Colunista

Estressados | Pedro Israel Novaes de Almeida
21 de setembro, 2016

                  Estamos, todos, estressados.

            Foram anos e anos discutindo partidos, políticos, ideologias e gestões, embalados por redes sociais e noticiários escandalosos.  Passeatas reuniram milhões.

            Políticos presos, escândalos desvendados, delações inesperadas e o palco frequentado, como nunca, por procuradores, delegados, investigadores, juízes, ministros e advogados de renome.

            O país foi virado ao avesso, e todos esperamos, a cada dia, a revelação de um desvio que não havíamos percebido, praticado por alguém de boa imagem.  Um ser estranho assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, substituto eventual da presidente, e o suspense dominou, em ritmo de absoluta imprevisão.

            Biografias foram diariamente demolidas, enquanto filmagens e gravações buscavam convencer incrédulos. Os que caíram persistiram jurando inocência, tal qual o Maníaco do Parque, condenado a séculos de pena.

            Nas redes sociais, ministros do Supremo acordavam heróis e dormiam marginais, a cada sentença ou opinião.  O terremoto cívico, inesperado, abalou as credibilidades, e acabamos só acreditando na imagem refletida no espelho.

            O abalo foi tão intenso que chegamos a fingir que não notamos a tragédia síria, preocupados com a falta de água e o desemprego que ronda a vizinhança.

            Parece que pouco importava os desvarios do governo norte-coreano e a tragédia da natureza, e um ou outro progresso da medicina, ainda que aplaudido, não seria capaz de atenuar nossa crise interna.

            Estamos, ainda, estressados, partícipes de uma novela cujo final ainda não foi escrito. O país borbulha, famílias e amigos brigam, e toda informação parece mera militância.

            Seguimos, todos, em trem descarrilhado, sem saber a que estação vamos chegar. A luta, titânica, segue em meio a pessoas poderosas, com poderes para legislar, sentenciar e até mesmo delinquir.

            Somos, hoje, uma nação incrédula, um amontoado de ladrões e roubados, em plena crise social, econômica e ética. Em outros países, as crises geraram amadurecimento e firmaram cidadanias.

            Talvez, de nossos destroços, nasçam instituições.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

Mar calmo nunca fez bom marinheiro | João Antonio Pagliosa
19 de setembro, 2016

Na noite de 12 de setembro de 2016, o irmão em Cristo, Douglas Lucio, Fez essa ministração no Holy Hour. Iniciou falando que se casou cinco anos atrás, e na sua viagem de lua de mel, viajou ao Caribe, onde teve a oportunidade de aprender a velejar.

Aprendeu as coisas básicas e já no segundo dia, ele e sua jovem esposa decidiram velejar sozinhos, num pequeno barco à vela.

COM CRISTO NO BARCO, TUDO VAI BEM!

O dia estava maravilhoso, e o azul daquele mar sereno, convidava a velejar e curtir o máximo aquele cenário paradisíaco.

E tudo ia muito bem, porém,após algumas horas, o tempo começou a mudar. O vento soprava mais forte e as ondas que batiam na embarcação começaram a se agigantar. O sol diminuiu seu brilho e iniciou a escurecer.

Em instantes o vento forte batia nas velas e as ondas, cada minuto mais altas, sacudiam com violência o pequeno veleiro. A situação do casal começou a se tornar crítica!

COM CRISTO NO BARCO, SERÁ QUE TUDO IRÁ BEM? 

Você acredita mesmo nisso?

Prezados leitores, as ondas assolam e sempre assolarão nossa vida. Em instantes tudo que está bem pode se tornar um caos, e isso, as vezes independe de nosso querer... Pode acontecer sem nenhuma ingerência de nossa parte... São vicissitudes...

E uma incrível borrasca atingiu o pequeno veleiro. O temor pelo perigo iminente é natural e impossível de evitar, mas a situação precisa ser enfrentada...

Mas, COM CRISTO NO BARCO, TUDO VAI BEM!

Douglas e sua mulher voltaram à terra firme sãos e salvos. Glória a Deus!

Nas suas lutas, prezado leitor, é preciso prosseguir sem esmorecer nunca, não importam as circunstâncias. Recuar, jamais. Repito: Recuar, jamais!

Prossiga com galhardia as suas batalhas, porque é muito melhor enfrentar tempestades com Cristo, do que mar calmo, sem Ele.

Se não tivéssemos problemas, não precisaríamos de Deus, e nem necessitaríamos confiar nele. Nós nos bastaríamos!

São as tempestades que fazem o exercício de nossa fé, e isso é necessário para que fique comprovado que Deus é real. E, por ser real, opera milagres em nossas vidas.

E isso, só fortalece a nossa fé... O escopo, prezados, é o fortalecimento da nossa fé!

É tremendo pensar num Deus que nos lança no centro de tempestades, para aprendermos a confiar nele.

E, mares calmos nunca produziram bons marinheiros. Isso, é um fato! Se você não for provado, nunca poderá dizer que é competente.

Que tempestades você tem enfrentado? Sabia que no mundo, acima de 350 milhões de seres humanos estão sofrendo de depressão? Esse número representa 5% da humanidade, e não para de crescer...É uma pandemia à nível mundial... Pessoas com mente perturbada, vivem um verdadeiro inferno, e a maioria delas está com celeiros e lagares abarrotados...

Se você atravessa dificuldades, qualquer que seja, aconselhe-se com pessoas sábias e experimentadas pela vida. Saiba que todos fracassam em muitos momentos. Não há infalibilidade... Não há cem por cento de acertos...E, fracassos são novas oportunidades para recomeçar algo.

Henry Ford, no início do século passado disse: "Não há fracassos no trabalho honesto. Há desgraça, no medo de fracassar."

Se você possui uma família que o ama, se possui amigos, se possui comida no prato, se possui um teto que o abriga, compreenda que você é muito mais rico que imagina.

E, veja que interessante: Quando Deus quer aperfeiçoar um homem, ou uma mulher, ele o coloca no centro de uma tempestade. E, por que?

Porque, no centro de uma tempestade o homem sábio busca o socorro de Deus! E sabendo que tem Deus, trabalha com entusiasmo porque sabe que sairá vencedor!

Caros, Jesus precisa estar no controle de seu barco. No controle de sua vida. 

Se você permitir isso, cessará de apanhar, cessará de sofrer, cessará de pensar em você antes de pensar em seu próximo. 

Não foque o problema. Foque Jesus, foque a resolução do problema! Ele nunca prometeu vida fácil! Ele prometeu nunca abandonar seu barco. Ele prometeu chegada certa!

COM CRISTO NO BARCO, TUDO IRÁ BEM!

O começo da ansiedade, é o início do fim da fé! O fim da fé, é ANSIEDADE!

Ore, procure Deus em seus momentos maus. É terapia que dá resultados incríveis!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Nova Friburgo, 17 de setembro de 2016.

Obrigado queridos amigos do quartão 72 (Agrônomos da UFRRJ que comemoram 44 anos de formartura). Obrigado Deus, porque Tu és um AMIGÃO!

Sem solução | Pedro Israel Novaes de Almeida
15 de setembro, 2016

O crack, droga que mais escraviza, segue viciando multidões.

            As cracolândias aumentam a cada dia, amontoando viciados como se fossem zumbis, à espera da morte que sabem não tardar. Não se aplica, ao crack, o argumento de que a droga afeta tão somente o usuário, não justificando lotar prisões e concentrar esforços públicos que pouco resolvem e muito corrompem, em se tratando da maconha.

            O apelo aos delírios do crack faz de seus usuários ladrões e assassinos potenciais, capazes de tudo para conseguirem uma porção da droga. Tal impulso gera  próspera indústria e rentável comércio, nada obstante envolver consumidores em sua maioria miseráveis.

            O viciado em crack é, antes de tudo, um doente, com elevada e pouco controlável dependência física e psíquica.  A cura nem sempre é fácil, dependendo sempre da colaboração do usuário e abnegação do cuidador.

            As cracolândias liquidam seu entorno, intranquilizando moradores e afugentando o comércio. Milhares de brasileiros, moradores próximos, vivem em regime de recolhimento compulsório, aprisionados nas próprias residências, do anoitecer ao amanhecer, período em que a multidão de desvalidos toma conta das ruas e gera o triste quadro de terra selvagem, sem lei.

            Experiências as mais diversas já foram executadas, como a tentativa de conduzir a multidão a dormitórios públicos, ofertar-lhes serviços de varrição e limpeza, remunerados, reservar hotéis inteiros a pernoites de viciados, etc. etc., mas todas demonstraram-se ineficientes, enquanto isoladas.  

            As conduções coercitivas para tratamento, e mesmo a oferta de tratamentos voluntários, não geram curas capazes de conter o aumento da população de viciados. O aprisionamento geraria verdadeiros campos de concentração.

            Nas cracolândias, o tráfico persiste, apesar de vez ou outra contido por operações policiais, que geram condenações e novas modalidades de oferta da droga, em um círculo vicioso.

            Os governos e a própria sociedade parecem incapazes de garantir o mínimo de cidadania aos que habitam as proximidades das cracolândias. Pequenas cracolândias surgem diariamente, em algum ponto de praças e jardins, sob viadutos, ou em terrenos baldios e prédios abandonados.

            Chegamos à lua, dominamos tecnologias outrora impensáveis, mas somos incapazes de resolver o problema das populações zumbis. O tráfico desafia governos e acaba por corrompe-los.

            Será que estamos utilizando corretamente o instrumento da educação, para conscientizar nossas crianças e jovens da gravidade do problema ?

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

Privacidade | Pedro Israel Novaes de Almeida
10 de setembro, 2016

A privacidade torna-se, a cada dia, menos prestigiada.

            O mundo anda repleto de câmeras e gravadores, cada dia mais potentes e menores. Até nossos quintais acabam filmados, por drones, satélites, aerofotos ou mesmo pela curiosidade dos vizinhos.

            Na área da segurança, as filmagens, notadamente em praças e áreas comerciais, auxiliam no esclarecimento e repressão a crimes, de assaltos a furtos, espancamentos e pichações. Atualmente, as câmeras constituem inestimável desestímulo à bandidagem, revelando o fato, autoria e circunstância.

            Na seara privada, celulares gravam imagens que podem ser usadas para o cometimento de crimes, como chantagens ou danos morais. A eventual legalidade da filmagem de cenas privadas não autoriza a sua livre divulgação.   

            Filmes e gravações auxiliam a inibição e penalização de qualquer atitude porventura desrespeitosa e violenta de agentes públicos, notadamente policiais. Em países mais desenvolvidos, viaturas e uniformes já contam com micro - câmeras.

            Tais câmeras, contudo, salvaguardam as ações de bons agentes públicos, não raro injustamente acusados. Câmeras documentam culpas e inocências.

