Secretário se precipita ao pedir Direito de Resposta

Secretário se precipita ao pedir Direito de Resposta Fonte da Foto: ilustrativa

O Secretário de Comunicação pode ter-se precipitado quando enviou o pedido de resposta, onde a Prefeitura, através pasta de Comunicação e do setor de Licitação, contestava a matéria sobre a “impugnação” do pregão Presencial para a compra da massa asfáltica para o programa de continuidade do Tapa Buraco em Avaré, assunto que se transformou em um dos mais debatidos pela sociedade e pelos políticos da cidade e que foi publicado por este jornal.

Causou muita estranheza a quem já trabalhou em Prefeituras e justamente no setor de licitação o secretário de Comunicação, em pleno andamento dos trâmites legais de uma “Impugnação”, solicitar direito de resposta. Segundo o representante da empresa Razec Incorporadora e Construtora Eireli, o pedido de “Impugnação” do certame não está encerrado, visto que deve passar pela Comissão de Licitação, pois se sabe que ainda existe a saída jurídica para o assunto, o que não ocorreu. 

Portanto, o pedido de Direito de Resposta do Secretário foi extremamente precipitado, tanto que ontem tinha na cidade pessoas ligadas à empresa Razec Incorporadora e Construtora, em contato com o advogado Matheus Valim, que, de acordo com a informação, não iniciou nem mesmo a parte jurídica por parte da empresa que “impugnou”, alegando o principio da igualdade.

A matéria publicada ontem, no Jornal do Ogunhê, onde o secretário se precipita na informação de um rito que ainda nem mesmo chegou ao Poder Judiciário, segundo o representante da empresa que esteve em Avaré, já teria sido, ontem mesmo, enviada ao Tribunal de Contas, pois um caso dessa natureza não se resolve em cinco dias conforme entende o secretário de Comunicação e da forma que interpretou em seu suposto Direito de Resposta.

Mas, o que trouxe curiosidade maior foi o comportamento do secretário de Comunicação que, teoricamente, não conhece a pasta que trabalha, para não entender que Direito de Resposta tem que ser enviado apenas a quem publicou a matéria e não estender o assunto para toda a imprensa da cidade, fato que mostra que o interesse maior não estava no caso do pregão presencial em si, mas na preocupação de desqualificar o trabalho de um jornal que vem a cada dia que passa, reforçando sua credibilidade perante mais de 15 mil pessoas que, diariamente, o acessam.

 

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