nossa. É função do que EU penso!

Sentimentos e emoções perambulam pelo nosso cérebro, inimterruptamente. Crenças e hábitos, também!

Muitas coisas vagueiam pelo nosso cérebro, coisas boas, coisas neutras e muitas coisas ruins.

Vagueiam pelo nosso cérebro..., esta máquina fantástica, que atua como um hardware armazenando nossa mente, a qual atua como um software bem sofisticado.

É legal entender como funcionam essas coisas...

Quando pensamentos ruins surgirem em sua mente, substitua-os imediatamente por pensamentos bons. Isso é sábio, além de prudente!

Isso é SAUDÁVEL!

Pensamentos ruins todos possuímos... Conservá-los na mente não é nada inteligente... Creia nisso. Pratique isso!

Sentimento é o ato ou o efeito de como nós nos sentimos, por isso, vai além de nossa mente, e é muito mais intenso que a emoção. Entretanto, a origem do sentimento e da emoção, sempre são os pensamentos.

Por isso, vigie seus pensamentos...

Eu sempre me emociono com Deus. Com Deus aprendi a derrubar paredes e a construir pontes, em todos os meus relacionamentos. Aprendi a importância de me colocar no papel do outro... Aprendi que quando quero ter razão, estou comprando um algoz!

E com frequência sinto a energia e a força de Deus, dentro de mim... Sinto a benção de tudo que está ao meu redor, e permito-me aquilatar o equilíbrio fantástico da natureza, e de tudo que a mantém. Com Deus aprendi que a vida é BENÇÃO!

O homem é sensitivo... Observe, prezado leitor, como Deus tem cuidado de sua vida... Por mais difícil que seja o momento que você está atravessando, sinta a energia que emana de você... Sinta a força do amor presente naqueles que controlam suas emoções, e mantém seus sentimentos harmônicos com o querer de Deus... Sinta sua alma leve como pluma de ave exótica... Sinta a paz... A paz que tantos anseiam e apenas alguns a conservam em plenitude...

Esvazie-se de si próprio... E obtenha tudo o que almeja...

E, tenha um excelente dia, meu prezado...

Curitiba, 20 de agosto de 2016

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.bolgspot.com.br  

 

Mudando a opinião | Pedro Israel Novaes de Almeida
17 de agosto, 2016

Pedro Israel Novaes de Almeida

 

            Quando algum pobre muda a opinião, dizem que virou a casaca.

Se o cidadão é remediado, dizem que repensou o assunto.  Em se tratando de alguma figura ilustre, dizem que evoluiu.   

Virando a casaca, repensando ou evoluindo, estamos libertos da cantilena de que o ensino público deve ser pago, pelos alunos que tiverem condições financeiras para tanto.

A educação, do maternal à universidade, é uma das mais nobres funções do Estado. Embora haja ganho pessoal, que pode render carreiras milionárias, o ganho maior é do país, que aprimora o cabedal de conhecimentos, incentiva a pesquisa e irradia especializações as mais diversas.

O simplista, desumano, preconceituoso e injusto sistema de dividir os cidadãos em castas, cor, ascendência, origem, sexo ou outro parâmetro bovino qualquer, enxerga as universidades como justiceiras sociais, assemelhando-as a fábricas de diplomas em série, com evidente queda da qualidade do ensino, pesquisa e extensão de serviços à comunidade.

Um filho de milionário, corrupto ou honesto, tem tanto direito à educação e especialização quanto o filho do mais humilde dos trabalhadores. O país precisa de bons profissionais e cidadãos conscientes, venham de onde vierem.

A cobrança de mensalidades envolveria sistemas burocráticos e parâmetros de avaliação e acompanhamento capazes de absorver para si eventuais acréscimos financeiros à educação. É, em si mesma, a negação de evidentes direitos.

Alunos de menor poder aquisitivo podem ser objetos de bolsas de estudos oficiais, não provenientes de mensalidades dos colegas. Aliás, a humanidade não é constituída por miseráveis, de um lado, e bilionários, de outro.

Nossas universidades públicas, muitas, já não são centros de excelência, produzem poucas pesquisas e afastam-se, aos poucos, da extensão de serviços à comunidade. Com verbas cada vez menores, vivem em estado de penúria, com o ambiente degradado por guerras intestinas, travadas pela busca de funções administrativas de relevo.

Pesquisadores e estudiosos vivem à míngua, e hospitais universitários seguem sucateados. Recursos públicos existem, desperdiçados nos lodaçais da desonestidade, quando não direcionados à sustentação de nossas luxuosas e superlotadas estruturas de Estado.

Em tal contexto, soa risível a alternativa de cobrança de mensalidades, e catastrófico o discurso de transformar as universidades em justiceiras sociais.

                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.