            O alastramento das câmeras é inevitável e crescente, ainda que cause desconforto aos participantes de qualquer cena.  Câmeras postadas na entrada de motéis são pura nitroglicerina.

            Câmeras, em pátios e salas de aula, estão contendo as depredações, furtos e violências, no ambiente escolar. Por enquanto ainda são respeitados os banheiros coletivos.

            Na política, gravações e filmagens podem cassar candidaturas e mandatos, e reuniões entre corruptos já adotam mímicas, senhas e revistas. As câmeras estão prestigiando até a fidelidade conjugal.

            Existem adeptos da obrigatoriedade do uso de capacetes transparentes, até numerados, para a contenção de crimes perpetrados por motociclistas. Prisioneiros domiciliares ou temporariamente libertos andam com tornozeleiras.

            Talvez um dia sejamos todos chipados e monitorados, ou andaremos com um código de barras tatuado no pulso.

            Permanecem sigilosos apenas nossos pensamentos e intenções, pelo menos por enquanto. É o preço que pagamos, pelo alto e rápido progresso tecnológico, e pouco ou nenhum progresso civilizatório.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

Pupilos do barão de Munchausen | J. Barreto
10 de setembro, 2016

Mais uma vez o Brasil está tomado por mercadores de ilusão. Candidatos a vereador prometem executar tarefas que nada tem a ver com o legislativo. Garantem resolver qualquer problema para qualquer incauto eleitor. Mas se você perguntar quais são as atribuições do vereador, mais de 90% não saberão responder, mas garantirão que serão os melhores edis de todos os tempos.

Para muitos a lei orgânica do município deve ser uma lei que regulamenta a cultura de produtos orgânicos e isto não é só entendido pelos calouros na política, mas até por candidatos veteranos. Muito dos atuais vereadores, filhos do Gepeto, que não cumpriram com o prometido, estão jurando de pés juntos, que desta vez será diferente e vá baboseira nos ouvidos ingênuos.

Felizmente Avaré foge deste conceito, pois nossa Câmara é composta por membros de altíssimo saber e impolutas condutas. Tanto isto é verdade, que na terça-feira (30-8-16), na sessão extraordinária, para não entediar a plateia de meia dúzia de pessoas, agindo como certos tipos sorrateiros, a sessão foi aberta às 19h01minh para debater o subsídio dos vereadores na gestão 2017 e demais salários. Só foram lidos os números das proposituras e como estes números foram todos aprovados por unanimidade, às 19h09minh foi encerrada a sessão.  No dia seguinte fui informado que uma das propostas tratou do corte drástico dos subsídios em 10% e que a partir de janeiro de 2017, os mesmos irão receber míseros $6.600,00 MENSAIS. Sensibilizado com tão nobre atitude, convoco os eleitores para que na próxima eleição, sermos gratos aos mesmos, e votemos em massa para reconduzi-los à Câmara, pois eles assim o merecem!  

E os candidatos a prefeito, que maravilha! Todos têm uma varinha de condão e que ao tomar posse, com um simples toque da mesma, todos os problemas da cidade serão resolvidos. Porque eles irão depender dos repasses estaduais ou federais, pois o comércio, a indústria, o agronegócio, os empregos passarão a fluir plenamente. Os buracos na rua irão desaparecer, pois os mesmos serão virados de boca para baixo. As dívidas e os precatórios serão sanados com os fundos que a prefeitura tem em caixa e que não estão sendo usados por mera má vontade. Não nos acovardemos, vamos todos às urnas e que vençam os melhores.    

Avaré e o Brasil estão precisando de sangue novo na política. Em tudo neste mundo há exceções e cabe a nós fazermos as escolhas certas!

 

J. Barreto

Autogoverno | João Antonio Pagliosa
10 de setembro, 2016

Governar é ter domínio ou autoridade sobre alguma coisa.

Autogoverno é ter domínio próprio. É, em síntese, saber controlar impulsos!

Como cristão preciso agir como um Embaixador do Reino de Deus, onde quer que eu esteja, isto é, representar Deus onde eu planto a planta dos meus pés. Sempre e em qualquer circunstância!

Mas, somos falhos, e é preciso vigiar, é preciso estar atento para não fracassar, para não pecar... Não podemos envergonhar nosso Deus!

Sim, depois do que Jesus passou por amor a nós, entendo que não temos esse direito... Sua morte na cruz foi atroz demais... E Ele não recuou...

Mas a vida de um crente é pura festa, é pura alegria e realização porque a gente entrega a vida aos cuidados de Deus..., A gente alinha o nosso querer com a vontade de Deus... E aí tudo vai como embarcação que navega de vento a popa... Tudo é céu de brigadeiro, sempre. Como não se alegrar? Como não festejar?

Prezados, a certeza de obter passaporte para o paraíso, a certeza de estar com nome incluído no Livro da Vida, é viver na presença de Deus vivo e verdadeiro. Compartilhar com Ele, absolutamente TUDO que nos acontece.

Deus anseia por esse convívio com cada um de nós... Ele ama intensamente cada um de nós...

Por isso, não permita que o seu livre arbítrio o afaste daquele que o criou!

Em Provérbios 25:28, há uma pérola: “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.”

Querido leitor, reflita pelo menos um minuto sobre a sabedoria desse versículo... Um homem que não sabe dominar-se é como cidade destruída, sem muros, onde qualquer um entra e saqueia...

Esse homem é caos! Esse homem é só confusão... Não se associe a ele!

Mas todos merecem ouvir a palavra de Deus... Todos precisam voltar ao primeiro amor, DEUS...

E em Provérbios 15:1, lemos: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”  

Então, termine rapidinho todas as suas discussões sem sentido, sendo gentil com todos... Gentileza sempre gera gentileza, e quando você responde baixinho e com muita educação aquele que lhe desrespeita, você lhe desarma, você lhe desconcerta.

E a verdadeira obediência está em obedecermos exatamente naquelas ocasiões em que não concordamos. Você que me lê, precisa obedecer para evitar a rixa e o desentendimento... Tenha calma e persevere nesse procedimento... Deus lhe honrará!

Concluindo, controle sempre os seus impulsos e domine sempre sua vida. Seja feliz, e em paz com DEUS, e em paz com todos que o cercam. Viva em harmonia com tudo o resto dos seus dias, e hoje é apenas o primeiro dia do resto de seus dias.

Você tem uma nova chance de voltar para Deus... Não a desperdice!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 05 de setembro de 2016.

Aves de mau agouro | J. Barreto
03 de setembro, 2016

Desde minha juventude ouço e leio opiniões de futurólogos travestidos de cientistas desenhando uma imagem negativa do Brasil. Em 1946, num artigo de Seleções do ---, um destes “experts” afirmou categoricamente que a cidade de São Paulo entraria em colapso com o fim da guerra, pois a mesma não tinha estrutura para suportar a desaceleração de sua economia com o advento da paz, haja vista que ela devia seu progresso somente com as encomendas das nações aliadas. Já no final do século XX, Henry Kissinger dava entrevistas para o mundo todo afirmando que o Brasil estava à beira da bancarrota.  Antes dele, e após ele, estes doutos analistas desenharam o Brasil como uma nação em permanente crise.

Mais uma vez estes ilustres derrotistas puseram em dúvida a capacidade do Rio de Janeiro em sediar a Olimpíada, pois alardeavam que o Rio estava falido, suas infraestruturas inacabadas, a violência estava em cada esquina, e o ataque do Aedes aegypti se tornara endêmico. Mas o que nós e o mundo todo vimos foi uma Olimpíada grandiosa, mas sem grandeza, onde a criatividade e os esforços foram derrubando barreiras, e a gentileza e o carisma  do brasileiro mostrou ao mundo que não e só com euros ou dólares que se constrói grandes coisas.

Sou leigo em esportes, em artes e em técnicas, mas eu como cidadão gostei e senti orgulho do que vi e senti. Conseguimos poucas medalhas em proporção ao número de atletas, mas cada uma representou o coração e o esforço de cada medalhista. A apresentação do Diego Hipólito no solo valeu prata, mas suas lágrimas valeram ouro. O Brasil investe pouco em muitos bons atletas, e isto julgo um erro, pois o certo seria investir muito naqueles atletas considerados excepcionais, e assim deixarmos de almejar estar entre os dez melhores, (ficamos em13°), para nos tornarmos uma nação de medalhistas.

 Passando este período de festas, quero falar apenas como cidadão. Todos os esportes, todas as artes são um alento e repouso para nossa alma, tornando nossa vida mais prazerosa, e mais fácil de ser vivida. Estas atividades são como bálsamo para o nosso coração, mas são atividades não produtivas. O essencial para o Brasil não é moldar e burilar físicos, mas moldar, desenvolver e investir em mentes, valorizar o que já temos, e antes de buscar uma medalha, devemos correr em busca de um prêmio Nobel, e isso só será possível se houver uma transformação radical em nossa pedagogia, desde o básico ate a pós-graduação.

Não esqueçamos que a cigarra com seu canto amenizava o trabalho árduo da formiga, e se ela deixasse de cantar a formiga continuaria vivendo, mas se a formiga deixasse de trabalhar ambas morreriam.

 

J.Barreto

Tempo bom | Pedro Israel Novaes de Almeida
03 de setembro, 2016

Os que já ultrapassamos o marco dos sessenta anos temos mais passado que futuro, e é normal que sejamos saudosistas.

            Não temos saudades da falta de saneamento básico, nem da dificuldade em alçar qualquer degrau na escala social. Era deprimente ver pessoas morrendo, naturalmente, aos 65 anos, e sequer imaginávamos o risco de comprar e ingerir alimentos sem data de validade.

            A saudade não diz respeito às latas que continham o lixo doméstico, e eram vertidas nas carrocerias do caminhão, pelos lixeiros, e devolvidas aos proprietários, para lavagem. Os caminhões eram acompanhados por uma multidão de mosquitos, e irradiavam cheiro que percorria toda a cidade.

            As cidades eram pequenas, e a proximidade dos matos inibia a construção de motéis, só insubstituíveis na contenção dos terríveis pernilongos. Sem os testes de DNA, a paternidade era sempre suspeita e pouco provada.

            Percorríamos a cidade sem temer assaltos, e a preocupação era não encontrar a turma do bairro adversário ou algum cachorro louco. Todos tínhamos uma história de janeladas na testa, pois era comum os quartos darem para a calçada.

            A saudade vem, doída, das brincadeiras nas ruas do bairro, das fofocas da vizinhança e da mágica convivência, sem distinção de cor ou status social. O pronto-socorro era a farmácia da esquina, com direito a diagnóstico e medicação, pelo proprietário.

            Os médicos da época eram mágicos, e não contavam com os sofisticados exames de hoje.  Não havia o SAMU, e as ambulâncias acabavam empurradas pelos pacientes.

