Grupo Garcia Brasil-Sul ganha terreno em Londrina para instalação de nova sede

Grupo Garcia Brasil-Sul ganha terreno em Londrina para instalação de nova sede Fonte da Foto: assessoria

Lote de mais de 100 mil metros quadrados foi doado pela prefeitura da cidade paranaense Londrina, onde o grupo foi fundado em 1934

A Viação Garcia e a Brasil Sul, integrantes do grupo GBS de transporte, receberam em doação da prefeitura de Londrina, Paraná, um lote de 100.200,22 m² para abrigarem suas novas instalações. O grupo com sede no Paraná atua nos transportes urbanos, metropolitanos, intermunicipais e interestaduais de passageiros.

Em comunicado, a prefeitura informa que a área abrigará a garagem e demais atividades das empresas, o que permitirá gerar mais de 900 empregos diretos na cidade.

A lei que permite a doação foi sancionada nesta quarta-feira, 06 de outubro de 2019, em ato com a presença do prefeito Marcelo Belinati.

A área, localizada na região leste da cidade, permitirá ao grupo de transporte transferir e expandir sua sede, garagem e atividades. As empresas Viação Garcia e Brasil Sul Linhas Rodoviárias investirão cerca de R$ 40 milhões no novo local.

Ainda segundo comunicado da prefeitura londrinense, a sanção da lei municipal nº 12.944 desafeta o terreno, avaliado em R$ 6.268.000,00, e autoriza o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (CODEL) a realizar a doação para empresa pertencente ao Grupo Garcia-Brasil Sul, a BR Sul Gestora de Bens, Viagens e Turismo LTDA.

O grupo Garcia-Brasil Sul tem uma profunda identidade com a cidade: sua fundação, em 1934, ocorreu no mesmo ano do nascimento do Município de Londrina.

Com cerca de 2.261 empregos diretos, o grupo de transporte rodoviário tem 1.036 vagas em Londrina, dos quais 573 funcionários com idade acima de 40 anos. Por mês, recolhe uma média de oito milhões de reais em impostos, como ISS, IPVA e ICMS.

Sede e Garagem

Com a doação do terreno, a empresa planeja construir imóvel com aproximadamente 16 mil metros quadrados, local que abrigará ainda as demais atividades das empresas coligadas ao grupo.

Pela lei sancionada nesta quarta-feira, as obras devem iniciar em até 12 meses, com conclusão no prazo máximo de 36 meses, contados a partir da liberação da área para construção.

De acordo com o comunicado da prefeitura, o prefeito Marcelo Belinati justificou a doação como parte de uma mudança de postura da administração municipal, de valorização das empresas locais. “Ao longo dos anos, Londrina perdeu inúmeras empresas, muitas vezes porque o prefeito sequer recebia os empresários em seu gabinete. A Viação Garcia é um patrimônio da cidade, gera mais de 1.000 empregos, arrecada milhões em tributos, que são repassados para a prefeitura, por isso a importância de sua permanência. Hoje, a prefeitura tem foco absoluto no crescimento e desenvolvimento da cidade, por meio da desburocratização, atração de eventos, construção de uma nova Lei de Incentivo à Industrialização, atração de novas empresa e valorização dos empresários locais”, explicou.

Para o presidente do Grupo Brasil Sul, José Boiko, a doação da prefeitura dará maior comodidade para os colaboradores, além de trazer benefícios para a região. “Com esta nova sede, poderemos progredir ainda mais, gerando mais investimentos e empregos na cidade”, afirmou Boiko.

Os serviços executados pela empresa na área incluem também nove mil metros quadrados de infraestrutura, como pavimentação asfáltica, meio fio, mais as redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e de águas pluviais, necessárias para acesso ao imóvel e implantação da empresa.

A prefeitura afirma que a Brasil Sul Linhas Rodoviárias e a Viação Garcia deverão manter, no mínimo, 900 empregos diretos em Londrina, no período de 10 anos a contar da expedição do alvará de licença. “Com a expansão das atividades, a previsão é que o faturamento anual do grupo chegue a, aproximadamente, R$528 milhões”, destaca o comunicado da administração municipal.

O vice-presidente do grupo, Estefano Boiko Junior, contou que o grupo pretende concluir as obras dentro do menor prazo possível. “A contrapartida da doação é a infraestrutura viária, 9 mil metros quadrados de asfalto, com a instalação de galeria pluvial e esgoto. Nós nunca tivemos vontade de sair de Londrina, mas existiam incentivos de outras prefeituras para que saíssemos da cidade. Porém, o prefeito teve a feliz iniciativa em dar em andamento neste projeto de lei, permitindo a nossa permanência aqui”, apontou.  (Por Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes)

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