Meu amigo Dr. Fernando Pimentel, a saudade bateu

Meu amigo Dr. Fernando Pimentel, a saudade bateu Fonte da Foto: Mario Bexiga

Amigo eterno Dr. Fernando Pimentel, ontem passando pelo Largo São João, resolvi, como já fiz em outras vezes, voltar a sentar naquele banco da praça em que costumávamos passar as manhãs de domingo, até as portas do escritório do saudoso Dito Agostini se abrirem, e senti uma angústia de não ter ao meu lado aquele homem tão centrado, de caráter ilibado, dono de um carisma sem igual que, como um guru ou mestre, assumiu por conta própria ensinar a um jornalista os caminhos que deveria seguir na história do jornalismo em Avaré.

Amigo, quando sentei naquele nosso banco lá da praça parecia que você estava ao meu lado ainda dizendo a seguinte frase, que sempre falava: “Isso, Ogunhê, continue seu jornalismo nessa mesma linha, porque credibilidade não é negociável e credibilidade você sempre teve, só não vê quem não quer”.  Ali sentado, caro amigo Dr. Fernando Cruz Pimentel, percebi que, com sua ausência, nem mesmo os passarinhos da manhã gorjeavam mais e até o banco se mostrava triste pela sua falta e nem outros amigos passavam por ali.

Bendito dia em que a grande figura e excelente fotógrafo Mário Bexiga por ali passou e, com sua lente mágica, nos fotografou, porque não existe para mim uma foto melhor que essa, porque foi nesse dia que o senhor disse outra frase que jamais vou esquecer e que levarei para sempre, “Ogunhê, você escolheu uma profissão espinhosa, porém valorosa, honre-a enquanto estiver nela, porque eu sempre acreditei no seu trabalho e admiro e respeito a sua vitória nos percalços de sua vida que serve de exemplo há muitas pessoas”.

E agora o banco ainda continua lá, quando passo pela praça (Largo São João), olho para o banco e me lembro dos bons momentos que vivi ao lado de um homem simples, que sabia fazer amigos, além de ter sempre na ponta da língua uma palavra amiga aos que se sentiam no infortúnio.

Dr. Fernando Pimentel, a sua existência foi muito importante na minha vida e, tenha a certeza, vou continuar meu trabalho seguindo os conselhos que me deixou. E que, um dia, a gente ainda possa se encontrar, seja onde for, para que eu possa dizer “Salve, meu mestre, meu guru”. Dr. Fernando, ali estão o mesmo banco, a mesma praça e o mesmo jardim, mas, hoje, o que me faz falta naquele banco é a sua presença. Quanta saudade, meu amigo!

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