Para juiz, por “sorte” paciente não foi a óbito

Para juiz, por “sorte” paciente não foi a óbito Fonte da Foto: ilustrativa

O juiz responsável pelo processo de Erro Médico contra as duas médicas do Pronto Socorro anotou que a vítima “por sorte não veio a óbito, na medida que estava com o intestino perfurado, além de fraturas no membro inferior”.

Ele registra ainda que o atendimento no Pronto Socorro Municipal de Avaré tinha todos os meios para verificar que o paciente corria risco de morte e, ainda assim, ele recebeu alta com colite isquêmica com perfuração intestinal e peritonite aguda. E que ele foi liberado sem que nenhum exame complementar ou qualquer outra providência tivessem sido adotadas para saber exatamente do que se tratava.

Tal ato de negligência colocou em risco a vida do paciente, observa o magistrado, que destacou ainda os danos que o autor (vítima) sofreu, pela imperícia e negligência médica à qual foi submetido, onde ele veio a ser simplesmente liberado e sequer foi encaminhado para algum hospital com mais recursos e profissionais capazes ao atendimento que o mesmo necessitava.

Diante dos fatos, a Justiça decidiu pela condenação da médica Andressa Machado. Já a médica Danila Garcia foi absolvida, pois o juiz entendeu que ela era parte ilegítima para integrar a ação, vez que já tinha passado o plantão para a médica Andressa, que foi responsável pela alta do paciente.

 

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