            As praças eram frequentadas, e não raro uma banda ornamentava o coreto, alegrando a ambiente. Pipoqueiros, vendedores de quebra-queixo e amendoim atraiam multidões.

            Os namoros, quando observados, eram recatados, e um simples pegar na mão demorava semanas. As despedidas eram feitas no portão, sob o olhar atento e invisível dos pais e vizinhos.

            As viagens à capital eram uma aventura, com direito a enjoos e horas para ultrapassar os fenemês da época. De trem, as viagens eram divertidas, com direito a esticar as pernas, adquirir revistas e saborear lanches.

            Os corruptos eram mais modestos, e as eleições puro regabofe. O respeito pessoal era maior.

            Na escola, algumas reguadas e beliscões rendiam mais educação que processos, e não tínhamos internet, calculadora ou xerox. Na biblioteca, copiávamos os livros, e líamos os trabalhos que entregávamos.

            Engraxávamos os sapatos e botinas com sebo, e os tênis não tinham amortecedores. Não éramos fartos, mas felizes.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

Passarinho que acompanha morcego, acorda de cabeça para baixo | João Antonio Pagliosa
03 de setembro, 2016

Por mais que alguém lhe influencie negativamente, ninguém pode culpar os outros pelo que lhe acontece. Quando a coisa vai de mal a pior, a culpa sempre é nossa!

É inútil se esgoelar... E quando vicissitudes o alcançam, mesmo que a culpa não seja nossa, a responsabilidade será nossa. Teremos que agir para mudar o caos!  

Em Deuteronômios 1 : 37   Deus repreende os israelitas porque viviam murmurando e reclamavam muito, e nesse versículo Moisés fala ao seu povo: “Por vossa causa o SENHOR enfureceu-se até mesmo contra mim, e determinou: “Igualmente tu não entrarás na terra prometida.”

Uau, até Moisés o SENHOR não permitiu  entrar em Canaã...

Deus não obriga ninguém a nada! Em Números 20 : 7 a 13, Deus ordenou a Moisés que tomasse seu cajado, e reunisse a comunidade toda, e juntamente com seu irmão Arão, e sob os olhos do povo hebreu, dissesse ao rochedo para que jorrasse água e desse a água para o povo e para os animais. Moisés estava muito irado pela  rebeldia do povo, e não conseguiu segurar sua ira, e exclamou a multidão, em tom ríspido: “Ouvi, agora, rebeldes! Será que teremos de fazer jorrar água dessa rocha para vos saciar a sede?” E Moisés bateu na rocha duas vezes com seu cajado. Imediatamente jorrou água potável, e saciou a sede de todo o povo e de seus rebanhos. Mas, Yahweh disse a Moisés e a Arão: ‘Visto que não confiaste suficientemente na minha pessoa,  de modo a honrar a minha santidade e Palavra à vista dos filhos de Israel, não fareis entrar esta comunidade na terra que lhe dei!”

Observe, prezado leitor, Deus não obrigou Moisés a liderar seu povo... Ele pediu a Moisés para falar com a rocha... E ele pela ira se descontrolou, e bateu na rocha... Bateu duas vezes... Fez da sua maneira e não da maneira que Deus solicitou... Pronto, Moisés e Arão, perderam Canaã...

Este é Deus, prezado! 

Mas, Deus é justo! O povo hebreu era marrento, insatisfeito, e reclamava uma barbaridade. Moisés punha panos quentes no alvoroço, consertava as coisas do seu jeito e impedia Deus de corrigir o seu povo. E deu no que deu... Portanto não postergue, não atrase as suas reprimendas quando alguém transgrede... Chame a atenção de forma rápida, tão logo quanto ocorra... Se postergar ficará muito pior... é como rio que se avoluma...

É importante destacar que na história da humanidade não houvesse a cruz, Moisés teria ficado fora do céu, assim como o rei Davi, assim como tantos e tantos... Por isso Jesus é MARAVILHOSO!

E Moisés continuou agindo errado! Depois de ouvir de Deus que não entraria em Canaã, reuniu novamente o povo para dizer-lhes:  “Por vossa causa, nem eu entrarei em Canaã....”

Ora, a culpa não era do povo reclamão, era sim do líder Moisés que não tivera pulso firme para paralisar o comportamento rebelde do povo.

Em 2 Samuel 4 : 4, o garoto Mefibosete, fica manco em função da queda de sua babá, que para protege-lo corre com o menino no colo, tropeça e cai. Mefibosete quebra suas pernas! A babá é culpada?

Mefibosete cresceu e sempre olho sua babá com doçura! Ele sabia que ela caíra e esta queda causou suas pernas quebradas, mas sabia que ela correra para salva-lo de morte iminente. Mefibosete era aleijado mas devia sua vida a babá.

Em Gênesis 37, a história de José, filho de Jacó, retrata muito bem o fato de que nas ocasiões em que tiver a oportunidade de culpar alguém, veja isso pela ótica de Deus... Que culpa tinha José de ser odiado pelos irmãos porque era filho predileto de seu pai?

E que culpa tinha José quando a mulher de Potífar a incriminou?

E em Gênesis 45 : 5, quando os irmãos de José perceberam que o segundo homem mais poderoso de todo o Egito era seu maninho que tentaram matar, pensaram logo: Xi, agora estamos em maus lençóis...! Mas a reação de José foi a reação de um homem de Deus... Abraçou seus irmãos, os perdoou e os encheu de benesses...

Em Gênesis 50 : 15 a 21, lemos sobre a exemplar misericórdia de José : “Não tenhais qualquer receio! Acaso estou eu no lugar de Deus? O mal que tínheis a intenção de fazer-me, o desígnio de Deus o mudou em bem, a fim de cumprir o que se realiza hoje diante de nossos olhos: salvar a vida de um povo numeroso! Agora, pois, não temais: eis que eu vos sustentarei, bem como a vossos filhos!”

Que maravilhosa lição de amor!

Então meus prezados, nunca culpe ninguém se você está vivendo situação difícil...E espelhe-se nestes valorosos homens que enchem a Bíblia Sagrada de histórias fascinantes... E tenha Deus sempre no mais íntimo de seu coração... E tudo... TUDO se resolverá a contento...

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 28 de agosto de 2016                                     

Lares desmoronando...Famílias em ruinas | João Antonio Pagliosa
22 de agosto, 2016

Pessoas são falhas. Elas erram e acertam... E o amor, frequentemente mingua... E mingua paulatinamente... Até este sentimento lindo ser substituído por indiferença, ou na situação mais trágica, por ódio.

As razões são diversas, mas a origem é sempre o orgulho... O orgulho leva a traição de um dos conjugues, leva ao desinteresse pela família, e leva também a ruína financeira. Cuidado com o orgulho... Ele poderá arruína-lo!

A traição, o desinteresse e a dificuldade financeira, são as principais razões de tantas e tantas separações de casais. Isso tem gerado muita dor... E em muitos corações...

A figura do rei Davi é muito importante para ilustrar família destroçada, via comportamento irresponsável do marido no seio de sua família, no âmbito de seu lar.

No segundo livro de Samuel, capítulo 18, versículos 32 e 33, o rei Davi chora amargamente a morte de seu filho Absalão. Qual pai não choraria a morte de seu filho?

Davi era homem segundo o coração de Deus!

Bem, estar posicionado nessa definição nem sempre significa ter uma família em harmonia, segundo os padrões de Deus. Surpreende-se? Não deveria...

A família destroçada de Davi deve ser um alerta para as famílias cristãs, porque estas correm grande perigo, e devemos entender que, como qualquer pai, Davi queria o melhor para seus filhos, entretanto ele não investiu tempo, nem atenção nesse importante assunto. Esse é um erro crasso! E erro que muitos cometem...

Sua carne e seu orgulho falaram mais alto... E ele se encantou com a beleza de Bete Seba... E a seduziu... Dormiu com ela... E se envaideceu por isso!

E ele era homem muito ocupado. Não tinha tempo para atender os seus filhos... E ele tinha muitos filhos... Vinte filhos apenas com as suas esposas oficiais, sem considerar concubinas... Mesmo assim, dormiu com Bete Seba, uma mulher casada... Casada com um dos seus mais valorosos soldados... Transgrediu a lei... Pecou aos olhos de Deus!

Tudo por um desejo carnal!

E ela engravidou... E Davi precisou elaborar uma situação para provocar a morte do marido de Bete Seba... Mas, por óbvio, não saiu incólume, e o preço que pagou foi alto. Muito alto! Destroçou sua família!

E perdeu a confiança das pessoas ao seu redor... Perdeu a consideração de muitos que o veneravam...

Mas Bete Seba foi apenas mais um pecado, mais uma transgressão na vida do rei... O rei Davi já vinha desobedecendo a Deus de há muito...

E arquitetar a morte de Urias, o soldado marido de Bete Seba, para safar-se, foi outro grande erro... É pecado gerando pecado...

Sim, ele era homem segundo o coração de Deus, até que... Até que sua carne falou mais alto... Pronto, o rei caiu... Perante Deus ele vai de novo para o final da fila...

O pecado é agradável à carne, ele é prazeroso, mas ele pode destruí-lo...

Você que é pai, você que é mãe, encontre tempo para os seus filhos! Curta-os o máximo possível, encha-os de carinho e atenção. Abra-se, e gaste muito tempo com eles porque eles não precisam de sua herança; eles precisam é de carinho, de cuidado, do amor de seus pais. E não importa a idade de seu filho, ele sempre anseia por amor dos pais e tudo que é bom, acontece a partir daí.

E o fator dinheiro é outro assunto que arruína muitos casamentos, especialmente quando o país vive esta crise econômica, que assusta e surpreende milhões de brasileiros.

Aqui só tenho uma dica: Se tem pouco, saiba viver com pouco. E seja grato e alegra, sempre! Não importam as circunstâncias... E, evidentemente, trabalhe para mudar sua realidade...

O amor quando é genuíno, persevera! E o amor, quando verdadeiro, tudo suporta...

Em Eclesiastes, capítulo 4 versículo 12, Salomão, diz que se alguém quiser prevalecer contra um dos que compõe o casal, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. Ora, a terceira dobra é a participação de Deus na vida do casal.

Prezado, longe de Deus nós somos carnais. Só o que Deus quer é que tenhamos um coração contrito e quebrantado. Um coração humilde!

Em Isaías 40, lemos que a glória do Senhor será revelada, e TODOS a verão!

Reflita sobre isso... E que Deus faça chover perdão e graça sobre sua vida, meu prezado leitor.

E mantenha-se casado. Isso é sábio!

João Antonio Pagliosa

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Curitiba, 21 de agosto de 2016.

Sentimentos e emoções | João Antonio Pagliosa
22 de agosto, 2016

O homem é ser sensitivo. Deus nos fez assim; somos feitos à sua imagem e semelhança!

