Câmara e vereador se precipitaram, diz opinião pública

Câmara e vereador se precipitaram, diz opinião pública Fonte da Foto: A Estância

A Câmara de Vereadores de Avaré, na sessão de segunda-feira dia 19 de fevereiro, que passa a ser uma data inesquecível para muita gente depois da proposta levantada pelo vereador Alessandro Rios, que mostrou tropeçar sobre as leis e até fazer com que a Câmara votasse em algo que nem mesmo foi decidido pelo Supremo.

Alessandro Rios queria e conseguiu o seu intento que era a votação para alteração na Lei Orgânica do Município, mesmo com a explicação inicial do Consultor Jurídico do Legislativo, sobre o tema polemico levado pelo vereador em plenário, mesmo sabendo da existência de uma lei 1921/2015, sobre aula de identidade de gêneros nas escolas, podendo a Câmara a ter, teoricamente de revogar esse pedido do vereador, caso a decisão do Supremo venha a surpreender.

Voltamos a conversar com algumas professoras e até mesmo causídicos que entendem do assunto e o que foi dito é que se trata de uma precipitação por parte do vereador Alessandro Rios que mostra desconhecer a lei e as regras que estabelecem o ensino fundamental, porque além de não existir na grade curricular do ensino fundamental, deveria, em primeiro lugar, antes de influenciar a população a um debate inflamado, esperar pela decisão do Supremo Tribunal Federal.

Além do mais, muitas pessoas ouvidas pelo Jornal do Ogunhê e que não foram poucas disseram que houve precipitação por parte da Câmara e do próprio vereador Alessandro Rios, em trazer em plenário uma discussão dessa natureza, que nem mesmo está na grade de ensino, deixando muito claro que se tratava de assunto de cunho político, fato que contribuiu para que a própria Câmara viesse a sofrer um revés desnecessário.

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