Vereador “joga pra galera” tema que nem existia

Vereador “joga pra galera” tema que nem existia Fonte da Foto: Assessoria

A noite de segunda-feira, 19 de fevereiro, será uma data que não poderá ser esquecida pela intensa mobilização popular em torno de um tema que é muito polêmico e que vem promovendo debates acalorados na sociedade, ocorrido na Câmara de Vereadores.

Tem que ser parabenizada a presença maciça da população na Câmara que foi acompanhar a votação do projeto de Alessandro Rios que visava um dispositivo legal de emenda à lei orgânica, proibindo o ensino de questões de gênero para as crianças das escolas municipais.

Ao estarem na Casa de Leis, os cidadãos, sejam eles de fé religiosa ou não, mostraram um profundo interesse no ensino da cidade, uma preocupação com a Educação que não vemos no atual governo, que não entrega uniforme e kits escolares há dois anos para seus alunos.

Mas o vereador usou de uma estratégia conhecida por jornalistas experientes como “jogar pra galera” um assunto que precisava ser melhor debatido, mesmo que existisse consenso, pois a democracia tem que ser defendida pelos vereadores e não é isso que vimos na noite de segunda-feira, pois Alessandro Rios usou de sua popularidade para acuar os demais vereadores, tendo enorme ganho político em sua jogada, o que para os mais politizados, poderá no futuro arranhar sua figura política.

Mas o que foi considerado como mais do que espetacular foi a maneira que encontrou para unir as denominações religiosas, pois sua proposta nada mais é do que “chover no molhado”, pois o ensino de questões de gênero não faz parte da grade de currículo dos alunos do Ensino Básico, só do Ensino Médio, que é prerrogativa do Estado. Alessandro deveria relatar isso aos seus correligionários. Pode-se dizer que foram usados como “massa de manobra” por um político que, supostamente, está buscando notoriedade para se lançar a deputado federal, conforme fontes bem próximas do vereador já adiantaram  ao Jornal do Ogunhê.

A articulação de Alessandro Rios deixou, no final, uma conotação de que, além de ganhar notoriedade, trouxe para si o apoio de alguns vereadores, como se eles fossem uma espécie de “cabos eleitorais” de sua proposta. Mas, para antigos políticos que estavam presentes na sessão, Rios pode ter criado um problema que deverá dar muita dor de cabeça no futuro, caso o Supremo não coloque na grade curricular do ensino essa proposta que nem mesmo existe, o que deixa claro que tudo não passou de um jogo de interesse político por parte do vereador Rios.

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