Deveríamos viver felizes, mas muitas pessoas estão cercadas e subjugadas por opressões. Não compreendem que ser feliz é responsabilidade exclusivamente nossa. É função do que EU penso!

Sentimentos e emoções perambulam pelo nosso cérebro, inimterruptamente. Crenças e hábitos, também!

Muitas coisas vagueiam pelo nosso cérebro, coisas boas, coisas neutras e muitas coisas ruins.

Vagueiam pelo nosso cérebro..., esta máquina fantástica, que atua como um hardware armazenando nossa mente, a qual atua como um software bem sofisticado.

É legal entender como funcionam essas coisas...

Quando pensamentos ruins surgirem em sua mente, substitua-os imediatamente por pensamentos bons. Isso é sábio, além de prudente!

Isso é SAUDÁVEL!

Pensamentos ruins todos possuímos... Conservá-los na mente não é nada inteligente... Creia nisso. Pratique isso!

Sentimento é o ato ou o efeito de como nós nos sentimos, por isso, vai além de nossa mente, e é muito mais intenso que a emoção. Entretanto, a origem do sentimento e da emoção, sempre são os pensamentos.

Por isso, vigie seus pensamentos...

Eu sempre me emociono com Deus. Com Deus aprendi a derrubar paredes e a construir pontes, em todos os meus relacionamentos. Aprendi a importância de me colocar no papel do outro... Aprendi que quando quero ter razão, estou comprando um algoz!

E com frequência sinto a energia e a força de Deus, dentro de mim... Sinto a benção de tudo que está ao meu redor, e permito-me aquilatar o equilíbrio fantástico da natureza, e de tudo que a mantém. Com Deus aprendi que a vida é BENÇÃO!

O homem é sensitivo... Observe, prezado leitor, como Deus tem cuidado de sua vida... Por mais difícil que seja o momento que você está atravessando, sinta a energia que emana de você... Sinta a força do amor presente naqueles que controlam suas emoções, e mantém seus sentimentos harmônicos com o querer de Deus... Sinta sua alma leve como pluma de ave exótica... Sinta a paz... A paz que tantos anseiam e apenas alguns a conservam em plenitude...

Esvazie-se de si próprio... E obtenha tudo o que almeja...

E, tenha um excelente dia, meu prezado...

Curitiba, 20 de agosto de 2016

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.bolgspot.com.br  

 

Mudando a opinião | Pedro Israel Novaes de Almeida
17 de agosto, 2016

Pedro Israel Novaes de Almeida

 

            Quando algum pobre muda a opinião, dizem que virou a casaca.

Se o cidadão é remediado, dizem que repensou o assunto.  Em se tratando de alguma figura ilustre, dizem que evoluiu.   

Virando a casaca, repensando ou evoluindo, estamos libertos da cantilena de que o ensino público deve ser pago, pelos alunos que tiverem condições financeiras para tanto.

A educação, do maternal à universidade, é uma das mais nobres funções do Estado. Embora haja ganho pessoal, que pode render carreiras milionárias, o ganho maior é do país, que aprimora o cabedal de conhecimentos, incentiva a pesquisa e irradia especializações as mais diversas.

O simplista, desumano, preconceituoso e injusto sistema de dividir os cidadãos em castas, cor, ascendência, origem, sexo ou outro parâmetro bovino qualquer, enxerga as universidades como justiceiras sociais, assemelhando-as a fábricas de diplomas em série, com evidente queda da qualidade do ensino, pesquisa e extensão de serviços à comunidade.

Um filho de milionário, corrupto ou honesto, tem tanto direito à educação e especialização quanto o filho do mais humilde dos trabalhadores. O país precisa de bons profissionais e cidadãos conscientes, venham de onde vierem.

A cobrança de mensalidades envolveria sistemas burocráticos e parâmetros de avaliação e acompanhamento capazes de absorver para si eventuais acréscimos financeiros à educação. É, em si mesma, a negação de evidentes direitos.

Alunos de menor poder aquisitivo podem ser objetos de bolsas de estudos oficiais, não provenientes de mensalidades dos colegas. Aliás, a humanidade não é constituída por miseráveis, de um lado, e bilionários, de outro.

Nossas universidades públicas, muitas, já não são centros de excelência, produzem poucas pesquisas e afastam-se, aos poucos, da extensão de serviços à comunidade. Com verbas cada vez menores, vivem em estado de penúria, com o ambiente degradado por guerras intestinas, travadas pela busca de funções administrativas de relevo.

Pesquisadores e estudiosos vivem à míngua, e hospitais universitários seguem sucateados. Recursos públicos existem, desperdiçados nos lodaçais da desonestidade, quando não direcionados à sustentação de nossas luxuosas e superlotadas estruturas de Estado.

Em tal contexto, soa risível a alternativa de cobrança de mensalidades, e catastrófico o discurso de transformar as universidades em justiceiras sociais.

                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

De bem com a vida! Muito legal! | João Antonio Pagliosa
15 de agosto, 2016

Há muito aprendi que é preciso comer devagar, mastigar bastante e sempre sair da mesa sem comer de forma exagerada. Isso é importante para emagrecer e para manter sua saúde!

Sair da mesa, ainda com um pouquinho de fome, é sábio...

Uma determinada ocasião, ainda na década de noventa, estava eu hospedado no Le Méridien Montparnasse, em Paris, e após um dia de negócios, declinei de convites formais, e decidi jantar sozinho no restaurante principal do próprio hotel.

Curti o tempo comigo mesmo, e permaneci mais de duas horas na mesa, e saboreei diversas iguarias. Tudo com equilíbrio, bom senso, e absolutamente sem nenhuma pressa.

Os franceses são magistrais quando o assunto é comida.

Sempre pequenas porções. Sempre sabores inusitados e surpreendentes.

Na França, segundo ouvi, demora-se em média sessenta minutos para almoçar ou jantar.  No Brasil, em média, menos de vinte minutos. Muita diferença, não é mesmo?

E os franceses são bem mais magros, (e mais saudáveis), que os brasileiros, ou que os norte-americanos, apenas para exemplificar.

Os fast foods são práticos, mas não são obviamente, interessantes para sua saúde e seu bem estar. Eles comprovadamente, não são saudáveis!

Mastigar muitas vezes, saborear cada garfada, sentir o prazeroso sabor de cada iguaria, é sábio e muito interessante para sua saúde, seu sistema digestivo, e para sua beleza. Interna e externa!

Eu também acho legal brincar com a mente, e com muita frequência levo meu cérebro passear. Aprendi com Albert Einstein, e gosto de copiar hábitos bons de cientistas, de amigos, ou de quem quer que seja.

Brincar com a mente é criar fantasias que nos alegram, que façam nossa alma mais feliz. Por exemplo, quando como um pedaço de brócolis quase insípido, ou pouco apetitoso, imagino minhas células felizes porque elas sabem que está chegando um providencial aporte de vitaminas e minerais, necessários para múltiplas funções de metabolismo. Imagino minhas células felizes e fico mais feliz. Bem simples! Bem prático!

Ou fantasio que aquele naco de brócolis está envolto em calda de chocolate...  Aí a boca se enche de saliva, e torna-se bem mais fácil engolir...  E comer precisa ser ação lenta. Lenta e calmamente. Como tudo na natureza...

Lembre-se, se nossa alimentação for desregrada, os medicamentos que ingerimos NÃO surtirão o efeito desejado.

Se nossa alimentação for bem balanceada, os medicamentos não se farão necessários.

Hipócrates, o pai da medicina, cerca de trezentos anos antes de Cristo, já apregoava: “Que a alimentação seja o teu único remédio. ”

Ora, nada mais cristalino, porque nós somos o que nós comemos...

Cuide-se, meu prezado!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 13 de agosto de 2016.

 

 

Prosperidade | João Antonio Pagliosa
15 de agosto, 2016

A situação econômica de nosso país é muito séria. E o governo, pasmem, ainda não entendeu!

Os nossos políticos, com ênfase nas duas últimas décadas, foram os artífices desta caótica realidade, porque desprezaram e ignoraram princípios básicos de economia e gestão. Eles, no alto de sua arrogância e profundo despreparo, não se importaram com os números gritantes, com os déficits estratosféricos, com os gastos faraônicos, com os juros aviltantes. E deu no que deu!

E seguiram e seguem distribuindo aumentos salariais ao funcionalismo público, e as costumeiras benesses e mimos aos amigos do rei. Agiam e agem como se o Brasil fosse um país rico.

Nossos políticos não conseguem entender que não somos ricos. Somos país potencialmente rico, mas somos um país pobre, e afirmo isso baseado em números. Os números não mentem! Então vamos lá!

O PIB brasileiro em 2015: R$ 5,9 trilhões de reais. População em dez 2015: 205,2 milhões de habitantes.. Isto significa renda média de R$ 28.752.00 por pessoa por ano, ou R$ 2.396,00 por mês. A nossa carga tributária é 37%, então a renda média mensal de cada brasileiro é R$ 1.510,00. Este número é media de toda a população, ou seja, a coisa está nada bem. Se quiser considerar a renda familiar bruta de toda a população brasileira, ela se segmenta assim:

46% das famílias recebem até R$ 1.700,00 por mês.

24% das famílias recebem entre R$ 1.701,00 e R$ 2.600,00 por mês.

16% das famílias recebem entre R$ 2.601,00 e R$ 4.400,00 por mês.

  9% das famílias recebem entre R$ 4.401,00 e R$ 8.800,00 por mês.

  4% das famílias recebem entre R$ 8.801,00 e R$ 17.600,00 por mês.

  1% das famílias recebem acima de R$ 17.601,00 por mês.

Estes números exprimem renda familiar total, de pessoas com carteira assinada.

Ora, todos sabemos que a distribuição de renda no Brasil é um grande problema, mas os números acima mostram que o problema maior é outro, ou seja, há pouca riqueza para distribuir ao povo brasileiro, e a única solução é aumentarmos o nosso PIB. 

O PIB abaixo de 6 trilhões de reais para população acima de 205 milhões é exageradamente pequeno e a solução é aumentar a produção de riquezas, bens, serviços. Só isso irá melhorar o padrão de vida de cada um de nós. Em economia não há mágicas...Não há como repartir melhor o que não existe!

Porém, sabemos que o PIB encolherá este ano de 2016 e os ganhos diminuirão pelo menos uns três por cento na média. Está difícil e vai ficar pior! Embora o FMI e diversos outros órgãos de avaliações de economia, começam a melhorar as perspectivas e veem melhoras tênues em nosso panorama econômico. E isso é muito bom porque aumentam as possibilidades de investimentos no Brasil e nós precisamos muito de investimentos externos para alavancar obras em infraestrutura.

