Pressão popular coloca em discussão autoridade da Mesa da Câmara

Pressão popular coloca em discussão autoridade da Mesa da Câmara Fonte da Foto: Assessoria

Quem esteve na sessão de segunda-feira, 19 de fevereiro, teve mais condições de verificar ao vivo o ânimo exaltado da multidão que lá se encontrava, percebendo inclusive que a pressão popular sobre os vereadores foi extraordinária, tirando o brilho da reunião e colocando Toninho da Lorsa, presidente da Câmara, em uma situação delicada e muito difícil.

Mais uma vez, temos que mencionar a atitude de Alessandro Rios que “lavou as mãos” e não fez nada para ajudar a diminuir a amplitude dos ânimos de seus correligionários que, cada vez mais, aumentava no decorrer da reunião, causando inclusive temor em alguns membros da Câmara de que a situação saísse do controle.

Fica a conotação, também, da suposta falta de responsabilidade de Alessandro Rios que, possivelmente, não tivesse conhecimento do tamanho e do volume do público que levaria à Câmara para discutir um assunto que nem mesmo é contemplado pelas diretrizes da Educação Básica, ficando restrito ao Ensino Médio, conforme o artigo XV da Lei 1921 de 2015, do Plano Municipal da Educação.

Por outro lado, essa situação deixou uma brecha para que o presidente da Câmara fosse alvo de críticas por sua condução da reunião, por parte de opositores que afirmam que Toninho da Lorsa deveria ter esvaziado o plenário, chamado a polícia ou, então, expulsado os mais exaltados, o que ele não fez e, por isso, pessoas que não compactuam com seu trabalho dizem que lhe faltou pulso.

O Jornal do Ogunhê ouviu na manhã de terça-feira, 20 de fevereiro, o presidente da Câmara, levando a ele as considerações sobre o seu comportamento durante a sessão, o que para alguns deixou a desejar. Toninho da Lorsa explicou que, devido o alto nível de tensão dos populares, que transpassava a barreira do natural e do controlável, qualquer atenção que fosse chamada da plateia, poderia resultar em situação desastrosa, com consequências incalculáveis.

Foi a segunda maior reunião em volume de pessoas na história da Câmara, sendo que houve uma sessão histórica em que vereadores, de outra legislatura, chegaram a ser agredidos com moedinhas atiradas da plateia, mostrando que a situação poderia sair do controle, o que o presidente atual não deixou acontecer. 

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