Enfim, desafinou... Rodivaldo Ripoli

Enfim, desafinou... Rodivaldo Ripoli Fonte da Foto: ilustrativa

“se você disser que eu desafino, amor, saiba que isso em mim provoca imensa dor”

Antonio Carlos Jobim quando escreveu esta obra prima da música popular brasileira, certamente o fez para marcar uma nova onda, ou nova Era da música em nosso país. E é claro que o fez em tom de chiste, pois há um deslocamento evidente entre harmonia, melodia e ritmo quando se “desafina”, o que nos faz crer que desafinado é aquele que destoa, sai do contexto, ou até mesmo anda na contramão dos padrões normais da vida.

Portanto, os desafinados são aqueles dissonantes, fora do tom, e é claro que pensamos encontrar tal expressão em textos relacionados à música e nunca, é claro, em uma decisão judicial.

E foi o que aconteceu no Recurso Extraordinário com Agravo nº 1.170.072 (926) em que a Ministra Rosa Weber negou provimento ao recurso do radialista Rodivaldo Ripoli que tem como escopo a cassação do seu mandato como vereador, e consequentemente, a suspensão dos seus direitos políticos. Ripoli teve mais uma vez a sua esperança perdida em relação à reversão da sua atual condição de ex-vereador cassado e, com a manutenção das decisões de primeira e segunda instância, as chances de uma possível candidatura nas próximas eleições municipais, que ocorrerão em 2020.

Mas o que tem isso com a canção de Tom Jobim? A Ministra na sua decisão escreve que “Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafinou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego Provimento”.

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