Mas, voltemos a realidade... Como virar o jogo? O que diferencia aquelas pessoas cujas famílias ganham menos de R$ 1.700,00 por mês, daquelas que ganham acima de R$ 17.601,00?

A resposta é: O que diferencia essas pessoas é unicamente a sua forma de pensar! Só isso.

Nós somos aquilo que pensamos! A forma como pensamos diferencia as pessoas, diferencia as suas atitudes e procedimentos, diferencia suas visões e entendimentos. Diferencia os seus proventos, as suas receitas, os seus LUCROS.

E invariavelmente o homem tende a repetir a história de sua família, ou seja, o homem não aprende com a história. E isso é uma grande lástima porque é uma questão crucial. Pobres tendem a continuar pobres. Remediados tendem a continuar remediados. Ricos tendem a continuar ricos nas suas descendências. Sim, há honrosas exceções, mas elas são poucas. Trágico, não é?

Pensar de forma positiva, engendrar na mente planos de negócios rentáveis, visualizá-los mentalmente, geram sensações assaz agradáveis e edificantes, que por sua vez geram experiências de vida e criam expectativas muito promissoras. E o universo sempre conspira a nosso favor, isto é, se penso positivamente, o universo me ajuda. Se penso de forma negativa, o universo continua conspirando a meu favor, ou seja ele me prejudica. O universo age como o seu cérebro determina, portanto tenha absoluto domínio sobre o que sua mente PENSA!

Quando você é pessimista você conspira contra você próprio. Quando você abre a boca para reclamar ou para se diminuir, você se fragiliza ainda mais e aborrece os outros. Quando você se deprecia, você age contra você mesmo. Quando você se deprime, você aceita ficar por baixo. 

Urge mudar! E o meu conselho é: Abra-se com aquele em quem você confia! Não se intimide em pedir ajuda, porque todos somos falhos, porém todos podemos ser vencedores. Enquanto respirar, LUTE!

Entusiasme-se, porque o entusiasmo é quase tudo para se obter sucesso!

Ao longo de minha vida, conheci algumas pessoas prósperas, conheci algumas poucas muito prósperas. Prósperas no sentido global e não apenas financeiro, e essas pessoas, todas elas, tem uma característica comum. 

Elas têm muito claro em suas mentes, o que querem obter e aonde querem chegar.

Pessoas prósperas mentalizam os seus sonhos, e os materializam, isto é, se desejam um determinado carro, elas se dirigem a concessionária e fazem um teste drive, tocam o carro que desejam. Sentem com exatidão o prazer de possuí-lo. Dirigem o carro e saem da loja muito mais dispostos a consegui-lo. Acredite, isso faz uma abissal diferença!

Creia, se você não tiver claro em sua mente o que quer conseguir, você não prosperará!

Todos temos sonhos, entretanto os empreendedores que não materializarem seus objetivos em suas mentes, e não trabalharem obstinadamente para isso, não terão sucesso em suas empreitadas.

Mas há ainda outras questões há considerar: Seu objetivo precisa estar ao alcance de suas habilidades e potencialidades. Avalie-se com tenaz realidade, e absoluta transparência. E pergunte-se: É possível para mim, adquirir este mimo que desejo? Posso alcançar este nível de rendimentos?

Eu possuo competência, ou estou iludido quanto a mim mesmo? Preciso estudar mais? Preciso agregar mais um curso em minha formação?

O que sei é que pessoas que prosperam acreditam em si próprias, e a crença é a base de sustentação para alavancar tudo aquilo que materializou conquistar.

E vivemos num mundo onde dependemos dos outros. Ninguém é uma ilha! 

Nós precisamos nos relacionar e interagir com muitas pessoas para conquistar metas, e eu, particularmente, sempre aprendi mais ouvindo os outros do que estudando nos livros. Ler me ajudou e me ajuda muito, mas afianço que ouvir me ajudou muito mais. Pelo menos duas vezes mais.

E se quiser ser próspero, saiba conduzir a conversação para obter a informação que deseja. Eu sempre procurei ensinar qualquer pessoa que quisesse aprender o que sabia, por isso nunca tive nenhuma dificuldade em obter as informações que eu não tinha, fosse de quem fosse. É dando que se recebe! Simples assim! É o universo conspirando...

Os verdadeiros empreendedores colocam seu foco na geração de resultados para a Empresa, não para o seu grupo de trabalho ou o seu feudo. Reflita sobre isso!

Os sonhos se tornam reais quando nós temos propósito e nos enchemos de entusiasmo para realizá-lo. Quando este propósito irá contribuir para a melhoria de qualidade de vida de pessoas, isso nos encorajará, nos dará novas forças porque o empreendedor verdadeiro sabe que é muito mais importante DAR do que RECEBER.

Se você quer receber o bem de quem quer que seja, faça primeiro o bem a ele. Ele retribuirá! Certamente lhe retribuirá...

E teorias são sempre necessárias, contudo, não servem para nada se não as implementarmos. Só as ações movem o mundo, portanto AJA sob um plano de ação previamente estudado, discutido e definido.

A ação gera resultados. A ação gera dinheiro no bolso. A ação o torna útil a sociedade.

E como não somos ilhas, associe-se à pessoas que tem os resultados que você almeja ter. Aprenda com quem sabe! Seja transparente e peça orientação em temas que ainda são nebulosos para você.

Se deseja ser próspero, aprenda com quem já é próspero! É óbvio, é verdadeiro, mas muitos não fazem isso...Não aprendem...E insistem em reinventar a roda...

E constantemente avalie-se e vá corrigindo o seu rumo. Avalie o seu mérito, isto é, no nível em que você se encontra, você é merecedor do que possui? Está aquém ou está além? Reflita com serenidade se você necessita mudar procedimentos e atitudes e conceitos e...tantas coisas mais...

Ouça mais as pessoas que o cercam e aprenda a falar menos. Isso sempre, sempre é sábio!

E permita-se ganhar mais, permita-se cobrar um pouco além, pelos seus serviços. Permita-se todos os dias realizar coisas que gosta de fazer, porque o seu prazer precisa ser exercido. Para sua vida ter SABOR!

E permita-se ajudar pessoas que merecem a sua ajuda. Semeie na vida dos outros porque estas sementes geram resultados incríveis. O princípio de semear e colher é fantástico e é real.

E o mundo muda rápido e muda todo o tempo. Então reciclar e mudar nossa mente é imperativo num mundo que gira, onde a fila anda, onde tudo se renova e amanhã, o novo já se torna obsoleto.

Apenas DEUS não muda! E não muda porque já é perfeito, porque é eterno conselheiro, porque está sempre disponível. Sempre fiel!

Ouvindo e intercedendo. Olhando e derramando bênçãos. Sempre. Vinte e quatro horas por dia. Que glória!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 19 de julho de 2016

 

Rafaelas | Pedro Israel Novaes de Almeida
11 de agosto, 2016

               Dizem, cinicamente, que vencer é um detalhe, e o importante é competir.

            Rafaela Silva, nossa judoca medalhista olímpica, deixou o anonimato, a discriminação e os olhares desconfiados pelo detalhe de conseguir uma medalha de ouro, lutando e vencendo as melhores do mundo.

            A Rafaela que virou estrela, saudada em todos os ambientes, teria as mesmas virtudes, caso algum detalhe das lutas impedisse seu acesso ao pódio. Seria a mesma Rafaela, nada festejada e muito ignorada.

            A Olimpíada é repleta de Rafaelas, que trazem muitas e heroicas  histórias de vida, e deixaram as arenas disfarçando o choro e amaldiçoando os detalhes. Saem das disputas para a desconsideração pública.

            Rafaelas existem aos milhões, tão desconsideradas que sequer sonham em ocupar os pódios do reconhecimento popular. São mulheres brancas, negras, amarelas, de todas as cores e classes sociais, que seguem vida afora, enfrentando e por vezes vencendo os rounds da vida.

            O povo adora os vencedores, com o mesmo ardor com que menospreza os valores e exemplos que não rendem notoriedade. Somos, ainda, horda medieval.

            Importantes atributos e virtudes, como a honestidade, ética, responsabilidade e fraternidade, já raros, são pouco divulgados, ficando restritos ao mais íntimo dos ambientes. É dificílimo encontrar um logradouro público com o nome de alguém cuja biografia seja: formou bons cidadãos, trabalhou, ajudou os próximos e foi solidária.

            Rafaelas raramente são eleitas, e sequer arriscam candidaturas. É inusitado vê-las em cargos comissionados ou desfilando, sob aplausos, com uma tocha olímpica qualquer.

            São simplesmente Rafaelas, avós, mães, irmãs, tias ou primas, lutadoras da vida.

            Rafaela Silva deve ter seu valor reconhecido, pela distância e circunstâncias que percorreu, da saída ao ponto de chegada. No fundo, deve estranhar tantos aplausos, elogios e homenagens, nascidos de um simples detalhe.

            Convém valorizarmos as Rafaelas da vida, e aplaudi-las mesmo que não alcancem os pódios da notoriedade.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

              

Cuidado com aquele que o influencia | João Antonio Pagliosa
08 de agosto, 2016

Todos os homens são seres pensantes. Vemos, ouvimos, analisamos as situações, e agimos de acordo com nosso entendimento. Possuímos livre arbítrio, somos soberanos na decisão do que fazer e de como agir.

Por raciocinarmos, e por possuirmos liberdade de agir, jamais poderemos culpar quem quer que seja, sobre o que acontece conosco, e muito menos sobre as decisões que tomamos.

Nós somos, portanto, os únicos culpados de tudo que nos acontece. E quando não somos culpados, nós sempre temos responsabilidades pelo que nos acontece.

Em Gênesis, capítulo 3, a Bíblia narra sobre a queda do homem. Adão e Eva foram expulsos do paraíso porque transgrediram, eles pecaram via influência assaz nefasta, de uma serpente ardilosa. Foram enganados por alguém que os influenciou, que mexeu com suas emoções, que os derrubou! Enganados por uma mentira sutil! De alguém que sabia o que queria!

“Se comerem do fruto proibido, serão como o próprio Deus”! Esta frase mexeu com as emoções de Eva. E, ela sucumbiu!

Adão foi influenciado pela sua companheira Eva e, quando foi arguido por Deus sobre seu pecado, esquivou-se de sua culpa, dizendo-lhe assim: “A culpa é sua, Deus, porque tu me deste esta companheira, e foi ela que me convenceu a comer do fruto proibido”.

Eva foi influenciada pela serpente e quando arguida por Deus, também se esquivou de culpa, dizendo: “A culpa é da serpente. Foi ela quem me convenceu a comer do fruto proibido. Ela me enganou”.

Ambos foram expulsos do paraíso! Acabou a vida de prazer e alegria! A partir de agora o homem terá que trabalhar, se quiser comer. A partir de agora conhecerá dores, doenças, angústia, opressão, morte!

Tudo perdido em função de uma mentira vil!

