Paralisação de professores municipais pode acontecer

Paralisação de professores municipais pode acontecer Fonte da Foto: arquivo

De acordo com os professores da rede municipal, o Prefeito de Avaré, Jô Silvestre, insiste em ignorar as leis 216/16 e 2007/16, não procedendo com a progressão de carreira do magistério municipal, apesar das informações de que o FUNDEB possui os recursos necessários para o cumprimento da lei; o prefeito em reunião com sindicato e professores em 2018 firmou o compromisso de diminuir o limite prudencial da folha para cumprir com o que é de direito dessa classe tão importante e tão desrespeitada, porém não cumpriu com o acordo registrado em ata e assinado por ele e seus secretários.

Há algumas semanas, professoras que representam a classe solicitaram audiência com o prefeito, porém foram orientadas a buscar atendimento com o secretário Ronaldo Guardiano da Administração. Este informou que, de maneira nenhuma, a progressão de carreira ocorreria neste ano e, mesmo sendo de conhecimento público que os professores são remunerados com verbas federais, tentou de forma vaga justificar por impacto causado na folha de pagamento pelos servidores afastados que até então recebiam pelo AVAREPREV e que agora recebem pelo executivo municipal. Todavia, informações dão conta de que as verbas do FUNDEB, bem aplicadas e eticamente administradas, poderiam resolver a questão sem impactos significativos no caixa da educação. Essa mesma explicação o Secretário Ronaldo Guardiano deu ao Jornal do Ogunhê na tarde ontem.

Diante da falta de diálogo, que sempre permeou o governo de Jô Silvestre, assim como o desrespeito total ao plano de carreira do magistério, professoras municipais serão recebidas no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais pelo presidente Leonardo, seu corpo jurídico e diversos profissionais de imprensa da região em reunião marcada para a próxima terça-feira dia 21 de janeiro às 9h para discutir a possibilidade de não iniciarem suas atividades laborais no próximo dia 03 de fevereiro, inicio do calendário escolar municipal.

As professoras sabem da importância de suas atuações para a sociedade e o quanto essa data é esperada pelas famílias e crianças, pedem o apoio e a compreensão da sociedade avareense pois a mais de 3 anos elas lutam para que tenham um direito que é assegurado por lei garantido, mas o descaso do Prefeito e de seus secretários é tão latente que não há alternativas a não ser uma possível paralisação dos trabalhos para chamar a atenção da população e dos veículos de comunicação para o caso.

Nota da redação: O Jornal do Ogunhê também ouviu o secretário de Administração Ronaldo Guardiano, cuja explicação já está inserida no contexto, pois o que ele enviou ao jornal se trata do mesmo assunto nessa matéria narrado por professores que conversaram com o secretário. Mesmo assim, vamos na terça feira publicar a versão enviada para que a população avareense possa entender melhor a versão do secretário.

Veja Também