Diretora da Câmara registra B.O. contra radialista

Diretora da Câmara registra B.O. contra radialista Fonte da Foto: Facebook

Durante a palavra livre da sessão de câmara do dia 12 de agosto, o vereador Toninho da Lorsa mostrou uma degravação feita pela diretora da Casa, Ádria de Paula, que a mesma juntou a um boletim de ocorrência para apuração de possível crime contra a honra, lavrado em face do radialista Rodivaldo Ripoli, áudio ao qual o Jornal do Ogunhê teve acesso.

Segundo consta do B.O., Ripoli noticiou e comentou várias vezes que Ádria é condenada criminalmente em segunda instância, o que não é verdade, segundo falou o vereador Toninho da Lorsa.

Há vários dias, o radialista vem noticiando tal fato como se verdade fosse, inclusive, cobrando de maneira contundente que uma nota fosse enviada ao programa Bom dia Interior e isso acabou gerando uma requisição da gravação do programa do dia 11 de julho, já que, pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, toda emissora tem por obrigação preservar a gravação de sua programação por 24 horas e a solicitação foi feita no mesmo dia pela diretora que, até hoje, não obteve resposta da rádio nem do radialista.

Ainda assim, no dia 29 de julho, Ádria enviou uma nota a Ripoli que apenas citou ter recebido, mas não leu, nota que foi publicada na íntegra pelo Jornal do Ogunhê.

Mesmo recebendo a nota, Ripoli, no dia 08 de agosto, quinta-feira, voltou a falar sobre a condenação inexistente de Ádria, porém, dessa vez ela gravou o programa e decidiu lavrar o boletim de ocorrência.

Por isso, então, o vereador Toninho da Lorsa, que também foi muito atacado com inverdades por outro radialista da cidade, falou na sua palavra livre sobre a liberdade de imprensa que, às vezes, pode se tornar um algoz dos profissionais da comunicação, pois, há que se respeitar um limite ao noticiar um fato envolvendo, principalmente, decisão judicial em relação a alguém.

O mais curioso nessa história toda é que, se o radialista tivesse tido a humildade de apenas ler a nota enviada por Ádria, não teria voltado a cometer o erro de afirmar categoricamente que ela sofreu a inverídica condenação por ele afirmada.

Fica aqui, então, uma grande lição não só aos cidadãos como principalmente a nós, profissionais da imprensa, na frase extraída da célebre obra de Exupery, “O Pequeno Príncipe”: “O vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem elogios”.

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