Portanto, prezado leitor, tenha sempre muito cuidado com aquele que o influencia, e recorde que os precursores da história da humanidade perderam a glória de Deus porque pecaram, e pecaram porque foram influenciados por outrem.

Influências nefastas causam muita dor, e não raro, causam morte!

Há pessoas muito difíceis de apascentar, e é da natureza humana nos esquivarmos de nossas falhas. Para a maioria, é relativamente fácil tirar o corpo fora e culpar o outro.

Na queda do homem, conforme narrado em Gênesis capítulo 3, é fácil entender que a serpente não tinha culpa nenhuma. Ela exercia o seu papel, isto é, fazer o homem pecar. E ela conseguiu pela sua astúcia!

Como somos seres pensantes, nunca teremos razão ao culpar alguém pelas nossas dificuldades, ou problemas que enfrentamos. Se alguém nos influenciou mal não é justificativa, porque sabemos o que é certo e o que é errado. A Bíblia está plena de conselhos neste sentido.

Ora, qualquer pessoa influencia outras pessoas, e mesmo sem nos darmos conta, influenciamos a vida de muitos outros.

A serpente que fez Eva pecar era muito sagaz e esperta. O inimigo nunca usará ingênuos para influenciá-lo para o lado mau. Para vê-lo cair ele usará toda sua sagacidade e malícia! É próprio do inimigo.

Eva deu ouvidos à serpente, e a culpou!

Adão negligenciou seu papel de sacerdote, e esquivando-se de responsabilidade, culpou Deus!

Gente do céu, há neste mundo, muitos homens omissos e irresponsáveis. Há muitos que cometem transgressões, afrontam, mentem, deturpam, corrompem e infernizam a vida dos seus semelhantes. E eles NÃO assumem os seus erros! Nunca assumem! Mentem sempre...

E continuam mentindo...

Deus julga e julgará culpas e responsabilidades. Ele expulsou Adão e Eva porque os considerou culpados, e os sentenciou.

E teve início a saga da humanidade!

Para nós, já não importa de quem é a culpa. Nós temos a responsabilidade porque somos herdeiros de Adão e Eva e precisamos batalhar pela própria sobrevivência. Nada vem de graça, a partir da queda do homem!

Hoje, delação premiada está em voga, principalmente aqui no Brasil. Sou altamente favorável a este procedimento, e entendo que a Operação Lava Jato, devolverá aos brasileiros o direito de ver justiça cumprida, o direito de ver bandidos no lugar que precisam estar, isto é, na cadeia!

O Brasil quase sucumbiu aos corruptos, meus prezados! É preciso vigiar!

Daí, é mister, recordar o rei Salomão no versículo 10 do capítulo 1, onde lemos: “Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas”.

A nossa vida sempre é o resultado de nossas influências, e é o somatório de nossas múltiplas experiências.

E, em 1 Coríntios 5:9 a 13, está escrito: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me, com isso, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo. Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador,  com esse tal, nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgai vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor.”

Muito cuidado, meu prezado! Esteja sempre atento com aquele que o influencia...

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 09 de agosto de 2016.

 

Salvação | João Antonio Pagliosa
05 de agosto, 2016

Salvação é um ato soberano da vontade de Deus, que em seu filho, nos reconciliou consigo mesmo. É ainda, a demonstração do imenso amor de Deus por toda a humanidade.

É o maior presente de Deus ao homem, sua criação mais perfeita. Sua obra prima!

Em Atos, 4 : 12, vemos que não há salvação que não seja através do nome de Jesus. Não há outro nome. Sem Jesus não há como chegar ao paraíso. Ele é a porta de entrada dos céus!

A salvação da humanidade tem como característica, dois atos de Deus, ou seja, a soberana vontade, e a infinita misericórdia, ou graça do Senhor.

E em 2 Corintíos 5 : 18, o apóstolo Paulo mostra que somos reconciliados com Deus, por intermédio de Cristo. Ele, Cristo, nos outorgou o ministério da reconciliação. Uh, glória!

Em João 1 : 12, observamos a diferença entre os filhos e as criaturas de Deus. Filhos são os que recebem a Jesus, e creem no seu nome, e seguem os seus passos. Criaturas são os que vivem no mundo, e amam o mundo e as coisas do mundo.

Nossa salvação custou um alto preço para Jesus, mas para nós a salvação é gratuita, não obstante, jamais poderíamos pagar por este resgate. Nem por obras, nem por nada que fizéssemos. Só pela graça de Deus. E isso está muito bem corroborado em Efésios 2 : 8 e 9.

Todos necessitam salvação, e todos necessitam arrepender-se de seus pecados, porque o pecado entrou no mundo ainda no Éden, logo após a criação do mundo.

E Deus só exigiu obediência do homem. E Deus não foi atendido! O homem desobedeceu. Transgrediu. Pecou!

E para toda descendência do homem, foi transmitida como herança, o estigma do pecado e da morte. Tudo que nos acontece é herança do pecado, e isso é muito claro em Romanos 5 : 12, onde lemos: “ Concluindo, da mesma forma como o pecado ingressou no mundo por meio de um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte foi legada a todos os seres humanos, porquanto todos pecaram.”

Como escapar desta condenação? Romanos 8 : 1 é direto ao ponto: “Portanto, agora não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.”

Mas, meus prezados leitores, os efeitos do pecado afetam o homem, física, moral e espiritualmente, e sempre de forma muito negativa.  As consequências do pecado nos afetam e acarretam sete diferentes coisas:

Auto justificação:  Adão e Eva sentiram-se nus e cobriram-se com folhas das árvores próximas.

Medo: Ao ouvirem a voz de Deus, Adão e Eva tiveram medo.

Trabalho: A partir daqui será preciso trabalhar para comer. Tudo com dores e sacrifícios.

Morte: O homem retorna ao pó da terra.

Expulsão do Éden: Deus expulsa o homem do céu.

Violência e homicídios: Caim matou Abel. As brigas, a violência, os homicídios começam e não param mais. Observe o mundo a sua volta...

A maldade abate o homem: O homem torna-se mau, e se corrompe, e se prostitui, e se violenta, e vem enfermidades que o debilitam, o destroem, e o reduzem a cacos.

Para sermos salvos e alcançarmos a glória de Deus, precisamos considerar três aspectos distintos e simultâneos:

1-    Justificação : Como justificar-se com Deus? Ora, a morte de Jesus permitiu justificativas. Deus é o ofendido e Ele reconcilia consigo mesmo, o homem ofensor.

2-    Regeneração : Em pecado, o homem está longe de Deus e nas mãos de Satanás. A morte de Cristo nos livrou do pecado, e somos novas criaturas.

3-    Santificação : O homem abandona o pecado. Ora, isto se refletirá nas atitudes exteriores do homem convertido. O seu comportamento é santo, e todos percebem.

O resultado da salvação é possuir uma fé viva em Cristo. É obter vitória sobre o mundo, e sobre o pecado.

As pessoas pecam porque são tentadas. Eva foi enganada porque não conhecia o perigo a que estava exposta, por isso, fortaleça-se em suas fraquezas. Não ceda a tentação... Pode ser gostoso, mas é muito perigoso...

Cada um de nós conhece os pontos em que somos mais fragilizados, e o inimigo também sabe onde somos fracos. E ele não deixa barato, e sempre cria situações que nos levam a pecar.

Seja sábio, fortaleça-se e fuja das armadilhas que Satanás arma contra você. Lembre-se amiúde que o Espírito Santo está em nós, e Ele é nosso melhor amigo, e nosso mais esforçado conselheiro. Recorra ao Espírito Santo e vigie todo o tempo.

Sim, vigie todo o tempo. Sabe por quê?

Porque o resultado da salvação é tornar-se membro da família de Deus, no paraíso. Que glória!

Curitiba, 01 de agosto de 2016.

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

p.s.: Este artigo foi escrito com base na ministração do Pastor Fernando Redmerski, no culto da Igreja Meva de Curitiba, no dia 31 de julho de 2016. Glória a Deus!

Empreendedorismo cristão | João Antonio Pagliosa
05 de agosto, 2016

Nossa sociedade é constituída de quatro diferentes setores.

O primeiro é o governo, e alcança todas as pessoas envolvidas com setores públicos de bens e serviços. É um setor que mexe com dinheiro. Não produz mas mexe com dinheiro. Onde há dinheiro há corrupção!

O segundo é a iniciativa privada e alcança todas as pessoas que produzem bens e serviços. É um setor que produz e que mexe com dinheiro. Onde há dinheiro há corrupção!

Estes dois setores tem como combustível o dinheiro. Movem-se por dinheiro!

O terceiro setor é aquele que quer transformar o mundo. Ele prioriza o bem estar social, anseia melhorar a qualidade de vida das pessoas, das minorias, dos injustiçados, dos menos favorecidos, dos marginalizados. São as Organizações Não Governamentais, ou ONGS. Algumas funcionam a contento, outras não.

O quarto setor é aquele que quer salvar o mundo. Neste setor vidas são transformadas plenamente e o objetivo é desenvolver e dinamizar o reino de Jesus sobre toda a Terra. É o setor CRISTÃO. O combustível deste setor é Fé!

Pare para pensar um pouco: Quanto tempo você gasta para comprar o mundo, ou seja, se mantém nos dois primeiros setores? E quanto tempo você gasta para mudar o mundo? E, finalmente, quanto tempo você gasta para salvar o mundo?

Para ser empreendedor nos três primeiros setores elencados, há necessidade das pessoas possuírem um espírito empreendedor, isto é, dispostos a executar algo, dispostos a arriscar alguma coisa para obter outra.

No quarto setor, ou setor Cristão, percebe-se sútil diferença. Para exercer este setor você precisa de um CHAMADO. O setor Cristão é regido por CHAMADO. E isso está muito bem descrito em João 15 : 16 : "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda."

O plano de Deus é a redenção do mundo!

É o resgate, a libertação e a salvação do homem!

A Bíblia nos ensina coisas tão singelas : "Tudo o que pedirdes Deus lhe dará, desde que seus planos estejam em sintonia com os planos de Deus."

Se pedirmos, Deus sempre ouvirá. Se pedirmos aquilo que estiver de acordo com o plano de Deus, Ele SEMPRE atenderá!

Aqui cabe perguntar? Quão estamos nós dispostos a nos doar voluntariamente, para sermos empreendedores no reino de Deus? Até onde quero ser empreendedor cristão? Em Atos 2 : 42 a 47, o apóstolo Paulo descreve como viviam os convertidos na doutrina de Cristo. Eles tinham tudo em comum. Eles compartilhavam tudo, viviam felizes e possuíam singeleza de coração, louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

Em 1 Pedro 4 : 10 e 11 encontramos uma pérola dos princípios da Mordomia Cristã ; "Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!"

