Festa milionária da Emapa se contrapõe a dívidas da Prefeitura

Festa milionária da Emapa se contrapõe a dívidas da Prefeitura Fonte da Foto: divulgação

Vivendo uma intensa crise financeira, dita pelo próprio prefeito logo que começou seu governo, e que chegou até a publicar notícias em jornais criticando seu antecessor, a Prefeitura de Avaré deverá ficar em situação mais delicada ainda na realização da próxima Emapa que, segundo o Jornal A Comarca, deverá custar mais de 2 milhões de reais graças a shows milionários, sendo que uma licitação foi feita para “vender” a estrutura da festa, a qual ainda não foi divulgado pelo governo de Jô Silvestre.

Esse alerta é muito necessário pois manifestação do Tribunal de Contas referente ao exercício 2017 (processo 6824.989.16-4)cita claramente que, em sua defesa com relação aos maus resultados orçamentários, a Prefeitura é clara em assumir a existência de “uma crise sem precedentes, com queda de sua arrecadação e que, diante desse quadro, buscou a Administração Pública realizar investimentos”, e “manter os serviços essenciais”.

O cenário registrado pelo Tribunal de Contas indicou que “restou demonstrada a insuficiência de recursos, vez que para cada R$ 1,00 de dívida dispunha de apenas R$ 0,43 para saldá-la”, fato já mencionado inclusive na Câmara de Vereadores, com inúmeras dívidas do município junto a credores, se acumulando.

A situação é tão crítica que algumas licitações importantes tem se tornado “desertas” ou sem interessados porque já se sabe que a Prefeitura estaria sem condições de honrar dívidas, o que nos leva a crer que será bem difícil para Jô Silvestre fazer a sua Emapa, pois terá que “cortar da própria carne”, ou seja, do dinheiro dos contribuintes, para pagar os artistas milionários.

O que se sabe é que existe um temor de que, diante da crise assumida pelo próprio prefeito junto ao Tribunal de Contas, a Justiça através do Ministério Público venha a se manifestar, exigindo que a Administração priorize setores essenciais e pague os credores ao invés de gastar dinheiro com festa, o que não seria inédito, pois, outros municípios tiveram suas festas barradas pela Justiça por falta de condições financeiras das prefeituras.

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