Secretário afirma que não poderá atender pedidos de Oxigenoterapia Domiciliar

Secretário afirma que não poderá atender pedidos de Oxigenoterapia Domiciliar Fonte da Foto: Divulgação

Ao que tudo indica, a situação da pandemia em Avaré está mais grave do que se imagina, pois o secretário de Saúde Roslindo Machado, em ofício no qual alerta sobre a falta do medicamento Clexane, também orienta a Unimed a não encaminhar pacientes com “solicitação de Oxigenoterapia Domiciliar”. Ele afirma que pacientes com esse tipo de prescrição “não poderão ser atendidos”.

O secretário aponta, no documento à qual A Estância teve acesso, que ao se consultar no Ambulatório da Unimed, “as responsabilidades da dispensação dos mesmos é da própria e não do município”, contrariando normas da Saúde e do próprio SUS a respeito das responsabilidades locais relativas ao tratamento de pacientes, com o agravante de que nesse momento o país vive uma crise sanitária sem precedentes, encontrando-se às portas de terceira onda da pandemia, com variantes do vírus ainda mais agressivas.

Roslindo Machado também encaminhou, no dia 27 de maio, cópia desse ofício à responsável pelo PAC (Pronto Atendimento a Convênios e Particulares) da Santa Casa de Misericórdia de Avaré. No documento, ele menciona que se trata de cópia do “encaminhado à Unimed, referente ao encaminhamento de pacientes ao Pronto Socorro Municipal e ao Ambulatório Municipal de Síndrome Respiratória com receita de medicamento Clexane e solicitação de Oxigenoterapia Domiciliar com receituário da Unimed e/ou particular”.

Importante afirmar que, segundo apuramos, esses pacientes são pessoas que buscaram antes a Rede Pública e que não têm convênio particular, e se dirigiram à Unimed pagando à parte para serem tratadas e teoricamente, após serem tratadas no Plano Particular (pagando por isso) mesmo não sendo conveniadas, só sobrou a elas o caminho de buscar o complemento do tratamento na Rede Pública. Ocorre que, em tese, com esses ofícios, esses pacientes estão passando por uma situação ainda mais difícil, pois a Secretaria da Saúde alega falta de medicamentos e falta de condições para oferecer Oxigenoterapia.

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