Em qual desculpa vão acreditar as professoras?

Em qual desculpa vão acreditar as professoras? Fonte da Foto: assessoria

Como diz o verso de uma antiga canção, as professoras de Avaré já podem escolher em quem acreditar. Fazendo jus à progressão de carreira, tendo um fundo de verbas federais para garantir sua valorização (FUNDEB) e um Plano de Carreira, esperam desde março de 2017 pelo que a lei garante – garantiram as professoras na reunião.

Em 2017, segundo as professoras, a desculpa dada pelo secretário Ronaldo Guardiano e seu patrão Jô Silvestre era que o governo anterior havia deixado a 2ª parcela do 13º salário para ser paga em janeiro, desculpa foi utilizada até a exaustão para justificar também o descumprimento da Constituição Federal não procedendo com a reposição inflacionária em  1º de maio desse mesmo ano, além, é claro, de atrasos no nos pagamentos dos funcionários. Nenhum mês foi pago na data devida, 5º dia útil.

Em 2018, a desculpa foi o limite prudencial da folha de pagamento e a lei de responsabilidade fiscal; nesse mesmo ano, em reunião com representantes do sindicato, professores, funcionários e secretários, Jô Silvestre se comprometeu por escrito a diminuir as gratificações, horas extras não executadas e cargos em comissão, estancando a sangria da folha de pagamento e assim  permitindo que os funcionários de carreira tivessem a reposição da inflação conforme a Constituição. Concluindo, nada aconteceu e nos doze meses desse ano os salários foram pagos em atraso – lamentaram as professoras.

Em 2019, uma liminar exigiu que o governo reajustasse em 5% os vencimentos dos funcionários diminuindo em parte a defasagem em relação à inflação dos 3 anos deste governo; surpreendentemente em março de 2019 os funcionários receberam no 5º dia útil pela primeira e única vez, por coincidência na mesma data de vencimento dos novos carnês de IPTU (reajustados todos os anos) - lembraram as professoras.

Agora, em 2020, a desculpa da vez são os funcionários afastados por questões de saúde, que são menos de 100, e que com total certeza seus vencimentos não se aproximam dos 500 mil ditos pelo secretário do “Prefeito de Portas Abertas”, que passam a receber pela Prefeitura e não pelo AVAREPREV.

Agora cabe a você servidor escolher qual foi a melhor desculpa deste governo que não o valorizou e desrespeitou sua carreira, ainda afirmando “nos encontraremos nas urnas em outubro”.

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