Governador poderá decretar lockdown depois do feriadão

Governador poderá decretar lockdown depois do feriadão Fonte da Foto: assessoria

O governador de São Paulo, João Doria, disse que o lockdown, isto é, o confinamento total da população, tem chances de ser adotado no Estado. Isso irá depender dos índices de isolamento atingidos durante e depois do feriado prolongado. “Se não tivermos solidariedade e os índices crescerem ainda mais, colocando em risco a vida das pessoas, seremos obrigados a decretar o lockdown”, afirmou. As declarações foram dadas em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na quarta-feira passada.

O político tem buscado aumentar os índices de isolamento social, mas com pouco sucesso. O megaferiado na capital é uma dessas medidas. A cidade antecipou as datas de Corpus Christi (11.jun) e do Dia da Consciência Negra (20.nov) para esta 4ª (20.mai) e 5ª (21.mai), com ponto facultativo na 6ª (22.mai), com o objetivo de aumentar o isolamento: o índice é maior —acima de 55%— aos domingos e feriados. Esse seria 1 “esforço nestes 6 dias para evitar medidas mais duras e restritivas”.

Se o lockdown for adotado, as pessoas só poderão se deslocar com autorização do governo. “Este feriado prolongado não foi criado para viajar, não foi construído para o lazer, para festejar. Ele foi criado para resguardar a saúde e a vida dos brasileiros de São Paulo”, afirmou, pedindo que as pessoas fiquem em casa.

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O governador também encaminhou pedido de adiantar o feriado de 9 de julho, que celebra o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, para a próxima 2ª feira (25.mai) em todo o Estado.

“É hora de compreendermos a gravidade da situação que Brasil e São Paulo estão enfrentando, na pior fase do coronavírus desde a sua chegada ao Brasil. É preciso que tenhamos todos consciência desta gravidade para evitar que mais brasileiros percam as suas vidas. Ontem (3ª), mais de 1.000 brasileiros perderam as suas vidas, 1.000 famílias que perderam pais, filhos, irmãos, mães, avós e amigos”, afirmou Doria.

“Será que é preciso mais do que essa tragédia para compreendermos a importância do resguardo e do isolamento social? Será que vamos precisar ver pessoas mortas nas ruas e nas calçadas para entendermos que a orientação da medicina para o isolamento social é a única alternativa que existe, seja no Brasil, seja no mundo, para preservar vidas?”, completou o governador.

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