Voto histórico rompe tradição petista em Avaré

Voto histórico rompe tradição petista em Avaré Fonte da Foto: ilustrativa

Em um posicionamento que causou estranheza em muitas pessoas ligadas à política em nossa cidade, o PT – Partido dos Trabalhadores de Avaré vê, aquilo que se tinha como uma tradição, ser rompida na sessão de câmara da última segunda, dia 19.

O fato se deu quando da votação de um requerimento da vereadora Adalgisa Ward que encaminhava o áudio de uma reunião em que a secretária da Educação, Josiane Medeiros, e alguns de seus asseclas, conversam com pais de alunos e estudantes da rede particular e de faculdades do município.

Josiane convocou os pais para dizer que estava cortando, a partir daquela data, o transporte aos alunos que não são do município e do Estado, pois são de colégios e faculdades particulares da cidade. No áudio, Josiane atribui a culpa pelo corte à vereadora Adalgisa e ao jornalista Wilson Ogunhê, rechaçando, também o grupo de opositores de Jô, devido à denúncia apresentada pela vereadora e por este jornal em que uma aluna de um conhecido colégio particular da cidade aparece entrando em um ônibus escolar municipal.

É sabido daqueles que conhecem a Administração Pública que esta é uma prática proibida e, no áudio a própria secretária confessa estar procedendo de maneira errada e admite que poderá responder por isso.

A vereadora Adalgisa, então, fez requerimento encaminhando o áudio e a sua degravação à Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal, Conselho Nacional do FUNDEB e Ministério da Educação e Cultura para que fossem apurados possíveis reponsabilidades tanto da secretária, quanto do prefeito.

Só que o inesperado aconteceu. Ao ser colocado em votação o requerimento da vereadora, houve o tradicional empate de 6 a 6, já comum no legislativo avareense, necessitando do voto de minerva do presidente Francisco Barreto.

E aí é que a surpresa foi geral quando Barreto, vereador da oposição, pelo menos é como todos o tinham, votou contrariamente ao requerimento da sua companheira de grupo e de bancada, pois a professora Adalgisa é 1ª secretária da mesa diretora, o que causou certa indignação ao G7.

A atitude do vereador petista pegou todos de surpresa, pois jamais, nem  em seus mais belos sonhos, o prefeito Jô Silvestre ou qualquer membro da família Silvestre pensaria que um dia teria um voto favorável de um vereador do PT, não pelo voto, mas por se tratar de uma grave denúncia que poderia complicar e muito a vida do prefeito e de sua secretária.

Com esse desempate, a pergunta que mais se ouvia por todos os cantos da cidade na terça-feira era que estaria o PT estreitando os laços com os Silvestre? Com a palavra, o Partido dos Trabalhadores.

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