Zandoná ignorou a Regimento e colocou secretario para falar

Zandoná ignorou a Regimento e colocou secretario para falar Fonte da Foto: Facebook

A grosso modo apenas para que nossos leitores entendam como deveria funcionar uma sessão, existe um rito em que os vereadores recebem uma folha contendo tudo o que vai ocorrer naquela sessão e isso está descrito no Artigo 131, rito que tem que ser seguido da maneira mais prudente possível pelo presidente da Câmara e, como diz o parágrafo 5 e 6 do Regimento, o expediente pode ser utilizado para a realização de homenagens e “Audiência de Secretários”, convocados do prazo de que se trata, em outras palavras um momento próprio da sessão para que o secretário seja ouvido e que deveria estar na ordem do dia.

Ao levar para a votação a possibilidade do secretário usar da Tribuna, Flávio Zandoná rasgou a página do Regimento Interno, uma vez que naquela noite e momento em que o secretário chega na Câmara, não poderia ocorrer nenhuma modificação no rito daquela sessão e poderia usar da palavra numa data marcada como diz o Regimento. Zandoná usando da sua democracia particular, já que não obedece às normas do legislativo, tendo o apoio da base do prefeito e servidores, acabou transformando o parlamento naquilo que não deveria acontecer se tivesse conhecimento e preparo para a coisa pública.

O pior de tudo que foi justamente a primeira sessão na modalidade presencial, onde se viu o protesto inusitado e não poderia ser de outra maneira,  quando o presidente coloca erroneamente em votação a fala do secretário, visto que não estava na pauta da sessão o que estabelece o Regimento Interno. Diante dessa aberração acometida pelo presidente, em protesto os vereadores de oposição: Carlos Wagner, Adagisa Ward, Marcelo Ortega, Hidalgo de Freitas, Luiz Claudio e Isabel Dadário deixaram o plenário, seguidos por pessoas que assistiam à sessão.  

A presença no final da sessão do secretário Ronaldo Guardiano, no final da sessão, aconteceu depois que o vereador Carlos Wagner cobrou pela segunda vez sua presença, para explicar sobre os contratos da empresa Arpoador localizada no Tatuapé em São Paulo.  Outro ponto que chama a atenção e, em tese, deixa uma conotação de orquestração que o presidente Zandoná engole, foi quando ele colocou em votação para o secretário falar, sem permitir debate ou ser sabatinado e que explicaria a situação relacionada ao caso; isso jamais poderia acontecer pois a atitude de Zandoná continuava contrariando o que determina o Regimento Interno, já que Ronaldo Guardiano teria que ser convocado oficialmente, naquela noite. Depois de tudo, Zandoná deu continuidade à sessão e quando, em protesto, a oposição deixou o plenário, Zandoná disse “Fiquem à vontade”, sobre a saída dos vereadores.

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