Prefeito terá que explicar pagamento para desapropriar terreno

Prefeito terá que explicar pagamento para desapropriar terreno Fonte da Foto: Ilustrativa

Além de fazer grande alarde sobre um terreno que estava longe de pertencer à Prefeitura, o prefeito Jô Silvestre tentou fazer uma jogada de mestre ao levar para a população uma informação que não tinha fundamento, dando uma conotação de que seu objetivo era mostrar uma imagem favorável de seu governo, o que fica longe de ser verdade, pois, em sua gestão, Avaré virou a cidade onde bois caminham na rua e postes ficam no meio de avenidas.

Mas, nesta semana, muitas pessoas ficaram surpreendidas com a entrevista que concedeu ao programa de Rodivaldo Ripoli, que faz apoio declarado à administração, onde as informações mencionadas se mostraram fantásticas e cheias de contradição, já que Jô Silvestre anunciou projetos e obras em um terreno que nem pertence ao município, que está sub judice e que está sendo alvo de uma contestação na Justiça por causa de uma dívida milionária.

O prefeito disse ao radialista que a fazenda de 68 alqueires era uma conquista pra cidade, dizendo que estava 99% certo que o terreno ficaria para a cidade, e dizendo que os vereadores da oposição estavam especulando sobre essa área, como se não coubesse à Câmara fiscalizar essa história que tem meandros fantásticos.

Fazendo “marketing” desse assunto, ele disse que pretende construir um novo cemitério no local, um conjunto habitacional com doação de terrenos para pessoas mais humildes (1.200 casas populares) e doação de lotes para famílias carentes, um verdadeiro lobby político.

Ele chegou a dizer que o terreno poderá alocar 8 mil pessoas, sendo uma “nova Brabância”, além de 48 lotes comerciais. Ele chegou a dizer que já tem mais de 70 empresas aguardando para investir naquela área. Empolgado, Ripoli disse que tinha em mãos um documento da desapropriação e Jô Silvestre disse que contra fatos não há argumentos e que já havia até pago a primeira parcela da desapropriação que, segundo apuramos, pode ter chegado a duzentos e cinquenta mil reais (R$ 250.000,00), o que ele terá que explicar, pois o acordo de desapropriação foi anulado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

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