Secretário critica Câmara por não aprovar nova secretaria

Secretário critica Câmara por não aprovar nova secretaria Fonte da Foto: ilustrativa

O Jornal do Ogunhê vinha apurando desde a chegada do advogado Marcelo Aith em Avaré, depois que renunciou à defesa do pai do prefeito e tomou o lugar de sua esposa, que também foi denunciada neste jornal; mal sabiam os súditos da Prefeitura que a imprensa de Avaré já estava com um pé atrás com esse advogado.

Curioso é que a Prefeitura e nem mesmo o secretário de Comunicação, que sempre se posiciona como bem informado, prestaram atenção, mesmo tendo algum conhecimento a respeito da vida profissional de Marcelo Aith. Dedicou-se o secretário a prestigiá-lo com convites para se apresentar na emissora de Campos Machado, no jornalismo da emissora, onde o secretário é âncora.

Quando nasceu o projeto de lei para a criação de uma nova secretaria, o Jornal do Ogunhê observou no documento alguns pontos estranhos, os quais dariam plenos poderes para que o secretário de Negócios Jurídicos pudesse até dirigir e organizar a Procuradoria do Município. O fato causou estranheza, pois é de conhecimento público e jurídico que a Procuradoria do Município é regida por um estatuto e tem normas, além de ter sido criado por uma lei de outubro de 2010.

Depois de levantada a questão pela imprensa, a Câmara de Vereadores de Avaré debruçou sobre o documento e observou muitos outros erros, os quais poderiam tirar certos poderes e, em tese, quem assumisse essa secretaria poderia se chamado até mesmo de “Primeiro Ministro”. Qual não foi a surpresa saber que quem estaria sendo cotado para assumir seria o advogado Marcelo Aith que, ontem, teve sua sumária exoneração, sendo abandonado por aqueles que, teoricamente, colocariam a mão no fogo por ele.

O secretário de Comunicação que tinha larga amizade com o advogado, logo que percebeu que não haveria a menor chance dessa nova secretaria passar em plenário da Câmara, o secretário, fazendo o seu papel para o que é pago e usando dos microfones da emissora do deputado, passou a atacar não a atuação dos vereadores, mas também entrou na vida particular do presidente da Câmara e do vereador Sergio Fernandes, produzindo contra si dois processos, não tomando o devido cuidado, já que não é mais primário.

Outro ponto que mostra a incongruência do secretário de Comunicação é que, durante o processo de criação da nova Secretaria de Negócios Jurídicos, não poupou criticas infundadas e sem nexo, tentando jogar para o consultor jurídico do Legislativo, o conceituado advogado José Antônio Gomes Ignácio Junior, erros que não existiam; para conhecimento de todos, o consultor chegou a ser também professor de direito tributário do secretário de Comunicação a quem, em tempo não muito distante, por diversas vezes, chegou a elogiar, mas agora, por questões políticas e comprometimento esquece com facilidade o passado.

A pergunta que a maioria da sociedade vem fazendo hoje, isso é em qualquer lugar em que nos abordam  é como fica a credibilidade de um programa jornalístico, que é impedido de narrar fatos verdadeiros, para não prejudicar a administração, tendo ainda que passar por uma situação constrangedora perante seus ouvintes, pelo fato de ter perseguido e continuar a perseguir a Câmara, quando o fato mais sério ocorre justamente dentro do poder Executivo?  

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