Secretário de Saúde tenta intimidar jornalista

Secretário de Saúde tenta intimidar jornalista Fonte da Foto: arquivo

O secretário de Saúde, Roslindo Wilson Machado, está tentando intimidar a jornalista Cida Koch, responsável pelo in Foco, por causa de uma enquete. “No pedido de abertura de inquérito, ele afirma através de seu advogado, que o objetivo da “infeliz publicação” era jogar o nome do “requerente ao tribunal da internet” e argumenta que “requerida se utiliza do escudo de ‘jornalista’ para atacar seus desafetos sob a regra de ser uma ‘profissional da notícia’, o que não se sustenta diante do comportamento reprovável demonstrado”.

O secretário também frisa que o intuito da postagem feita na fanpage do in Foco e posteriormente na página pessoal da jornalista, era apenas de denegrir a imagem pública de “seus desafetos políticos” (?), já que a jornalista não moderou os ataques pessoais feitos a ele, como se ela fosse responsável pelas críticas.

Sob as acusações de calúnia, injúria e difamação, ele também pede abertura de inquérito contra o ex-prefeito Rogélio Barchetti, José Carlos de Barros Pimentel e Claudio Francisco Rainho, que também o criticaram, assim como dezenas de internautas.

A postagem a que se refere o secretário de saúde foi feita no dia 11 de março, em meio a inúmeras reclamações como fechamento do posto de Barra Grande, filas para exames e Pronto Socorro. “E o secretário ameaça chamar a polícia para um munícipe que quer informações”, dizia a introdução da enquete, complementando: “Diante desse panorama, que avaliação você faz do secretário Roslindo Machado”. Dezenas de pessoas deram ‘zero’ para o secretário, com duas únicas exceções, além de tecerem críticas, já que a pasta é que a mais recebe reclamações – o que pode ser confirmado inclusive através de publicações de outros meios de comunicação. Nem assim, o prefeito Jô Silvestre cogitou substituir o secretário.

Essa prática – de tentar intimidar com ameaças de processo jornalistas ou pessoas que critiquem o governo – é comum na gestão Silvestre, como comprovam matérias já publicadas. Entretanto, o secretário se esquece que, estando ‘pessoa pública’, está sujeito à  críticas e estranhamente, no pedido de abertura de inquérito, só explica o fechamento do posto de Barra Grande, mas não fala sobre as várias reclamações de sua pasta.

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