Moção de Repúdio é aprovada contra rádio de Campos Machado

Moção de Repúdio é aprovada contra rádio de Campos Machado Fonte da Foto: Assessoria

Depois de todos os vereadores fazerem uso da palavra para expressar seu voto, a Moção de Repúdio contra a emissora de Campos Machado, que está em nome de sua esposa Marlene Machado - fato lembrado por alguns vereadores - foi aprovada por 9 votos contra 4.

Votaram favoravelmente à Moção de Repúdio envolvendo a Rádio Interativa e o Secretário de Comunicação do atual governo, Josená Bijolada Araújo (foto abaixo), os seguintes vereadores: Toninho da Lorsa, Francisco Barreto de Monte Neto, Marialva Biazon, Ernesto Albuquerque, Adalgisa Ward, Carlos Alberto Estati, Flávio Zandoná, Sergio Fernandes e Jairinho do Paineiras. Contra a Moção votaram os vereadores Roberto Araújo, Alessandro Rios, Ivan da Comitiva e César Morelli.

Durante a votação cada vereador fez uso da palavra para explicar porque era a favor ou contra, condição em que cada um que se sentiu ofendido teve a oportunidade de explicar porque estava sendo favorável à Moção de Repúdio, oportunidade que vários fatos foram relatados, a ponto de ser lembrado que não seria aquela a primeira Moção a ser apreciada, mas também contra o vereador cassado Rodivaldo Ripoli que também foi protagonista de um Repúdio pelo poder Legislativo, e pelo mesmo motivo, o de usar a emissora do Deputado Antônio Salim Curiati para denigrir a imagem do parlamento avareense da época.

O vereador Toninho da Lorsa afirmou que dona Marlene Machado e Campos Machado já haviam sidos comunicados e, mesmo assim, não tomaram qualquer providência. Ainda destacou o presidente da Câmara que o dono da emissora é responsável pelos seus funcionários, pois além de ser uma empresa é uma concessão pública, que não pode ser usada para ofender uma instituição como a Câmara de Vereadores em ato contínuo.

Alessandro Rios, apesar do dom da palavra, não conseguiu convencer nenhum dos 9 ao dizer que deveria existir a Moção somente contra o radialista e também Secretário de Comunicação, lembrando que a emissora é uma concessão pública e que poderia processar a Câmara, argumento que não convenceu os demais que votaram contra. Mesmo dizendo que seu voto estava sendo imparcial não convenceu alguns, já que é do partido de Campos Machado, o PTB. Foi esclarecida por Marialva Biazon a postura do vereador que, por ser do partido do prefeito, não poderia votar contrário.

Durante o discurso de votação, Ernesto Albuquerque, que também disse ter sido praticamente perseguido pelo programa da emissora, afirmou que só as crianças que estão nascendo agora não sabem que a emissora não é do deputado Campos Machado. Esta declaração é pelo fato da emissora estar registrada em nome de sua esposa, Marlene Machado.

Ainda hoje, o Jornal do Ogunhê vai trazer mais detalhes sobre a votação, pois em algumas ponderações vereadores chegaram a citar o nome do deputado Campos Machado por diversas vezes, destacando alguns processos indenizatórios que, teoricamente, ainda não sejam do conhecimento do deputado Campos Machado e de sua esposa Marlene Machado.

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