O que você faz com os seus dons, meu prezado?

Usa-os? Usa-os contemplando o bem  de seus pares? Usa-os em benefício de sua família e de sua comunidade?

Saiba que você será COBRADO! A quem recebeu muito, muito será cobrado!

É por isso que não dá para cruzar os braços e ver a banda passar... 

Precisamos trabalhar pelo reino de Deus, senão estaremos fritos em pouca banha, como diria a minha avó...

Mas, algo que chama a atenção de crentes e não crentes, é o fato concreto que o homem está longe do ideal. O homem de hoje não tem mais a garra de outrora, nem a determinação que a vida exige, nem muito menos a coragem de enfrentar novos desafios.

 

E para completar, regra geral, todos querem muitos direitos com poucos deveres.

São adeptos da perniciosa lei de Gérson.

Para a maioria, tomar é mais gostoso que o entregar. Ganhar é mais prazeroso do que doar. Enquanto assim pensar e proceder, você NÃO cresce! Simples assim!

Hoje, a gente dá um duro danado para encontrar homens íntegros e dignos de tarefas relevantes. Eles estão em falta. Muita falta!

E Deus quer homens que o mundo não seja digno deles, isto é, que o mundo não os mereça!

Um dia Deus nos pedirá contas de todas as nossas ações. Ele nos cobrará em função dos dons que recebemos...

Como o negócio que executo auxilia o reino de Deus?  Como as coisas que executo podem “turbinar” o reino de Deus?

Em Hebreus 11 : 33 a 38, lemos : “ eles, os quais por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram a força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados. (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.”

Deus opera em cada um de nós... Tenhamos perspicácia, tenhamos sabedoria para entender os seus desígnios...Sejamos humildes servidores... Sempre

Com carinho.

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 27 de julho de 2016

p.s.: Este artigo foi escrito com base no que ouvi na reunião da Holy Hour, na noite de 25 de julho de 2016, pelo companheiro Adeilton. Glória a Deus!

Política na escola | Pedro Israel Novaes de Almeida
28 de julho, 2016

            A questão da política, na escola, deve ser discutida de maneira a não ficar confinada aos estreitos limites de projeto de lei que trata do tema, em análise pelo Congresso Nacional.

            É consenso que o professor não deve, nem pode, fazer da aula um instrumento de pregação política e partidária. Trata-se de flagrante e odioso desvio de função.

            Ao lecionar doutrinando, o professor usa a estrutura pública para, de maneira remunerada, ideologizar alunos, atraindo-os para suas convicções e interesses pessoais. Como professor, costuma ter ascendência sobre o corpo discente, o que confere maior virulência ao absurdo que eventualmente pratiquem.

            Por outro lado, a escola não deve priorizar, nos alunos, a adoção dos valores e conceitos morais dos pais, como desejam alguns legisladores e muitos familiares. Embora soe como integradora familiar, a ideia tende à mesma doutrinação, odiosa no ambiente escolar.

            Especial atenção deve ser dispensada a apostilas, livros e demais textos adotados. Não raro, conteúdos nitidamente partidários e até pornográficos acabam sendo transmitidos.

            A própria diversidade sexual pode e deve ser ensinada sob o prisma do respeito humano, sem preconceitos e exclusões. Mal referido, o tema pode acabar estimulando opções e tornando todos, indistintamente, como assexuados, até que escolham o time preferido, como se ninguém já nascesse torcedor.

            Já o tão decantado ensino religioso, nas escolas, parece fadado a criar mais problemas que soluções, segregando e potencializando intolerâncias e preconceitos, principalmente aos alunos que, como de pleno direito, são ateus. As religiões constituem capítulos e conteúdos de várias matérias, principalmente história.

            Professores que transmitem pregações partidárias costumam fazer chacota e ridicularizar alunos que discordam de suas convicções, além de demonstrar extrema boa vontade com eventuais correligionários. Na verdade, pouco lecionam, e abusam do cargo, devendo, em medida acertada, serem demitidos.

            A escola deve ministrar conteúdos, informados aos pais no início do ano letivo, e formar cidadãos civilizados e respeitadores. É difícil entender como o aluno conclui o segundo grau sem a mínima compreensão das linhas mestras da Constituição, de onde deriva toda obrigação e direito.

            As escolas, em geral, pouco aproveitam o potencial disponível em palestras de juízes, promotores, médicos e tantos outros profissionais que podem ministrar cultura e civilidade, em nosso ainda primitivo ambiente.

            Em plena era dos eletrônicos, podem e devem os alunos documentar os conteúdos inequivocamente partidários, para serem respeitados em suas individualidades e convicções.  Assim, as escolas serão reconduzidas ao seu objetivo original.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

                 

Mais circo que pão | Pedro Israel Novaes de Almeida
19 de julho, 2016

            O milenar hábito de conduzir e domesticar o povo com pão e circo ainda é praticado, no Brasil.

            Por aqui, parece importar menos a obra e mais a festa, sempre perdulária, da inauguração. Festas, em nosso inculto e bovino entendimento, popularizam a figura do administrador.

            No Ceará, a inauguração de um hospital público gastou, à época, mais de meio milhão de Reais, com show artístico. O estado padece de séria e desumana situação na área da saúde.

            Passamos por séria crise, em que falta o pão, mas o circo continua, sempre acompanhado por sorridentes, solícitos e empreendedores políticos.

            Tivemos o show da Copa, com gastos milionários, obras inacabadas, muitas festas e um fim trágico. A mídia, em tempos em que rareiam manchetes, têm, na lembrança da Copa material interminável e escandaloso.

            Por muito tempo, as feiras agropecuárias apresentaram artistas famosos, sob patrocínio das prefeituras e secretarias, como se não houvesse qualquer outra necessidade pública a ser atendida.

            Há poucas diferenças, em termos de utilidade prática e eficiência, entre o recurso público desviado pela corrupção e o direcionado a festas desnecessárias e circenses. A mesma população que condena ferozmente a corrupção aplaude a irresponsabilidade e o desrespeito.

            Atualmente, o giro pelo país, da Tocha Olímpica, repete o já histórico desrespeito ao recurso público, em mais uma gigantesco e lamentável festival de ridículos administrativos. Do desnecessário e exagerado impedimento do trânsito à suspensão da coleta de lixo e trânsito de circulares, muitas cidades viveram longos períodos de incômodos e gastos desnecessários. Até os serviços de disque-entrega sofreram paralização.

            Os planejadores da condução da tocha, que todos imaginavam ser realizada por atletas e beneméritos da área, de hoje e outrora, devem à população os esclarecimentos necessários dos parâmetros que determinaram as pessoas eleitas. Só faltou, para completar o escândalo, a tocha ser conduzida por pessoas com sérios problemas na Justiça e Polícia, além de vereadores.

            Administrar gastando com irresponsabilidade é tarefa que qualquer idiota faz, comemorando, mas manejar recursos escassos, medindo e elegendo prioridades, é tarefa para homens públicos de fato, raros em nossos dias.

            Enquanto a população aplaudir festas e gastos públicos, sem entender que afetam a saúde, segurança, educação e trabalho, continuaremos a ser tangidos como gado. Enquanto a população receber obras e providências públicas como favores pessoais dos administradores, persistiremos elegendo populistas primários, que fazem da política profissão, e de nosso futuro ruína. Chega !

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.   

Constituição 1988 | J. Barreto
16 de julho, 2016

Os nobres deputados constituintes de 1988, sob a liderança de Ulisses Guimarães, elaboraram e promulgaram a mais moderna e mais abrangente Constituição da era moderna. Nela os direitos sociais estão contemplados coletiva e principalmente individualmente.  A Nação está obrigada a garantir a cada cidadão uma moradia digna, uma saúde de alta complexidade, uma educação de qualidade e gratuita, abrangendo desde o ensino básico até o ensino superior.  A segurança é um direito inalienável a todos os cidadãos, tanto é assim que o porte de armas pelo indivíduo é crime. O grande pecado é que eles pensaram que essa constituição seria aplicada pelas nações escandinavas, onde os territórios são limitados, as estruturas consolidadas, as culturas são milenárias e os cidadãos, por tradição tem um senso moral e patriótico acima de qualquer coisa.

Infelizmente, o Brasil não tem capacidade financeira e nem estrutural apara cumprir o que determina esta malfadada Constituição. O coletivo não visa o universal, mas apenas os interesses corporativos, onde cada grupo reivindica e alcança seus objetivos sem se importar com a consequência coletiva. Um exemplo atual foi a reivindicação e aprovação do ajuste salarial do judiciário, já tendo o mesmo um dos maiores salários do serviço público.  Quero só ver com que moral os mesmos irão julgar os dissídios de outras categorias. Nossos políticos alem dos altos subsídios recebidos, gozam de mordomias que triplicam seus vencimentos, isso + ou - somente dos ditos honestos, pois os demais não encontram limites. Ser bandido em qualquer categoria já se tornou profissão, pois com as brechas da Lei, só são presos os pés de chinelo

Voltando aos políticos, Avaré é o retrato perfeito do que ocorre no resto do Brasil, onde a situação da cidade pouco importa, pois o que importa é o palanque eleitoreiro visando a próxima eleição, e que o município e a população se danem,  pois o que importa é a Lei de Gerson.

 

J.Barreto

Confiar. Guerrear. Santificar. | João Antonio Pagliosa
16 de julho, 2016

Eu acredito que a maioria das pessoas possuem muitas expectativas, em relação a Deus. Entretanto, a recíproca é verdadeira. Deus também tem muitas expectativas em relação a cada um de nós. Incrível, não é?

Em Josué, 5 : 1 a 15, isto está muito claro, pois o povo judeu saíra da escravidão do Egito, vagara no deserto durante quarenta anos, alimentava

-se exclusivamente de manah que caía do céu todas as manhãs, e encontrava-se em Gilgal, distante apenas dois quilômetros de Jericó.

Eles estavam eufóricos, ansiavam conquistar as cidades e os territórios à sua frente, viam as promessas de Deus prestes

 a serem cumpridas, e os habitantes daquelas terras, estavam com muito medo, seus corações estavam desmaiados, sentiam-se perdidos pois os judeus eram em grande número.

E Josué, o líder do povo hebreu, o povo eleito por Deus, sabia disso e também ansiava empreender as batalhas de conquista da terra prometida.

Mas, ali em Gilgal, Deus quis que o povo eleito entendesse três coisas assaz importantes. Deus quis que confiassem Nele, guerreassem por Ele, se santificassem por Ele. Então, ordenou a Josué: “Fazei facas de pederneira e circuncise todos os filhos de Israel.”

Ora, a

Pederneira é pedra que em atrito com metal produz faísca, e amolada é ótima de corte, e a circuncisão é o corte total do prepúcio, ou seja, da pele que recobre a extremidade do pênis.

