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Secretário não aceita ser criticado, mas quer direito de crítica

Secretário não aceita ser criticado, mas quer direito de crítica Fonte da Foto: ilustrativa

Você, nosso leitor, vai ler agora uma matéria que mostra não apenas a incoerência de uma pessoa que escolheu seguir um caminho espinhoso por conta própria, dentro da política, que resolveu deixar a posição de estilingue para ser vidraça, um jargão popular para definir imprensa versus político. 

De radialista passou a agir como político, não percebendo que está cobrando da imprensa o que sempre cobrou dos políticos, mas, agora, até desconhece o que é direito de crítica e de expressão, não querendo aceitar as críticas como pessoa pública, mas criticando os políticos que não concordam com a administração do seu patrão.

Trata-se do caso do secretário de Comunicação que já não tem mais argumentos para atacar este jornalista e já foi avisado disso. Também resolveu seguir o padrão dos políticos - que é processar jornalista, afirmando que o mesmo está atacando sua honra objetiva, esquecendo completamente que agora é uma pessoa pública e que as críticas são endereçadas à pessoa do secretário e não à sua vida particular, tanto que, para não existirem dúvidas, o jornal toma o devido cuidado de nem mesmo citar o nome do secretário de Comunicação.

Pensando entender tanto sobre o direito de expressão e liberdade de imprensa, ao escolher por conta própria o seu destino político, mostra-se contraditório, o que vem chamando a atenção da sociedade que, em quase um ano, passou a conhecê-lo melhor, visto a retórica utilizada na rádio de Campos Machado e agora tendo um compromisso político com a família que ele tanto odiava no passado.

Dá-se a impressão que esqueceu com muita facilidade seu papel na sociedade, portando-se como se ele, apenas, pudesse ter o direito de crítica e a imprensa não, sendo esta última a mais legitimada para o assunto.

Sente sua honra objetiva atacada, não querendo levar em conta o que sabe muito bem - que uma pessoa pública é passível de crítica seja ela ácida ou não.

Por outro lado, ficou consignado em defesa do jornalista que o secretário de Comunicação, como já foi levado ao conhecimento da população, continua atingindo a honra de vereadores, especialmente do presidente da Câmara Toninho da Lorsa e do vereador Sérgio, que inclusive ingressaram com ações na Justiça.

Deve-se informar que o secretário de Comunicação, que deveria ficar à disposição da administração pública no horário disciplinado pela lei municipal, acumula a função de radialista em horário incompatível com a função que exerce.

Sendo um profissional de rádio, ao se envolver no campo da política, assumindo um cargo público, não pode agir conforme vem agindo. Defendendo o governo que tanto atacou no passado, acredita que não possa ser criticado, apenas porque tem nas mãos um microfone de rádio, onde a tendência política por si só já é bem interpretada pela população que frequenta a rede social, canal onde a sociedade mostra com clareza a escolha e mudança de comportamento do secretário de Comunicação.  

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