Justiça de SP autoriza abertura de investigação criminal contra Fernando Cury

Justiça de SP autoriza abertura de investigação criminal contra Fernando Cury Fonte da Foto: arquivo

A Justiça de São Paulo autorizou a abertura de uma investigação criminal contra o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), flagrado apalpando o seio da colega Isa Penna (PSOL) no plenário da Assembleia Legislativa de SP (Alesp).

A decisão do desembargador João Carlos Saletti aconteceu na última sexta-feira, dia 15, mas só foi publicada ontem, 18. O magistrado acatou um pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo, que havia solicitado a investigação por conta do parlamentar ter foro privilegiado.

Na decisão, o desembargador autorizou que o MP a ouça onze parlamentares que teriam presenciado a cena no plenário da Alesp, em dezembro: o próprio presidente da casa, Cauê Macris (PSDB), e os deputados estaduais Carlos Eduardo Pignatari (PSDB), Erika Malanguinho (PSOL), Professora Bebel (PT), Alex de Madureira (PSD), Roberto Morais (Cidadania), Carlos Gianazzi (PSOL), Ricardo Mellão (Novo), Barba (PT), Gilmaci dos Santos (Republicanos) e André do Prado (PL).

No pedido de investigação, a promotoria informou que “os fatos, em uma preliminar análise, podem ter contornos de infração criminal” e de “crime contra a liberdade sexual”, precisando, portanto, de “abertura de investigação criminal para a oitiva das testemunhas indicadas com a finalidade de angariar elementos de elucidação dos fatos”.

Por meio de nota, a defesa do deputado Fernando Cury disse que ainda não tomou conhecimento da íntegra da decisão de desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. No entanto, “reitera que o parlamentar irá provar que jamais existiu crime de importunação sexual e que ele nunca teve a intenção de constranger a nobre deputada Isa Penna ao abraça-la”.

“Através de prova pericial das imagens captadas pelas câmeras da Assembleia Legislativa, a defesa demonstrará, inclusive, que não houve apalpação de seio, mas, exclusivamente, um abraço sem malícia, sem conotação sexual e sem discriminação de gênero”, afirmou a nota.

O pedido do MP também atende à solicitação de investigação impetrado no órgão pelas advogadas da deputado Isa Penna, que exigiam a investigação de Cury na Justiça Criminal.

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