A circuncisão era marca de Deus no povo escolhido. É uma operação dolorosa e que demanda de quatro a cinco semanas para que o circuncidado se recupere.

E veja, eles estavam à vista dos habitantes da região, estavam à vista do inimigo, que caso avançassem sobre os judeus os matariam porque todos os homens estariam convalescendo, se recuperando da circuncisão.

Mas era ordem de Deus. E Ele disse também: “Confiem em mim. Eu sou o seu Deus.”

Prezado leitor, a confiança é um alicerce da fé! Todos os circuncidados, porque Josué cumpriu à risca a determinação de Deus, ficaram em torno de um mês convalescendo no imenso acampamento em Gilgal, sem que houvesse nenhuma manifestação dos habitantes de Jericó, que aguardavam temerosos e sequer desconfiavam que os invasores estavam sobremaneira debilitados.

Circuncisão dói e é marca visível. Cristãos autênticos tem marca visível, ou

Seja, todos percebem que ali está um homem ou uma mulher de Deus, porque os comportamentos são diferentes, as atitudes são diferentes, a fala é diferente!

Portanto, não basta acreditar em Deus. É preciso confiar!

Você, leitor, precisa estar certo e totalmente convicto que quer seguir a Deus, não importam as circunstâncias. Não importam as suas mazelas, muito menos os seus achismos.

E Deus deseja que sejamos guerreiros, nunca pessoas passivas, porque preguiçoso não terá lugar no reino de Deus.

E ali em Gilgal, chegou a Páscoa. E sobre os judeus que ainda convalesciam da circuncisão, cessou a queda do manah dos céus. Eles que durante quarenta anos se alimentavam só de manah, finalmente comeram os frutos da terra. Pãos asmos e grãos tostados.

Um e

xtraordinário manjar! Era uma refeição estupenda para cada um deles. Finalmente comiam algo diferente! Que glória!

Porém, a partir deste dia, o manah nunca mais caiu dos céus. A partir desse dia os judeus entenderam que precisariam lutar pelo seu alimento, afinal, eles estavam numa terra que jorrava leite e mel. Era terra fértil, produtiva, rica. Mas ela tinha dono. Precisava ser conquistada e esta conquista não se efetivaria sem guerra!

Queridos, haverá uma hora que Deus cortará o seu manah! E você precisará estar preparado para ousar suas conquistas. E tudo na vida é um grande aprendizado, não é mesmo?

Mas Deus corta o nosso manah, porque nos ama! Ele nos ama e nos capacita para as conquistas, mas lá em 2 Timóteo 4 : 7, aprendemos que tudo aquilo que esperamos do SENHOR, é exatamente aquilo que o SENHOR quer que façamos em nossa vida. “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.”

Portanto, nunca se acomode, nunca se deixe vencer, nunca se omita, nunca perca o seu precioso tempo. Trabalhe constantemente visando facilitar a vida dos outros, visando minimizar as dificuldades de seu próximo. Esteja presente quando necessitarem a sua presença!

E Deus é surpreendente, sempre tem coisas novas em nossas vidas, por isso precisamos ser guerreiros também na vida espiritual, muito embora eu reconheça que não seja fácil orar nas madrugadas. Não é fácil, porém é necessário!

E é na guerra, na oração e no jejum e no trabalho obstinado ao outro, que nos fortalecemos, porque aquele que quer mais precisa buscar mais, precisa ir mais fundo, isto é, ou você cresce na Igreja, ou você acabará saindo da Igreja, saindo da presença do SENHOR.

Deus quer guerreiros, e não isenta ninguém de lutar, entretanto promete que sempre estará conosco. Na guerra Ele é nosso aliado, portanto a vitória é certa, a vitória é plena! Que maravilha!

E finalmente, Deus quer que tenhamos Santidade. Em Josué 5 : 15, Deus diz a ele: “Descalça a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é santo.”

Tirar as sandálias significa que Deus pede santidade a cada um de nós. Nunca olvide que somos a obra prima de sua criação. Ele nos criou a sua própria imagem e semelhança. Ele nos criou Santos.

E foi o inimigo pernicioso que colocou o pecado em nós, que enganou e trapaceou com Eva, a qual convenceu Adão a também pecar. E comeram do fruto proibido e daí sobreveio a queda do homem que está em Genesis, capitulo 3.

Santidade é não dar nenhuma brecha ao inimigo pernicioso. É lutar todos os dias para não pecar! É esmurrar a própria carne se preciso for. É para gente de fibra!

Deus espera muito de nós, assim como nós esperamos muito de Deus. Não há relacionamento unilateral quando se ama apaixonadamente, não é assim, meu prezado?

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 13 de julho de 2016

 

Estamos em boas mãos! | João Antonio Pagliosa
12 de julho, 2016

O homem contemporâneo está bem atribulado. Muitas ameaças à sua volta, o impedem de viver como almejaria viver.

Mas os cristãos autênticos possuem provas concretas que o SENHOR é bom!  E, se o buscarmos, Ele nos livrará de todos os nossos temores.
O Salmo 23 é um dos trechos mais conhecidos da Bíblia Sagrada. Ele foi escrito pelo rei Davi, que era pastor, e conhecia muito bem a função de pastorear ovelhas.
Você que me lê, precisa de Deus! Qualquer ser humano precisa de Deus e precisamos muito! Alguns, entretanto, são céticos e creem que podem resolver tudo a sua maneira, e sem a ajuda de um Deus que ele não vê.
Porém, nos acreditamos em muita coisa que não vemos, o ar que nos cerca, por exemplo. Nos não vemos o ar, mas somos dependentes dele todo o tempo. Com Deus não é diferente! Nós dependemos de Deus todo o tempo. Somos apenas pó, sem Ele!
E o rei Davi, no Salmo 23, ensina que estamos em boas mãos, porque o SENHOR é o meu pastor.
Pastor cuida, portanto, nada me faltará! Ele proverá o que preciso. Ele proverá o que cada uma de suas ovelhas precisa.
Se confiar em meu pastor, Ele me fará repousar em pastos verdejantes, isto é, eu descansarei com serenidade e terei fartura de alimentos. Ele me levará junto a águas de descanso e irá refrigerar a minha alma, isto é, estarei em águas calmas, muito confortável, com minhas emoções em total harmonia com tudo que me cerca. Todo o meu ser estará sereno!
E Ele me guiará pelos caminhos da justiça por amor de seu nome, isto é, eu estarei e permanecerei em caminhos retos e não me desviarei do bem e da justiça, porque amo e aprovo aquele que me apascenta.
E ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum porque Deus está comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam, isto é, não temo a morte porque sei que Jesus venceu a morte, e um paraíso me espera, além desta vida terrena. E Deus está comigo, o teu bordão e o teu cajado me trazem próximo a Ele quando me distancio, porque para aqueles que creem, é impossível viver distante da presença de Deus.
E Deus prepara-me uma mesa na presença de meus adversários, unge a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda, isto é, Ele me agracia com bens para que meus inimigos vejam a minha prosperidade e me marca e me destaca, e me enche do Espírito Santo, e me capacita com muitos dons.
E bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias de minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre, isto é, eu serei sempre pleno de bondade em meu coração, e terei sentimento de compaixão com aqueles que sofrem, e terei benevolência com aqueles que erram, e perdoarei sempre aqueles que necessitam perdão. E conquistarei a glória de habitar o céu por toda a eternidade.
E em Isaías 54, Deus nos diz que a sua misericórdia não se apartará de nós que confiamos Nele, e que somos seus conjugues. Ora, o conjugue ama e cuida todo o tempo, e Deus anuncia que aquele que conspirar contra seu conjugue, cairá diante dele.
Nós queremos o melhor de Deus? Tenhamos então o melhor comportamento possível, e o maior respeito para com nossa esposa, ou nosso marido.
E  em Isaías 58 : 11. o profeta pela boca de Deus, declara que podemos confiar integralmente Naquele que nos guia.
Nós estamos em boas mãos! ALELUIAS!
João Antonio Pagliosa
Curitiba, 11 de julho de 2016
p.s.: Este artigo foi escrito com base na ministração da pastora Luciane Brás Candido, no culto da Igreja MEVA, em Curitiba, em 03 de julho de 2016. 
 
Jogos de azar | Pedro Israel Novaes de Almeida
06 de julho, 2016

     O Congresso Nacional debate a legalização dos Jogos de Azar, através de proposta repleta de condicionantes e consequências.

       Jogos de azar são aqueles onde o resultado predominante é a perda, por parte dos jogadores. Excetuados o pôquer e o truco, não há estratégias ou habilidades a serem utilizadas.

       O jogo de azar pode ser inofensivo, como o bingo ou carteado de idosos, aos fins de tarde, ou o sorteio de prendas, na paróquia. Também é inofensivo o carteado entre famílias, “de cair dedo”, e o truco barulhento, no fundo do boteco.

       No Brasil, é secular o Jogo do Bicho, tão perseguido quanto sobrevivente. Brasileiros, grande parte, fazem de qualquer sonho ou palpite um pretexto para uma “fezinha”, no acreditado papelzinho informal.

       Policiais e contraventores digladiam desde 1.500, e ambos continuam ativos. Dizem que o jogo do bicho pode ter seus resultados acompanhados nos jornais, e que dele provém grande parte dos recursos que animam os carnavais.

       Os jogos de azar podem gerar manias e vícios, e não são raros os casos em que o patrimônio e a harmonia familiar acabam, pela prática doentia de desenfreada dos tais jogos.       

       Não convém acreditar nos discursos oficiais que alertam para os inconvenientes dos jogos, uma vez que a Caixa exerce o monopólio de grande número de loterias.

       A proposta de legalização dos jogos de azar vem em momento especial, com promessas de incremento nas receitas oficiais, ora declinantes. A antevisão dos cassinos, abarrotados de turistas, acena para a geração de empregos e investimentos, enquanto donos de botecos já estudam a melhor localização dos papa-níqueis.

       A legalização dos jogos de azar vai facilitar a lavagem de dinheiro, facilitando a vida de corruptos e sonegadores, justamente quando a população, inocente, sai às ruas clamando por honestidade e ética.

       No Brasil, as leis e o aparato oficial não conseguem reprimir a prática dos jogos de azar, já recepcionados pela cultura e tradição popular. A lei das Contravenções, ao que parece, não é levada a sério.

       Como temos a sorte de não praticar jogos de azar, pouco entendemos do assunto, e não acreditamos nos benefícios da legalização. Se a atividade, enquanto clandestina, atrai multidões, legalizada terá mais usuários, aumentando a pobreza de muitos.

       Fico imaginando os labirintos oficiais que tratarão da atividade, legalizada, com nossas históricas deformações, compadrios e desonestidades. A jogatina vai continuar, um pouco mais cara.

                                                  pedroinovaes@uol.com.br

       O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.