Comunicação da Prefeitura tenta apagar fogo com gasolina

Comunicação da Prefeitura tenta apagar fogo com gasolina Fonte da Foto: ilustrativa

Mais uma vez causa considerável estranheza a postura do governo municipal principalmente quando emite notas que tentam, a todo custo, explicar o inexplicável, em uma total embromação que merece resposta.

Referimo-nos à nota enviada em relação à abertura da CPI pela Câmara Municipal, em que a Secretaria de Comunicação distorce os fatos e conta a história do seu jeito, é claro, em uma suposta tentativa de enganar a população.

É de bom alvitre que o leitor e toda a população avareense saibam que na verdade quem deu início a toda essa investigação foi o TCE, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que requisitou da prefeitura de Avaré explicações sobre a dívida de uma empresa da cidade e, para colher os dados para responder ao tribunal, uma funcionária da tributação detectou que havia algo de muito errado e grave com a referida dívida. Iniciou-se, então, uma sindicância por parte da administração e que, ao concluí-la, enviou o relatório final ao legislativo, pedindo providências.

A Câmara de Vereadores diante de tal solicitação assinada pelo Prefeito formou uma Comissão Especial para aprofundar as investigações, e que culminou na abertura da CPI.

Mas a causa da estranheza é que agora, após a abertura da CPI, o secretário de comunicação, como se quisesse apagar fogo com gasolina, emita uma nota chamando-a CPI de viés político.

Ora, tão sábio secretário, não há como separar uma Comissão Parlamentar de Inquérito da política, pois quem tem a competência para instaura-la é uma casa política. Todavia o que não se pode afirmar como faz o secretário, é que os motivos sejam políticos, quando os vereadores proponentes da CPI estão apenas cumprindo o seu pode e dever de fiscalização.

Afirma ainda o secretário de Comunicação que a Câmara deveria ter tomado providências em relação à empresa de software prestadora de serviço da mesma, afirmando, ainda, que a Câmara teria renovado contrato com a empresa, quando houve um pregão presencial em que a mesma sagrou-se vencedora.

Resta agora aguardar as cenas dos próximos capítulos da CPI, deixando claro à prefeitura e à administração que deveria ser a maior interessada em esclarecer tais fatos que estão diretamente ligados à arrecadação, que é disso que sobrevive todo e qualquer município.

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